Fogo não é usado na pré-colheita de cana há dez anos, diz Unica

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Diante do aumento expressivo de incêndios no estado de São Paulo, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e suas associadas colocaram à disposição do governo do Estado de São Paulo toda a estrutura de combate ao fogo já disponível nas usinas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em nota, a entidade destacou que são mais de 1,5 mil caminhões-pipa e cerca de 10 mil brigadistas do setor sucroenergético atuando nesse esforço conjunto sob coordenação do governo estadual. De acordo com o texto divulgado, os incêndios criminosos ou acidentais em canaviais preocupam, pois este é o período mais seco do ano e com o maior risco deste tipo de incidente. “Com quase 100% da colheita mecanizada no estado, toda a estrutura de processamento das usinas é para a cana crua. Há 10 anos, fogo deixou de ser usado como método pré-colheita”, diz a nota. Segundo a Unica, os canaviais são os maiores ativos das usinas, representando o maior custo na safra. “Por isso, cana queimada é sinal de prejuízo para o setor. Os incêndios também são prejudiciais para o meio ambiente, ao impactar a flora e a fauna nativa em regiões de canaviais”, finaliza o texto. O post Fogo não é usado na pré-colheita de cana há dez anos, diz Unica apareceu primeiro em Canal Rural.
Situação de emergência por incêndio florestal cresceu 354% em agosto

Maria Helena, um dos municípios atingidos no PR. Foto: CBMPR O número de municípios que decretaram situação de emergência por incêndios florestais em agosto cresceu 354% em relação ao mesmo mês do ano de 2023, aponta levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Somente neste mês, 118 gestores municipais registraram a condição no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Este ano, até o dia 26 de agosto, 167 municípios declararam situação de emergência. No mesmo período de 2023 apenas 57 enfrentavam o problema. De acordo com o levantamento, 4,4 milhões de pessoas já foram afetadas pelos incêndios florestais este ano, sendo que a maioria, 4 milhões, foram alcançados pelos efeitos, como poluição do ar e perda da biodiversidade. Estados afetados pelos incêndios O maior número de decretos foi registrado em São Paulo, por 51 municípios, seguido por outros 11 estados: Mato Grosso do Sul: 35 registros; Acre: 22; Espírito Santo e Rondônia: dois municípios; Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina: apenas um município cada. Até o momento, o sistema aponta que já foram reconhecidos pelo governo federal a situação de emergência por incêndio florestal em 12 municípios em Mato Grosso do Sul. Os demais processos ainda estão em andamento para que os gestores possam ter acesso aos recursos públicos federais para medidas emergenciais. A instituição estima um prejuízo de R$ 10 milhões em assistência médica emergencial para a saúde pública, que ainda pode crescer com impactos causados pela exposição da população à fumaça. O post Situação de emergência por incêndio florestal cresceu 354% em agosto apareceu primeiro em Canal Rural.
Gabriel Galípolo é indicado por Lula para presidir o Banco Central

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil O economista Gabriel Galípolo é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Banco Central. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto. “O presidente da República me incumbiu de fazer um comunicado aqui, de que hoje ele está encaminhando ao Senado Federal, ao presidente [Rodrigo] Pacheco e ao senador Vanderlan, presidente da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], o indicado dele para a presidência do Banco Central, que vem a ser o Gabriel Galípolo, que hoje ocupa a diretoria de Política Monetária do banco”, revelou o ministro. Mandato de quatro anos Para assumir o cargo, Galípolo ainda precisará ter o nome aprovado pelo Senado Federal, que realizará uma sabatina com o indicado, para um mandato de quatro anos à frente do BC. Se aprovado, ele substituirá Roberto Campos Neto, cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro. “Na mesma magnitude, é uma honra, um prazer e uma responsabilidade imensa ser indicado à presidência do Banco Central do Brasil pelo ministro Fernando Haddad e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Galípolo ao lado de Haddad após o anúncio da indicação. Ele se recusou a responder perguntas em “respeito ao processo e à institucionalidade”. Quem é Galípolo Ex-secretário de Economia e de Transportes do governo de São Paulo, Galípolo trabalhou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e no Banco Fator, instituição que ele fundou. Em 2023, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, até ser indicado e aprovado para a diretoria de Política Monetária do BC, que ele ocupa desde julho do ano passado. O post Gabriel Galípolo é indicado por Lula para presidir o Banco Central apareceu primeiro em Canal Rural.
Safra de grãos de São Paulo deve ser 22% menor, aponta Faesp

Foto: Divulgação Faesp As estimativas para a produção paulista de grãos na safra 2023/24 mostram novo recuo, de acordo com o Acompanhamento da Safra de Grãos, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp. A produção, anteriormente estimada em 8,99 milhões de toneladas, agora é avaliada em 8,92 milhões de toneladas. Com esse ajuste, a safra prevista se consolida 22,2% ou 2,54 milhões de toneladas menor em comparação a anterior. Culturas mais afetadas De modo geral, todas as lavouras de grãos no estado de São Paulo sofreram quebra de produção neste ciclo, exceto arroz, feijão 1ª safra, sorgo e triticale. O destaque negativo é a soja, com queda expressiva na produção. A previsão atual é de que sejam colhidas 3,65 milhões de toneladas da oleaginosa, uma quebra de 25,6% em comparação com a safra anterior. Embora a área plantada com grãos no estado tenha se mantido em relação à safra passada, em 2,63 milhões de hectares, os problemas climáticos afetaram severamente o rendimento das lavouras. Enquanto na campanha anterior a produtividade média atingiu 4.381 kg/ha, na atual estão previstos 3.396 kg/ha, o que representam uma perda de 22,5%. O levantamento da Faesp ainda aponta que o algodão foi severamente afetado pelas temperaturas elevadas, pela escassez de chuvas e, também, pela pressão de pragas, tendoresultado em uma colheita 28,3% inferior à de 2022/23. A produção de amendoim também sofreu forte queda, sendo 24,9% menor que a do ciclo anterior. Produção nacional de grãos Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja Em nível nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 298,6 milhões de toneladas a estimativa da produção brasileira. Trata-se da segunda maior safra do país, embora o novo volume previsto represente uma queda de 6,6% ou 21,2 milhões de toneladas em relação à temporada anterior. O post Safra de grãos de São Paulo deve ser 22% menor, aponta Faesp apareceu primeiro em Canal Rural.
Frio? Temperaturas devem subir hoje; veja a previsão do tempo

Foto: Pixabay Saiba como o clima irá se comportar nesta quarta-feira (28) em todo o Brasil: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Geada apenas nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Temperaturas mínimas baixas, mas em elevação gradual. Nebulosidade maior nos três estados, sem previsão de chuva. Sudeste Estabilidade em todo o Sudeste. Temperaturas em elevação à tarde, especialmente no interior de São Paulo. Atenção para a baixa umidade do ar. Centro-Oeste Dia ensolarado com temperaturas em alta durante a tarde. Umidade do ar cairá para índices abaixo de 30% nas horas mais quentes. Nordeste Chuva passageira no fim do dia entre os litorais da Bahia e do Rio Grande do Norte, e no litoral do Maranhão. Interior com tempo firme e seco. Temperaturas altas e sensação de abafado. Norte Pancadas isoladas de chuva no extremo norte devido ao calor e umidade. Tempo firme e seco no interior do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins. O post Frio? Temperaturas devem subir hoje; veja a previsão do tempo apareceu primeiro em Canal Rural.
Fávaro anuncia R$ 200 milhões para a modernização do Inmet

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, afirmou que serão destinados R$ 200 milhões para modernização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), subordinado ao ministério. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Em tempos de mudanças climáticas, o nosso instituto de meteorologia é ainda muito analógico e necessita que os servidores coletem dados diariamente. Investiremos R$ 200 milhões para fazer modernização, simplificação e uso de algoritmos pelo Inmet para até o fim de 2026 termos o melhor instituto meteorológico da América Latina”, disse Fávaro nesta terça-feira (27). Segundo o ministro, o objetivo do governo com a reestruturação do Instituto é equipá-lo para ser um instrumento para apoio com as mudanças climáticas mais frequentes. Inmet como apoio ao seguro rural “Queremos equipá-lo para que possamos minimizar os efeitos das mudanças e dos extremos climáticos para, por exemplo, recomendar melhor até o seguro agrícola”, afirmou o ministro. Aos empresários paulistas, Fávaro citou ainda a necessidade de modernização também do seguro rural com uso de algoritmos e inteligência artificial. “Há modelos a serem seguidos, mas o desafio é fazer isso se tornar realidade. Quando modernizarmos a base do seguro, teremos um sistema mais sustentável economicamente”, afirmou, mencionando que a modernização do seguro agrícola vai exigir também mudanças na legislação brasileira. O post Fávaro anuncia R$ 200 milhões para a modernização do Inmet apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: relatório do USDA segue impactando cotações; veja os preços

Foto: Daniel Popov/ Canal Rural O movimento do mercado brasileiro de soja foi moderado nesta terça-feira (27). Contudo, os preços subiram ao longo do dia. No cenário interno, as indicações ficaram acima da paridade de exportação. Chicago e dólar fizeram uma combinação positiva na sessão, favorecendo melhores cotações. Preços da soja no Brasil Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 126 Região das Missões: permaneceu em R$ 125 Porto de Rio Grande: subiu de R$ 131 para R$ 133 Cascavel (PR): valorizou de R$ 128 para R$ 129 Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 133 para R$ 134 Rondonópolis (MT): avançou de R$ 127 para R$ 128 Dourados (MS): aumentou de R$ 120 para R$ 123 Rio Verde (GO): avançou de R$ 125,50 para R$ 128 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em alta. O mercado reagiu positivamente aos mais recentes boletins meteorológicos, que apontam temperaturas elevadas para as regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias. O relatório de ontem (26) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou piora nas condições das lavouras norte-americanas. Segundo o órgão, até 25 de agosto, 67% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 67%), 24% em situação regular 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 5,75 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 9,86 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/2 por bushel, com ganho de 5,25 centavos ou 0,52%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 4,00 ou 1,29% a US$ 312,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,42 centavos de dólar, com baixa de 0,33 centavo ou 0,80%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,5027 para venda e a R$ 5,5007 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4773 e a máxima de R$ 5,5188. O post Soja: relatório do USDA segue impactando cotações; veja os preços apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços do boi gordo seguem em alta; veja cotações do dia

Foto: Comex do Brasil/divulgação O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência ainda é de continuidade deste movimento. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Isso por conta da posição média das escalas de abate, com dificuldades na aquisição de boiadas em um ambiente ainda pautado por oferta restrita. Goiás e Rondônia tiveram altas mais destacadas no decorrer do dia. “Indústrias que firmaram contratos a termo estão com escalas de abate mais confortáveis e participando de forma menos ativa do mercado”, assinalou Iglesias. Preço da arroba do boi São Paulo: R$ 242,02 Goiás: R$ 235,32 Minas Gerais: R$ 234,41 Mato Grosso do Sul: R$ 242,50 Mato Grosso: R$ 216,01 Preço no atacado Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado atacadista voltou a apresentar alta dos preços nesta terça-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período pautado por maior apelo ao consumo. As exportações ainda apresentam forte ritmo, com expectativa de estabelecer um novo recorde na atual temporada. “O Brasil é disparadamente a melhor alternativa para fornecimento global de carne bovina”, considera Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13,50, por quilo. O post Preços do boi gordo seguem em alta; veja cotações do dia apareceu primeiro em Canal Rural.
Ministro do STF manda governo ampliar combate ao fogo na Amazônia e no Pantanal

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que o governo reforce ao máximo, no prazo de 15 dias, a quantidade de pessoas que atuam no combate ao fogo no Pantanal e na Amazônia. Pela ordem, deve ser mobilizado “todo contingente tecnicamente cabível” de diversos órgãos, incluindo das Forças Armadas, da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Força Nacional, incluindo bombeiros militares que nela atuem, e da Fiscalização Ambiental. “Os equipamentos e materiais necessários devem ser deslocados, ou requisitados, ou contratados emergencialmente”, escreveu Dino. Intimação a ministros O ministro determinou a intimação, especificamente, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, da Defesa, José Múcio Monteiro, e do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva. Ele afirmou que o três devem propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que abra créditos extraordinários para custear as novas ações emergenciais, se assim for necessário, inclusive por meio da edição de medida provisória. O ministro frisou “a intensificação de queimadas gravíssimas, inclusive com indícios de origem criminosa” em todo o país, incluindo Pantanal e Amazônia. Ele afirmou que “tais fatos configuram danos irreparáveis”, que contrariam decisão já tomada pelo Supremo para que a União elaborasse um plano de combate às chamas. Intensificar combate ao fogo Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil Dino apresentou diversas notícias, de diferentes veículos de comunicação, segundo as quais a atual temporada de queimadas é a mais intensa dos últimos anos na Amazônia e no Pantanal. “Não se ignoram os atuais esforços empreendidos por agentes públicos, contudo é fora de dúvida que é urgente intensificá-los, com a força máxima disponível, à vista da estatura constitucional do Pantanal e da Amazônia”, escreveu o ministro. O cumprimento da nova determinação deve ser avaliado no próximo 10 de setembro, afirmou Dino, numa audiência de conciliação que já havia sido marcada para discutir o tema, que o Supremo considerou ser um “processo estrutural”, exigindo constante diálogo institucional. Devem participar da audiência representantes da Procuradoria-Geral da República; da Advocacia-Geral da União; dos ministérios da Justiça; do Meio Ambiente e da Mudança Climática; dos Povos Indígenas; do Desenvolvimento Agrário; além do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e coordenador geral do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, ministro Herman Benjamin. A decisão foi tomada dentro das ações de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 743, 746 e 857. Esses são os mesmos processos nos quais, no último 19 de junho, o plenário do Supremo deu prazo de 90 dias para a União apresentar um “plano de prevenção e combate ao fogo no Pantanal e na Amazônia, que abarque medidas efetivas e concretas para controlar ou mitigar os incêndios que já estão ocorrendo e para prevenir outras devastações”. Por ter proferido o voto vencedor nessas ações, Dino se tornou redator do acórdão (decisão colegiada) do julgamento. Por esse motivo, tem o dever de zelar pelo cumprimento do que foi decidido, disse ele ao justificar a nova decisão desta terça. As ADPFs sobre o assunto haviam sido abertas pelos partidos Rede Sustentabilidade e PT em 2020, no contexto do aumento de queimadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O post Ministro do STF manda governo ampliar combate ao fogo na Amazônia e no Pantanal apareceu primeiro em Canal Rural.
Mais de 80% dos focos de calor em SP estão em áreas de agropecuária

Foto: redes sociais/reprodução Foram identificados 2,6 mil focos de calor no estado de São Paulo entre os dias 22 e 24 de agosto. De cada dez, oito (81,29%) estavam em áreas ocupadas pela agropecuária, conforme revela levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), divulgado nesta terça-feira (27). Para fazer o monitoramento e mensurar o alcance do fogo, o órgão reuniu imagens captadas por satélites e informações produzidas em 2023 pela Rede MapBiomas, da qual é membro. O Ipam constatou que 1,2 mil focos de calor (44,45%) foram localizados em perímetros de cultivo de cana-de-açúcar e 524 (19,99%) em pontos chamados de “mosaicos de usos”, termo que designa aqueles em que não é possível fazer distinção entre pasto e/ou agricultura. Outros 247 (9,42%) eram áreas de pastagem e 195 (7,43%) áreas de silvicultura, soja, citrus, café e outros tipos de cultura. Focos de calor em zona de vegetação A zona de vegetação nativa teve 440 focos de calor (16,77% do total). As formações florestais foram o tipo mais atingido, representando 13,57% dos focos. Cinco cidades concentraram 13,31% dos focos de calor registrados no período: Pitangueiras (3,36%); Altinópolis (3,28%); Sertãozinho (2,4%); Olímpia (2,17%); e Cajuru (2,1%) Todas estão próximas a Ribeirão Preto, com exceção de Olímpia, que faz parte da Região Metropolitana de São José do Rio Preto. Na sexta-feira (23), foram contabilizados mais focos de calor do que em todos os estados da Amazônia juntos, o que o Ipam destaca como situação crítica da unidade federativa. Também na sexta-feira, os especialistas do Ipam notaram o surgimento de colunas de fumaça a cada 90 minutos, entre 10h30 e 12h, ao analisar as imagens produzidas pelo satélite geoestacionário, que captura uma nova cena a cada 10 minutos. Além disso, o satélite que capta focos de calor na parte da manhã e no final da tarde registrou um aumento de 25 para 1.886 focos em todo o estado. Quadro atípico A diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, afirma que se trata de um quadro atípico. “É como se fosse um Dia do Fogo exclusivo para a realidade do estado, evidenciado pela cortina de fumaça simultânea que surge visualmente a oeste”, observa, em referência ao episódio de agosto de 2019, quando fazendeiros do Pará provocaram incêndios em diversos pontos da Amazônia, atingindo unidades de Conservação e terras indígenas. O post Mais de 80% dos focos de calor em SP estão em áreas de agropecuária apareceu primeiro em Canal Rural.