Bahia tem o 2º maior aumento absoluto de bovinos do país e chega a 13,3 mi de animais

A Bahia registrou o segundo maior crescimento absoluto de bovinos entre os estados do Brasil entre 2022 e 2023. O plantel aumentou de 12,5 milhões para 13,3 milhões de animais (+6,1%), o que representou mais 764,5 mil cabeças, atrás apenas do Paraná (+822,7 mil cabeças).  Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (19). Com esse crescimento, o efetivo baiano de bovinos quebrou o recorde do ano anterior e chegou, em 2023, ao seu maior patamar nos 49 anos da PPM, iniciada em 1974. Altas consecutivas De acordo com o IBGE, o aumento no número de bovinos em 2023 foi o terceiro consecutivo no estado. Com o resultado positivo, a Bahia manteve o 7º maior efetivo do país, respondendo por 5,6% do total nacional, que foi de 238,6 milhões de cabeças (+1,6% frente a 2022). Em 2023, Santa Rita de Cássia passou a ter o maior rebanho bovino do estado: 188,4 mil animais. O município tinha o 4º maior efetivo em 2022, mas registrou alta de 26,7% em um ano. Itamaraju, que liderava na Bahia, passou a ter o 2º maior rebanho (183,2 mil cabeças); e Itanhém caiu da 2ª para a 3ª posição (169,0 mil). O maior crescimento no número de bovinos entre 2022 e 2023 na Bahia, porém, ocorreu em Santa Terezinha, que passou de 23,0 mil para 95,1 mil animais, ou seja, mais 72,1 mil cabeças em um ano, em um aumento de 312,9%. O município passou do 170º para 29º lugar no ranking estadual. Canal Rural exibe nova temporada do especial Cerrado Sem Fogo Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Bahia tem o 2º maior aumento absoluto de bovinos do país e chega a 13,3 mi de animais apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: quinta-feira é travada com disparidade entre compradores e vendedores no país

Foto: Pixabay O mercado brasileiro da soja teve mais um dia marcado pela estagnação. Embora tenham ocorrido negociações pontuais em momentos favoráveis na Bolsa de Chicago, os volumes foram insignificantes, resultando em preços nominais nas principais praças de comercialização. A disparidade entre compradores e vendedores continua a ser um grande obstáculo. A indústria apresenta ofertas acima da paridade de exportação, mas os produtores consideram esses preços abaixo do que deveriam ser. Como estratégia, muitos vendedores optam por reter seus grãos disponíveis, aguardando melhores oportunidades. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Números Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00 Na região das Missões (RS), o preço recuou de R$ 132,00 para R$ 130,00 No Porto de Rio Grande (RS), o valor diminuiu de R$ 138,00 para R$ 137,00 No Paraná (PR), a saca desvalorizou de R$ 133,50 para R$ 132,50 No porto de Paranaguá (PR), o preço caiu de R$ 139,50 para R$ 138,00 Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 130,00 para R$ 129,00 Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 128,00 para R$ 126,00 Em Rio Verde (GO), o valor se estabilizou em R$ 128,00 Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em leve baixa, com alta volatilidade. Os números positivos das exportações semanais dos EUA deram suporte aos preços, mas o mercado já começa a precificar o início de uma safra recorde no Brasil. As exportações líquidas da soja dos EUA, referentes à temporada 2024/25, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro, com a China liderando as importações, totalizando 973.900 toneladas. Para a temporada 2025/26, as exportações somaram apenas 8.400 toneladas, abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas somadas às duas temporadas. Apesar do clima seco, o atraso na semeadura no Brasil ainda não gera preocupação quanto ao potencial produtivo. A Conab divulgou recentemente sua primeira projeção para 2024/25, estimando uma safra em torno de 166,3 milhões de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma queda de 0,75 centavo de dólar, ou 0,07%, a US$ 10,13 1/4 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, também com perda de 0,75 centavo ou 0,07%. Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,06%, a US$ 321,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 40,93 centavos, com alta de 0,62 centavo ou 1,53%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,68%, negociado a R$ 5,4232 para venda e a R$ 5,4212 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3959 e a máxima de R$ 5,4410. O post Soja: quinta-feira é travada com disparidade entre compradores e vendedores no país apareceu primeiro em Canal Rural.

Poluição do ar em Brasília cresceu 350 vezes durante incêndio

Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil “Eu fiquei muito apavorada. Você querer respirar e não conseguir é muito ruim. Isso terminou me prejudicando porque precisei faltar ao trabalho”, contou a brasilense Edelweiss Ilgenfritz, de 52 anos. Asmática, a trabalhadora autônoma acordou na madrugada da terça-feira (17) com o apartamento cheio de fumaça. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A concentração de partículas finas no ar da capital do país cresceu cerca de 350 vezes durante o incêndio de grandes proporções que consumiu 1,4 mil hectares do Parque Nacional de Brasília nesta semana. Antes do incêndio, na manhã do domingo (15), o ar da capital registrava concentração de 4 microgramas por metro cúbico (µg/m3) de Moléculas de Partículas (MP) de tamanho 2,5, considerada uma molécula mais fina. Na madrugada da terça-feira (17), o ar de Brasília registrou 1,3 mil µg/m3 da MP 2,5. Somente nesta quinta-feira (18) a poluição voltou a cair de forma sustentada. Brasília (DF), 19/09/2024 – Arte para a matéria Poluição do ar em Brasília. Arte/Agência Brasil “É realmente muito alto. Foi o nível que Manaus chegou no ano passado em um pico de queimadas que teve por lá. É o indicativo que a poluição estava muito crítica e precisava ser melhor controlada, mas principalmente deveria ter uma orientação para a população”, comentou JP Amaral, gerente de natureza no Instituto Alana e membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Padrão de qualidade do ar Como o poder público não tem dados de acompanhamento em tempo real da qualidade do ar na área central da capital do país, as informações foram retiradas da plataforma PurpleAir, que tem um equipamento instalado no final da Asa Norte, próximo ao incêndio que deixou a cidade imersa na fumaça. Para se ter uma ideia, o Conama prevê como padrão de qualidade do ar, no máximo, 60 µg/m3 para partículas finas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros em uma média de 24 horas. As MP tamanho 2,5 são menores e têm maior facilidade para entrar no aparelho respiratório e na corrente sanguínea, causando problemas de saúde, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Mesmo o padrão de 60 µg/m3 é considerado alto quando comparado com outros países. Por isso, o Conama aprovou resolução em julho de 2024 prevendo a redução desse padrão para 50 µg/m3, em 2025, até chegar em 25 µg/m3, na média de 24 horas, em 2044. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda como limite para concentração de partículas no ar, uma média diária de 15 µg/m3 para partículas 2,5. Monitoramento do ar A estação de monitoramento da qualidade do ar do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que fica no centro da capital, na Rodoviária do Plano Piloto, tem mais de 20 anos e só emite resultados a cada seis dias. De acordo com o Ibram, entidade ligado ao governo do Distrito Federal (GDF), os dados coletados dos dias 17 e 18 de setembro só devem ser divulgados na próxima segunda-feira (23). Existe receio de órgãos ambientais de usar dados de equipamentos privados, como do PurpleAir, por não ser considerado uma estação “robusta”. O presidente do Ibram, Rôney Nemer, diz que não é possível saber se as medições de poluição são confiáveis, que seria preciso analisar o equipamento. Por outro lado, a diretora do Instituto Ar, a médica Evangelina Araújo, avalia que os equipamentos privados são confiáveis e trazem um dado aproximado da realidade. “Os órgãos ambientais criticam porque o equipamento é de baixo custo, mas é confiável. Pode às vezes não ser exatamente igual a um equipamento robusto de um órgão ambiental público, mas é muito confiável. É muito próximo da realidade e, não havendo dados de monitoramento, é com isso que se trabalha”, afirmou. As metrópoles de Brasília (DF), Goiânia (GO) e Manaus (AM) estão entre as localidades com maior defasagem de monitoramento da qualidade do ar no país, segundo pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA). “Quatorze estados da federação não monitoram a qualidade do ar. Sem monitoramento, não se sabe a concentração de poluentes que as pessoas respiram. E se não há o monitoramento, o órgão ambiental não comunica à população qual é a situação e também não identifica episódios críticos”, acrescentou a especialista Evangelina. Segundo o Ibram, o governo do Distrito Federal autorizou a compra de equipamentos para monitoramento da qualidade do ar em Brasília, mas ainda não há data para a compra dessas novas estações. Sem planos O Instituto Alana fez um levantamento mostrando que das 27 unidades da federação, 26 não têm qualquer plano para enfrentamento de episódios críticos em relação à qualidade do ar. “Quando há um episódio crítico, temos que alertar a população, avisar aos noticiários, talvez fechar as escolas. Mas o ponto é que a gente não tem plano de ação do que fazer e como orientar a população. Só São Paulo tem um plano de ação e esse plano de ação é de 1978. Então ele é muito antigo”, destacou JP Amaral, do Instituto Alana. Para Evangelina Araújo, do Instituto Ar, é preciso um plano de ações para atuação nos episódios críticos de poluição do ar. “Além de alertar a população, o órgão ambiental tem que adotar medidas para reduzir outras fontes de emissões. As partículas não vêm só da queimada, vêm do trânsito, da queima do combustível fóssil, vêm da indústria”, alertou. Recomendações de saúde A iniciativa Médicos Pelo Ar Limpo elaborou uma nota técnica com orientações sobre como se proteger dos efeitos da fumaça. A dica é permanecer em ambientes internos, mantendo portas e janelas fechadas. Se possível, usar purificador de ar ou ventiladores, além de pendurar toalhas molhadas dentro de casa para umidificar o ambiente. É preciso ainda evitar exercícios físicos moderados ou intensos ao ar livre em qualquer horário. Para proteção contra partículas finas, podem ser usadas máscaras tipo N95 ou PFF2. Máscaras cirúrgicas ou panos não protegem contra partículas finas, apenas contra as maiores, como fuligem.

Algodão: câmara setorial estima aumento da área na temporada 2024/25

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estima que a área plantada com algodão no país em 2024/25 cresça 7,4% em relação a 2023/2024, e atinja 2,14 milhões de hectares. Durante a 76ª reunião da câmara, presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi divulgado levantamento considerando os dados indicados pelas associações de produtores estaduais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A produtividade projetada é de 1.859 quilos de algodão beneficiado (pluma) por hectare, o que aponta para produção de 3,97 milhões de toneladas de algodão, 8% maior que a da temporada anterior. Em nota, a Abrapa diz que os números são mais otimistas do que os divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta uma produção de 3,68 milhões de toneladas de pluma, numa área de 2 milhões de hectares, com produtividade esperada de 1.831 quilos por hectare. “Para consolidar a previsão, vai depender muito da produtividade, que, por sua vez, está atrelada ao clima, sobre o qual não temos ingerência. Por isso, e considerando também o mercado, a nossa recomendação é que o produtor se preocupe muito em reduzir – ou otimizar – os custos e fazer o melhor possível para aumentar a produtividade, para compensar os preços não tão atrativos no momento”, afirma na nota o presidente da Abrapa e da Câmara Setorial, Alexandre Schenkel. Sobre a temporada 2023/24, a Abrapa informou área total de 1,99 milhão de hectares, com produção de 3,68 milhões de toneladas de pluma e produtividade de 1.848 quilos de pluma por hectare, em linha com o levantamento anterior, de junho. “O estado de Mato Grosso se manteve como o maior produtor nacional, com 2,67 milhões de toneladas de algodão em pluma, colhidos numa área de 1,47 milhões de hectares, seguido pela Bahia, que colheu 679,8 mil toneladas, em 345,4 mil hectares, e por Mato Grosso do Sul, que registrou produção de 66,6 mil toneladas e área 32 mil hectares. No evento desta quarta-feira, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, disse esperar que no próximo ciclo o Brasil continue como o maior exportador global. “A oferta global, marcada por grandes safras no Brasil, Estados Unidos e Austrália, contrasta com uma demanda moderada, especialmente pela redução das importações da China, o maior comprador mundial. A China, que no ciclo anterior representava 50% das exportações brasileiras, agora absorve apenas cerca de 20%, desafiando o setor a buscar novos mercados, como Índia e Egito”, afirmou. Quanto ao mercado interno, a Anea destacou a demanda “moderada”, e a expectativa é de que o preço se mantenha estável, com possível queda no final do ano devido ao aumento da oferta. Ainda de acordo com a nota da Abrapa, de janeiro a julho de 2024, a produção têxtil cresceu 3,6% e a de vestuário 1,3%. No entanto, ao longo de 12 meses, o vestuário ainda apresenta queda de -1,4%. A importação de vestuário subiu 12,9% de janeiro a agosto, e a importação do setor subiu 13,4%. “Já a exportação de têxteis e confeccionados caiu 9,5%, principalmente devido à crise na Argentina, principal mercado do Brasil.” O post Algodão: câmara setorial estima aumento da área na temporada 2024/25 apareceu primeiro em Canal Rural.

AgroGalaxy pede recuperação judicial após alta na inadimplência de produtores

A AgroGalaxy, grupo varejista de insumos agrícolas, protocolou na quarta-feira (18), um pedido de recuperação judicial. O anúncio ocorreu pouco após ela ter comunicado a renúncia do diretor-presidente, Axel Jorge Labourt, e de cinco membros do Conselho de Administração. O então diretor financeiro da companhia, Eron Martins, foi nomeado para o cargo de CEO. A empresa disse, em comunicado, que o pedido de recuperação judicial foi protocolado em caráter emergencial diante do vencimento antecipado de operações financeiras, visando à proteção de seus ativos e de suas investidas e para viabilizar a readequação de sua estrutura de capital diante dos desafios do agronegócio brasileiro. Nesta quinta-feira (19), as ações da AgroGalaxy chegaram a cair 23,47%, na maior queda do mercado brasileiro. A cotação chegou a R$ 0,75, o menor preço de tela desde IPO (oferta pública inicial de ações), em 2021. Argentina registra oitavo mês de superávit primário em agosto Nintendo e Pokémon Co processam fabricante de “Palworld” por violação de patente Quase 30% do dinheiro esquecido em bancos pertencem a pessoas mortas; veja como resgatar Nos últimos anos, a combinação da queda nos preços das commodities, eventos climáticos adversos, juros elevados e aumento dos custos de produção provocou um aumento expressivo na inadimplência dos produtores rurais, com forte impacto na liquidez da companhia, disse a empresa, em comunicado. Procurada pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a AgroGalaxy não quis se manifestar. “O AgroGalaxy tentou, de todas as formas, evitar recorrer à Justiça, mas a medida é necessária para proteger o negócio e, mais importante, permitir que a empresa siga trabalhando lado a lado com os agricultores”, disse Eron Martins no comunicado. A companhia disse também que vai adotar medidas adicionais para aumentar sua eficiência operacional, com redução de custos fixos, melhoria do mix de produtos, além da otimização do capital de giro, com foco em estoques e recebíveis, para assegurar a sustentabilidade da empresa no médio e no longo prazo. “Conduziremos todo o processo sempre com muita transparência e respeito a todos os envolvidos, especialmente os produtores rurais. Estamos seguros de que as relações estabelecidas com nossos clientes e fornecedores nos darão a base necessária para enfrentar este desafio, bem como seguirmos fortalecendo o agronegócio brasileiro”, finalizou Eron Martins. Para o Citi, a empresa passa por um período desafiador e parece depender da potencial recuperação do mercado brasileiro de insumos agrícolas, um processo que “pode demorar”, na visão do banco. A queda nas vendas de insumos Apesar de o pedido de recuperação judicial ter surpreendido o mercado, os resultados financeiros da companhia já mostravam dificuldade de reação e continuidade de atraso nas vendas de insumos aos produtores rurais. A empresa registra prejuízo ajustado, margens de rentabilidade negativas e queda na receita líquida consecutivamente desde o primeiro trimestre de 2023, à exceção do quarto trimestre do ano passado. Fora os indicadores de rentabilidade, a dívida líquida da companhia se mantinha em uma constante ao longo dos últimos meses. Os números mais recentes da AgroGalaxy, referentes ao segundo trimestre deste ano, apontam para prejuízo líquido ajustado de R$ 362,4 milhões, 41% maior na comparação com igual período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi negativo em R$ 83,4 milhões no segundo trimestre de 2024, ante R$ 72,5 milhões negativos um ano antes. O agravamento do prejuízo Em um ano, a margem Ebitda ajustado da companhia saiu de 4% negativa para 7,9% negativa. A receita líquida diminuiu 42,4% em um ano, do segundo trimestre de 2023 para R$ 1,056 bilhão no segundo trimestre deste ano. A alavancagem do grupo (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) saltou de 3,3 vezes para 8,5 vezes, acima do covenant (cláusula restritiva para endividamento firmada em contratos de dívida) estabelecido pela companhia, de 3 vezes. A dívida líquida da AgroGalaxy ao fim de junho totalizava R$ 1,512 bilhão, considerando empréstimos e financiamentos bancários e obrigações com títulos securitizados de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e sem incluir débitos com fornecedores. A companhia encerrou o primeiro semestre do ano com geração de caixa negativa em R$ 156,6 milhões. Na quarta, além do pedido de recuperação judicial, a Agrogalaxy atrasou um pagamento de R$ 70 milhões de títulos de dívida. Mesmo com os desafios financeiros e operacionais apresentados desde o início de 2023, o mercado apostava em outros mecanismos de reestruturação pela AgroGalaxy. As tentativas de evitar a recuperação judicial Uma operador do setor financeiro que acompanhou de perto a situação da empresa diz que a possibilidade de recuperação judicial sempre foi descartada publicamente pelos executivos, mas era de conhecimento que a situação era ruim, sem capacidade de pagamento de algumas dívidas, embora havia esperança de alguma intervenção com aportes do Aqua (Capital, fundo de investimento de private equity controlador da empresa). Em dezembro, o Aqua fez uma injeção de R$ 150 milhões no grupo para reforço de caixa e redução do endividamento, a fim de que a empresa cumprisse os covenants (compromissos de contratos de financiamento ou empréstimos que servem para proteger os interesses dos credores) de alavancagem de 2023. A AgroGalaxy sinalizava ao mercado a retomada do mercado de insumos agrícolas e a melhor equalização de estoques. Nas teleconferências aos investidores, executivos citavam que “o pior já passou”, a “tempestade ficou para trás” e que “o dever de casa foi feito” em controle de margens e redução de despesas, mas os balanços seguiam mostrando redução na receita. A expectativa era de um ano mais favorável ao varejo agrícola. “Esperamos um ano mais estável em commodities e insumos, mas ainda entendemos que precisamos de estrutura financeira mais robusta. Não usaremos os recursos para comprar nenhuma empresa ou para comprar à vista, mas para enfrentar 2024 e estarmos mais preparados para passar por desafios”, disse o atual CEO e então CFO (diretor financeiro) e diretor de Relações com Investidores do AgroGalaxy, Eron Martins, ao Broadcast no início do ano. O enxugamento da estrutura O foco da companhia neste ano, segundo os executivos, era ampliar

‘Estão querendo transformar a vítima em vilão’, diz Tereza Cristina sobre incêndios florestais

A senadora e ex-ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, se manifestou sobre as acusações que o agronegócio vem recebendo a respeito dos incêndios florestais que assolam o país. “Estão querendo transformar a vítima em vilão”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo ela, a agropecuária nacional tem sido o setor mais prejudicado pela atual crise. “A cana-de-açúcar sofre um prejuízo incomensurável. O setor não utiliza o fogo [para a colheita] há muitos anos, principalmente no estado de São Paulo, onde é colhida com máquinas”. Dados da Secretaria de Agricultura paulista apontam que o fogo já consumiu 400 mil hectares de lavouras da cultura. Ao todo, o prejuízo ao agronegócio no estado gira em torno de dois bilhões de reais. De acordo com a parlamentar, em seu estado, o Mato Grosso do Sul, as queimadas intensas no Pantanal são fruto da seca severa deste ano, mas também da falta de planejamento do governo federal. “O governo já sabia dessa seca e não se preparou, não se planejou para o que ele precisava fazer. O Brasil é um país continental, é difícil sim [se preparar], mas ele podia ter se preparado melhor”. Poucas ações contra os incêndios Tereza afirma que o governo fez muitas reuniões, mas não ajudou na estruturação de soluções à crise. “Precisamos de aviões, de brigadistas. Os nossos bombeiros são insuficientes e eles têm trabalhado diuturnamente para conter esses incêndios”. A ex-ministra também se queixa da falta de conscientização à população. “Não vi nada sendo feito a respeito de propagandas em rádios e televisões, uma campanha que diga ‘não ponha fogo’, ‘cuidado’, ‘a vegetação está muito seca’, algo a esse respeito”. A senadora ressaltou que o produtor de gado do Pantanal enfrente grave crise agora, visto que ele não tem onde colocar o seu rebanho por conta das queimadas que destruiram o capim. “Até chover e voltar novamente essa vegetação, vamos ter mortalidades muito grandes dos rebanhos nos estados atingidos pelos incêndios, principalmente o Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso”, alerta. Política pública para o produtor rural O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país. Tereza ressalta que este valor também precisa ser empenhado em ações para prevenir os incêndios do períod de seca do próximo ano. Neste cenário, ela questiona qual será a política pública destinada aos produtores rurais que tiveram suas propriedades afetadas pelos incêndios, como ocorreu com os criadores de gado no Pantanal. “Eles precisam de recursos para levar esses rebanhos para fora do Pantanal, para áreas de serra ou ter condições de dar algum tipo de suplementação para manter esse gado em suas propriedades”. O post ‘Estão querendo transformar a vítima em vilão’, diz Tereza Cristina sobre incêndios florestais apareceu primeiro em Canal Rural.

Chicago fecha em leve baixa por perspectiva positiva para safra brasileira; boas vendas dos EUA limitam

Foto: Alcione Nicoletti/ Alto Alegre (RR) Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em leve baixa, em uma sessão marcada por alta volatilidade. Apesar de bons números para as exportações semanais americanas terem dado suporte aos preços durante a maior parte do dia, o mercado já começa a precificar o início do plantio de uma safra que promete ser recorde no Brasil. As exportações líquidas norte-americanas da soja, referentes à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! China A China foi o principal destino das exportações, com importações de 973.900 toneladas. Para a temporada 2025/2026, o volume de exportações foi de apenas 8.400 toneladas. Analistas haviam previsto um intervalo entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas para as exportações combinadas das duas temporadas. Estimativas Embora o clima seco tenha gerado preocupações, o atraso na semeadura no Brasil ainda não é considerado alarmante em relação ao potencial produtivo. Na quarta-feira, a Conab divulgou suas primeiras estimativas para 2024/25, projetando uma safra em torno de 166,3 milhões de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma queda de 0,75 centavo de dólar, ou 0,07%, sendo cotados a US$ 10,13 1/4 por bushel. A posição de janeiro também registrou uma baixa de 0,75 centavo, com preços a US$ 10,31 1/4 por bushel. Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo de soja fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,06%, alcançando US$ 321,60 por tonelada. Já os contratos de óleo com vencimento em dezembro terminaram a 40,93 centavos de dólar, com um aumento de 0,62 centavo, representando uma alta de 1,53%. O post Chicago fecha em leve baixa por perspectiva positiva para safra brasileira; boas vendas dos EUA limitam apareceu primeiro em Canal Rural.

Entulho e excesso de umidade ainda impactam lavouras de arroz no RS

Foto: Reprodução Canal Rural Com a proximidade da semeadura do arroz, produtores do Rio Grande do Sul ainda enfrentam dificuldades com as áreas afetadas pelas enchentes de maio. Muito entulho e excesso de umidade podem impactar o começo da safra no estado, maior produtor do cereal no país. O período ideal de plantio é de 15 de setembro a 20 de outubro. Contudo, a cultura precisa de luminosidade para produzir de forma satisfatória e esse auge deve acontecer apenas nos meses de maior incidência solar, como janeiro. Assim, os trabalhos em campo do ciclo 2024/25 começaram de forma tímida em território gaúcho. “Deixei 35 hectares por colher. Ficou entre 5 a 6 mil sacas de arroz no silo molhado, vários dias sem energia. Ajeitamos gerador para seguir em frente, senão ia perder o restante”, diz o produtor Alexandre Peserico. Marcas das enchentes na região central Pouco mais de quatro meses após a enchente, as marcas dela ainda estão bastante vivas em Agudo, região central do Rio Grande do Sul. Uma ponte seca que ligava o município a outros da quarta colônia foi embora com a força do rio. Quando a água baixou, deixou um cenário de destruição nas lavouras de arroz da região. Agora, as máquinas trabalham para limpar áreas e valetas de irrigação e, assim, nivelar as quadras novamente. Produtores relatam que parte das lavouras também está assoreada. A região central é uma das mais importantes na produção do cereal. O produtor Alexandre calculou dois milhões de reais em perdas e não sabe como manter as lavouras. “Eu tenho que manter a mesma área porque as contas estão chegando, então não posso diminuir. Teria até que aumentar [a área] para ver se consigo pagar as contas. O maior desafio desse ano será o preparo do solo, as bombas de irrigação e vários fatores, como a parte elétrica que tem que refazer e a manutenção das bombas. Área de arroz na safra 24/25 O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) estima a área destinada ao arroz para a safra 2024/25 em 948 mil hectares, alta de 5% em comparação com a temporada passada. Isso ocorre porque muitos produtores devem optar novamente pelo arroz ao invés da soja na várzea, visto que a oleaginosa sofreu grandes perdas nessas regiões. O presidente da Federraroz, Alexandre Velho, afirma que muitas áreas estão com problemas de erosão. “Tem algumas áreas que o produtor vai ter dificuldade em plantar nessa safra. Até me surpreende um pouco esse número do Irga de aumento na região central porque, se isso se confirmar, teremos a substituição dessas áreas por outras”. O post Entulho e excesso de umidade ainda impactam lavouras de arroz no RS apareceu primeiro em Canal Rural.

Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano

Foto: Pixabay A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro. A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano. Fatores que motivaram a alta Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores: Resiliência na atividade econômica; Pressões no mercado de trabalho; Hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção); Alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros. “O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom. Taxa de inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário. As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro. As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%. Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses. Crédito mais caro Foto: Mapa O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,3% a projeção de crescimento para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado após o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,96% do PIB em 2024. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. O post Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano apareceu primeiro em Canal Rural.

Uso de aviões agrícolas para combate a incêndios aumenta 50% no Brasil 

Foto: Castor Becker Júnior/Sindag O uso de aviação agrícola para combate aos incêndios florestais aumentou em 50% neste ano no Brasil, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). A temporada das secas e das queimadas coincide com a entressafra agrícola na maior parte do território, justamente o período em que a frota aeroagrícola fica ociosa e mais disponível para os plantões. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “São mais de 15 milhões de litros de água já lançados em vários estados pelos aviões. São mais de 60 empresas associadas ao Sindag que, neste momento, estão trabalhando no combate aos incêndios florestais”, declara o diretor executivo do Sindicato, Gabriel Colle. Segundo ele, o combate às chamas é sempre coordenado pelos bombeiros que estão em solo. “A atuação agrícola é acionada quando necessária, tanto pelos governos municipais, estaduais e até federal e, em várias situações, também por produtores rurais e empresas que têm as brigadas aéreas organizadas para os momentos de crise”, sintetiza. Ação conjunta Esse é o caso do produtor rural Jorge Toledo, sócio-proprietário de uma empresa de aviação agrícola em Monções, no interior de São Paulo. Ele também sentiu o aumento da procura dos aviões. “Temos clientes que todo o ano mantém a aeronave em plantão, ou seja, qualquer ameaça de incêndio a aeronave já está em cima, então possuem uma efetividade maior no controle”. De acordo com ele, existem clientes que só acionam o serviço após o início do fogo. “Assim é um pouco mais limitado porque o avião sozinho não é capaz de apagar o fogo, mas ele tira a energia do fogo, então é preciso ter uma boa brigada em solo, com comunicação”. O diretor do Sindag destacou que a questão do combate aos incêndios com as aeronaves é algo que está cada ano mais organizado e profissionalizado. “As empresas estão muito bem preparadas, com pilotos treinados e, mais que isso, com as aeronaves equipadas para que estejam sempre à disposição, para atenderem o chamado, porque o grande objetivo é trabalhar na prevenção e na preservação do meio ambiente”. No momento do combate, o piloto precisa ser muito preciso na ação, já que a aeronave abre a comporta hidráulica e despeja cerca de dois mil litros de líquido gerador de espuma (LGE) de uma vez só. O post Uso de aviões agrícolas para combate a incêndios aumenta 50% no Brasil  apareceu primeiro em Canal Rural.