Exportação de frango cresce 7,3% em volume em julho ante julho de 2023, diz ABPA
Foto: Canal Rural As exportações de carne de frango do mês de julho totalizaram 463,6 mil toneladas, volume 7,3% maior em comparação com as 432,1 mil toneladas embarcadas em igual mês do ano passado. A receita cambial obtida no período atingiu US$ 889,2 milhões, saldo 3,6% maior ante o total registrado em julho de 2023, com US$ 858,7 milhões. Os números fazem parte de levantamento mensal da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgado nesta sexta-feira (9). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A China liderou a importação em julho, com 61 mil toneladas 20,1% superior ao registrado no igual mês do ano passado, seguida pelo Japão, com 47,3 mil toneladas, avanço de 26% ante julho de 2023. A relação dos dez principais destinos também conta com os Emirados Árabes Unidos, com 38,7 mil toneladas (-16,6%), África do Sul, com 28,1 mil toneladas (+9,3%), Arábia Saudita, com 26,2 mil toneladas (-19,3%), México, com 25 mil toneladas (+123,9%), Filipinas, com 20,7 mil toneladas (+4,4%), União Europeia, com 16,9 mil toneladas (-5,6%), Iraque, com 15,3 mil toneladas (+118,6%) e Coreia do Sul, com 14,2 mil toneladas (-8,5%). “O expressivo desempenho das exportações de julho ajudaram a restabelecer os níveis de exportações registrados em 2023, quando comparamos os sete primeiros meses de cada ano. O rápido levantamento dos embargos de grande parte dos mercados, em um esforço liderado pelo Ministério da Agricultura, são indicativos de volumes positivos para os próximos meses, em um cenário de demanda internacional aquecida”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin. No levantamento por estado, o Paraná continua como principal exportador, com 188,2 mil toneladas em julho (+5,1% em relação ao igual período do ano passado), seguido por Santa Catarina, com 103,2 mil toneladas (+14,7%), Rio Grande do Sul, com 59,6 mil toneladas (-6,6%), São Paulo, com 25,8 mil toneladas (+12,3%) e Goiás, com 21,9 mil toneladas (+15,8%). Em 2024 No acumulado de janeiro a julho, as exportações de carne de frango totalizaram 3,052 milhões de toneladas, volume 0,3% menor que o total registrado nos sete primeiros meses de 2023, com 3,061 milhões de toneladas. A receita acumulada no período alcançou US$ 5,525 bilhões, saldo 8,33% menor que o acumulado no ano anterior, com US$ 6,027 bilhões. O post Exportação de frango cresce 7,3% em volume em julho ante julho de 2023, diz ABPA apareceu primeiro em Canal Rural.
Podcast: mercado global respira aliviado e Ibovespa avança; ouça destaques da economia
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a divulgação de dados que deram uma aliviada no recente temor de recessão na economia dos Estados Unidos. Os mercados americanos fecharam em alta e o Brasil surfou a onda positiva, com mais um respiro para o câmbio. Para hoje, foco no IPCA de julho. O post Podcast: mercado global respira aliviado e Ibovespa avança; ouça destaques da economia apareceu primeiro em Canal Rural.
Onda de frio pode quebrar recordes de baixa temperatura em capitais; veja como será
Foto: Pixabay A forte frente fria que atinge o Brasil promete quebrar recorde em baixas temperaturas em diversas capitais. A massa de ar polar que avança pelo país deve afetar os termômetros principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Rio de Janeiro: menor máxima e mínima do ano O Rio de Janeiro pode registrar temperaturas recordes durante o fim de semana. No sábado (10), a cidade pode ter a menor máxima do ano, com previsão de 19 ºC. No domingo (11), a mínima pode ser de 12 ºC, também a menor do ano – o recorde atual de mínima é de 11,9 °C, registrado em 20 de julho, e de máxima é 21,1 °C, em 1º de julho. A última vez que o Rio teve uma máxima menor ou igual a 19 ºC foi em 19 de julho de 2017, com 18,4ºC. São Paulo: frio intenso no fim de semana O frio também será severo em São Paulo, com chances de quebra de recorde de mínima tanto no sábado quanto no domingo. A menor mínima do ano até agora foi de 10,4 °C, registrada em 29 de maio. Para este sábado, a previsão é de 9 ºC, e no domingo, 7 ºC. Curitiba: possível recorde de mínima A cidade, que já registrou 2,6 °C em 30 de junho, pode enfrentar ainda mais frio neste sábado, com previsão de 2 ºC, o que poderá ser a menor mínima do ano. Florianópolis: mínima recorde à vista A menor mínima deste ano na capital de Santa Catarina foi de 6,5 °C, em 1º de junho. A previsão para este sábado é de 6 ºC, o que pode estabelecer um novo recorde para 2024. Campo Grande: frio intenso e recorde A menor mínima do ano foi de 9 °C, registrada em 16 de julho. No entanto, a previsão para este sábado é de 6 ºC, o que pode estabelecer um novo recorde. Temperaturas mínimas noturnas Outro ponto importante desta onda de frio será o comportamento das temperaturas durante a noite. O deslocamento lento do sistema favorecerá mínimas noturnas, o que não é comum, pois geralmente as mínimas ocorrem entre a madrugada e o início da manhã. Veja onde as temperaturas mínimas se darão à noite nesta sexta-feira: Rondônia: Vilhena Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, Corumbá, Campo Grande Mato Grosso: Rondonópolis, Cuiabá São Paulo: Presidente Prudente, Bauru, Pirassununga, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Sorocaba, Campinas, capital, Santos, Taubaté, Campos do Jordão Rio de Janeiro: Paraty O post Onda de frio pode quebrar recordes de baixa temperatura em capitais; veja como será apareceu primeiro em Canal Rural.
Tratoraço: milhares de produtores pedem ações do governo para enfrentar crise pós-enchente
Foto: Eliza Maliszewski/Canal Rural Milhares de produtores rurais gaúchos se reuniram nesta quinta-feira (8), em Porto Alegre (RS), para participar de um tratoraço que teve como objetivo pressionar o governo federal a atender as demandas do setor, gravemente afetado pela histórica enchente de maio. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A manifestação, realizada de forma pacífica, ocupou o Parque da Harmonia, no centro da capital gaúcha, onde mais de 300 máquinas agrícolas foram estacionadas na orla do Rio Guaíba, simbolizando a força de trabalho do setor no Rio Grande do Sul. Produtores de diversas cidades do estado também compareceram em ônibus, lotando o espaço. O movimento destaca as perdas sofridas e a crise enfrentada pelo setor, com reivindicações que buscam garantir a continuidade das atividades agrícolas. “O movimento vem ganhando força, somando gente, e ninguém quer ver o vizinho mal ou o outro cair. A gente quer que todos estejam bem para continuar produzindo os alimentos que o mundo precisa”, afirmou Joel Cossul, um dos participantes. O tratoraço, planejado antes da divulgação da medida provisória 1247, ganhou ainda mais força após o anúncio, já que, segundo o setor, grande parte dos produtores não foram contemplados pela medida. Entre as reivindicações do movimento SOS Agro RS estão a prorrogação de dívidas para produtores com danos parciais, linhas de crédito para a reconstrução das propriedades e auxílio financeiro para as famílias atingidas. O setor conta com o apoio de entidades do agronegócio e de parlamentares estaduais e federais. “É evidente que precisamos das emendas parlamentares, mas isso é um processo muito longo. Precisamos de boa vontade do Congresso Nacional para que as coisas avancem rapidamente”, destacou o presidente da Federação de Agricultura do estado (Farsul), Gedeão Pereira. Os tratoraços foram realizados de forma descentralizada em mais de 60 cidades pelo estado. Entidades e autoridades aguardam a regulamentação da medida provisória e novos anúncios, pois a safra 2024/2025 precisa começar. “Precisamos de respostas claras em um momento de especial dificuldade. A medida provisória publicada pelo governo não atende às necessidades que estão sendo expressas aqui, e sequer foi regulamentada. Está muito demorado e burocratizado”, acrescentou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O movimento segue pressionando por soluções efetivas para garantir a recuperação do setor agrícola no Rio Grande do Sul, que busca superar as dificuldades impostas pelas recentes enchentes. O post Tratoraço: milhares de produtores pedem ações do governo para enfrentar crise pós-enchente apareceu primeiro em Canal Rural.
Safra cheia nos EUA pressiona preços da soja no Brasil; veja cotações
Foto: Faesp O mercado brasileiro de soja registrou poucas ofertas nesta quinta-feira (8). Alguns lotes da safra 2024/25 foram negociados, mas os preços caíram novamente devido à combinação negativa entre o dólar e a Bolsa de Chicago (CBOT). Apesar de favoráveis, os prêmios não conseguiram compensar a desvalorização, o que mantém os produtores afastados no curto prazo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Confira os preços da soja hoje Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 131,50 para R$ 131. Na região das Missões, a cotação foi de R$ 130,50 para R$ 130. No Porto de Rio Grande, o preço desvalorizou de R$ 139 para R$ 137. Em Cascavel (PR), a saca recuou de R$ 132 para R$ 129. No porto de Paranaguá (PR), o preço teve baixa de R$ 138 para R$ 136. Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 127 para R$ 126. Em Dourados (MS), o preço passou de R$ 123 para R$ 122 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca teve recuo de R$ 123 para R$ 122. Mercado de Chicago e previsões do USDA Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o dia em baixa pela terceira sessão consecutiva. As condições favoráveis das lavouras americanas indicam uma safra cheia, o que pressiona o mercado. Além disso, há preocupação com o enfraquecimento da demanda, especialmente da China. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2023/24, ficaram em 325.400 toneladas na semana encerrada em 1º de agosto. Para a temporada 2024/25, foram mais 985.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 100 mil e 1,2 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá cortar suas estimativas para a safra e os estoques finais dos Estados Unidos em 2024/25. O relatório mensal de agosto do USDA será divulgado na segunda, 12, às 13h. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 472 milhões de bushels em 2024/25 e 347 milhões de bushels para 2023/24. Em julho, a previsão do USDA era de 435 milhões e 345 milhões, respectivamente. Para a produção, o mercado espera um número de 4,469 bilhões de bushels para 2024/25. Em julho, o Departamento apontou uma safra de 4,435 bilhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais de 127,6 milhões de toneladas para 2024/25. Em julho, o número ficou em 127,8 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de 110,9 milhões, abaixo dos 111,3 milhões indicados no mês passado. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar, ou 1,16%, a US$ 9,93 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,08 1/4 por bushel, com perda de 10,50 centavos ou 1,03%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,20 ou 0,69% a US$ 316,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,86 centavos de dólar, com perda de 0,02 centavo ou 0,04%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,9%, sendo negociado a R$ 5,5736 para venda e a R$ 5,5716 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5633 e a máxima de R$ 5,6551. O post Safra cheia nos EUA pressiona preços da soja no Brasil; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil vem ditando as regras globais em tecnologias de sementes
Foto: Embrapa Soja Arquivo Plantio bem-feito é metade do caminho para uma safra cheia. Essa velha máxima joga grande parte da responsabilidade dos resultados na semente. E não é para menos: ela é o principal insumo do produtor rural. O Brasil só atingiu o posto de potência agrícola global graças à tecnologia investida no produto a ser germinado na lavoura. Mas engana-se quem pensa que este avanço tem vindo exclusivamente de fora para dentro, ou seja, dos Estados Unidos e da Europa para cá. Muitas vezes é justamente o inverso, como ocorre no Centro de Pesquisas de Palmas (TO), da Corteva Agriscience. É de lá que sai toda a pesquisa envolvendo sementes de milho, soja e sorgo para os demais países onde a multinacional atua. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o líder da unidade, Regisley Durao, a ausência de inverno na capital do Tocantins permite a operação do centro em 365 dias do ano. Assim, o clima favorável possibilita a aceleração de todo o trabalho, até mesmo o encurtamento do ciclo da soja nas casas de vegetação, prontas em não mais que 90 dias. “Cada país tem suas regras fitossanitárias, então, para exportar material genético de um para o outro, é preciso cumprir regras nesse sentido, por isso achamos importante centralizar a operação aqui em Palmas para assegurar a conformidade das regras de cada nação”, conta. Esse intercâmbio de tecnologias também é voltado ao Brasil, já que o centro de pesquisas conta com uma estação quarentenária que recebe o germoplasma desenvolvido em outros países onde a empresa atua. “Fazemos as análises em laboratório e em casa de vegetação para confirmar que esse material importado está livre de pragas e doenças, antes de ser disponibilizado para os nossos melhoristas, que, por sua vez, criam materiais ou produzem híbridos que serão utilizados em nosso país”, afirma Durao. Rapidez no desenvolvimento de sementes As grandes empresas de ciências agrícolas que atuam no Brasil vivem uma revolução nos últimos anos. Isso porque o desenvolvimento de novas sementes por métodos mais modernos possibilitam a aceleração de processos. Antes, ao se considerar a soja, entre o cruzamento de variedades, desenvolvimento de linhagens e a execução de todos os testes até a etapa de envio do produto ao mercado, demorava-se, no mínimo, oito anos, podendo chegar a 15. Hoje em dia, esse tempo é encurtado de seis a, no máximo, nove anos. “Conseguimos fazer todo o processo de forma mais assertiva e precisa, acompanhando as etapas com marcadores moleculares, utilizando tecnologias de predição, em que é possível prever por meio de dados qual será o desempenho da semente frente a uma doença específica, o comportamento dela em relação a um determinado ambiente”, destaca o líder do centro de pesquisas. Segundo ele, isso vale até mesmo em casos de doenças que não são consistentes e ocorrem a cada três ou cinco safras, como é o exemplo da podridão de grãos de soja. “Hoje, é possível identificar a característica da semente suscetível à doença e mapear apenas as variedades que possuam as características de interesse sem depender do ambiente, sem precisar esperar que o problema se manifeste para que se consiga fazer o processo de seleção das melhores tecnologias para determinada área”, conta Durao. Lançamento para tratamento de sementes Foto: Daniel Popov/ Canal Rural O tratamento de sementes industrial (TSI) abrangeu 51% dos produtores de soja na safra 2023/24, de acordo com estudo da Kynetec. Para o líder de Tratamento de Sementes da Corteva, Diego Rorrato, insumos com esse cuidado são a maior garantia de obtenção da tecnologia com maior produtividade, estabilidade, tolerância aos estresses da região e resistência às doenças. E foi justamente voltado ao TSI que a empresa anunciou o lançamento do LumiTreo, um fungicida que traz na bula proteção contra cinco problemas comuns nas primeiras fases da cultura da soja: podridão vermelha da raiz, antracnose por transmissão via sementes, podridão seca e fungo típico de sementes e podridão radicular de fitoftora e oomiceto. No entanto, o líder de Pesquisa e Desenvolvimento para Tratamento de Sementes da América Latina da empresa, Orlando Garcia, adianta que o objetivo é expandir a bula do fungicida para mais quatro doenças ainda neste mês de agosto. São elas: cercóspora, sclerotinia, aspergillus e macrophomina. A nova solução conta com três ingredientes ativos: oxatiapiprolina, picoxistrobina e ipconazol, sendo os dois primeiros nunca antes usados em tratamento de sementes de soja. Os testes para analisar a eficácia do produto foram realizados no Centro de Tecnologia paraTratamento de Sementes (CSAT) da Corteva em Formosa, Goiás, o primeiro da empresana América Latina e segundo no mundo, o que também comprova o protagonismo do Brasil frente a outros mercados agrícolas. *O jornalista viajou a convite da Corteva Agriscience O post Brasil vem ditando as regras globais em tecnologias de sementes apareceu primeiro em Canal Rural.
La Niña está atrasado: veja como isso pode afetar o Brasil
Fonte: Climatempo Em sua mais recente atualização, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NCEP) informou que um novo episódio do fenômeno climático La Niña pode começar entre setembro e novembro de 2024, com uma chance de 66% de ocorrer. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Anteriormente, a previsão era a de que o La Niña começasse em agosto, portanto, ainda no inverno. Atrasado em relação às projeções, o fenômeno deve ter início na primavera e ter fraca intensidade. Os efeitos do La Niña Fonte: Climatempo Se o La Niña se confirmar, a Climatempo avalia que as regiões Norte e Nordeste devem receber mais chuvas do que o normal, o que pode beneficiar a agricultura nessas áreas. No entanto, a região Sul pode enfrentar uma redução nas precipitações, com risco de geada tardia e de estiagem no verão . A Climatempo também destaca que o atraso nas chuvas da primavera, característica comum desse fenômeno, pode não se manifestar desta vez devido, por conta de sua provável baixa intensidade. A atmosfera pode demorar a ajustar-se às mudanças, e, se o La Niña começar conforme previsto, seus efeitos só devem ser sentidos no fim da primavera ou no início do verão, uma época já chuvosa em várias regiões do Brasil. Portanto, os impactos podem ser menos significativos do que os esperados. Como está a situação atual? A fase atual do clima, chamada ENSO-neutral, significa que nem El Niño (aquecimento das águas) nem La Niña estão ativos. As temperaturas da superfície do mar no Pacífico estão próximas da média, mas os cientistas observam um resfriamento abaixo da superfície que pode sinalizar o início do La Niña nos próximos meses. O que esperar nos próximos meses As previsões indicam que La Niña pode começar a se desenvolver entre setembro e novembro de 2024, com uma chance de 74% de continuar durante o inverno do Hemisfério Norte (de novembro de 2024 a janeiro de 2025). No Brasil, as mudanças climáticas podem começar a ser observadas a partir do fim deste ano. O post La Niña está atrasado: veja como isso pode afetar o Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
BNDES diz que já mobilizou R$ 8,5 bi a empresas gaúchas afetadas por enchentes
Foto: Diego Vara/ Agência Brasil O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou nesta quinta-feira (8) já ter mobilizado R$ 8,5 bilhões a empresas afetadas pela tragédia climática no Rio Grande do Sul. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Até o último dia 5 de agosto, as aprovações somavam cerca de R$ 4,8 bilhões em mais de 2.680 operações, dentro dos R$ 15 bilhões do Fundo Social que foram disponibilizados pelo Programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul. A linha de capital de giro teve R$ 4,1 bilhões aprovados, sendo destinada majoritariamente para pequenas e médias empresas. Os recursos permitiram pagamentos de salários, compra de insumos, quitação de pagamento a fornecedores e manutenção de empregos, argumentou o banco de fomento. O Programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul é voltado a micro, pequenas e médias empresas, constituídas como pessoas jurídicas de direito privado; produtores rurais; cooperativas; transportadores autônomos de carga; e empresários individuais. As três modalidades de apoio incluem: financiamento a aquisição de máquinas e equipamentos para recompor capacidade produtiva afetada; financiamento a projetos de investimento, tais como construção/reforma de fábricas, galpões, armazéns, estabelecimentos comerciais etc.; e crédito emergencial para capital de giro. Além dos R$ 4,1 bi aprovados para capital de giro, a linha de crédito de Máquinas e Equipamentos somou R$ 623 milhões em aprovações, e a linha de Investimento e Reconstrução, mais de R$ 86,5 milhões aprovados. “O programa atende empresas e empreendedores de áreas afetadas pelos eventos climáticos extremos, desde que tenham sofrido perdas materiais decorrentes da tragédia. Mais de 80% dos recursos aprovados foram para pequenas e médias empresas”, informou o BNDES, em nota distribuída à imprensa. Os R$ 15 bilhões do Fundo Social emergencial para o Rio Grande do Sul são divididos em R$ 7,850 bilhões para apoio direto às empresas com faturamento superior a R$ 300 milhões e outros R$ 7,159 bilhões para apoio indireto (MPMEs), por meio da rede parceira de bancos privados, públicos, cooperativas de crédito e outros agentes financeiros que atuam no Estado. Na modalidade indireta, já foi executado mais de 60% do orçamento previsto no Fundo Social. Dos R$ 7,1 bilhões destinados a micro, pequenas e médias empresas, foram executados cerca de R$ 4,3 bilhões, sendo o comércio e os serviços os maiores beneficiários, apontou a diretora de Crédito Digital para PMEs do BNDES, Maria Fernanda Coelho, na nota oficial. “Deste orçamento, o BNDES reservou exclusivamente para micro e pequenas empresas um total de R$ 900 milhões, dos quais mais R$ 300 milhões já foram contratados (cerca de 35%)”, informou o banco de fomento. “O banco também aprovou a suspensão de pagamentos por 12 meses em mais de 33,3 mil contratos, totalizando aproximadamente R$ 1,6 bilhão, sendo 59 operações diretas (com grandes empresas), que somam R$ 398,8 milhões.” Garantia em R$ 2,1 bi em operações de crédito Já o fundo garantidor do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI Peac) garantiu 2.134 operações, alavancando mais de R$ 2,1 bilhões em crédito para o Rio Grande do Sul, apontou o BNDES. O banco de fomento fornece as garantias para as operações de crédito que os bancos parceiros realizam com seus recursos junto às micro, pequenas e médias empresas gaúchas. O banco lembrou ainda ter aprovado diversas operações diretas no setor de infraestrutura, para a reconstrução do estado nas áreas de energia e transporte, incluindo rodovias e aeroportos. “Essas operações são mais complexas e envolvem análise mais detalhada do BNDES, tanto pela expressividade do volume de recursos quanto pelo impacto que geram na economia”, ressaltou o banco de fomento. O BNDES aprovou aproximadamente R$ 1,4 bilhão para a RGE Sul Distribuidora de Energia S.A (Grupo CPFL), que compreende financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos e capital de giro. A empresa é responsável pela distribuição de 65% da energia elétrica consumida no Rio Grande do Sul, com 7,1 milhões de pessoas e 3,1 milhões de unidades consumidoras atendidas. “A estruturação dessa operação vai permitir a garantia do fornecimento de energia para a população gaúcha sem aumento de tarifa este ano”, frisou a instituição. O banco aprovou ainda R$ 100 milhões em crédito emergencial à concessionária Caminhos da Serra Gaúcha S/A, que opera 271,54 km de rodovias que atravessam 18 municípios gaúchos, “para apoiar as necessidades de liquidez imediata da empresa”. “Essa malha viária, que atravessa três serras e o Vale do Caí, teve vários pontos de bloqueio e danos estruturais, tais como deslizamentos, afundamentos, fissuras no pavimento e erosão”, justificou o banco. “Outros R$ 125 milhões foram aprovados para a Concessionária das Rodovias Integradas do Sul S.A. (Viasul), que também teve sua malha, de 473,4 km, afetada pelos eventos climáticos, com 101 pontos de bloqueio total ou parcial e diversos danos à estrutura das rodovias. A Viasul opera trechos das BRs 101, 290, 386 e 448, rota fundamental para a economia gaúcha.” O banco determinou ainda a suspensão temporária de pagamentos dos financiamentos do Aeroporto Afonso Pena e da rodovia RSC-287, impactados pelas enchentes. “A concessionária Fraport Brasil, que opera o terminal aeroportuário, solicitou a suspensão do pagamento das parcelas referentes ao crédito de R$ 1,25 bilhão, concedido pelo BNDES em 2018, que corresponde a mais de 60% do valor a ser investido na ampliação, modernização e manutenção da infraestrutura do Salgado Filho. O banco aprovou a medida, que passou a valer a partir de junho”, comunicou. As debêntures de infraestrutura emitidas pela Rota de Santa Maria, concessionária da RSC-287, tiveram a data de vencimento prorrogada em um ano, para 15 de dezembro de 2047. “Em junho de 2023, com a subscrição de 100% por parte do BNDES em oferta pública de debêntures, foram captados R$ 250 milhões”, lembrou. O BNDES manteve um posto avançado no Rio Grande do Sul, na sede do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), entre 2 de junho e 5 de julho deste ano. O post BNDES diz que já mobilizou R$ 8,5 bi a
Expointer 2024: oportunidade de recuperação para o setor agrícola gaúcho
Foto: Julia Chagas/Ascom Seapi Pouco mais de três meses após a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, o estado se prepara para sediar uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina, a Expointer 2024. O evento representa uma oportunidade para a recuperação do setor agrícola e para a movimentação da economia estadual. Contexto de recuperação O jornalista e analista político Cleber Benvegnú destaca a importância da feira no contexto atual. “Este evento é um marco na recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes devastadoras. A Expointer não é apenas uma vitrine para o agronegócio, mas também um símbolo de resiliência e reconstrução para o estado”, afirmou Benvegnú. Preparativos para a Expointer Os preparativos para a Expointer estão a todo vapor no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, que foi duramente atingido pelas enchentes em maio. O parque ficou alagado por quase 20 dias, com água chegando a 1,5 metros de altura. No entanto, a recuperação tem sido rápida, com um esforço conjunto entre governo, entidades e empresas para garantir que a feira ocorra conforme planejado. “O espírito de unidade é forte, e a feira deste ano terá um valor simbólico especial, além do seu já significativo impacto econômico”, disse Benvegnú. Impacto econômico e social No ano passado, a Expointer movimentou cerca de 8 bilhões de reais. Este ano, a expectativa é ainda maior, com a feira sendo vista como um ponto de retomada para a economia gaúcha. A feira acontece de 24 de agosto a 1º de setembro e contará com a presença de máquinas e animais, seguindo o roteiro tradicional do evento. Mobilização dos produtores Paralelamente aos preparativos para a Expointer, produtores rurais gaúchos estão mobilizados em um grande tratoraço em Porto Alegre, exigindo medidas mais efetivas de apoio para a recuperação pós-enchente. A insatisfação com a recente medida provisória do governo federal, considerada insuficiente e burocrática, foi expressa por centenas de produtores que se reuniram na capital do estado. “Há um consenso sobre a necessidade de uma resposta mais adequada do governo federal para atender às reais necessidades dos produtores”, destacou Benvegnú. O post Expointer 2024: oportunidade de recuperação para o setor agrícola gaúcho apareceu primeiro em Canal Rural.
Anec prevê exportação em agosto de até 8,184 milhões de t de soja
Foto: Porto de Paranaguá A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou que os embarques de soja em grão em agosto devem ficar entre 7,5 milhões de toneladas e 8,184 milhões de toneladas. O volume ficou abaixo de julho (9,594 milhões de t), mas pode ser ligeiramente maior que o registrado em agosto do ano passado (7,608 milhões de t). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em relação ao milho, a Anec disse que as exportações brasileiras devem alcançar um volume entre 5,588 milhões e 7 milhões de t em agosto. A projeção ficou acima do volume de julho, de 4,707 milhões de t, mas abaixo de agosto do ano anterior, quando somou 9,262 milhões de t. Não foram publicadas projeções para o trigo. Em informe semanal, divulgado nesta quarta-feira, a associação destacou que “o lineup prevê 8.183.918 toneladas para a soja e 5.587.889 toneladas para o milho em agosto. No entanto, é importante notar que a Anec está considerando a possibilidade de uma carga menor para a soja, levando a um número entre 7.500.000 e 8.183.918 toneladas, e uma carga maior para o milho, resultando em um número entre 5.587.889 e 7.000.000 toneladas”, disse. Na semana de 28 de julho a 3 de agosto, o país enviou ao exterior, segundo a Anec, 1,164 milhão de toneladas de soja, 183,2 mil toneladas de farelo de soja e 453,9 mil toneladas de milho. Para o período de 4 e 10 de agosto são esperados embarques de 2,367 milhões de toneladas de soja, 493,3 mil toneladas de farelo e 1,558 milhão de toneladas de milho. O post Anec prevê exportação em agosto de até 8,184 milhões de t de soja apareceu primeiro em Canal Rural.