Após acidente doméstico, Lula cancela ida a reunião do Brics na Rússia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua ida a Kazan, na Rússia, para participar da 16ª Cúpula de líderes do Brics. Ele sofreu uma queda neste sábado (19), bateu a cabeça e levou cinco pontos. A equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, que o atendeu após o acidente, recomendou que ele evitasse viagens de longa distância. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Conforme o boletim médico do hospital, o acidente não foi grave e o presidente “pode exercer suas demais atividades”. O embarque para a Rússia seria hoje (20), às 17h. Sua participação será agora feita por videoconferência, informou a Presidência da República. Brics O encontro ao qual Lula não comparecerá presencialmente será o primeiro com a participação dos novos países-membros do bloco desde a admissão da Arábia Saudita, Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes. A cúpula vai de 22 a 24 de outubro. Apesar de não ter uma pauta específica, o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, disse que o tema principal do encontro deve ser a criação de um modelo de adesão aos Brics por parte dos chamados “países parceiros”. A categoria de participação tem as mesmas prerrogativas dos países-membros, com direitos plenos. “É nisso que é consumido o nosso trabalho neste semestre, quais são os critérios para essa modalidade, e há uma expectativa de que, aprovada essa modalidade, possa ser feito um anúncio dos países que seriam convidados para integrar essa categoria”, disse Saboia. Entre os outros temas que deverão ser abordados no encontro estão a crise do Oriente Médio, operação política e financeira dentro do bloco, além da análise dos relatórios do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff -, do Conselho Empresarial do Brics e da Aliança Empresarial das Mulheres. O governo russo informou que 32 países confirmaram presença no evento, com a presença de 24 líderes de Estado. Dos dez países-membros do bloco, oito contarão com seus representantes máximos, com a exceção agora do presidente do Brasil e da Arábia Saudita, que enviará seu ministro de Relações Exteriores. No encontro, deve ser anunciada também uma declaração cujo teor é o fortalecimento do multilateralismo para um “desenvolvimento global justo e seguro”. A partir do próximo ano, o Brasil assumirá a presidência do Brics, que tem comando rotativo pro tempore com mandatos de um ano. O post Após acidente doméstico, Lula cancela ida a reunião do Brics na Rússia apareceu primeiro em Canal Rural.
Reserva aumenta taxa de sobrevivência de tartarugas e registra eclosão de 147 ovos

Foto: Noir Miranda/Sema A temporada de eclosão dos ovos de quelônios (tartarugas) começou nas Unidades de Conservação do Amazonas. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Amapá, na comunidade Rio Novo, em Manicoré (a 332 km de Manaus), os primeiros 147 ovos de cágados (Podocnemis unifilis e Podocnemis erytrocephala) já eclodiram. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! A eclosão é a primeira monitorada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) na Reserva. A RDS tornou-se a 24ª Unidade de Conservação a realizar o trabalho de monitoramento de quelônios. O local escolhido para essa atividade está localizado no km 360 da BR-319. Segundo o gestor da RDS, Rosivan Moura, a comunidade recebe diversas pressões e ameaças ambientais. Banhado pelo Rio Novo, o local é utilizado como meio de acesso até o interior da reserva, onde há histórico de caça predatória de ovos de quelônios. “A ideia de trazer a primeira chocadeira para cá foi de tentar sensibilizar e ter um monitoramento dessa área com uma presença maior do governo do estado, dos órgãos de fiscalização, bem como uma participação mais ativa dos parceiros de trabalho, para que nós possamos minimizar os impactos que essa área vem sofrendo”, explicou o gestor. Montagem da chocadeira de tartarugas Foto: Noir Miranda/Sema A supervisora do Consórcio Concremat/Hollus e gestora ambiental do DNIT, Karen De Santis, explica como foi processo de planejamento. “Nas reuniões, fomos vendo as necessidades, quais apoios seriam necessários, e chegamos no resultado da montagem da chocadeira, por meio de parceria com a empresa que faz a manutenção da BR-319”. A capacitação para os trabalhos foi realizada pelos técnicos em monitoramento ambiental da Sema, que unem o conhecimento técnico-científico ao conhecimento popular. Foram ensinados os métodos de coleta, identificação da desova e a maneira correta de depositar os ovos na chocadeira. Ataque de jacaré O pescador e primeiro morador do trecho do meio da BR-319, Paulo Nazareth, afirma que tentou trabalhar no monitoramento por conta própria há 20 anos, mas não obteve sucesso. “No tempo que meu filho adoeceu precisei ir para Manaus, tinha um cercado para proteger os cágados. Mas como não tinha ninguém para cuidar deles, um jacaré entrou, arrombou a cerca, e levou os tracajás chocados todos embora”, contou. Segundo especialistas e técnicos da Sema, a taxa de sobrevivência do quelônio manejado é de 15% a 20%, sendo que, na natureza, esta taxa é entre 0,5% a 2%. “Enquanto eu existir nesse lugar e for vivo, a minha obrigação é fazer isso. Porque a gente convive com a natureza, e a gente sente muito a perda de um animal desse. A gente vê que está diminuindo as tartarugas. Então temos que trabalhar para recuperar. Têm nossos filhos, nossos netos, a nossa família e eles precisam disso”, completou o pescador. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Reserva aumenta taxa de sobrevivência de tartarugas e registra eclosão de 147 ovos apareceu primeiro em Canal Rural.
Viu esta? Propriedade de Pelé e sítio de ‘A Fazenda’ estão à venda

Foto: Portal Chaozão O mercado de imóveis rurais de luxo no Brasil ganhou novos destaques, com o anúncio de venda de duas propriedades famosas: o sítio onde foi gravado o reality show “A Fazenda” (na foto acima) e a fazenda que pertenceu ao rei do futebol, Pelé. As informações são do Portal Chaozão e a reportagem, originalmente escrita por Henrique Almeida, ficou entre as mais lidas do Canal Rural na última semana. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O sítio do programa televisivo, localizado em Itu, São Paulo, está disponível por R$ 7 milhões. O imóvel oferece uma estrutura preparada para turismo e criação de equinos. O local foi palco de diversas edições da atração e, além do apelo midiático, é considerado ideal para atividades de lazer. Fazenda de Pelé Foto: Divulgação Chaozão Outra propriedade que chama atenção é a fazenda de Pelé, situada em Juquiá, também no estado de São Paulo. Avaliada em R$ 35 milhões, a fazenda tem 661 hectares e é descrita como um local com grande potencial para atividades turísticas e comerciais, além de oferecer uma ampla estrutura para pecuária e agricultura. De acordo com Geórgia Oliveira, CEO do Portal Chaozão, a compra de propriedades como essas exige não apenas um investimento financeiro considerável, mas também uma compreensão clara sobre o manejo e os custos operacionais de grandes fazendas. Para os interessados, a lista destaca outras propriedades de alto valor no Brasil, mostrando que o setor de imóveis rurais de luxo segue em alta, com opções que atendem tanto a investidores quanto a quem busca um refúgio no campo sem abrir mão de conforto e infraestrutura. O post Viu esta? Propriedade de Pelé e sítio de ‘A Fazenda’ estão à venda apareceu primeiro em Canal Rural.
Probióticos ajudam a controlar doenças e promovem crescimento em mudas de café

Foto: Rui Faquini/Embrapa Estudos recentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Instituto Biológico de São Paulo (IB) e da Embrapa indicam que probióticos podem ser aliados importantes no controle de doenças e na promoção do crescimento de mudas de café. Testes com dois probióticos comerciais formulados com Bacillus (Colostrum BIO 21 MIX e Colostrum BS), mostraram redução significativa na severidade de doenças do cafeeiro como ferrugem, mancha de phoma e mancha aureolada. Além disso, esses probióticos estimularam o desenvolvimento das mudas do cafeeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com Guilherme de Freitas, que concluiu seu mestrado pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, os probióticos foram particularmente eficazes contra a ferrugem do cafeeiro, reduzindo sua severidade em até 95% nas mudas. O produto Colostrum BIO 21 MIX contém uma mistura de Bacillus subtilis e várias bactérias do ácido lático (Lactobacillus spp, Enterococcus faecium e Pediococcus acidilactici entre outras) enquanto o Colostrum BS é composto apenas por células de Bacillus subtillis. Além do controle de doenças, explica Freitas, os probióticos promoveram o crescimento das mudas de café, aumentando a massa fresca e seca da parte aérea, o volume radicular e a área foliar, o que pode estar relacionado à produção de fitohormônios pelas bactérias, bem como ao aumento na disponibilidade de nutrientes como fósforo e potássio do solo. Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que a aplicação de probióticos também foi eficaz no controle de outras doenças. No caso da mancha de phoma, os probióticos Colostrum BIO 21 MIX e Colostrum BS reduziram a severidade em até 79%, enquanto para a mancha aureolada, a redução chegou a 56%. Ferrugem impõe perdas de até 50% O café, uma das culturas de maior importância nacional, é suscetível ao ataque de doenças que afetam diretamente a sua produtividade. Altos índices de severidade da ferrugem, principal doença da cultura, podem resultar em perdas de produção que variam de 35% a 50%, afirma a pesquisadora do Instituto Biológico Flavia Patrício, que também participou da pesquisa. Ela conta que o uso de consórcios microbianos, como o presente no BIO 21 MIX, mostra-se promissor, pois combina microrganismos que atuam de forma sinérgica. A sua aplicação preventiva pode oferecer uma alternativa sustentável ao uso de agrotóxicos, contribuindo para a sanidade e a produtividade das plantações de café, uma vez que não existe produto biológico recomendado para o controle da mancha de phoma até o momento, de acordo com o Agrofit 2023. Contudo, há necessidade de se comprovar a sua eficiência no campo e a sua viabilidade econômica. Como funcionam os probióticos nos cafezais As bactérias do ácido lático produzem compostos como ácidos acético, lático e propiônico que são considerados determinantes na atividade antifúngica. Após serem administrados, os probióticos competem e impedem a adesão dos patógenos, produzem compostos antimicrobianos e estimulam a proliferação da microflora benéfica, além de também atuarem modulando o sistema imunológico do hospedeiro, no caso, o cafeeiro. A utilização desses consórcios pode melhorar a saúde e a vitalidade das mudas de café desde as fases iniciais do cultivo, preparando-as para um crescimento mais vigoroso e sustentável quando transplantadas para o campo, estratégia que pode contribuir para o aumento da produtividade. “Vale ressaltar também que as bactérias do ácido lático presentes nos probióticos são reconhecidas como seguras conforme estabelecido pela Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), e pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), portanto, podem ter maior agilidade para serem registrados para o segmento agrícola, ao serem comparados com produtos formulados com outras espécies ainda não estudadas”, explica Freitas. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Probióticos ajudam a controlar doenças e promovem crescimento em mudas de café apareceu primeiro em Canal Rural.
Deserto coberto por painéis solares na China traz benefícios ecológicos e melhora ambiente local

Foto: Pixabay O desenvolvimento de parques solares em áreas desérticas tem se mostrado benéfico para o meio ambiente, conforme revela um estudo realizado na China. A pesquisa, publicada pela Nature, avaliou os efeitos ecológicos do Parque Fotovoltaico de Gonghe, no deserto de Qinghai. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A instalação fotovoltaica apresentou condições ambientais melhores dentro do parque em comparação com áreas de transição e fora do parque. A avaliação demonstrou que a presença dos painéis solares influenciou positivamente o microclima, o solo e a biodiversidade local. Além de melhorar a qualidade ambiental da área, o parque contribuiu para a regulação do solo e microclima, bem como para a restauração da vegetação. Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que as usinas solares não só desempenham um papel importante na mitigação da crise energética global, como também ajudam a melhorar a ecologia das áreas desérticas. Além disso, a pesquisa sugere que as instalações fotovoltaicas em regiões áridas podem reduzir as emissões de carbono e gerar benefícios socioeconômicos ao promover o uso eficiente da terra. Estudo do efeito dos painéis solares no deserto Foi utilizando na pesquisa o modelo DPSIR (Driving-Pressure–Status–Impact-Response) para medir o impacto ambiental. O modelo é usado para avaliar as interações entre fatores ambientais, sociais e econômicos, descrevendo como as atividades humanas (força motriz) geram pressões sobre o meio ambiente, alterando seu estado, causando impactos e demandando respostas para mitigar esses efeitos. O estudo destacou a necessidade de um monitoramento contínuo para garantir a segurança dos ecossistemas e o crescimento sustentável da indústria fotovoltaica. Isso é fundamental para maximizar os benefícios ambientais e minimizar possíveis impactos negativos no futuro. O post Deserto coberto por painéis solares na China traz benefícios ecológicos e melhora ambiente local apareceu primeiro em Canal Rural.
Como foi a semana da soja? Projeções apontam alta nas exportações

Foto: Ivan Bueno/AnP Com o retorno das chuvas, o plantio da soja avançou no Brasil nesta semana. Após um período de especulações, a perspectiva inicial é de uma safra recorde, estimada por Safras & Mercado em mais de 172 milhões de toneladas. Esse cenário otimista também reflete nas exportações, que devem apresentar um crescimento significativo no próximo ano. As exportações de soja do Brasil estão projetadas para totalizar 107 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 10% em relação aos 97 milhões de toneladas esperados para 2024. Essa previsão faz parte do quadro de oferta e demanda divulgado pela Safras & Mercado, mantendo os números da estimativa anterior, apresentada em 19 de julho. Além disso, a consultoria indica um esmagamento de 55,5 milhões de toneladas em 2025, comparado a 54,6 milhões de toneladas em 2024, com a previsão para o próximo ano permanecendo inalterada. O número anterior de Safras para 2024 era de 54,3 milhões de toneladas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Importação A expectativa de importação de soja também se mantém estável em 150 mil toneladas para 2025, enquanto para 2024 a projeção foi ligeiramente reduzida de 970 mil para 950 mil toneladas. Para a temporada de 2025, a oferta total de soja deverá crescer 11%, alcançando 175,22 milhões de toneladas, com a demanda total projetada em 166 milhões de toneladas, aumentando 7% em relação ao ano anterior. Esse cenário resultará em um aumento significativo nos estoques finais, que devem elevar-se em 181%, passando de 3,285 milhões para 9,215 milhões de toneladas. Farelo da soja A produção de farelo de soja está prevista para ser de 42,7 milhões de toneladas em 2025, apresentando um crescimento de 2%. As exportações devem cair 2%, totalizando 22 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20,3 milhões de toneladas, um aumento de 8%. Os estoques de farelo deverão crescer 18%, atingindo 2,65 milhões de toneladas. Óleo da soja Quanto ao óleo de soja, a produção deve crescer 1%, alcançando 11,13 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1 milhão de toneladas, representando uma queda de 20%. O consumo interno deve subir 5%, totalizando 10,3 milhões de toneladas, com o uso para biodiesel aumentando em 13%, para 6 milhões de toneladas. No entanto, a previsão é de que os estoques de óleo recuem 35%, para 275 mil toneladas. O post Como foi a semana da soja? Projeções apontam alta nas exportações apareceu primeiro em Canal Rural.
Por que as galinhas põem ovos de tamanhos diferentes?

Foto: Pixabay Mesma granja, mesma galinha, mas ovos de tamanhos diferentes. Por que isso acontece? Esse tipo de variação é comum, mas pode estar ligada a diversos fatores, que vão desde a genética até o ambiente em que as aves são criadas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Aos criadores, compreender essas diferenças ajuda a garantir o rendimento médio e a qualidade na produção. Idade das galinhas x tamanho dos ovos A zootecnista da Tijuca Alimentos, Rebeca Horn Vasconcelos, afirma que um dos principais determinantes para o tamanho dos ovos é a idade da galinha. “As mais jovens geralmente produzem ovos menores, enquanto as aves mais velhas tendem a pôr ovos maiores com o passar do tempo”, conta. Assim, de acordo com ela, o ciclo produtivo da ave impacta diretamente no tamanho e na frequência com que ela bota. “Isso é uma resposta natural do organismo da ave à maturidade reprodutiva”. Genética e alimentação da ave Outro fator importante é a genética da ave. “Raças diferentes têm capacidades distintas de produção de ovos, tanto em quantidade quanto em tamanho”, destaca a veterinária. Algumas raças de galinhas são conhecidas por botar ovos grandes, como as da raça rhode island red, enquanto outras, como as bantam, produzem ovos menores. “Galinhas que recebem uma dieta rica em proteínas e nutrientes essenciais, como cálcio e fósforo, tendem a produzir ovos de melhor qualidade e maior tamanho”, diz a zootecnista. O equilíbrio nutricional ajuda na formação da casca e no desenvolvimento do ovo, refletindo diretamente em seu tamanho. Ambiente e manejo Condições ambientais, como o clima e o manejo, influenciam a produção. “Em períodos de estresse, seja pelo calor excessivo, barulho ou pela falta de espaço adequado, as galinhas podem pôr ovos menores. Da mesma forma, quando estão em um ambiente adequado, elas produzem ovos maiores e mais consistentes”, afirma. De acordo com Rebeca, a variação no tamanho dos ovos é um fenômeno natural e multifatorial. “Entender essas variáveis permite aos criadores de aves ajustar práticas de manejo e melhorar a produção, mantendo a qualidade e o bem-estar das galinhas”. Contudo, a especialista faz questão de destacar a qualidade invariável da proteína. “O importante é que, independentemente do tamanho, o valor nutricional dos ovos é muito semelhante, desde que sejam de qualidade e bem armazenados”. O post Por que as galinhas põem ovos de tamanhos diferentes? apareceu primeiro em Canal Rural.
Produtores de leite no RS ganham nova ferramenta para planejamento de preços

Foto: Gisele Rosso/Embrapa Os produtores de leite do Rio Grande do Sul agora contam com uma nova ferramenta para estimar o preço que será pago pelo litro de leite. A calculadora virtual, validada pelo Conseleite, foi desenvolvida com o objetivo de fornecer mais informações para o planejamento da atividade leiteira e auxiliar o produtor na organização de suas contas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Há 50 anos, a atividade leiteira é parte essencial da Fazenda Griebeler, localizada em Montenegro, no Vale do Caí. O local, que começou com apenas uma vaca, hoje conta com 65 vacas em lactação, produzindo cerca de 1.300 litros de leite por dia. Apesar da qualidade do rebanho e do trabalho árduo da família Griebeler, o preço do leite ainda é um desafio. Segundo o produtor Gediel Griebeler, “o preço reagiu no último mês, com um aumento de 12 centavos, mas ainda está bem defasado em relação aos custos de produção”. Em setembro, o preço pago pelo litro de leite no Rio Grande do Sul foi de R$ 2,53, um dos valores mais baixos do Brasil, enquanto a média nacional calculada pelo Cepea ficou em R$ 2,76. A calculadora virtual surge como uma solução para o planejamento financeiro dos produtores. Com ela, é possível inserir dados específicos da produção e obter uma estimativa do valor que será recebido. Allan Tormen, presidente do Conseleite-RS, explica que a ferramenta considera variáveis como qualidade e volume de leite, oferecendo uma visão mais precisa para o produtor. Além de ser gratuita e de fácil acesso, a calculadora não armazena dados, garantindo a segurança das informações. Essa novidade promete ser uma aliada importante para o produtor rural, permitindo que ele tenha maior controle sobre seus custos e investimentos no longo prazo. Os produtores podem acessar a ferramenta pelo site oficial do Conseleite (conseleite.com.br/calculadora) e começar a fazer suas estimativas de maneira prática e eficiente. O post Produtores de leite no RS ganham nova ferramenta para planejamento de preços apareceu primeiro em Canal Rural.
Agricultor colhe abóbora com peso superior a dois bois e vence concurso

Foto: Divulgação/’Halloween at Tivoli’ Em média, um gado bovino adulto pesa cerca de 510 quilos. Agora imagine colher uma abóbora com impressionantes 1.115,8 quilos. Foi o que aconteceu com Peter Holst Olsen, um agricultor dinamarquês. Ele participou do concurso “Halloween at Tivoli”, em Copenhague, capital do país europeu e, não a toa, venceu a competição, realizada na última terça-feira (15). Além disso, um novo recorde foi estabelecido: maior abóbora entre os países nórdicos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Isso porque, por mais majestosa que seja, o fruto ainda não superou o recorde mundial, mas chegou perto. Tradição cultural Tradição em várias partes do mundo, as competições de abóboras gigantes atraem não apenas agricultores, mas também entusiastas que tentam superar marcas históricas a cada ano. Além de premiação em dinheiro e reconhecimento internacional, o concurso fomenta a troca de conhecimentos entre os competidores a respeito das melhores técnicas de cultivo. Recorde mundial de abóbora gigante Em outubro de 2023, o agricultor Travis Ginger, do estado de Minnesota, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, quebrou o recorde mundial com uma abóbora de 1.246,93 quilos em uma feira na Califórnia. A façanha não apenas o colocou nos livros de recordes, mas também lhe rendeu um prêmio de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 170 mil). Antes disso, o recorde pertencia ao italiano Stefano Cutrupi, que em 2021 colheu uma abóbora de 1.225 quilos. O post Agricultor colhe abóbora com peso superior a dois bois e vence concurso apareceu primeiro em Canal Rural.
Vale propõe acordo para indenização do desastre de Mariana

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil A mineradora Vale está propondo acordo definitivo no valor de R$ 170 bilhões para as demandas relativas ao rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, deixando 19 mortos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em comunicado publicado na última sexta-feira (18), a empresa informa que o acordo em discussão visa termos justos e eficazes para uma resolução mutuamente benéfica para todas as partes, especialmente para as famílias, as comunidades e o meio ambiente impactado, ao mesmo tempo que criam definição e segurança jurídica para as companhias. “A proposta reforça o compromisso da Vale com a reparação integral do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco”, diz a nota. Divisão dos valores O documento prevê R$ 38 bilhões em valores já investidos em medidas de remediação e compensação. Outros R$ 100 bilhões serão pagos em parcelas ao longo de 20 anos ao governo federal, aos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e aos municípios, para financiar programas e ações compensatórias vinculadas a políticas públicas. O texto inclui ainda o pagamento de R$ 32 bilhões em obrigações de execução da Samarco, incluindo iniciativas de indenização individual, reassentamento e recuperação ambiental. Mediação do processo O processo de mediação com o Tribunal Regional Federal (TRF) da 6ª Região e o engajamento das instituições públicas brasileiras, desempenhando seu papel constitucional como autênticos representantes das pessoas afetadas, garantiram transparência e legitimidade ao processo de resolução. Os termos gerais em discussão podem abrir caminho para a solução definitiva de todas as controvérsias constantes das ações civis públicas e demais processos movidos pelos poderes públicos brasileiros signatários, relativos ao rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, ao mesmo tempo em que definem medidas para reparar integralmente todos os danos socioambientais e todos os danos socioeconômicos coletivos e difusos decorrentes da ruptura. Segundo a mineradora, espera-se também que o acordo definitivo traga alternativas de caráter voluntário para indenizações individuais. Expectativa de saída de caixa da Vale O documento publicado pela Vale reafirma o compromisso de apoio à Samarco na reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão e com a obrigação previamente acordada pelos acionistas de financiar, até uma parcela de 50%, os valores que a Samarco eventualmente deixar de financiar como devedor principal. O texto diz que, considerando o valor financeiro em questão, e com base nas expectativas preliminares de saída de caixa, a Vale estima que R$ 5,3 bilhões (US$ 956 milhões) serão adicionados aos passivos associados à reparação de Mariana nos resultados do 3º trimestre de 2024. O cronograma estimado para desembolso será atualizado oportunamente. As negociações entre as partes estão em curso. O acordo definitivo está sujeito à celebração de termos e condições de um acordo final e da documentação definitiva, com aprovações e assinatura pelas partes, incluindo o Conselho de Administração da Vale. O post Vale propõe acordo para indenização do desastre de Mariana apareceu primeiro em Canal Rural.