Alta dos preços da soja: confira como o mercado do grão fechou no Brasil

Foto: Ascom Famasul A alta nos preços da soja impulsionou o mercado brasileiro na manhã desta quarta-feira. De acordo com a Safras & Mercado, o movimento ocorreu principalmente quando o dólar atingiu suas máximas do dia. A demanda por compras por parte da indústria trouxe firmeza às cotações, com relatos de bons volumes negociados para a nova safra. No entanto, a queda na Bolsa de Chicago gerou um certo desânimo no mercado, resultando em cotações mistas ao longo do dia. Apenas aqueles com necessidade imediata estão realizando negociações. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Preços do grão pelo país Passo Fundo (RS): o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00 Região das Missões (RS): a cotação aumentou de R$ 131,00 para R$ 133,00 Porto de Rio Grande (RS): o preço teve um salto de R$ 129,00 para R$ 143,00 Cascavel (PR): a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 138,00 Porto de Paranaguá (PR): o preço cresceu de R$ 140,00 para R$ 142,00 Rondonópolis (MT): a saca subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00 Dourados (MS): o preço avançou de R$ 133,00 para R$ 135,00 Rio Verde (GO): a saca valorizou de R$ 130,00 para R$ 133,00 Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. A ausência de força na recuperação técnica resultou na queda pelo quinto dia consecutivo. A expectativa de uma ampla oferta mundial da oleaginosa impede qualquer consolidação de ganhos neste momento. Além disso, a colheita avança nos Estados Unidos, confirmando uma produção robusta, enquanto o retorno das chuvas no Brasil garante o avanço do plantio após um atraso inicial. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório indicando que, até 13 de outubro, 67% da área de soja havia sido colhida, uma melhoria em relação aos 47% da semana anterior e superior aos 57% do mesmo período do ano passado. A média histórica é de 51%. Os exportadores privados dos EUA relataram ao USDA a venda de 175.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2024/25. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 9,80 por bushel, uma queda de 11 centavos de dólar (1,10%). A posição para janeiro teve cotação de US$ 9,94 por bushel, com perda de 9,50 centavos (0,94%). Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou em alta de US$ 1,90 (0,60%), a US$ 313,70 por tonelada, enquanto o óleo registrou uma baixa de 0,77 centavo (1,81%), fechando a 41,68 centavos de dólar. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,6639 para venda e R$ 5,6619 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,6314 e uma máxima de R$ 5,6993. O post Alta dos preços da soja: confira como o mercado do grão fechou no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Plantio da soja em Goiatuba (GO) inicia com expectativas positivas

Foto: Pedro Silvestre O plantio da soja para a safra 2024/25 começou em Goiatuba, Goiás, na última segunda-feira (14), após a região registrar 80 milímetros de chuvas acumuladas desde a última quarta-feira (8), segundo informações da Emater local. A sequência de três chuvas em uma semana melhorou as condições do solo, permitindo o início das atividades. Em municípios vizinhos, a precipitação chegou a 100 milímetros. Até o momento, cerca de 2% da área prevista de 75 mil hectares já foi plantada. As previsões meteorológicas indicam a continuidade das chuvas nas próximas duas semanas, o que deve favorecer o andamento da semeadura até o final de outubro. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, a expectativa é de um rendimento médio de 3.600 quilos por hectare. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a área destinada ao plantio de soja em Goiás para a safra 2024/25 deverá alcançar 4,85 milhões de hectares, um aumento de 2,1% em relação aos 4,75 milhões de hectares da safra anterior. Até 11 de outubro, o estado havia alcançado 3% da área plantada, comparado a 1% na semana anterior e 7% no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos é de 6,9%. A produção esperada para esta safra é de 18,531 milhões de toneladas, um aumento de 7,1% em relação às 17,298 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. O rendimento médio das lavouras deve chegar a 3.840 quilos por hectare, em comparação aos 3.660 quilos por hectare colhidos em 2023. O post Plantio da soja em Goiatuba (GO) inicia com expectativas positivas apareceu primeiro em Canal Rural.
Projeto que reduz imposto para mercados doarem alimentos vai à Câmara

Foto: Pixabay Foi aprovado nesta quarta-feira (16), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que cria a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos. O texto prevê o aumento de 2% para 5% na dedução da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos supermercados ou estabelecimentos similares que doarem alimentos, o que precisará ser comprovado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O texto foi aprovado em segundo turno na CCJ e, caso não haja recurso para levar a votação ao Plenário do Senado, o Projeto de Lei 2.874 de 2019 segue direto para análise da Câmara dos Deputados. A matéria foi aprovada no Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo 16 de outubro. Doação por pequenos agricultores Além de empresas e instituições sem fins lucrativos, públicas ou privadas, a proposta também prevê a doação por pessoa física e por agricultores familiares. O relator da matéria, senador Alan Rick (União-AC), justificou que a medida busca reduzir o desperdício e incentivar a doação de alimentos no Brasil. “Os estabelecimentos preferiam jogar fora alimentos dentro do prazo de validade. Alimentos em absoluta conformidade com a nutrição, aptos para o consumo eram jogados fora, porque o incentivo para a doação de alimentos e a própria criminalização do doador impediam ou não incentivavam essa doação”, argumentou o parlamentar. O relator citou que o Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo. “Números mostram que mais de R$ 1,3 bilhão em frutas, legumes e verduras vão para o lixo anualmente nos supermercados brasileiros”, escreveu o senador Alan Rick em seu parecer. Tipos de alimentos O texto substitutivo apresentado pelo relator retirou a obrigatoriedade da doação prevista na proposta original. Além disso, ele excluiu a previsão de multa nos casos de descarte, sem justo motivo, de alimentos dentro do prazo de validade e próprios para o consumo. O projeto estabelece que podem ser doados alimentos in natura ou preparados, sejam mercadorias perecíveis ou não perecíveis embaladas e dentro do prazo de validade, “desde que mantidas as propriedades nutricionais e a segurança para consumo humano, respeitadas as normas sanitárias vigentes”. Os produtos podem ser oferecidos a instituições, bancos de alimentos e beneficiários finais. Aqueles que realizam doações diretas à pessoas físicas deverão contar com profissional habilitado que ateste a qualidade nutricional e sanitária dos alimentos. Além disso, o projeto prevê que o doador só responde civilmente por danos ocasionados pelos alimentos quando houver dolo, ou seja, somente quando for comprovada a intenção de provocar dano. O post Projeto que reduz imposto para mercados doarem alimentos vai à Câmara apareceu primeiro em Canal Rural.
PIB do Agronegócio acumula recuo de 3,5% em 2024; veja segmentos mais impactados

Colheitadeiras de soja em fazenda no oeste da Bahia. Foto: Jefferson Aleffe O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 1,28% no segundo trimestre de 2024, acumulando queda de 3,5% no ano (conforme Tabelas 1 e 2). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O cálculo foi feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Entre os segmentos do setor, quando se compara os dois primeiros trimestres de 2024, o PIB registrou queda nos seguintes fatores: Insumos (-2,68%) Segmento primário (-1,77%) Agrosserviços (-1,15%) Agroindústrias (-0,62%) Impactos no PIB do agro A análise do Cepea e da CNA mostrou que os desempenhos dos segmentos foram impactados pela redução do valor bruto da produção, pressionado, sobretudo, pelas quedas nos preços e, em alguns casos, pela menor produção esperada para o ano, como ocorreu com os insumos agrícolas e com o primário agrícola. Por fim, os resultados negativos dos agrosserviços (-2,74%) no primeiro semestre de 2024 decorreu da redução para os agrosserviços de base agrícola (-5,39%), visto o crescimento para os de base pecuária (3,78%). De acordo com a publicação, no ramo agrícola, a queda acumulada no semestre reflete os comportamentos dos demais segmentos, especialmente dos insumos e do primário. No ramo pecuário, o crescimento no acumulado no semestre (3,78%) decorreu da maior produção esperada para o ano dos segmentos a montante, dentro e fora da porteira. Valores monetários anuais Ao se considerar os desempenhos do agronegócio, seus ramos e seus segmentos nos dois primeiros trimestres, o PIB do agronegócio brasileiro pode alcançar R$ 2,50 trilhões em 2024 (Tabela 3), sendo 1,74 trilhão no ramo agrícola e 759,82 bilhões no ramo pecuário (a preços do segundo trimestre de 2024). Assim, tendo em vista essa projeção e o comportamento do produto interno bruto brasileiro no período, estima-se que a participação do setor na economia fique próxima de 21,8% em 2024, abaixo dos 24% registrados em 2023. Segmento de insumos No segundo trimestre de 2024, o PIB do segmento de insumos do agronegócio caiu 2,68% (Tabela 2). No acumulado do ano, a queda foi de 8,13% (Tabela 1). A análise mostra que o resultado reflete o desempenho das atividades de fertilizantes e corretivos de solo, defensivos, máquinas agrícolas e rações, cujas dinâmicas estão dispostas na Figura 1. De acordo com o balanço do Cepea e da CNA, a projeção para a indústria de fertilizantes e corretivos do solo aponta uma redução de 16,87% no valor bruto da produção anual, resultado de uma queda de 16,99% nos preços reais dos produtos, ao comparar os valores médios do primeiro semestre de 2024 com os de 2023. Em contraste, a produção anual deve registrar leve aumento de 0,14%, sugerindo estabilidade. Em 2022, os preços dos fertilizantes atingiram patamares recordes, devido à suspensão das exportações de importantes insumos para a produção de fertilizantes – como potássio, nitrogênio e fósforo –, face às sanções às quais foi submetida a Rússia, um dos principais fornecedores mundiais desses produtos. No entanto, a retomada das exportações russas contribuiu, ao menos em parte, para a refreada dos preços, haja vista a ampliação da oferta global. “É importante destacar que, embora ainda não refletido nos resultados apresentados neste relatório, que utiliza dados até o primeiro semestre do ano, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio já está impulsionando as cotações dos fertilizantes, pois eleva o risco de interrupção na oferta de produtos essenciais, como ureia e cloreto de potássio”, diz trecho da análise. Ritmo de compra pelos agricultores Esse movimento deverá se refletir nos próximos relatórios do PIB do Agronegócio. No cenário interno, outros fatores também pressionam os preços, como o ritmo mais lento de compras pelos agricultores. “Por exemplo, levantamento da equipe de Custos Agrícolas/Cepea mostra que, até o encerramento do primeiro semestre, pouco mais de 70% dos fertilizantes utilizados nas principais regiões produtoras do Brasil haviam sido adquiridos, contra cerca de 80% em 2021 e 2022”, destaca o documento. Ademais, as desvalorizações dos grãos e do real em relação ao dólar contribuem para esse desempenho. O post PIB do Agronegócio acumula recuo de 3,5% em 2024; veja segmentos mais impactados apareceu primeiro em Canal Rural.
No papel de protagonista: conheça produtoras de soja que rompem barreiras no agro

Foto Canal Rural Reprodução A presença feminina no campo se fortalece e transforma o agronegócio a cada dia. Apesar dos desafios, as mulheres estão saindo do papel de coadjuvantes e assumindo posições de protagonismo. Essas são palavras de Caroline Barcellos, produtora de soja e a única mulher a presidir uma Aprosoja, na região do Tocantins . “Sou da sétima geração no agronegócio brasileiro e trago a força da mulher para o agro, uma herança de muitos anos de dedicação e trabalho no campo”, diz. O Soja Brasil teve a oportunidade de conversar com a presidente e outras mulheres durante o evento Caras Country Talks, realizado em São Paulo na última terça-feira (15), em celebração ao Dia Internacional da Mulher Rural, data que destaca o papel das mulheres no setor. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! História escrita ao longo de gerações Foto: Aprosoja-TO Natural de Porto Nacional, Caroline Barcellos destaca: “Minha avó e minha mãe já participavam do agro, mas essa não é a realidade de muitas mulheres no setor. Por muito tempo, elas não tiveram a força necessária para uma participação ativa. Hoje, estamos trazendo um novo olhar e uma nova força feminina para o nosso agronegócio. Estamos abrindo fronteiras para que o caminho das futuras gerações seja mais acessível e repleto de oportunidades.” Celebrando a trajetória feminina De acordo com o site do evento, 19% das proprietárias de estabelecimentos agrícolas são mulheres, e cerca de 947 mil delas gerenciam seus próprios patrimônios. Além disso, 34% dos cargos de liderança no agronegócio são ocupados por mulheres, e aproximadamente 30 milhões de hectares estão sob administração feminina, o que corresponde a cerca de 8,5% da área agrícola total. Esses números ressaltam a crescente presença e influência feminina no setor agropecuário. O olhar feminino no agro Foto: Emília Raucci/Canal Rural Emília Raucci, diretora de qualidade da JBS, foi palestrante no evento e representa a nova geração de líderes no campo. Sua participação destaca a importância de celebrar as conquistas femininas, fundamental para inspirar e promover a igualdade de gênero no setor agro, evidenciando o papel das mulheres na transformação e no fortalecimento da agricultura. Durante sua apresentação, Emília abordou a visão da mulher no agro, destacando temas como inovação, colaboração e empreendedorismo. Ela mencionou diversos projetos que têm impulsionado mudanças tecnológicas no agronegócio, como a migração dos monitoramentos de processos para um sistema eletrônico, que transformou o dia a dia dos colaboradores. Essa mudança permitiu que a equipe aproveitasse melhor a visão crítica dos funcionários, em vez de se concentrar em tarefas manuais. Emília também falou sobre o conceito de “escritórios verdes”, que exemplificam o empreendedorismo e a inovação no setor. Esses escritórios oferecem suporte aos fornecedores, ajudando a resolver dúvidas e problemas relacionados à visão socioambiental, integrando-os novamente à cadeia produtiva e à pecuária. Para ela, o uso da tecnologia e da inovação é importante para a inclusão e evolução de todos na cadeia do agro, promovendo um futuro mais sustentável e colaborativo. Referência no segmento Foto: Sônia Bonati/Canal Rural Reprodução Sônia Bonato, produtora rural de Goiás, compartilha sua trajetória inspiradora no mundo da soja e do agronegócio. Proprietária da Fazenda Palmeiras, localizada em Ipameri, na região da Chapada, ela viveu no campo durante a infância, mas se afastou do setor após a mudança da família para a cidade, permanecendo longe do agronegócio por 30 anos. Somente após se unir ao marido em uma propriedade adquirida por ele, Sônia teve a oportunidade de retornar às suas raízes e retomar sua conexão com a agricultura. “Comecei a aprender sobre plantio, colheita e a gestão da propriedade. Enquanto meu marido cuida da parte técnica, eu me dedico à administração”, conta Sônia. Juntos, eles começaram a cultivar soja e a criar bezerros, crescendo ano a ano, mesmo em um ambiente onde havia poucas mulheres no setor. Sobre o plantio deste ano, Sônia comenta que a soja em Goiás está em um estágio normal para o início de outubro. “Para a safrinha, precisamos plantar até o dia 20 ou 30 de outubro. Já tivemos quatro boas chuvas, e acredito que até o final do mês nossa área estará completamente plantada”, afirma. Ela revela que, embora sua propriedade não seja muito grande, é bastante produtiva, com uma média de 70 a 75 sacas por hectare em uma área de 65 hectares. “Minha soja é certificada e exportada para a Holanda, o que valoriza nosso trabalho e garante qualidade”, explica. Sônia destaca que a certificação é uma exigência crescente no mercado, essencial para a sobrevivência dos produtores. “Quem não tiver certificação pode enfrentar dificuldades para vender sua produção. É uma prática que deve ser encarada como normal no dia a dia da fazenda e que pode até melhorar a renda”, aconselha. Em meio aos grãos, a paixão pelo conhecimento Foto: Malu Anchieta/Canal Rural Malu Anchieta é uma agricultora de Astorga, no Paraná, dedicada à produção de grãos como soja, milho e trigo. Sua trajetória é marcada por desafios, especialmente diante da complexidade de se manter no campo em meio à incerteza climática que impacta as safras. Para a próxima safra, 2024/2025, Malu mantém um otimismo cauteloso, reconhecendo a importância da chuva e das condições climáticas, que muitas vezes estão além de seu controle, mesmo com os investimentos em tecnologia. Apaixonada pela troca de conhecimento, ela contou ao Soja Brasil que acredita que a prática é essencial para o desenvolvimento do agronegócio. Malu lidera núcleos de inclusão feminina, promovendo a participação ativa das mulheres no setor agrícola. Sua história reflete um espírito de apoio mútuo e superação, e ela também se destaca como defensora da saúde mental no campo, conscientizando sobre a prevenção e o tratamento da depressão entre trabalhadores rurais. Coração no campo Foto: Kislei Tavares da Silveira/Canal Rural Kislei Tavares da Silveira, de Guarda-Mor, Minas Gerais, é um exemplo inspirador de como a tradição familiar e a paixão pela agricultura se entrelaçam. Desde pequena, cresceu em meio à cultura do
Dia será marcado por pancadas de chuva a qualquer momento; veja previsão

Foto: Freepik Esta quarta-feira (16) deve trazer pancadas de chuva para grandes áreas do país. Confira a previsão para as cinco regiões do país: Sul Pancadas de chuva entre o norte e nordeste do Rio Grande do Sul e no sul e oeste de Santa Catarina. Nas demais áreas da Região, predomínio de tempo firme. Sudeste Tempo instável e com pancadas de chuva entre o Espírito Santo, centro-norte e Triângulo Mineiro, onde a chuva pode vir com trovoadas e até moderada intensidade. No litoral norte fluminense, previsão de chuva fraca, enquanto em São Paulo e sul de Minas Gerais, predomínio de tempo firme. No norte e noroeste paulista, podem ocorrer algumas pancadas a partir do início da tarde. Centro-Oeste Dia de muitas nuvens e chuva a qualquer momento entre Goiás, Mato Grosso e centro-norte e oeste de Mato Grosso do Sul. Há previsão de pancadas de chuva que podem ser fortes a qualquer momento. Somente no sul e leste sul-matogrossense o tempo fica mais nublado, mas não chove. Nordeste Áreas de instabilidade se espalham por grande parte da Região, onde chove na forma de pancadas com trovoadas, especialmente entre a Bahia, Alagoas, Sergipe e entre o Piauí e o Maranhão. Somente no norte do Ceará e interior do Rio Grande do Norte o predomínio é de tempo firme. Norte Dia de muita instabilidade e tempo mais fechado entre o centro-sul do Pará, Rondônia e a metade oeste do Tocantins, onde pode chover a qualquer hora com até forte intensidade. Pancadas de chuva com trovoadas previstas para as áreas no norte e nordeste do Amazonas, enquanto no norte paraense e no Amapá, o sol predomina. No Acre, dia marcado por muitas nuvens, mas sem chuva. O post Dia será marcado por pancadas de chuva a qualquer momento; veja previsão apareceu primeiro em Canal Rural.
Governo Federal prevê mais um berço de atracação no Porto de Santos

Foto: Ricardo Botelho/MInfra Após analisar diversas alternativas à concessão da unidade portuária STS10, no Porto de Santos, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu dar prosseguimento ao leilão da área destinada a contêineres. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Recentemente, o ministério encaminhou ofício à Infra SA com as diretrizes para a concessão, que preveem adaptações no modelo original proposto há cinco anos. No modelo aprovado pelo MPor em alinhamento com a Casa Civil, serão quatro berços de atracação (o projeto original previa três), o que ampliará em 50% a capacidade de contêineres no maior porto do país. Santos, que hoje recebe 6 milhões de contêineres por ano, passará a ter capacidade para comportar 9 milhões de unidades. Terminal de passageiros Em relação ao terminal de passageiros, o Governo Federal analisará com a Infra SA a melhor modelagem para a operação, tendo em vista a importância do local que hoje recebe cerca de 1 milhão de cruzeiristas por ano. O novo terminal de passageiros, segundo o MPor, não deve interferir na operação da área de contêineres. “É um projeto construído após muita análise, para que a gente pudesse encontrar a melhors olução para o Porto de Santos e para o país”, afirmou o ministro Sílvio Costa Filho. Privatização do porto descartada O modelo original, lembra o ministro, foi elaborado em um cenário de privatização do Porto de Santos, o que foi descartado pelo governo do presidente Lula. “Estamos ampliando a capacidade de importação e exportação do maior porto brasileiro, garantindo melhoria na operação e tornando nossos produtos exportados ainda mais competitivos”, disse. Segundo Costa Filho, essa é uma proposta que se encaixa com o modelo de desenvolvimento que o país precisa e que está sendo implantado pelo presidente Lula. As diretrizes do MPor para o STS10 foram definidas pela área técnica e o estudo ajustado deverá ser encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União ainda este ano. A previsão é que o leilão da área ocorra em 2025. O post Governo Federal prevê mais um berço de atracação no Porto de Santos apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo continua em alta, mas até quando? Veja cotações

Foto: Giro do Boi/ Reprodução O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta terça-feira (15), de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Segundo o analista da empresa, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes de preço no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, ainda encurtadas em grande parte do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A oferta de animais terminados está restrita, em um ambiente pautado por demanda superaquecida. “As exportações fazem toda diferença no decorrer da atual temporada, com um ritmo acelerado de embarques”. Preços da arroba do boi gordo São Paulo: R$ 306,42 Goiás: R$ 291,96 Minas Gerais: R$ 299,41 Mato Grosso do Sul: R$ 302,39 Mato Grosso: R$ 274,46 Mercado atacadista Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado atacadista volta a apresentar alguma alta em seus preços. O ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos patamares no curto prazo, mesmo durante a segunda quinzena do mês. “É importante mencionar que com novos reajustes da carne bovina no varejo, haverá aumento da demanda por proteínas concorrentes, em especial à carne de frango, proteína que causa menor impacto na renda média da população”, apontou Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,25, por quilo, alta de R$ 0,25. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,41%, sendo negociado a R$ 5,6607 para venda e a R$ 5,6586 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5808 e a máxima de R$ 5,6649. O post Boi gordo continua em alta, mas até quando? Veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Condições favoráveis para a soja no Brasil e nos Estados Unidos mexem com os preços

Foto: Daniel Popov/Canal Rural O mercado brasileiro de soja teve poucos negócios nesta terça-feira (15). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços ficaram mistos no dia, com o dólar subindo e a Bolsa de Chicago caindo. A lentidão também leva em conta o foco dos produtores no plantio. Preços da saca de 60kg Passo Fundo (RS): caiu de R$ 133 para R$ 132 Região das Missões: baixou de R$ 132 para a R$ 131 Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 140 para R$ 139 Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 138 para R$ 137 Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 141 para R$ 140 Rondonópolis (MT): caiu de R$ 136 para R$ 135 Dourados (MS): recuou de R$ 135 para R$ 133 Rio Verde (GO): valorizou de R$ 129 para R$ 130 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa, pela quarta sessão seguida. No entanto, os contratos encerraram acima das mínimas do dia. A pressão sobre as cotações reflete um combo de fatores. Em termos fundamentais, o avanço da colheita nos Estados Unidos – com produção cheia – o retorno das chuvas no Brasil, beneficiando o plantio, inviabilizam reações. A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,05 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 12,7% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,38 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 1º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Hoje o mercado também foi pressionado por uma forte queda do petróleo e pela maior aversão ao risco no financeiro global. Sinalização de demanda aquecida nos Estados Unidos reduziu as perdas, principalmente após os dados de esmagamento de soja norte-americana no mês passado. Esmagamento e exportações Foto: United Soybean Board/CCommons A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 177,320 milhões de bushels em setembro, ante 158,008 milhões no mês anterior. Este é um recorde para o mês de setembro. A expectativa do mercado era de 170,331 milhões. Em setembro de 2023, foram 165,456 milhões de bushels. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.575.467 toneladas na semana encerrada no dia 10 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.625.183 toneladas. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 131.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25. Contratos futuros Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 0,50%, a US$ 9,91 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/2 por bushel, com perda de 8,00 centavos ou 0,79%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,50 ou 1,11% a US$ 311,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,45 centavos de dólar, com alta de 0,55 centavo ou 1,31%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,41%, sendo negociado a R$ 5,6607 para venda e a R$ 5,6586 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5808 e a máxima de R$ 5,6649. O post Condições favoráveis para a soja no Brasil e nos Estados Unidos mexem com os preços apareceu primeiro em Canal Rural.
Governo envia projeto que aumenta pena para crimes ambientais

Foto: Ricardo Stuckert/PR O governo federal anunciou nesta terça-feira (15) o envio de um projeto de lei que endurece as penas para quem comete crimes ambientais no país. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a proposta aumenta de 4 para 6 anos a pena para delitos como o de atear fogo em vegetação, e estabelece que o crime seja inicialmente cumprido em regime fechado de prisão. Atualmente, as penas, que variam de 2 a 3 anos, normalmente não levam à prisão e ainda propiciam a rápida prescrição dos crimes. “Este país apenas está mostrando que, daqui para frente, a gente não vai brincar com o crime ambiental, as pessoas terão que ser punidas severamente”, afirmou Lula durante reunião no Palácio do Planalto, em que assinou a mensagem de envio do projeto ao Congresso Nacional, com regime de urgência constitucional para apreciação dos legisladores. O regime de urgência acelera as etapas de tramitação e estabelece prazo máximo de 45 dias para a deliberação da matéria, em cada uma das casas legislativas. Incêndios criminosos O projeto de lei é uma resposta à onda de incêndios florestais que devastou o país ao longo dos últimos meses, em praticamente todas as regiões. Até o fim de setembro, o Brasil já havia registrado cerca 200 mil focos de queimada desde o início do ano. Mais da metade do total teve início na Amazônia. A Polícia Federal (PF) abriu 85 inquéritos para apurar casos com indícios de incêndios criminosos. “Os crimes ambientais têm crescido enormemente, e há uma órgão internacional, chamado Gafi, que é o Grupo de Ação Financeira Internacional, que estima que o crime relacionado ao meio ambiente, só no ano de 2022, deu um lucro estimado de US$ 110 a US$ 281 bilhões. São vários crimes, por isso que essa cifra varia um pouco. Os lucros perdem apenas para os do tráfico de drogas”, destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandovski. Segundo o ministro, o projeto prevê que incêndios florestais cometidos em unidades de conservação, áreas de preservação ambiental e terras indígenas sejam considerados agravantes, que poderão aumentar a pena de quem for condenado por essa conduta. Dados oficiais citados por Lewandovski apontam que, dos 850 mil apenados, apenas 350 se encontram presos no Brasil por crimes ambientais. “Isso não é possível, tendo em vista o enorme potencial lesivo desse crime gravíssimo”, observou o ministro. Sem penas alternativas Para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ampliação da pena é uma medida fundamental para desestimular esse tipo de crime no país. “A elevação da pena é fundamental para que aqueles que cometem os crimes ambientais não venham na expectativa de que terão penas alternativas, redução de pena, [pois] é isso que faz com que eles continuem fazendo a destruição, agravando o problema da mudança do clima”, disse Marina Silva. Ainda de acordo com a ministra, o trabalho de combate às queimadas alcançou a redução dos mais 1,1 mil grandes incêndios que estavam em andamento ao longo dos últimos meses em todo o território nacional. Desse total, 670 foram completamente extintos e 237, controlados. No Pantanal, ainda restam nove grandes incêndios, após a extinção de 114 focos, enquanto, na Amazônia, a área queimada foi reduzida em cerca de 80%, saindo de 300 mil hectares para cerca de 70 mil hectares. O post Governo envia projeto que aumenta pena para crimes ambientais apareceu primeiro em Canal Rural.