Preço do etanol cai em 14 Estados, sobe em 9 e no DF e fica estável em 3 na semana

Foto: Agência Brasil Os preços médios do etanol hidratado caíram em 14 estados, subiram em 9 estados e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 3 outros nesta semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,49% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,07 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 0,52%, para R$ 3,86. A maior queda percentual na semana, de 3,21%, foi registrada na Bahia, onde o litro passou de R$ 4,67 para R$ 4,52. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,06, foi registrado em Santa Catarina. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,75, foi observado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi registrado no Ceará, de R$ 5,02 o litro. Etanol x gasolina O etanol seguiu mais competitivo em relação à gasolina em sete estados e no Distrito Federal nesta semana. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 66,83% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Acre (68,33%), Goiás (68,49%), Mato Grosso (61,58%), Mato Grosso do Sul (65,25%), Minas Gerais (68,67%), Paraná (68,60%) e São Paulo (65,09%), além do Distrito Federal (69,08%). No restante dos estados, continua mais vantajoso abastecer o carro com gasolina. O post Preço do etanol cai em 14 Estados, sobe em 9 e no DF e fica estável em 3 na semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Quando começa o horário de verão em 2024?

Foto: Renato Araújo/Agência Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica – recomendou na última semana que o o Brasil volte a adotar o horário de verão. No entanto, o governo federal ainda vai avaliar o cenário, antes de efetivamente optar pela medida. Segundo declarou na semana passada o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, uma decisão deve ser tomada em alguns dias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Se for adotada, a medida valeria ainda para 2024, porém não necessariamente em todo o período do verão, que vai de 21 de dezembro deste ano a 20 de março de 2025. Alexandre Silveira disse que, apesar da indicação da ONS, não há risco energético em 2024 graças ao planejamento adotado. No entanto, o ministro destacou que é preciso pensar a longo prazo, com o olhar em 2025 e 2026. Silveira apontou o horário de verão como uma medida que contribui para a sustentabilidade energética e citou o Canadá como exemplo de outro país que adota o mecanismo. “O horário de verão é uma possibilidade real, mas não é um fato porque tem implicações, não só energética, tem implicações econômicas. É importante para diminuir o despacho de térmicas nos horários de ponta, mas é uma das medidas, porque ela impacta muito a vida das pessoas”, reconheceu o ministro. Instituído em 1931 no Brasil, o horário de verão funcionou continuamente de 1985 até 2019, quando o governo passado decidiu revogá-lo, alegando pouca efetividade na economia energética. O que acha a população sobre o horário de verão A volta do horário de verão no território brasileiro não é uma unanimidade entre a população. No entanto, um levantamento feito pelo portal Reclame Aqui e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que sua adoção é bem-visto pela maioria. De acordo com a pesquisa, feita com três mil pessoas, 54,9% dos entrevistados são favoráveis à mudança nos relógios ainda este ano. Desse total, 41,8% dizem ser totalmente favoráveis ao retorno do horário de verão, e 13,1% se revelam parcialmente favoráveis. Ainda segundo o estudo, 25,8% se mostraram totalmente contrários à implementação; já 17% veem com indiferença a mudança; e 2,2% são parcialmente contrários. Os maiores índices de apoio foram observados nas regiões onde o horário era adotado: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sudeste, 56,1% são a favor da mudança, sendo 43,1% favoráveis e 13% parcialmente favoráveis. No Sul, 60,6% são favoráveis, 52,3% totalmente favoráveis e 8,3% parcialmente favoráveis; e, no Centro-Oeste, 40,9% aprovariam a mudança – com 29,1% se dizendo totalmente favoráveis e 11,8% parcialmente a favor. Nas três regiões somadas, 55,74% são favoráveis ao adiantamento dos relógios em uma hora. Para 43,6% dos entrevistados, a mudança no horário ajuda a economizar energia elétrica e outros recursos. Para 39,9%, a medida não traz economia e 16,4% disseram que não sabem ou não têm certeza. Por regiões Segundo a pesquisa da Abrasel, a região Sul é a que apresenta maior parcela da população (47,7%) que acredita que o adiantamento do relógio resulta em economia de recursos. Para 51,8%, a mudança do horário é benéfica para o comércio e serviços, como lojas, bares e restaurantes. Já 32,7% dizem não ver vantagem; e 15,5% afirmam não ter opinião formada. A pesquisa revela, ainda, que, para 41,7%, a cidade onde moram fica mais atrativa para o turismo quando o horário de verão está vigorando. “Apenas 9,4% disseram que [a cidade] fica menos atrativa, enquanto 43,6% não sentem diferença”, diz o levantamento. O estudo mostra também que as pessoas se sentem mais seguras durante os períodos de adoção do horário de verão. Isso ocorre em especial com relação ao horário de saída para o trabalho. Segundo a pesquisa, 35,2% se sentem mais seguros com a mudança, enquanto 19,5% se dizem menos seguros. Para 41,9% a mudança não traz influência. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos, considerando um nível de confiança de 95%. *Com informações da Agência Brasil O post Quando começa o horário de verão em 2024? apareceu primeiro em Canal Rural.
Pesquisadores criam filme biodegradável que economiza fertilizante

Foto: André Felipe Silverio Neubern Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram, em parceria com um produtor de antúrios (planta de vaso ou flor de corte) de Holambra, no interior de São Paulo, um filme à base de algas e nanocelulose que substitui, com vantagens, o material importado usado pelo agricultor como recipiente para reproduzir a planta. Isso porque o filme criado pelos brasileiros é capaz de liberar fertilizante lentamente no substrato. Com adaptações, poderá ser utilizado na reprodução de diversas culturas, além do ornamental antúrio. “No caso do antúrio, nosso parceiro usa um recipiente fabricado por uma empresa estrangeira para reproduzir o tecido vegetal em laboratório. Essa empresa produz um papel e uma máquina. Outros empreendedores compram o papel e a máquina e fornecem esses vasinhos que, segundo ele, são muito caros”, explica Claudinei Fonseca Souza, do Grupo de Pesquisa em Engenharia de Água, Solo e Meio Ambiente da UFSCar, à Agência Fapesp. Diferencial em relação ao importado Em busca de um diferencial em relação ao produto importado, a equipe da UFSCar teve a ideia de usar a carragena (substância extraída de algas vermelhas) e o alginato (obtido de algas marinhas marrons) como meio para armazenar um fertilizante, o MAP (fosfato monoamônico, composto químico de fórmula NH₄H₂PO₄), amplamente empregado em diversas culturas. “O desafio na utilização de polímeros como a carragena e o alginato está na obtenção de materiais com resistência, já que eles tendem a se dissolver rapidamente em contato com a água. Por isso, adicionamos nanofibras de celulose ao material, em diferentes concentrações, na expectativa de melhorar suas propriedades mecânicas, físicas, químicas e térmicas”, conta o pesquisador. Assim, a equipe obteve um filme com o qual moldou vasinhos (de 4 centímetros de altura por 3,5 cm de diâmetro) que podem substituir aqueles tradicionalmente usados na reprodução da planta. “Esse filme tem de manter a estrutura da planta, mas não pode oferecer resistência ao sistema radicular. Ou seja, tem de ser resistente, mas não muito. Por isso, fizemos o teste agregando de 1% até 5% de nanocelulose ao material. Obtivemos o melhor resultado com 4%. Nossa intenção agora é patentear o material e partir para testes com outras culturas”, adianta Souza. Ele ressalta que a raiz tem dupla importância para a planta: primeiro, de suporte, e segundo na absorção de água e nutrientes. “Ao conceber o material, não podemos esquecer de nenhuma delas. A partir desse filme com 4% de nanocelulose, passamos para o teste em campo, que ainda não foi publicado. Usamos uma técnica que consegue dar uma ideia do material liberado a partir da condutividade elétrica do solo. Fizemos também um teste de degradação. A cada 30 dias íamos até Holambra, coletávamos as plantas e fazíamos uma avaliação. E observamos que o material desaparece após 90 dias.” De acordo com Souza, a liberação dos nutrientes acontece por diferença de potencial entre o material enriquecido com fertilizante e o substrato da planta, que não contém a substância. “Estamos testando numa condição real, no campo, fazendo igualzinho o agricultor. Com amparo, portanto, da agronomia. Há técnicas pelas quais se consegue monitorar a liberação do material quase em tempo real.” O trabalho, publicado na revista Cellulose, teve apoio da Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa Regular concedido à professora Roselena Faez, segunda autora do artigo. Vantagens do filme Em laboratório, os cientistas fizeram placas de 10×20 centímetros do material em uma impressora 3D de filamentos ABS (resina termoplástica derivada do petróleo, obtida a partir da combinação de três monômeros: acrilonitrila, butadieno e estireno). Depois, enrolaram o filme em um gabarito de aço redondo e colaram para formar os vasinhos. “Nessas placas, conseguimos fazer umas ranhuras que facilitam a saída das raízes. E a própria raiz, depois que vai crescendo, faz uma espécie de reforço do material”, diz Souza. Para ele, é perfeitamente possível produzir o filme em grande escala, pois o Brasil tem facilidade de acesso a algas e é o maior produtor de celulose do mundo. “Só que, para chegar em escala, precisamos desenvolver essa parte final, analisar os resultados do trabalho de campo e patentear o material. Estamos procurando matérias-primas que existam em abundância e tenham preço bom, porque não adianta nada desenvolver um filme excelente e muito caro, que não chega ao agricultor.” Souza ressalta que o filme à base de algas e nanocelulose tem diversas vantagens: Promove a economia de fertilizante, pois há menos perda por lixiviação (a alga segura os compostos, que não são levados pela chuva ou irrigação); Pode evitar a utilização de plástico, pois o filme também se presta a substituir as esferas de microplástico usadas pela agricultura em larga escala para liberação de fertilizantes. “Utiliza-se a mesma técnica de inserção de fertilizante nas esferinhas de plástico, só que nosso material é biodegradável. Depois de 90 dias, ele praticamente desaparece.” O artigo “Enhancing marine algae composites with cellulose nanofibrils for sustainable nutrient management” pode ser acessado aqui. 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Ministro diz que R$ 100 bi é o mínimo para acordo da Samarco

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil O governo espera fechar em breve o acordo de repactuação da reparação dos danos da tragédia ocorrida em Mariana (MG) em 2015. A expectativa é que sejam garantidos R$ 100 bilhões em dinheiro novo. A proposta envolve ainda R$ 30 bilhões convertidos em obrigações a serem implementadas diretamente pelas mineradoras envolvidas: Samarco, Vale e BHP Billiton. As companhias alegam já terem destinado ao processo reparatório cerca de R$ 37 bilhões. “Em dezembro de 2022, chegou a ser anunciado que o acordo estava encaminhado com uma previsão de R$ 49 bilhões em dinheiro novo. Depois que assumimos o governo, conseguimos mais do que dobrar isso. São R$ 100 bilhões em dinheiro novo. É a nossa última proposta. Considerando os R$ 30 bilhões em obrigações de fazer e os R$ 37 bilhões de gastos já realizados, será o maior acordo do planeta. Ao todo, são R$ 167 bilhões”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, após participar nesta quinta-feira (20) de uma reunião no Rio de Janeiro que discutiu uma eventual retomada do horário de verão. “Isso seria o mínimo para poder reparar. Há impactos permanentes. Tem questões ali que dinheiro nenhum no mundo vai conseguir mudar”, acrescentou. Rompimento da barragem A barragem que se rompeu integrava um complexo minerário da Samarco localizado na zona rural do município de Mariana. Na ocasião, cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos escoaram pela Bacia do Rio Doce. Dezenove pessoas morreram e houve impactos às populações de dezenas de municípios até a foz no Espírito Santo. Em março de 2016, a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, a União e os governos mineiro e capixaba firmaram acordo formalizado por meio de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), que estabeleceu uma série de ações reparatórias. O documento trata de questões variadas como indenizações individuais, reconstrução de comunidades destruídas, recuperação ambiental, apoio aos produtores rurais etc. Todas as medidas são conduzidas pela Fundação Renova, criada com base no TTAC. As mineradoras são responsáveis por indicar a maioria dos membros na estrutura de governança da entidade. Cabe a elas também garantir os recursos necessários. Processos que ainda tramitam Passados oito anos e sete meses do episódio, ainda há diversos problemas não solucionados. Tramitam no Judiciário brasileiro mais de 85 mil processos entre ações civis públicas, ações coletivas e individuais. Em busca de uma solução, as negociações para uma repactuação do acordo se arrastam há três anos. Até o momento, não houve consenso. No início do mês, o presidente Lula chegou a anunciar que o acordo sairia em outubro. O ministro Alexandre da Silveira, porém, tirou o foco dessa possibilidade. “Quero deixar registrado: eu nunca afirmei prazo. Estou trabalhando para que seja o mais rápido possível, mas ainda faltam algumas questões objetivas”, afirmou. Segundo ele, estão sendo discutidas questões técnicas e jurídicas. Também não há ainda consenso sobre prazos e forma de pagamento. Modelo Brumadinho Silveira descartou que o acordo seja inspirado nos moldes estabelecidos para a reparação da tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), no ano de 2019. No episódio, a ruptura de uma barragem da Vale ceifou 272 vidas e gerou danos ambientais na bacia do Rio Paraopeba. O acordo de reparação foi selado em 2021 prevendo um aporte de R$ 37,68 bilhões. Segundo o ministro, interesses eleitorais influenciaram a inclusão de medidas que beneficiaram diferentes cidades do estado, mesmo aquelas mais distantes da área atingida, e os moradores de Brumadinho ficaram desamparados. O acordo garantiu recursos para grande obras que ficaram sob gestão do Executivo mineiro, como as reformas ou conclusões de seis hospitais regionais e a construção de um Rodoanel que contornará a região metropolitana de Belo Horizonte. “Na minha opinião, houve um crime de lesa-pátria contra o povo de Brumadinho e a população atingida. Hoje existe um pânico em Brumadinho porque em 2026 se encerram os auxílios mensais recebidos pelas famílias e o financiamento da saúde pública da região que é feita pela Vale. Os recursos foram pulverizados no estado. E os impactos emocionais, mentais e na saúde pública são inexoráveis. Eu conheço bem a realidade”, diz. Apesar das críticas, um novo acordo para Mariana deverá ter uma similaridade na comparação com o que foi feito para Brumadinho. O envolvimento de uma entidade nos moldes da Fundação Renova deve ser descartado. De outro lado, deverão ser garantidos valores para as indenizações individuais. No caso de Brumadinho, elas ficaram de fora do acordo e passaram a ser tratadas separadamente. Ministro: Vale tem ‘acefalia de liderança’ No fim de agosto, o conselho de administração da Vale elegeu um novo presidente: Gustavo Pimenta foi escolhido para substituir Eduardo Bartolomeo. A mudança parece ter gerado otimismo no governo para um desfecho nas negociações. O ministro disse que espera se sentar com o novo presidente da mineradora em breve. “A Vale viveu um momento de acefalia de liderança. Falei isso e disseram até que eu estava querendo interferir na escolha do novo presidente. E por mim poderia ser José, Maria, Joaquim. O importante era ter alguém para responder pela empresa. Eu acho que a Vale tem um modelo falido no mundo. Eu sou absolutamente crítico do modelo de corporation de capital pulverizado, porque você nunca sabe com quem que você está conversando. Um empurra pro outro e ninguém responde por nada. Quando se trata do interesse do povo brasileiro, ficam empurrando com a barriga. Nós não vamos deixar isso acontecer. Estamos extremamente dedicados para que haja reparação dos danos ao povo mineiro e ao povo capixaba”, disse Silveira. Procurada, a Vale não comentou a manifestação do ministro. A mineradora reiterou o comunicado ao mercado divulgado no dia 11 de setembro. “Até o momento, nenhum acordo definitivo foi alcançado. A Companhia espera chegar a um acordo final no processo de mediação em outubro de 2024, o qual será devidamente divulgado ao mercado”, registra o texto. Entidades representativas dos atingidos têm acompanhado os anúncios envolvendo a repactuação de forma crítica. Elas questionam a realização de tratativas sob
Semana do boi gordo foi marcada por demanda enxuta e preços em disparada

Foto: Giro do Boi/ Reprodução O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em forte alta ao longo desta semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Isso acontece por conta da posição ainda desconfortável das escalas de abate. “Mesmo nesse ambiente de oferta mais restrita, os frigoríficos não trabalham com maior ociosidade; oabate no mês de agosto sinaliza essa tendência”, afirmou. De acordo com ele, a grande variável para justificar o acelerado movimento de alta está nas questões que envolvem a demanda, em particular a voltada à exportação, com “volumes impressionantes de carne bovina embarcados na atual temporada”. Variação semanal da arroba do boi Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim em 19 de setembro: São Paulo: R$ 264,83, contra R$ 255,75 em 13 de setembro, alta de 3,55% Goiás: R$ 254,11, ante R$ 246,79 (+3,1%) Minas Gerais: R$ 253,53, contra R$ 248,82 (+3%) Mato Grosso do Sul: R$ 267,82, ante R$ 258,64 (+3,54%) Mato Grosso: R$ 231,62, ante R$ 225,88 (+2,54%) Exportações de carne Foto: Wenderson Araujo/CNA As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 619 milhões em setembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 61,9 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 139,185 mil toneladas, com média diária de 13,918 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.447,40. Segundo o órgão, em relação a setembro de 2023, houve alta de 39,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 42,7% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 2,0% no preço médio. O post Semana do boi gordo foi marcada por demanda enxuta e preços em disparada apareceu primeiro em Canal Rural.
Jardins de mel impulsionam educação ambiental no Espírito Santo

Foto: Guilherme Schühli/Agência Estadual de Notícias do Governo do Paraná A construção de jardins de mel para conscientizar a população da microrregião de Caparaó sobre a importância da preservação das abelhas nativas sem ferrão foi o foco de um projeto de extensão financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), através do Edital Universal de Extensão. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O projeto coordenado pelo professor e pesquisador André Xavier por meio do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) de Alegre e foi ntitulado como Poliniza Caparaó. O projeto tem por objetivo promover a conscientização de se preservar a biodiversidade das abelhas sem ferrão para o equilíbrio do planeta e na produção agrícola sustentável, além de demonstrar para a população do Caparaó noções básicas da meliponicultura para o manejo racional desses polinizadores. Tendo como público alvo agricultores e estudantes dos cursos das ciências agrárias e biológicas, a equipe do projeto realizou uma semana de capacitação teórico-práticas no jardim de mel da Ufes de Alegre, instalado pelo grupo de pesquisadores do projeto. O professor conta que nessa primeira edição do Poliniza Caparaó foi escolhido o município de Alegre como cenário para instalação dos primeiros jardins de mel, que são unidades de capacitação, educação ambiental, divulgação científica, multiplicação e manutenção de abelhas nativas sem ferrão. Aporte financeiro O pesquisador destacou a importância de participar do edital Universal de Extensão, pois os recursos permitiram a aceleração da meliponicultura tão necessária nas comunidades rurais. “É fato que ampliou o nosso alcance e criou uma interseção mutualística mais forte entre os agricultores e a Universidade. Foi lindo vivenciar este projeto”, declarou Xavier. O projeto foi contemplado pelo Edital nº 12/2022 – Universal de Extensão e recebeu um aporte financeiro de R$ 49.956 mil e o prazo de 12 meses para realização. O edital é uma chamada pública para seleção de projetos de extensão, em diferentes áreas de conhecimento para serem desenvolvidos nas microrregiões capixabas, coordenadas por profissionais vinculados a instituições de ensino superior e/ou pesquisa localizadas no Espírito Santo. O diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, elogiou o sucesso do edital, que financiou 102 projetos em sua primeira edição. Ele destacou o impacto positivo das ações de extensão no estado, conectando o conhecimento acadêmico às demandas reais da sociedade. “É investimento público em ações de extensão para que o conhecimento gerado nas academias seja amplamente disseminado em todo o estado e conectado às demandas da sociedade”, disse. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Jardins de mel impulsionam educação ambiental no Espírito Santo apareceu primeiro em Canal Rural.
Manejo de javalis é implementado na Floresta Nacional de Passa Quatro

Foto: Divulgação Flona de Passa Quatro Nas últimas semanas, a Floresta Nacional de Passa Quatro deu início à implementação do projeto de manejo de javalis (Sus scrofa), uma espécie exótica invasora (EEI) que tem uma presença significativa na Serra da Mantiqueira e causa impactos econômicos e ambientais consideráveis na região e no Brasil. Na Flona de Passa Quatro, o avistamento de javalis é comum, e os impactos ambientais como o pisoteamento de nascentes, são frequentes, dentre diversos outros provocados pelos bandos da EEI que são menos visíveis na unidade de conservação. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O projeto de manejo da EEI foi aprovado pelo Ibama e pelas instâncias responsáveis do ICMBio, e tem por objetivo experimentar o uso de armadilhas de rede para captura de javalis na Flona de Passa Quatro, como futura referência para elaboração do Plano de Monitoramento e Controle de Javalis das UCs na região da Serra da Mantiqueira (APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul, APA Serra da Mantiqueira, Flona de Passa Quatro e Parque Nacional Itatiaia – PNI). Instalação de armadilhas Após alguns dias deixando alimentos (ceva) em locais onde há sinais da frequência dos animais, e obtendo a certeza da presença deles no local através das imagens das câmeras fotográficas (cameras trap), a armadilha é estruturada para captura. Nestes moldes, na última semana, foi realizada a captura de um grupo de 17 animais na primeira armadilha teste (quatro fêmeas adultas, oito filhotes fêmeas e cinco filhotes machos). Os animais foram abatidos e enterrados conforme as determinações das referidas autorizações de manejo de EEI. Os javalis chegam à maturidade sexual aos oito meses de idade, com pelo menos uma gestação ao ano (algumas fêmeas têm até duas gestações anuais) e gerando de seis a oito filhotes. Formam grandes bandos, são onívoros e competem com as espécies nativas por abrigo e alimento. Considerando as características reprodutivas dessa espécie exótica invasora, esta ação de controle evitará a chegada de dezenas de novos indivíduos na UC e entorno no próximo ano. Redução de javalis A expectativa é que outros grupos de javalis sejam manejados na Flona de Passa Quatro em breve, contribuindo para reduzir a disseminação dessa espécie na unidade e em seu entorno e os impactos ambientais que causam, aproveitando as oportunidades para capacitar na prática servidores e colaboradores sobre este manejo. Posteriormente, o objetivo é estabelecer procedimentos para que as armadilhas possam ser utilizadas em outras áreas vinculadas às Unidades de Conservação na região da Serra da Mantiqueira. A Flona de Passa Quatro pretende fazer nova atividade prática para compartilhamento do processo de uso deste modelo de armadilha para interessados da região (prefeituras, proprietários rurais e outros interessados) no mês de outubro. Deve participar desta atividade o ecólogo, doutor em ecologia (com pesquisas relacionadas aos javalis e javaporcos) e consultor ambiental Felipe Pedrosa, que possui vasta experiência profissional no manejo desta espécie e é responsável pelo desenvolvimento do modelo de armadilha que está sendo usada no projeto. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Manejo de javalis é implementado na Floresta Nacional de Passa Quatro apareceu primeiro em Canal Rural.
Governo aposta em decisão favorável do STF para a Ferrogrão

Foto: Ministério da Infraestrutura O governo espera pela revogação da liminar que mantém suspenso, desde 2021, a construção da Ferrogrão – projeto ferroviário capitaneado pelo agronegócio para escoar a produção de grãos pelos portos do Norte do país. Após análises técnicas, a União entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação que diz ser possível passar por uma área de proteção ambiental – o foco da judicialização -, respeitando a faixa de domínio da BR-163, rodovia que liga o Mato Grosso ao Pará. A proposta da União encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, que concedeu a liminar em questão, também inclui o compromisso de realizar audiências com os povos indígenas ao longo do processo de licenciamento, além da destinação de R$ 715 milhões em contrapartidas ambientais – o que representa cerca de 3,5% dos investimentos previstos. Como é o projeto da Ferrogrão Pelo projeto, a ferrovia terá 933 quilômetros de extensão, entre Sinop, em Mato Grosso, e Miritituba, no Pará – local onde a carga será colocada em barcaças rumo aos portos de Barbarena e Santarém, no Pará; de Itacoatiara, no Amazonas; e de Santana, no Amapá. Com capacidade para movimentar cerca de 50 milhões de toneladas de grãos anuais, será um indutor do chamado Corredor Norte, que hoje funciona preponderantemente pela BR-163. Lançado em 2014 pela iniciativa privada, o projeto até hoje não saiu do papel por envolver área ambientalmente sensível. O impasse gira em torno da possível necessidade de supressão de área de floresta do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. A decisão de Moraes sobre o caso é aguardada para este mês. No dia 17, venceu o prazo da Procuradoria-Geral da República (PGR) para apresentar seu parecer. Divergências do caso O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, disse que a pasta fez uma análise por satélite da área do parque e concluiu que é possível respeitar a faixa de domínio da BR-163 (área lateral da rodovia, que já não pertence ao parque) nos 50 km de extensão da área sob proteção. “As entidades [ambientais] entendiam que seria necessário fazer uma supressão adicional no parque. Estamos dizendo que não vai precisar diminuir nem um milímetro.” Obra estimada em R$ 28 bilhões, a Ferrogrão será um corredor de escoamento da produção agrícola, razão pela qual é defendida pelo agronegócio. O governo calcula que ela pode reduzir em R$ 7,9 bilhões os desperdícios anuais, além de evitar a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO2 ao ano durante os 69 anos da concessão. Falta de consenso Apesar da expectativa do governo, não há consenso sobre o tema com a sociedade civil – o que pode influenciar na decisão de Moraes. O PSOL, autor da ação, e entidades socioambientais deixaram o grupo de trabalho criado para atualizar os estudos de impacto ambiental da obra, alegando uma “postura absolutamente silente, sem dados e sem informações” por parte dos responsáveis pelo projeto. O prazo para a realização dos estudos já foi prorrogado duas vezes por Moraes e, na última vez, em maio, ele disse que não mais o prorrogaria. O post Governo aposta em decisão favorável do STF para a Ferrogrão apareceu primeiro em Canal Rural.
Você viu? Fraude milionária na venda de grãos é descoberta pela Polícia Civil

Foto: Foto: Divulgação/Polícia Civil A Polícia Civil deu continuidade à investigação de uma fraude milionária na venda de grãos, envolvendo um grupo de empresários do agronegócio. Essa foi uma das notícias mais lidas da semana no site do Canal Rural. Saiba os detalhes: A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em Itapetininga e Pilar do Sul, ambos no interior de São Paulo, na última terça-feira (17 de setembro). A informação parte de reportagem do G1. A operação que já está na 4ª fase descobriu novas vítimas. O prejuízo dos produtores que caíram no golpe é estimado em cerca de R$ 500 milhões. As investigações apuram crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos contra a ordem econômica, revelando um núcleo financeiro do grupo composto por quatro empresas ligadas à securitização e comércio de cereais. Essas empresas seriam responsáveis pela movimentação e ocultação dos ativos provenientes das fraudes. Denúncia de produtores Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux As investigações da Polícia Civil começaram ainda em 2023, após denúncias de cooperativas, empresas e produtores, alegando prejuízos. Segundo eles, o grupo estaria comprando grãos em quantidades acima do normal e repassando-os para terceiros por preços muito abaixo do praticado pelo mercado de commodities agrícolas. Assim, a polícia passou a suspeitar que se tratava de um esquema de pirâmide. Mandados de busca e apreensão A quarta fase da operação resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão em cinco residências e cinco empresas, algumas delas ligadas a pessoas que não estão sob investigação direta, mas que poderiam fornecer documentos úteis ao caso. Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, passaportes, documentos, dinheiro e armas de fogo, que passarão por inspeção. Os investigados são Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) e, portanto, teriam permissão para possuir essas armas. A ação contou com 56 policiais civis de diversas unidades, como a Seccional de Itapetininga, Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Polícia prendeu empresário Em uma fase anterior, em julho deste ano, um empresário foi preso por obstrução do inquérito, acusado de tentar influenciar as vítimas a alterarem seus depoimentos em troca de pagamento. Na ocasião, a polícia encontrou duas armas na casa dele. O post Você viu? Fraude milionária na venda de grãos é descoberta pela Polícia Civil apareceu primeiro em Canal Rural.
Agreste pernambucano se estabelece como polo produtor de vinhos

Foto: Edmea Ubirajara/Embrapa Uma nova fronteira para vinhos finos está surgindo no Agreste pernambucano, impulsionada por uma pesquisa realizada pela Embrapa Semiárido (PE) em parceria com a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape) e o Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa). Seis variedades de uvas foram recomendadas especificamente para essa região, com dados que comprovam a viabilidade da produção local e análises que atestam a qualidade dos vinhos produzidos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O estudo envolveu o cultivo e avaliação de dez variedades de uvas europeias em cinco ciclos de produção no campo experimental do Ipa, no município de Brejão (PE). O objetivo foi compreender o comportamento agronômico, a adaptação das variedades, a qualidade das uvas, o potencial enológico e a viabilidade do processamento de vinhos em regiões não tradicionais. Vinhos brancos Foto: Mairon Moura da Silva/Embrapa Para a produção de vinhos brancos, as cultivares recomendadas foram Sauvignon Blanc, Muscat Blanc à Petits Grains (conhecido como Moscato Branco) e Viognier. Para os vinhos tintos, as variedades mais indicadas foram Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. Segundo a pesquisadora da Embrapa Patrícia Coelho de Souza Leão, coordenadora do projeto, essas cultivares se destacaram pelo bom desempenho agronômico, produtividade e potencial de conservação. “A Sauvignon Blanc, Syrah e Malbec foram as mais notáveis, com produtividade média de 10 toneladas por hectare, similar à registrada na região do Vale do São Francisco, polo produtor já consolidado, sendo recomendadas para cultivo no Agreste”, afirma a pesquisadora. Além dessas, a Chardonnay foi avaliada para vinhos brancos, e a Pinot Noir e Petit Verdot para vinhos tintos. “No entanto, essas variedades não mostraram boa adaptação, apresentando fraco desenvolvimento vegetativo, baixo vigor e produtividade reduzida”, aponta a pesquisadora. Qualidade das bebidas O projeto também incluiu a avaliação da qualidade dos vinhos produzidos a partir das uvas cultivadas. Os vinhos resultantes atenderam às exigências da legislação brasileira para vinhos finos secos e se destacaram em análises sensoriais conduzidas pela equipe da Escola do Vinho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). Essas análises confirmaram o potencial dos vinhos da região Agreste de Pernambuco. O trabalho de pesquisa tem impulsionado o cultivo de uvas viníferas e a produção de vinhos de alta qualidade no Agreste, atraindo empreendedores interessados no potencial do enoturismo como uma nova oportunidade de negócio. “Os resultados são um estímulo para a produção de uvas viníferas na região. Além de atrair o turismo, a vitivinicultura diversifica as atividades agropecuárias, especialmente para pequenos e médios empreendedores rurais, e oferece ao consumidor vinhos de qualidade diferenciada em relação aos produzidos no Semiárido”, destaca Souza Leão. Pesquisa e empreendedorismo Foto: Embrapa Os trabalhos conduzidos pela Embrapa Semiárido forneceram a base para a ascensão de uma nova região vinícola no Agreste de Pernambuco, especialmente em Garanhuns, ao validar o cultivo de uvas em área de produtor local. A iniciativa uniu pesquisa científica e empreendedorismo, revelando o potencial da vitivinicultura de altitude na região. O empresário e médico Michel Moreira Leite foi o primeiro a apostar nesse potencial. Proprietário da vinícola Vale das Colinas, ele produz anualmente cerca de 6 mil garrafas de vinho, que já conquistaram prêmios nacionais, tornando-se um exemplo de sucesso e inovação no Agreste. A jornada de Leite começou em 2013, quando ele e sua esposa adquiriram um terreno de 37 hectares na zona rural de Garanhuns e decidiram transformar a área em uma plantação de uvas viníferas. “Não sabíamos por onde começar, então fomos à Embrapa buscar informações sobre a viabilidade técnica do projeto”, relembra. No Centro de Pesquisa, o casal descobriu que já estavam sendo conduzidos experimentos com o cultivo de uvas viníferas no Agreste. Para eles, a Empresa foi crucial na construção do projeto piloto em Garanhuns. O empresário somou forças à instituição de pesquisa por meio de um convênio de cooperação técnica, disponibilizando seu parreiral para novos estudos. Dessa colaboração nasceu a Vale das Colinas, em 2018. Inicialmente, foram plantadas as variedades Cabernet Sauvignon, Malbec e Muscat Petit Grain em 3,5 hectares. A primeira colheita, em 2020, deu início às atividades de enoturismo. A área cultivada foi ampliada para 14 hectares, com novas variedades, como Syrah, Chenin Blanc e Marselan. Agora, Leite busca reduzir custos e aumentar a competitividade do negócio. Ele acredita que a maior contribuição do projeto foi o impacto no desenvolvimento humano da região. “Nossa vinícola fortaleceu a hotelaria e a gastronomia de Garanhuns, impulsionando o turismo local”, ressalta. O crescimento da vitivinicultura no Agreste atraiu novos empreendedores, como a Vinícola Mello, que iniciou suas operações em 2021. Próximos passos O cultivo de videiras voltado à produção de vinhos finos no Agreste pernambucano está em fase de aprimoramento para estabelecer um sistema de produção mais eficiente e competitivo. Esse é o próximo passo da pesquisa, de acordo com Souza Leão. No entanto, com base nos trabalhos já realizados, foram elaboradas recomendações para otimizar o cultivo na região. A pesquisadora reforça a importância da continuidade dos estudos realizados pela Embrapa em parceria com outras instituições, como a Ufape e o IPA. Essas pesquisas abordam aspectos cruciais do sistema de produção, incluindo técnicas de manejo, avaliação de novas cultivares e clones, redução do ciclo produtivo, práticas de poda e definição do momento ideal para a colheita. O objetivo é tanto aumentar a produção quanto garantir uvas de maior qualidade para a elaboração de vinhos. “A qualidade do vinho está diretamente relacionada ao manejo adequado das plantas. Portanto, o avanço dos estudos é essencial para melhorar a competitividade da cadeia produtiva na região. Isso contribuirá para diversificar a economia local, gerando novos empregos e renda”, conclui. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Agreste pernambucano se estabelece como polo produtor de vinhos apareceu primeiro em Canal Rural.