Escalas de abate apertadas continuam elevando preços da arroba bovina

Foto: Lenito Abreu/Governo do Tocantins O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento foi mais destacado em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, estados que romperam de forma consistente a barreira dos R$ 270 por arroba. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O quadro geral pouco mudou, com frigoríficos encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate em um ambiente pautado por demanda bastante aquecida. Ou seja, essa combinação remete a continuidade do movimento de alta nos próximos dias”, assinalou. Preços médios da arroba São Paulo: R$ 271,83 Goiás: R$ 259,11 Minas Gerais: R$ 259,71 Mato Grosso do Sul: R$ 272,05 Mato Grosso: R$ 234,73. Mercado atacadista Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes para a carne bovina, e o viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a perspectiva de boa demanda durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo. “Mais uma vez, vale destacar que a carne bovina tende a perder competitividade em relação a carne de frango em um momento de forte elevação de preços as famílias, em especial as de menor renda, tendem a optar por proteínas de menor valor agregado”, disse Iglesias. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15. O post Escalas de abate apertadas continuam elevando preços da arroba bovina apareceu primeiro em Canal Rural.
Colheita de algodão da safra 2023/24 é finalizada na Bahia

Foto: Divulgação/Abapa A colheita do algodão na Bahia referente à safra 2023/2024 foi oficialmente encerrada na última quinta-feira (19). A área total plantada no estado foi de 345.431 hectares, sendo 247.609 hectares em regime de sequeiro e 97.821 hectares em áreas irrigadas. Iniciada em maio, a colheita concentrou-se principalmente na região Oeste, responsável por 98% da área plantada, com 339.721 hectares. Por outro lado, a região Sudoeste do estado contribuiu com 5.710 hectares, majoritariamente em áreas de sequeiro. As informações são da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), divulgadas nesta quarta-feira (25). Ao final da colheita, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, levemente inferior às 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, considerando os imprevistos climáticos enfrentados pelos produtores. Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), detalhou as dificuldades e os resultados alcançados. “No início da semeadura, enfrentamos chuvas irregulares devido ao fenômeno El Niño, o que trouxe incertezas. Contudo, com a regularização das chuvas nos meses seguintes, o desenvolvimento da cultura foi favorecido. Nossa expectativa inicial era de 312 arrobas por hectare nas áreas de sequeiro, mas alcançamos 316 arrobas por hectare, além de 348 arrobas por hectare nas áreas irrigadas”, disse Bergamaschi. De acordo com Bergamaschi, esses resultados são frutos das boas práticas adotadas pelos produtores, garantindo a qualidade do algodão baiano. Crescimento em área A Abapa informou ainda que a região Oeste registrou um aumento de 10,7% na área plantada em relação à safra anterior, que somou 312,5 mil hectares. Para a próxima safra, 2024/2025, espera-se um crescimento de 10,5%, atingindo 380 mil hectares plantados. Do total da fibra colhida nesta safra, cerca de 75% já passou pelo beneficiamento, e aproximadamente 70% já foi analisada no Centro de Análise de Fibras da Abapa. Manejo adequado Com o fim da colheita, os produtores agora se concentram nas atividades da entressafra, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). O período de vazio sanitário, que começou em 20 de setembro e vai até 20 de novembro, exige a eliminação de restos culturais e plantas tigueras nas áreas de rotação com algodão, soja, milho e outras culturas. Segundo a Abapa, essas medidas são essenciais para o controle do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas da cultura. Canal Rural exibe nova temporada do especial Cerrado Sem Fogo Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Colheita de algodão da safra 2023/24 é finalizada na Bahia apareceu primeiro em Canal Rural.
Suplementos minerais: como avaliar o custo-benefício de forma eficiente?

Foto: Mosaic Quando falamos de preços de suplementos minerais, insumo essencial para a nutrição de bovinos a pasto, as discussões são sempre acaloradas. Mas será que estamos realmente fazendo comparações justas? Será que estamos olhando para diferentes prismas sobre esse assunto ou estamos comprando “gato por lebre”? A expressão significa receber algo com qualidade inferior ao esperado. O cliente, quase sempre por fruto da sua inexperiência em identificar o que está adquirindo ou má assessoria, pode ser levado a cometer equívocos. Dessa forma, a escolha dos suplementos exige conhecimento global, levando em consideração a composição do produto, a formulação equilibrada, os níveis de garantia, os custos da ingestão diária e aspectos fundamentais, como biodisponibilidade da matéria-prima utilizada para a fabricação da mistura mineral, garantindo assim o desempenho desejado: saúde do rebanho e melhor rentabilidade das operações pecuárias. Discorreremos neste texto sobre os principais tópicos a serem considerados para comparar “maçãs com maçãs”. A base da nutrição bovina e a suplementação mineral O rebanho brasileiro, estimado em 197,2 milhões de animais, é o maior rebanho comercial do mundo. Mais de 90% da atividade pecuária baseia-se no sistema de produção a pasto, que é amplamente favorecida pelo clima tropical predominante no país. Contudo, na sua imensa maioria, nossos solos são pobres em minerais como fósforo, zinco e cobre. Os desequilíbrios minerais ou a submineralização dos rebanhos são responsáveis pela baixa produtividade pecuária, seja no âmbito produtivo e reprodutivo, como ganho médio diário, baixa produção de leite, baixa fertilidade; seja no âmbito da saúde propriamente dita, com impacto no crescimento e na formação óssea, fraturas, abortos e queda da resistência imunológica. Dessa forma, a suplementação mineral de boa qualidade é primordial, mesmo em pastagens bem manejadas ou na época das águas, pois, normalmente, a alimentação fornecida não é suficiente para atender a todas as exigências dos animais, e as deficiências dessa categoria causam anormalidades fisiológicas e/ou estruturais. Dentre os minerais que devem ser suplementados, o fósforo é essencial pela importância das funções que desempenha no organismo animal. É o mineral com maior número de funções descritas. Imprescindível para a formação dos ossos e dentes, ele atua no controle da ingestão da matéria seca, na multiplicação das bactérias do rúmen, além de ser fundamental para a reprodução dos bovinos. A suplementação via fosfatos de boa procedência na mistura mineral é indispensável por ser importantíssimo na nutrição animal, além de ter relevância na composição do preço dos suplementos mais utilizados no Brasil, como os da linha branca. Quando consideramos um sal com 8% de fósforo em sua composição (sal 80), essa matéria-prima pode representar acima de 70% do custo do produto. Por esse aspecto citado, é possível perceber que não há milagres. Quando na comparação entre dois suplementos com mesmo percentual de fósforo, um deles apresenta-se 20%, 30% mais barato, deve-se investigar a procedência e atentar para a qualidade do produto. Como separar o joio do trigo? As empresas idôneas do mercado, responsáveis pela fabricação de suplementos minerais para bovinos, seguem rigorosos padrões de legislações específicas, adotam boas práticas, são criteriosas na qualificação de fornecedores e na seleção das matérias-primas, considerando padrões mínimos que assegurem a qualidade, conformidade, inocuidade dos ingredientes e a segurança dos alimentos ao longo da cadeia. Essa boa prática envolve a escolha de fontes minerais de alta pureza e biodisponibilidade, levando em consideração a origem da rocha fosfática, o processo de fabricação, a forma química em que o elemento está presente, a solubilidade em ácido cítrico 2% e o teor de elementos indesejáveis. O fosfato bicálcico é obtido através da reação de uma fonte de cálcio (cal ou calcário) com o ácido ortofosfórico. Dos três tipos de rochas possíveis de se extrair o concentrado fosfático – ígneas, metamórficas e sedimentares -, as primeiras são as que apresentam maior pureza em sua formação: são rochas provenientes da solidificação do magma, massa incandescente que existe no interior dos vulcões e que são lançadas para fora. As rochas magmáticas são muito duras, formam grandes blocos e não contêm fósseis (restos de animais e vegetais). Por essas características, elas possuem os menores teores de flúor e outros metais indesejáveis (cádmio, arsênio, chumbo, mercúrio). Os produtos da Linha Foscálcio são formulados a partir de ácido fosfórico feed grade e carbonato de cálcio, oriundos de rochas ígneas, que contêm os menores teores de elementos indesejáveis. Representação esquemática do processo de produção dos produtos Foscálcio. Fontes de fósforo de origem duvidosa, que possam conter altos teores de flúor, elementos indesejáveis e contaminantes, dioxinas e furanos têm seu uso proibido na nutrição animal. A portaria 359, de 9 de julho de 2021 (Mapa), estabelece a relação fósforo/flúor mínima de 100/1, ou seja, as fontes de fósforo devem ter no máximo 1% de flúor em sua composição. O excesso pode ocasionar fluorose, que pode causar problemas, como a má mineralização óssea, fraturas, anomalias dentárias, manqueiras e a diminuição do apetite. Já os suplementos de pronto uso devem atender o limite máximo de dois mil miligramas de flúor por quilograma de produto (IN 12 /2004, Mapa). Os produtos da Linha Foscálcio, melhor e mais pura fonte de fósforo (P) e cálcio (Ca) para a nutrição animal, contribuem para os melhores índices produtivos e reprodutivos do rebanho. A produção é verticalizada, ou seja, todas as matérias-primas necessárias para a produção são oriundas da mina, o que assegura a qualidade em todas as fases do processo, atendendo aos mais rigorosos requisitos de controle de qualidade, nacionais e internacionais. Os produtos são diariamente analisados para determinar seus níveis de garantia e assegurar um ingrediente seguro para o mercado consumidor. Teores de cádmio, arsênio, chumbo e mercúrio são constantemente monitorados, considerando parâmetros de normativas internacionais da União Europeia, que estabeleceu os níveis máximos para as substâncias indesejáveis por meio dos regulamentos 1275/2013 de 6/12/2013 e 2019/1869 de 7/11/2019 sobre os ingredientes e produtos acabados para animais, visando manter uma fisiologia animal saudável e sem risco de contaminação de seus produtos para consumo humano. Biodisponibilidade Mais importante que o percentual do nutriente presente no alimento
Nova frente fria deve trazer alívio ao calorão; veja quando e onde

Foto: Pixabay O ciclo de dias quentes, com ondas de calor intensas que algumas regiões têm enfrentado, terá uma pausa, ainda que breve. Isso porque, nesta quinta-feira (26), uma nova frente fria avançará sobre o Brasil. O sistema deve atingir o Mato Grosso, trazendo instabilidades significativas para grande parte do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul. De acordo com a Climatempo, a chegada dessa frente fria trará mudanças bruscas no clima e intensas condições meteorológicas. Encontro de massas gera frente fria A maior preocupação com a frente fria está no forte contraste entre a massa de ar fria e a massa de ar quente que domina a região central do Brasil. Assim, o ar quente, mais leve, quando encontra o frio, que é mais denso, é empurrado rapidamente para cima, gerando intensas instabilidades atmosféricas. Esse processo resulta na formação de nuvens carregadas e tempestades severas, com possibilidade de ventos fortes, granizo e raios. Esse fenômeno é conhecido como frente fria e a diferença de temperatura e pressão entre as massas de ar amplifica o risco de eventos meteorológicos extremos. Alerta para temporais O alerta para tempestades intensas se estende do sul de Mato Grosso do Sul até o norte do Rio Grande do Sul. Em território gaúcho, há o risco de temporais com volumes elevados de chuva e potencial para granizo nas áreas centrais. Em outras regiões, como o oeste de Mato Grosso e o centro do Paraná, a previsão é de chuvas moderadas a fortes ao longo do dia. Ventos intensos Além da chuva, os ventos seguirão fortes devido às diferenças de temperatura e pressão geradas pela frente fria. Quando a pressão atmosférica varia abruptamente entre duas áreas, os ventos se intensificam. Para esta quinta-feira, as rajadas de vento devem variar entre 50 e 70 km/h no sul de Mato Grosso e em boa parte da região Sul, o que aumenta os riscos de danos causados pelos temporais. O calor vai terminar? Embora a frente fria traga um alívio temporário para o calor, a onda de calor que afeta amplas áreas do Brasil não se restringe a uma única região. O enfraquecimento das altas temperaturas será mais evidente nos estados da faixa centro-sul do país ao longo do final de semana, mas os modelos meteorológicos indicam que o calor pode retornar na próxima semana, afetando novamente diversas regiões. O post Nova frente fria deve trazer alívio ao calorão; veja quando e onde apareceu primeiro em Canal Rural.
Inmet emite alerta de onda severa de calor para 10 estados

Foto: Pixabay O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo para onda de calor para dez estados e o Distrito Federal. Nesses locais, a temperatura registrada está 5°C acima da média. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Assim, serão afetados pelo forte calor, além do Distrito Federal, as seguintes unidades da federação: Rondônia Mato Grosso Mato Grosso do Sul Goiás Minas Gerais Rio de Janeiro São Paulo Paraná Santa Catarina Norte do Rio Grande do Sul Calor e baixa umidade O Inmet também divulgou alerta laranja para baixa umidade. Estão incluídas no alerta as regiões Centro-Oeste, parte dos estados do Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), nos municípios mais afastados do litoral, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Nesses locais, a umidade relativa do ar deve variar de 20% e 12%. Há risco de incêndios florestais e à saúde da população, com ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o limite ideal da umidade relativa do ar é em torno de 60%. O Instituto orienta a população a beber mais líquido e evitar tanto atividades físicas quanto a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia. Também é importante que as pessoas intensifiquem o uso de hidratante de pele e umidifiquem os ambientes. O post Inmet emite alerta de onda severa de calor para 10 estados apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: Chicago fecha em forte alta, com clima no Brasil e EUA no foco

Foto: Agência de Notícias do Paraná Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira (25) com preços mais altos. Após uma fase de realização de lucros durante a manhã, o mercado conseguiu reverter para o território positivo. Embora chuvas benéficas tenham sido registradas no Sul do Brasil, a região central ainda enfrenta precipitações escassas, o que está atrasando o plantio da soja. Além disso, persistem dúvidas sobre o potencial produtivo nos Estados Unidos. Conforme agências internacionais, a tempestade tropical Helene pode trazer chuvas para a parte leste do cinturão produtor dos Estados Unidos na próxima semana, o que poderá atrasar a colheita da soja. Ademais, as exportações semanais norte-americanas devem apresentar uma boa demanda pelo produto, com estimativas de analistas variando entre 900 mil e 2,05 milhões de toneladas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Soja em grão Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com alta de 11,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,05%, a US$ 10,53 1/4 por bushel. A posição de janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,71 3/4 por bushel, com avanço de 11,25 centavos ou 1,06%. Nos subprodutos, a posição de dezembro de 2024 do farelo fechou com um ganho de US$ 2,30, ou 0,70%, a US$ 328,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam a 44,15 centavos de dólar por libra-peso, com uma elevação de 0,81 centavo, ou 1,86%. O post Soja: Chicago fecha em forte alta, com clima no Brasil e EUA no foco apareceu primeiro em Canal Rural.
Cade aprova operação Marfrig-Minerva, mas impõe restrições

Foto: Marfrig/divulgação O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval nesta quarta-feira (25) à venda de ativos da Marfrig para a Minerva condicionada a restrições, como a alienação de uma planta em Goiás. O “remédio” foi imposto pelo órgão antitruste diante da preocupação com a “concentração excessiva” que a operação geraria no estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Por isso, a planta produtiva no município de Pirenópolis (GO) que hoje é da Marfrig terá de ser vendida pela Minerva. Embora esteja inativa, a reativação da unidade geraria uma concentração danosa após a operação, disse o relator. O órgão também decidiu declarar sem efeitos a cláusula que previa um limite de expansão da capacidade própria da Marfrig em abate e desossa na planta produtiva de Várzea Grande, em Mato Grosso – embora a empresa não possa iniciar novas plantas no estado por cinco anos. As restrições impostas pelo órgão antitruste foram apontadas pelo relator do processo, o conselheiro Carlos Jacques, como “cruciais” para o prosseguimento do aval do Cade à venda. Todos os integrantes do tribunal seguiram o voto de Jacques. O presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, não votou por impedimento. O negócio, anunciado em agosto de 2023, envolve 16 ativos pelo valor de R$ 7,5 bilhões. São 11 plantas de bovinos no Brasil, uma unidade industrial na Argentina e outras três no Uruguai, além de uma planta de cordeiros no Chile e um centro de distribuição no Brasil. Segundo o relator, a operação entre a Marfrig e a Minerva ainda precisa ser analisada pelos órgãos antitruste da Argentina e Uruguai. O conselheiro ressaltou que buscou ser célere na análise do caso, que chegou ao seu gabinete há pouco mais de 40 dias. Desde então, o maior foco das discussões foram os efeitos da operação nos mercados de Goiás e Mato Grosso. Inicialmente, Jacques buscou a assinatura de um Acordo em Controle de Concentração (ACC) com as requerentes, como sugerido pela Superintendência Geral (SG), mas “resistências” das empresas emperraram o ACC, o que foi lamentando pelo relator, embora elas tenham concordado em vender a unidade em Pirenópolis. A alienação da unidade na cidade de Goiás deve obedecer uma série de regras. A Minerva deverá alienar a planta em até seis meses do trânsito em julgado do ato de concentração no Cade. Esse prazo pode ser prorrogado por seis meses, mediante petição ao órgão. Após esse período, se a venda não for feita, a companhia deverá promover um leilão aberto em até seis meses, com fixação de preço mínimo. Mas se o leilão for frustrado, a obrigação de alienação será dada como satisfeita. Já o ajuste sugerido pela SG em agosto – acatado pelo relator e já incorporado pelas companhias – visou a revisão de uma cláusula de não competição no mercado de carne bovina prevista no contrato de compra e venda. De acordo com a SG, diante das preocupações do Cade, “foi negociada a redução do escopo geográfico e de produto da cláusula de não competição inicialmente planejado” pela Marfrig e Minerva. O post Cade aprova operação Marfrig-Minerva, mas impõe restrições apareceu primeiro em Canal Rural.
Pancadas de chuva e calorão: veja a previsão desta quarta

Foto: Freepik A primavera já tem mostrado as caras nas cinco regiões brasileiras. Tempo seco e com pancadas de chuva ocasionais marcam grandes áreas do país. Acompanhe a previsão da Climatempo para esta quarta-feira (24): Sul Nesta quarta-feira, a chuva mais pesada segue concentrada sobre o Rio Grande do Sul, enquanto Paraná e Santa Catarina têm tempo firme, mas encoberto. Sudeste Os ventos do oceano em direção ao continente formam nuvens carregadas sobre o Espírito Santo, mas sem previsão de altos acumulados. Nas demais áreas, o dia será quente e com predomínio de tempo seco. Centro-Oeste Pancadas de chuva ocorrem pontualmente no norte e oeste de Mato Grosso. Nas demais regiões, o dia segue com predomínio de sol e bem quente. À tarde, a umidade cai para índices inferiores a 20%. Nordeste A chuva passageira segue marcando presença no fim do dia no litoral do Nordeste. No interior, tempo seco e nada de chuva. Norte Tempo quente e úmido no Amazonas, Acre, Roraima, norte do Tocantins e Pará. Nessas áreas, pancadas de chuva são previstas durante à tarde. Nas demais áreas, o sol predomina durante todo o dia. O post Pancadas de chuva e calorão: veja a previsão desta quarta apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da arroba do boi devem seguir em alta, diz analista

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela continuidade deste movimento no curto prazo. O cenário ainda é reflexo da posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Os preços têm subido de maneira generalizada, com exceção do Rio Grande do Sul, em que o quadro é de oferta um pouco maior, fazendo com que as indústrias se deparem com escalas de abate mais confortáveis”, assinalou. Preço médio da arroba do boi São Paulo: R$ 266,75 Goiás: R$ 259,11 Minas Gerais: R$ 259,71 Mato Grosso do Sul: R$ 269,43 Mato Grosso: R$ 233,78 Mercado atacadista brasileiro O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes para a carne bovina, e o viés ainda é de alta dos preços no decorrer da primeira quinzena de outubro, considerando a entrada dos salários como motivador para a reposição entre atacado e varejo. Por outro lado, a carne bovina tende a perder competitividade para as proteínas concorrentes, em especial para a carne de frango. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15. O post Preços da arroba do boi devem seguir em alta, diz analista apareceu primeiro em Canal Rural.
União Europeia flexibilizará boicote às importações de alimentos, diz Daoud

Foto: Pixabay O presidente Luís Inácio Lula da Silva participou de reunião bilateral com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na segunda-feira (23). Na pauta, destaque para o acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. A partir de 1 de janeiro de 2025, entra em vigor a chamada “Lei Antidesmatamento”, imposta pela União Europeia e que proíbe a importação de produtos oriundos de áreas degradadas ou desmatadas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O Brasil segue atento ao impacto que isso pode gerar à agropecuária nacional e pediu, no início deste mês, o adiamento das novas regras. Contudo, um porta-voz do bloco europeu reiterou que a lei será implementada no início do ano que vem. A lei vale para soja, gado, café, madeira, borracha e cacau oriundos de desmatamento após 2020. De acordo com o Itamaraty, o bloqueio tem o potencial de impactar mais de 30% das exportações do país. O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro e outros atores do agronegócio brasileiro já reforçaram que a nova legislação não leva em conta o desmatamento legal, previsto no Código Florestal brasileiro. Flexibilização do bloqueio Para o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a restrição europeia é baseada mais em questões comerciais do que ambientais. “O mundo caminha para um cenário muito arriscado em relação ao clima […]. Os extremos climáticos já prejudicam a produção de alimentos em vários setores não só no Brasil, o que leva a uma preocupação que está sendo incorporada em contratos futuros de todo o mundo que é o fenômeno econômico da inflação”. Assim, Daoud afirma que os desafios climáticos têm o potencial de fazer o preço dos alimentos aumentar em todo o mundo. “Por conta disso, essa nova imposição, embargo da União Europeia talvez não seja tão rígida assim porque o mundo hoje depende exatamente da produção de alimentos e o Brasil desponta como um dos maiores produtores, sendo o único país com condições de atender grande parte da demanda até 2050”. Para o comentarista, fica claro que a Europa impõe restrições com o objetivo de proteger os seus produtores, uma vez que não tem mais recursos para subsidiar a produção interna. “Países como Alemanha e França, que são os maiores emissores de gases de efeito estufa na atmosfera, estão passando a queimar carvão. Então é uma incoerência essa imposição União Europeia, mas que, ao meu ver, será flexibilizada em sua execução diante do cenário que temos pela frente”, finaliza Daoud. Discurso na ONU Foto: Ricardo Stuckert/PR Ao abrir o debate de chefes de Estado da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York nesta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o planeta “está farto” de acordos não cumpridos. O chefe do Executivo brasileiro lembrou que o ano de 2024 caminha para ser o ano mais quente da história moderna. “Furações no Caribe, tufões na Ásia, secas e inundações na África e chuvas torrenciais na Europa deixam um rastro de mortes e destruição”, discursou. Lula lembrou das enchentes no Rio Grande do Sul em maio deste ano, a maior desde o longínquo 1941. “A Amazonia está atravessando a maior estiagem em 45 anos, incêndios florestais se alastraram pelo país e já devoram 5 milhões de hectares apenas no mês de agosto”. O presidente destacou em seu discurso que o planeta já não espera para cobrar da próxima geração e está farto de acordos climáticos que não são cumpridos e está “cansado de meta de redução de carbono negligenciada, do auxílio financeiro aos países pobres que nunca chega”. O post União Europeia flexibilizará boicote às importações de alimentos, diz Daoud apareceu primeiro em Canal Rural.