Em Goiás, cautela e paciência definem o início do plantio da soja

Foto: Leonardo Muller/arquivo pessoal Prudência é a palavra-chave para o início do plantio da soja em Goiás. Desde 25 de setembro, os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura no estado, mas, segundo Clodoaldo Calegari, produtor e presidente da Aprosoja Goiás, essa decisão deve ser tomada com cautela. “Embora chuvas pontuais tenham trazido alívio em algumas áreas, a maioria dos municípios ainda enfrenta volumes insuficientes para um plantio seguro”, afirma. Calegari ressalta que a decisão de semear é particular para cada produtor, baseada no conhecimento da propriedade e na disposição para assumir riscos. “Com margens de lucro apertadas, um replantio pode impactar negativamente tanto a produção quanto o sucesso da safra”, acrescenta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Quando as chuvas volumosas devem aparecer? Foto: Imagem Freepik Alguns produtores que registraram chuvas mais volumosas já começaram a semear, confiantes nas previsões de novas precipitações a partir do próximo final de semana. ”Essa decisão ainda envolve riscos consideráveis. As áreas irrigadas estão com a semeadura em andamento, mas muitos produtores permanecem apreensivos com as previsões climáticas e as altas temperaturas, optando por aguardar um pouco mais”, explica o presidente. As expectativas são otimistas: entre 11 e 15 de outubro, espera-se que as chuvas se tornem mais volumosas e regulares, incentivando um aumento na semeadura em Goiás, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca. O longo período de estiagem, com algumas áreas sem chuvas desde o início de abril, também representa uma preocupação. Os solos, extremamente secos e aquecidos, demandam cuidados especiais para garantir uma boa emergência das lavouras. Portanto, é essencial que a capacidade de campo dos solos se restabeleça, assegurando uma plantação saudável e produtiva. O post Em Goiás, cautela e paciência definem o início do plantio da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil vai propor na COP29 criação de fundo para transição energética

Ministro Alexandre Silveira propõe fundo global para financiar transição energética. O Brasil vai propor na COP29, que acontece em novembro no Azerbaijão, um fundo global para financiar a transição energética. A informação é do ministro das Minas e Energia Alexandre Silveira, que participa da reunião ministerial do G20 para transição energética, em Foz do Iguaçu (PR), até sexta-feira (04). O ministro afirmou ainda que essa busca por essa pluralidade energética, justa e inclusiva, deve ser financiada pelo petróleo. Silveira reforça que o movimento da economia verde, da energia e dos combustíveis renováveis representa uma nova economia mundial e que precisa ter um alinhamento de nações. “Enquanto não avançarmos de forma global, se não houver governança e mecanismos de medição, não haverá transição energética”, sentencia o ministro. Disse ainda que a grande inflexão do crescimento global será a energia. Nesse sentido, o ministro também admite que é necessário modernizar os mecanismos brasileiros, como Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para receber e operar com segurança essas energias alternativas, como a eólica, fotovoltaica e de biomassa. Além de ampliar a oferta, a intenção é ter mais estabilidade no fornecimento dessas energias, classificadas como intermitentes, sujeitas questões como o vento e sol, por exemplo. Sobre o petróleo, Silveira reitera que, enquanto houver demanda, o Brasil não pode abrir mão de suas riquezas e reservas naturais, desde que exploradas de forma adequada, em nome do desenvolvimento econômico e social do país. Enio Verri: petróleo será fundamental no financiamento da transição energética. | Foto: William Brisida/Itaipu Binacional. Enio Verri, diretor-presidente brasileiro da Itaipu Binacional, anfitrião do evento em Foz, seguiu o ministro na defesa de um modelo de transição financiado pelo petróleo: “fundamental.” Na abertura dos trabalhos do G20, na segunda-feira, o executivo já tinha colocado o petróleo como um ativo e condição ao processo de transição. O post Brasil vai propor na COP29 criação de fundo para transição energética apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria traz chuvas intensas e ventos fortes nos próximos dias; saiba onde

Foto: Freepik A frente fria que começou a deslocar pelo Brasil nesta quarta-feira (2) marca a entrada do primeiro sistema significativo de outubro, trazendo instabilidades e mudanças climáticas para uma ampla área do país. O sistema está avançando lentamente, gerando chuvas volumosas e ventos intensos, principalmente nas regiões Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e seus efeitos devem se intensificar nos próximos dias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Desde terça-feira (1°), o avanço da frente fria já provoca chuvas significativas no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul. Nos próximos dias, o sistema continuará se movendo em direção ao norte e noroeste, levando instabilidades para Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na faixa leste de São Paulo, há alerta para temporais, chuva forte e ventos intensos, que podem superar 50 km/h. Avanço da frente fria nesta quinta-feira Conforme a frente fria avança, as instabilidades se afastam do Rio Grande do Sul e o tempo firme volta a predominar no estado. Em Santa Catarina e no Paraná, a quinta-feira (3) ainda será nublada e com chuva qualquer momento do dia. Já no Sudeste, a chuva concentrada em São Paulo. Algumas instabilidades podem se espalhar para o sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nas demais áreas, o tempo fica firme e bem quente.  A Climatempo ainda prevê pancadas isoladas de chuva em Mato Grosso do Sul e nas regiões norte e oeste de Mato Grosso. Em Goiás, o destaque é o tempo seco e quente.  Norte e Nordeste O predomínio é de sol e nada de chuva no Nordeste nesta quinta. Uma massa de ar seco atua na região e inibe a formação de nuvens carregadas. À tarde, a umidade cai para níveis críticos e a temperatura sobe rapidamente.  No Norte, há chuva isolada com muitos períodos de sol e tempo aberto no Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Pará. No Tocantins e no Amapá, o tempo é estável e mais seco.  O post Frente fria traz chuvas intensas e ventos fortes nos próximos dias; saiba onde apareceu primeiro em Canal Rural.

Comissão Europeia cede à pressão e propõe adiar Lei Antidesmatamento por um ano

Fazenda Progresso (PI) – 36 mil hectares de área total de lavoura A Comissão Europeia divulgou comunicado à imprensa nesta quarta-feira (2) propondo adiar a chamada Lei Antidesmatamento, que proibiria a importação pelo bloco de produtos oriundos de áreas degradadas ou desmatadas após o ano de 2020. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Originalmente, o texto entraria em vigor a partir de 1 de janeiro de 2025. Contudo, agora, após pressão de nações que exportam produtos agropecuários ao bloco, caso do Brasil, o órgão sugere que seja dado às partes interessadas tempo adicional de um ano para a adequação. Se aprovado pelo Parlamento Europeu, a lei será aplicável apenas em 30 de dezembro de 2025 para grandes companhias e 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas. “Como todas as ferramentas de implementação estão tecnicamente prontas, os 12 meses extras podem servir como um período de introdução gradual para garantir uma implementação adequada e eficaz”, diz o comunidado da Comissão. Cedeu às pressões internacionais A Comissão ressalta que vários parceiros globais expressaram repetidamente preocupações sobre seu estado de preparação para atender à lei. No caso brasileiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atores de peso do agronegócio nacional manifestaram-se contrários ao que chamaram de “imposição europeia” e “desrespeito ao Código Florestal nacional”. Isso porque a lei brasileira diferencia desmatamento legal de ilegal. “Nós sabemos das nossas responsabilidades com o meio ambiente, com a produção sustentável. Não precisam apontar o dedo e nos mostrar as diretrizes”, disse o ministro do Mapa, Carlos Fávaro em setembro, nos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro Já a Associação Alemã de Agricultores (DBV, na sigla em alemão) ao lado da Associação dos Proprietários de Florestas (AGDW) e empresas familiares dos setores agrícola e florestal do país também solicitaram que a Comissão Europeia adiasse a implementação da nova lei. “A Comissão considera que um tempo adicional de 12 meses para a implementação gradual do sistema é uma solução equilibrada para dar suporte aos operadores em todo o mundo na garantia de uma implementação tranquila desde o início”, destaca o ofício publicado nesta quarta. Impactos ao agro brasileiro Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA Ao se levar em conta as vendas brasileiras ao bloco em 2022, que totalizaram 25 bilhões de dólares, a Lei Antidesmatamento passaria a afetar, aproximadamente, 60% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente, de acordo com o pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Munhoz. A regra europeia tende a afetar, diretamente, os produtores brasileiros de soja, carne e couro, madeira, borracha, café, cacau e óleo de palma. O post Comissão Europeia cede à pressão e propõe adiar Lei Antidesmatamento por um ano apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria afetará três regiões brasileiras hoje; confira previsão

Foto: Pixabay A quarta-feira começa com instabilidade e risco de temporais em estados brasileiros onde o calor estava predominando. A mudança se deve à atuação de uma frente fria, que também pode levar à queda de granizo em parte do Centro-Oeste. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Veja a previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo e mantenha-se informado sobre o clima hoje. Sul A frente fria ainda mantém o tempo mais instável e com condições favoráveis para ocorrência de temporais em toda a Região. A quantidade de água pode causar pequenos alagamentos. No extremo sul do Rio Grande do Sul, o sol volta a predominar. Sudeste A frente fria espalha pancadas de chuva em todo o estado de São Paulo nesta quarta-feira. Temporais isolados podem ocorrer por conta do calor. No Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Espírito Santo, dia de sol e temperaturas altas por conta do efeito pré-frontal. Centro-Oeste A frente fria canaliza umidade em direção aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e forma nuvens carregadas. A previsão é de sol, com períodos de chuva moderada acompanhada por raios e eventual queda de granizo. Em Goiás e no Distrito Federal, dia quente e sem nada de água.  Nordeste O sol volta a predominar no interior da Região e a umidade cai. Chuva passageira deve ocorrer no litoral sul da Bahia e entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Norte As instabilidades seguem atuando sobre grande parte da Região nesta quarta-feira. As pancadas mais fortes ocorrem sobre o Amazonas. Nos estados do Tocantins e Acre, o sol volta a predominar no interior. O post Frente fria afetará três regiões brasileiras hoje; confira previsão apareceu primeiro em Canal Rural.

WinterShow traz pesquisas sobre cereais de inverno

Trigo e cevada são as estrelas na feira agropecuária WinterShow, um dos maiores eventos de culturas de inverno do Brasil. A programação desta 21ª edição dá destaque e abre espaço para a divulgação de pesquisas acerca dos cereais de inverno, a fim de fomentar o plantio desses grãos. O evento também traz palestras com temas relevantes para a cadeia produtiva como economia global e a influência no agro brasileiro e a adoção de nanotecnologia na agricultura. “Temos muitos eventos grandes que falam sobre as culturas de verão. Embora os plantios da cevada e do trigo sejam menores em área, eles são muito importantes economicamente para as nossas indústrias”, destaca o Superintendente Agrícola e Social da Cooperativa, André Spitzner. A feira acontece em Guarapuava, região Centro-Sul do estado do Paraná, no distrito de Entre Rios, de 1 a 3 de outubro, onde fica a sede da cooperativa Agrária, que juntamente com a Fapa – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, promove e organiza a WinterShow. Além das palestras técnicas, a cada edição do WinterShow a organização busca atrair expositores que oferecem soluções e serviços relevantes para a atividade agrícola. Neste ano, 76 empresas estão presentes na feira e a estrutura destinada para este fim foi ampliada, com investimento de R$ 5 milhões. Serviço:WinterShow1 a 3 de outubro, das 8 às 18 horasCentro de Eventos Agrária e nos campos da FAPA.Entre Rios/Guarapuava – PR.Entrada gratuita. O post WinterShow traz pesquisas sobre cereais de inverno apareceu primeiro em Canal Rural.

Fumaça das queimadas afeta qualidade de vida das pessoas

A dona de casa, Simone Lacerda, fala ao repórter Vinicius Ramos, sobre os impactos da fumaça na rotina e na saúde dos filhos | Foto: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia A fumaça das queimadas é outro problema que se agravou em 2024 com os altos números de focos de incêndios florestais em todo o país. Ela provoca sérios danos à saúde, principalmente de crianças e idosos e afeta a qualidade de vida das pessoas. No terceiro episódio da série ‘Cerrado Sem Fogo’, o repórter Vinicius Ramos e cinegrafista Guilherme Soares, estiveram bem próximos de uma área afetada por uma queimada em Barreiras (BA), em que a fumaça invadia as casas. A dona de casa, Simone Lacerda dos Santos, é uma das afetadas e contou que infelizmente, todos os anos isso acontece: “Quando o começa o fogo daqui, vai se alastrando. Olha como é que fica”, disse. As fumaças são densas e carregam partículas finas que ficam suspensas no ar (foligem) e gases tóxicos, como monóxido de carbono e dióxido de enxofre. Fumaça encobre grande parte do Brasil em 6 de setembro de 2024 | Foto: NOAA/NASA Como consequência, a qualidade do ar cai e potencializa os problemas respiratórios das pessoas. Pessoas afetadas Uma estimativa da Confederação Nacional dos Municípios, apontou que 11,2 milhões de pessoas foram diretamente afetadas por incêndios florestais nas cidades brasileiras desde o início deste ano. Como consequência, 538 municípios decretaram situação de emergência. A médica pneumologista, Camila Braga, disse a reportagem que o atendimento no consultório em que trabalha, aumentou nas últimas semanas por conta do clima e também da fumaça proveniente das queimadas na região. Além disso, a profissional da saúde, recomendou alguns procedimentos para minimizar os impactos como o uso de máscaras e muita hidratação. Incêndio florestal na Serra da Bandeira, em Barreiras, no Oeste da Bahia | Foto: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia Também participaram do episódio, o autônomo Elvis Souza Chaves, o Major Rocha – comandante da Base Florestal Oeste, e Greice Fontana Klein, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães. O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães. Assista ao terceiro episódio: Prevenir e combater queimadas são desafios para toda sociedade Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Fumaça das queimadas afeta qualidade de vida das pessoas apareceu primeiro em Canal Rural.

Demanda aquecida volta a elevar preços da arroba do boi

Foto: Lenito Abreu/Governo do Tocantins O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negócios acima da referência média, com expectativa de nova alta dos preços no curto prazo, em linha com a posição das escalas de abate. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o que mais chama a atenção no atual movimento é que, mesmo diante da constante elevação dos preços da arroba, as indústrias não conseguiram avanços consistentes em suas escalas de abate. “Pelo contrário, o que se observa é a manutenção das escalas de abate de boi gordo na posição menos confortável da atual temporada. A demanda segue aquecida no final da atual temporada, em especial à relacionada às exportações”. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 277,92 Goiás: R$ 266,79 Minas Gerais: R$ 272,94 Mato Grosso do Sul: R$ 279,66 Mato Grosso: R$ 240,20 Mercado atacadista Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado atacadista voltou a se deparar com preços firmes. O ambiente de negócios volta a sugerir pela alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia. Importante destacar que a carne bovina tende a perder competitividade no curto prazo, em especial para a carne de frango. “Com a continuidade do movimento de alta da carne bovina no mercado doméstico o mais provável é que a população busque alternativas que causem menor impacto na renda familiar. Essa relação é especialmente importante para a parcela da população de menor renda”, assinalou Iglesias. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,4627 para venda e a R$ 5,4606 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4302 e a máxima de R$ 5,4781. O post Demanda aquecida volta a elevar preços da arroba do boi apareceu primeiro em Canal Rural.

Orplana repudia pontos de decreto que endurece punições a incêndios em propriedades rurais

Maria Helena, um dos municípios atingidos no PR. Foto: CBMPR A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) publicou nota criticando o Decreto Federal nº 12.189/2024. Segundo a entidade, o texto penaliza de forma injusta o agronegócio pelos incêndios que acometem todo o Brasil. “Apesar da importância e urgência do tema, as alterações no documento são extremamente prejudiciais ao setor agro. Ao imputar embargos às propriedades, elevar as multas e não dar ao produtor o direito de defesa, o Governo Federal os inviabiliza de exercerem suas atividades agrícolas no país. E não podemos esquecer que os produtores de cana-de-açúcar, que tiveram suas propriedades impactadas pelos incêndios, também são vítimas”, afirma o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira. De acordo com ele, o decreto faz alterações importantes e injustas nas regras de fiscalização e sanções ambientais, com foco em infrações como desmatamento, incêndios e danos ambientais em áreas rurais. “O documento permite o embargo de áreas inteiras relacionadas a infrações ambientais. Isso significa que, em vez de embargar apenas uma parte de uma propriedade rural, toda a área afetada ou relacionada à infração pode ser bloqueada. Para o nosso setor isso é muito prejudicial, pois pode paralisar as atividades agrícolas em grandes áreas, mesmo que a infração ocorra em uma pequena porção da propriedade”, comenta. Acesso ao crédito rural Para a Orplana, o embargo de propriedades rurais possui impactos severos para o produtor de cana, pois os impede o acesso aos créditos rurais, por exemplo. “Estamos no meio do Plano Safra, quando os produtores começam a ter acesso aos créditos para o plantio da safra e manutenção de sua atividade agrícola. Com o embargo, ele perde acesso a esse crédito, o que pode resultar em perdas econômicas irreparáveis”, enfatiza. Além disso, a Organização destaca que o Decreto já parte do princípio que todos os produtores são culpados pelos incêndios em suas propriedades, não permitindo defesa antes da aplicação do embargo e das multas. Decreto traz multas elevadas Outro ponto criticado pela Organização é o aumento significativo das multas, elevadas para até R$ 10 mil por hectare. Para áreas cultivadas, a multa é de R$ 5 mil por hectare. “Penalidades que podem ser economicamente devastadoras para os produtores rurais, especialmente em casos de incêndios acidentais ou fora de controle, como observamos nas áreas de cana do Brasil nos meses de agosto e setembro deste ano”, explica Nogueira. Para a Organização, essas alterações tornam as penalidades mais severas e ampliam a área de impacto das sanções, o que pode ser visto como uma forma de dificultar as atividades agrícolas em áreas onde há alguma infração ambiental, mesmo que mínima. A Orplana representa 35 associações de fornecedores de cana e mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar O post Orplana repudia pontos de decreto que endurece punições a incêndios em propriedades rurais apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: Brasil tem preços mistos em meio à volatilidade externa e negócios são pontuais

Foto: O mercado brasileiro da soja apresentou volatilidade nesta terça-feira. Os preços ficaram mistos, acompanhando as oscilações da Bolsa de Chicago. O dólar teve leve alta, não impactando as cotações domésticas. Os volumes negociados foram pontuais no Brasil, com ofertas para pagamento em novembro. Os produtores seguram seus lotes, acreditando que as tradings poderão oferecer preços mais altos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Preços da soja no país Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos se estabilizou em R$ 135,00 Missões (RS): o preço manteve-se em R$ 134,00 Porto de Rio Grande (RS): o valor foi de R$ 142,00 Cascavel (PR): a saca ficou em R$ 138,00 Porto de Paranaguá (PR): o preço foi de R$ 143,00 Rondonópolis (MT): a saca subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00 Dourados (MS): o valor passou de R$ 133,00 para R$ 135,00 Rio Verde (GO): houve uma alta de R$ 131,00 para R$ 133,00 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta moderada, embora a sessão tenha sido marcada por volatilidade. A pressão sobre os preços decorreu da ampla oferta no mercado, contrabalançada pela alta do petróleo, que subiu mais de 5% em meio ao escalonamento de conflitos no Oriente Médio. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou informações sobre a colheita da soja, que até 29 de setembro estava em 26%, um avanço em relação aos 13% da semana anterior e superior aos 20% do ano passado. As condições das lavouras americanas se mantiveram estáveis, com 64% classificadas entre boas e excelentes. Contratos futuros da soja Os exportadores privados dos EUA reportaram a venda de 120.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2024/25. No fechamento, os contratos de soja em grão para novembro recuaram 8,75 centavos, a US$ 10,57 por bushel, enquanto os contratos para janeiro foram cotados a US$ 10,75 1/4 por bushel, com perda de 7,75 centavos. No segmento de subprodutos, o farelo de soja teve baixa de US$ 2,50, fechando a US$ 341,60 por tonelada, enquanto o óleo apresentou alta de 0,95 centavo, alcançando 43,31 centavos de dólar. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão com uma alta de 0,27%, cotado a R$ 5,4627 para venda e R$ 5,4606 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,4302 e R$ 5,4781. O post Soja: Brasil tem preços mistos em meio à volatilidade externa e negócios são pontuais apareceu primeiro em Canal Rural.