Abelhas sem ferrão: nova regulamentação impulsiona produção sustentável de mel

Foto: Guilherme Schühli A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará implementou uma nova regulamentação para a bioeconomia local, focada na produção de mel com abelhas nativas sem ferrão (ANSF). A resolução simplifica o licenciamento ambiental para a meliponicultura – nome dado à atividade – e incentiva a preservação dessas abelhas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Além de poder criar e manejar abelhas sem ferrão, os meliponicultores no Pará podem comercializar colmeias, produtos e subprodutos, como mel, própolis e cera. Essa regulamentação transforma a atividade, dando protagonismo aos pequenos produtores na cadeia produtiva do mel e conferindo maior valor agregado a seus produtos. Adcleia Pereira Pires, produtora de mel e fundadora do sítio de meliponicultura Eiru Su, celebra o avanço. “Depois de anos, finalmente temos uma resolução que não só oficializa a atividade, mas também orienta os produtores sobre como formalizar sua participação no mercado, garantindo direitos e segurança jurídica”, diz. Processo de regulamentação do setor O processo de construção da resolução foi participativo, com a Semas reunindo-se com meliponicultores do Baixo Amazonas, além de representantes de instituições públicas e entidades ligadas ao setor. “Foi possível ver nossas demandas expressas no texto da Resolução, o que torna esse processo ainda mais legítimo”, conta a produtora. No Pará, estado que abriga 119 espécies de abelhas nativas sem ferrão, o manejo adequado dessas abelhas não só aumenta a produção de alimentos, como no caso do açaí, mas também fortalece a preservação da biodiversidade e a oferta de serviços ecossistêmicos. Pesquisas da Embrapa Amazônia Oriental mostram que a presença de colmeias pode aumentar a produtividade dos açaizeiros entre 30% e 70%. Para o secretário-adjunto de gestão e regularidade ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, a regulamentação impacta positivamente a bioeconomia. “A nova resolução do Coema tem como principal objetivo promover a bioeconomia do mel, possibilitando a certificação de origem, agregação de valor, ampliação de mercados e a regularidade comercial de médios e pequenos produtores”, destaca o secretário. Segundo Selma Santos, assessora da Secretaria Adjunta de Gestão e Regularidade Ambiental (Sagra), a nova resolução abre portas para incentivos e expansão de mercados: “A regularidade ambiental fortalece o acesso a financiamentos e certificações, ampliando o valor agregado aos produtos da meliponicultura, e, ao mesmo tempo, protege saberes tradicionais, garantindo a conservação ambiental.” Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Abelhas sem ferrão: nova regulamentação impulsiona produção sustentável de mel apareceu primeiro em Canal Rural.

ATENÇÃO: Inmet emite alerta de chuva intensa para 8 estados

Foto: Motion Array O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou na manhã deste domingo (3) aviso de chuvas intensas, com grau de severidade classificado como “perigo potencial” para localidades de oito estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Fonte: Inmet De acordo com o Inmet, a previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora (mm/h), além de ventos intensos de 40 a 60 quilômetros por hora (km/h) hoje até as 10h desta segunda-feira (4). O instituto informa ainda que é baixo o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A instrução do órgão é para, em caso de rajadas de vento, a pessoa não deve se abrigar debaixo de árvores e estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia e de placas de propaganda. Deve-se evitar também o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Outras orientações podem ser na Defesa Civil (telefone 199) e no Corpo de Bombeiros (telefone 193). Áreas afetadas pela chuva Central Mineira, Norte Pioneiro Paranaense, Oeste Catarinense, Sudoeste Rio-grandense, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Metropolitana de Curitiba, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Campinas, Oeste de Minas, Noroeste Rio-grandense, Bauru, Piracicaba, Centro Ocidental Rio-grandense, Sul/Sudoeste de Minas, Itapetininga, Sul Espírito-santense, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Centro Ocidental Paranaense, Ribeirão Preto, Araçatuba, Metropolitana de Porto Alegre, Noroeste Paranaense, Macro Metropolitana Paulista, Marília, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte Central Paranaense, Sudeste Rio-grandense, Araraquara, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Nordeste Rio-grandense, Sul Fluminense, Vale do Paraíba Paulista, Noroeste Fluminense, Centro Oriental Paranaense, Centro Fluminense, Noroeste de Minas, Centro Oriental Rio-grandense, Metropolitana de São Paulo, Assis, Litoral Sul Paulista, Sudeste Paranaense, Centro-Sul Paranaense, Norte de Minas, Central Espírito-santense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Norte Fluminense, Jequitinhonha, Vale do Rio Doce, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Sul Catarinense. O post ATENÇÃO: Inmet emite alerta de chuva intensa para 8 estados apareceu primeiro em Canal Rural.

Banco de colostro pode aumentar sobrevivência e produtividade de bezerras

O colostro, leite de baixo volume produzido nos primeiros dias de lactação, é essencial para a saúde dos bezerros, atuando como uma verdadeira “primeira vacina” que protege os animais nas primeiras horas de vida. Rico em nutrientes e anticorpos, o colostro é tema central da entrevista com o zootecnista Rafael Azevedo no quadro Raio-X da Pecuária. Azevedo destaca a importância desse líquido para a sobrevivência e o desenvolvimento produtivo das bezerras, além dos cuidados necessários na coleta e armazenamento. Segundo Azevedo, o colostro desempenha um papel vital porque, ao nascer, o bezerro não possui proteção imunológica contra o ambiente externo. “O colostro é essencial, pois fornece os anticorpos e nutrientes que o bezerro precisa para sobreviver e crescer com saúde”, afirma. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A falta desse cuidado inicial pode resultar em maiores riscos de doenças, reduzido ganho de peso e até aumento na mortalidade. Um bezerro que não recebe colostro adequado tem duas vezes mais chances de morrer em comparação com aqueles que são bem alimentados logo ao nascer. Outro ponto levantado por Azevedo é a prática de criar um banco de colostro, uma alternativa eficaz para propriedades de todos os tamanhos. “Um banco de colostro permite que fazendas tenham colostro de qualidade armazenado para situações emergenciais, como o nascimento de gêmeos ou casos em que a vaca não produza colostro suficiente”, diz ele. O zootecnista recomenda o armazenamento em saquinhos de dois litros, devidamente identificados e congelados, prontos para serem utilizados conforme a necessidade. A qualidade do colostro é fundamental, e Azevedo alerta para os cuidados de higiene na coleta e armazenamento. Como é um alimento rico em proteínas e gorduras, bactérias podem proliferar rapidamente caso o manuseio seja inadequado. O uso de luvas e recipientes limpos durante a coleta é essencial para evitar contaminações. Além disso, o refratômetro Brix é recomendado para avaliar a qualidade imunológica do colostro, que deve apresentar um índice mínimo de 25% para ser considerado adequado para o bezerro. “Quando esses cuidados não são adotados, os impactos podem ser graves”, alerta Azevedo. Ele conta que um colostro contaminado pode causar doenças e prejudicar o crescimento do animal, resultando em perdas significativas para o produtor. Além da mortalidade, um bezerro que não recebe colostro de qualidade desde cedo terá comprometido seu desenvolvimento, influenciando negativamente seu peso ao desaleitamento e até sua produção de leite no futuro. O banco de colostro e a correta colostragem representam investimentos que podem trazer vantagens econômicas a longo prazo, pois reduzem a mortalidade e melhoram a saúde geral do rebanho. Com essas práticas, os produtores têm a oportunidade de garantir um desenvolvimento mais robusto das bezerras e, assim, melhorar a rentabilidade da fazenda. O post Banco de colostro pode aumentar sobrevivência e produtividade de bezerras apareceu primeiro em Canal Rural.

Estado do Sudeste fica em alerta com volumes de chuva que devem ultrapassar 150 mm

Foto: Agência Brasil Após um outubro com volumes recordes de chuva, São Paulo entra novamente em um período de instabilidade nestes sábado e domingo (2 e 3) e início da próxima semana. Uma área de baixa pressão atmosférica associada a uma intensa entrada de umidade da faixa norte do Brasil traz condições que favorecem precipitações volumosas. Esse cenário se estende por várias regiões do estado, onde os acumulados podem ultrapassar o esperado para todo o mês de novembro em apenas alguns dias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Neste sábado (2), a capital paulista e várias cidades do interior registraram chuvas significativas. Na zona sul de São Paulo, os bairros Jardim Ângela acumularam 67,6 mm, Interlagos 55 mm, e Jardim Vera Cruz 53 mm em poucas horas. Esse volume concentrado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas mais vulneráveis. Fora da capital, o padrão de chuvas intensas se repetiu no interior, com Dracena registrando 44 mm, Avaré 39,5 mm, e Sumaré 44,1 mm. Essas precipitações reforçam a continuidade de um padrão instável no estado, mantendo a necessidade de alerta. Previsão de muita chuva nos próximos dias Foto: Climatempo A previsão para os próximos dias indica que as chuvas continuarão intensas em São Paulo, especialmente entre domingo (3) e quarta-feira (6). O mapa de acumulados destaca a faixa central do estado em vermelho, onde a chuva pode ultrapassar 150 mm no período, elevando o risco de enchentes e alagamentos, principalmente em áreas urbanas densas e próximas a rios e córregos. A constante entrada de umidade do norte do Brasil deve intensificar o sistema de baixa pressão, mantendo o estado em situação de alerta. Esse volume de chuva em curto período pode impactar a infraestrutura urbana, afetando o trânsito e aumentando o risco de alagamentos em diversas regiões paulistas. O post Estado do Sudeste fica em alerta com volumes de chuva que devem ultrapassar 150 mm apareceu primeiro em Canal Rural.

Outubro fechou com até 26,5% de aumento na arroba do boi; veja tendência para novembro

Foto: Raquel Brunelli/Embrapa O mercado físico do boi gordo se deparou com consistente alta dos preços ao longo de outubro. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o forte ritmo de embarques e a dificuldade na composição das escalas de abate deram o tom ao longo do mês, que foi pautado pelo estabelecimento de novas máximas para a atual temporada. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Iglesias ressalta que uma perspectiva de continuidade deste movimento no curto prazo ainda existe, com as exportações sendo o grande motor do aumento de preços. “O fator cambial, com a forte valorização do dólar frente ao real, também assume um papel decisivo nesse movimento, sendo mais vantajoso aos frigoríficos destinar boa parte da produção ao mercado externo do que ao interno”, avalia. Preços da arroba do boi Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país fecharam assim em 31 de outubro: São Paulo (Capital): R$ 325, alta de 16,07% frente aos R$ 280 registrados no fechamento de setembro Goiás (Goiânia): R$ 315, avanço de 16,67% perante os R$ 270 praticados no final de setembro Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 18,52% ante os R$ 270 do fechamento do mês retrasado Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, valorização de 16,36% em relação aos R$ 275 praticados no final de setembro Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, 26,53% acima dos R$ 245 registrados no encerramento de setembro Rondônia (Vilhena): R$ 300, aumento de 17,65% em relação aos R$ 255 praticados no final do mês retrasado Mercado atacadista O mercado atacadista registrou novo movimento de alta nos preços no decorrer do mês e a tendência é de que este movimento tenha continuidade no curto prazo. Iglesias destaca que as proteínas concorrentes também devem apresentar elevação em seus preços em função do atual movimento delimitado de oferta de carne bovina, com grande destaque para a carne de frango. O quarto do traseiro avançou 17,59% ao longo do mês, passando de R$ 19,90 o quilo para R$ 23,40 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 15,51%, de R$ 15,15 para R$ 17,50. O post Outubro fechou com até 26,5% de aumento na arroba do boi; veja tendência para novembro apareceu primeiro em Canal Rural.

Você viu? Servidores da Funai, do Ibama e do ICMBio terão direito a porte de arma

Foto: Freepik Os funcionários da Funai, do Ibama e do ICMBio que realizem atividades de fiscalização poderão ter direito ao porte de armas. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural ao longo da semana. Não perca os detalhes: A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (30), tendo sido apresentada pela Comissão Temporária Externa para investigar o aumento da criminalidade na Região Norte. O relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), deu parecer favorável, com emendas. O texto agora será analisado no plenário do Senado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Inicialmente voltada apenas aos servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a proposta, por meio de emenda, passou a contemplar também os funcionários públicos que integram o Ibama e o ICMBio.  O PL 2.326/2022 modifica o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003) para que servidores designados para atividades de fiscalização tenham o direito ao porte de arma, desde que esteja comprovada a aptidão técnica e psicológica para o uso de armamentos. Caso Bruno Pereira e Dom Phillips Uma das motivações da proposta, ressaltou Contarato, foi o assassinato do indigenista Bruno Pereira – então afastado de suas funções na Funai – e do jornalista inglês Dom Phillips na região do Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte, Amazonas, em junho de 2022. Entre os objetivos da comissão externa estava a fiscalização das medidas adotadas pelas autoridades diante desses homicídios. “Esse projeto de lei se deu pela morte do indigenista Bruno e do Dom Phillips, que foram mortos com requintes de crueldade, inclusive com ocultação de cadáver. Olha, nós não podemos admitir que infelizmente no Brasil os grileiros estejam armados e esses funcionários estejam lá pagando com a vida […] lá no meio da Floresta Amazônica, e eles não tenham a possibilidade disso”, afirmou Contarato, que também foi o relator da proposta na Comissão e Meio Ambiente (CMA). Contarato manteve no parecer emenda da CMA que concede o porte de arma, nas mesmas condições, aos integrantes do Ibama e do Instituto Chico Mendes. Ele explica que dispositivos do Código Florestal (Lei 12.651, 2012) e do Código de Pesca (Decreto-Lei 221, de 1967), que concediam o porte de armas aos fiscais ambientais, foram revogados. Atualmente, de acordo com o Estatuto do Desarmamento, é vedado ao menor de 25 anos adquirir arma de fogo. Emenda do senador exclui os fiscais dos três institutos dessa regra. Ele também adicionou esses servidores entre os isentos do pagamento de taxas de registro e manutenção dos armamentos. Ressalvas à proposta A matéria não foi aprovada por unanimidade. Durante a discussão, os senadores Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Dr. Hiran (PP-RR) e Omar Aziz (PSD-AM) sugeriram, através de emenda, que o projeto apresentasse dispositivo concedendo o porte para “uso extremamente criterioso e controlado”,  limitando-o a casos de necessidade “comprovada e temporária”.  Na avaliação deles, não se justificaria o porte de arma para os servidores do ICMBio, do Ibama e da Funai, por exemplo, “dentro de um prédio da Funai”, como alegou Dr. Hiran. Já o senador Omar Aziz questionou a efetividade desse porte já que, conforme o senador, esses mesmo servidores, quando em ações de fiscalização, atuam com reforço de órgãos de segurança, como a Polícia Federal. Ele disse também que o enfrentamento da insegurança e das ilegalidades como o garimpo ilegal, na Amazônia, só será efetivo a partir da regulamentação da extração do ouro na região.  “Quando a Funai ou o Ibama, principalmente o Ibama, vai tocar fogo nas balsas [do garimpo ilegal ou dos desmatadores], vai a Polícia Federal ao lado deles para tocar fogo, até porque, para explodir uma balsa daquela, você tem que colocar pólvora, dinamite ou coisa parecida, e tem que ser especialistas, não é qualquer um […]. Só [permitir o porte] em ação é uma emenda que cabe neste momento, porque eles têm apoio da Polícia Militar quando sugerem, quando pedem, e têm feito isso sistematicamente na minha região, e o governo não se mexe para regulamentar [o garimpo]”, continuou Aziz. No entanto, a emenda não foi acatada pelo relator. Contarato considerou que é preciso partir da presunção da legitimidade e da boa fé desses servidores que, observou, atuam sob risco de morte. “Nós não podemos inverter a lógica. Olha, se o próprio Tribunal de Contas da União já recomendava isso e se hoje nós temos a concessão de porte de arma para funcionários do Ibama e do ICMBio por decreto ou por uma legislação antiga, o que nós estamos colocando é simplesmente na lei. Nós não podemos inverter a lógica da utilização pela má-fé. A presunção é de legitimidade dos atos praticados pela administração pública, e o projeto de lei fala que só nos casos de fiscalização efetivamente. Então, não está aqui para conceder… ‘Ah, porque ele vai andar no restaurante, no bar ou na padaria’. Não é isso, nós temos aqui a atividade típica da polícia como nas instituições que compõem lá no art. 144, seja polícia civil, polícia militar, guarda municipal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal”, argumentou o relator.  Defesa do porte de arma Foto: Divulgação/Ibama Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sérgio Moro (União-PR) concordaram com o porte de arma para esses servidores.  “Esse negócio de conceder porte de arma só para quem está em serviço não existe. Um fiscal ambiental toma uma determinada medida dentro da lei, e um marginal que quer atentar contra a vida desse fiscal vai tentar fazer com ele de serviço e principalmente com ele fora de serviço. Na hora em que ele vai a um restaurante, que ele vai a uma igreja, que ele vai a uma missa, que ele está andando na rua com a sua família, é um momento em que ele pode ser, sim, vítima de violência desses marginais que foram fiscalizados. E não é porque é fiscal do Ibama ou do ICMBio ou porque eu não concordo com a atuação daquele órgão que a gente vai negar um direito dessa pessoa a ter

Vai chover muito ou pouco em sua região ao longo de novembro? Inmet te mostra

Foto: Fernando Razão /Agência Brasil Novembro terá chuvas entre normal e acima da média em grande parte da região Sudeste, Goiás, centro-leste de Mato Grosso, Acre, Roraima, noroeste e sudeste do Amazonas. A informação parte de boletim mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o órgão, o Rio Grande do Sul terá precipitação na faixa normal, com algumas localidades acima da média. Para saber as áreas exatas, confira no mapa: chuva acima da média (tons em azul), dentro da média (cinza) e abaixo (amarelo). Foto: Divulgação Inmet Já em grande parte da região Nordeste, centro-norte do Pará, Amapá, Roraima, bem como o sudoeste de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, são previstas precipitações próximas e abaixo da média climatológica. Umidade do solo O prognóstico climático do Inmet para novembro deste ano indica que a previsão de pouca chuva para o nordeste da região amazônica e grande parte da região Nordeste trará redução dos níveis de umidade no solo, principalmente no Matopiba (região que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o que pode dificultar o avanço do plantio da soja. Já para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, o mês de novembro será marcado pela recuperação dos níveis de umidade no solo, devido a previsão de chuvas mais regulares que favorecerão o plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Em grande parte da Região Sul, a previsão é de chuvas próximas à média histórica e os níveis de umidade no solo permanecerão elevados e podem beneficiar os cultivos de inverno que se encontram na fase de enchimento de grãos, assim como o desenvolvimento da safra 2024/25. Temperaturas acima e abaixo da média O Inmet também mostra a previsão de temperaturas. A previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país (tons em laranja no mapa). Há possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso (tons em vermelho), principalmente em áreas do norte das regiões Norte e Nordeste, onde as temperaturas médias poderão ultrapassar os 28ºC. Segundo o Instituto, em algumas localidades do leste da Região Sudeste e Sul, são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média em algumas localidades pontuais (tons em cinza e azuis no mapa), devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura. O post Vai chover muito ou pouco em sua região ao longo de novembro? Inmet te mostra apareceu primeiro em Canal Rural.

Controle de javalis: curso prático ensina uso de armadilhas do tipo curral

Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação O curso “manejo e controle de javali com uso de armadilha tipo curral” teve sua primeira edição realizada em outubro deste ano, em Capão Alto, na Serra Catarinense. Com mais quatro edições programadas para este ano, o treinamento integra o Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul (PAT Planalto Sul) e é voltado a proprietários rurais, equipes de unidades de conservação, comunidades tradicionais e outros interessados no controle do javali. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Na atividade, técnicos abordaram temas relativos à legislação e procedimentos para a obtenção de autorização para o controle de javalis, riscos sanitários da espécie e coleta de material biológico, legislação e procedimentos de segurança para o uso de armas de fogo, construção de armadilhas do tipo curral e sua operação. Foto: IMA/divulgação Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer, na prática, a construção e uso de uma armadilha do tipo curral. Essa ação foi viabilizada com a aquisição de armadilhas por meio do Programa Pró-espécies – Todos contra a extinção, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A oferta da capacitação é resultado de uma parceria do IMA com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). Os javalis são animais exóticos invasores capazes de causar danos significativos às lavouras, à flora, à fauna e aos recursos hídricos e representam uma ameaça à saúde pública, podendo transmitir doenças tanto para suínos domesticados quanto para seres humanos. “Dentro deste cenário, o IMA e demais instituições envolvidas buscam contribuir, por meio de capacitações, dentre outras ações, com a redução das populações de javalis em Santa Catarina, apresentando alternativas de controle”, explica a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e Engenheira Agrônoma do IMA, Elaine Zuchiwschi. A capacitação está prevista no Plano de Manejo e Controle do Javali de Santa Catarina, instituído pela Portaria IMA 197/2023, o qual visa reduzir a população desses animais exóticos e os impactos que causam ao meio ambiente e ao setor agropecuário. O Plano é coordenado pelo IMA e tem a coordenação de apoio composta pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Cidasc, Polícia Militar Ambiental e Polícia Civil, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (Caoagro). Instituições governamentais e da sociedade civil organizada também são parceiras do Plano, seja como integrantes do Grupo de Assessoramento Técnico ou como articuladores e colaboradores das ações. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Controle de javalis: curso prático ensina uso de armadilhas do tipo curral apareceu primeiro em Canal Rural.

Biodiesel: diretora do IBP propõe medida que pode atrasar aumento de mistura ao diesel

Foto: Abiove A diretora do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Anna Mandelli, defendeu na última quinta-feira (31), que a fase de testes do aumento do percentual do biodiesel no diesel seja feita considerando as condicionantes de diferentes regiões brasileiras. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na prática, seriam realizados inúmeros testes, o que poderia atrasar a regulamentação do mandato obrigatório na mistura do biocombustível, segundo interlocutores do setor. O presidente Lula sancionou a lei “combustíveis do futuro” no início de outubro. O texto trata de uma série de iniciativas, incluindo determinações sobre o aumento da mistura de biodiesel ao diesel. A partir de 2025 será acrescentado 1 percentual de mistura por ano, até atingir 20% em março de 2030. Desde março de 2024 o biodiesel passou a ser misturado ao diesel de origem fóssil no percentual de 14%. Viabilidade dos biodiesel O Ministério de Minas e Energia (MME) e agentes do setor discutem agora a fase de testes de viabilidade técnica e econômica das mudanças. Estudos sobre aspectos sociais também poderão ser elaborados, como o impacto da produção de biocombustíveis nas comunidades locais. “Já temos exemplos de montadoras que já aprovaram teores mais altos, mas estamos discutindo aqui colocar teores mais altos do biodiesel no diesel do Oiapoque ao Chuí. Temos que efetivamente refletir nesses testes o que o consumidor vai receber nas diferentes regiões do país, que é tão grande”, declarou Anna. O post Biodiesel: diretora do IBP propõe medida que pode atrasar aumento de mistura ao diesel apareceu primeiro em Canal Rural.

Abelhas no café: receita do arábica pode crescer R$ 22 bi por ano

Foto: Gustavo Facanalli/Embrapa Estudo realizado por cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil investigou o efeito da inserção de colônias de abelhas manejadas em fazendas de café. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O foco foi o rendimento, a qualidade e o valor de mercado do café arábica. Os resultados indicaram que a polinização assistida aumenta a produtividade e a qualidade do café, o que, consequentemente, pode elevar a receita anual do arábica em até R$ 22 bilhões. Os dados demonstraram que a presença das abelhas introduzidas aumentou a produtividade em 16,5%, passando de 32,5 para 37,9 sacas por hectare. A qualidade do café, avaliada pela nota sensorial da bebida, aumentou em 2,4 pontos, promovendo a classificação de grãos de regulares para especiais em algumas fazendas. Esse salto de qualidade elevou o valor da saca em 13,15%, o que representa um ganho de US$ 25,40 por saca. A pesquisa apontou, portanto, para o fato de que a polinização assistida pode gerar impactos econômicos significativos na cafeicultura, tornando o manejo de abelhas uma ferramenta poderosa para melhorar a rentabilidade dos cafeicultores. Os cientistas monitoraram, ainda, a saúde das colônias de abelhas nativas sem ferrão expostas a um dos inseticidas sistêmicos mais utilizados no controle de pragas da cultura, o tiametoxam. Colaboraram para o estudo a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ( Esalq/USP), a AgroBee, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Natural England e a Eurofins. O trabalho inédito foi conduzido entre 2021 e 2023 em fazendas de São Paulo e Minas Gerais, as principais regiões produtoras de café arábica no Brasil. Foi analisada a introdução de colmeias de abelhas africanizadas (Apis mellifera) na produção de café, comparando os resultados com áreas onde a polinização era realizada apenas por insetos silvestres. Manejo de abelhas aumenta lucros Diferentemente de estudos anteriores, que focavam apenas em polinizadores silvestres, esse experimento controlou a quantidade de abelhas manejadas nas lavouras, permitindo uma comparação direta entre as áreas com e sem polinização assistida. A inserção das colmeias foi realizada em uma extremidade de cada talhão, enquanto a outra extremidade contou apenas com a polinização natural. O objetivo foi determinar se, nas condições reais da cafeicultura brasileira, o aumento de polinizadores poderia gerar ganhos palpáveis em produtividade e qualidade. As abelhas africanizadas desempenharam um papel importante na melhoria dos resultados. A introdução das colmeias não só aumentou a quantidade de grãos por hectare, como também influenciou positivamente a qualidade do produto final. O aumento da nota sensorial, que leva em consideração características como sabor e aroma, permitiu que parte da produção alcançasse o status de café especial, um mercado com valor agregado substancialmente maior. Para o pesquisador da Embrapa e um dos líderes do estudo, Cristiano Menezes, esses resultados mostram o potencial da integração entre o manejo de polinizadores e a cafeicultura de larga escala. “O uso de abelhas manejadas demonstra uma clara oportunidade de ganho econômico, ao mesmo tempo em que contribui para uma agricultura mais sustentável e eficiente”, afirmou. Impacto da polinização assistida sobre setor cafeeiro Com base nos dados do estudo, os pesquisadores calcularam que, se todos os cafeicultores brasileiros adotassem a tecnologia de polinização assistida, a produção de café no país poderia ser transformada. Considerando os resultados da pesquisa e os valores atuais estimados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção cafeeira em 2024, haveria um aumento de 16,5% na produtividade com a presença das abelhas, o que representaria 6,5 milhões de sacas adicionais, elevando a produção total para 46,1 milhões de sacas. Haveria também um impacto significativo no valor de mercado: o preço da saca de café chegaria a R$ 2.014,90, com um aumento de 13,15%. No total, o mercado cafeeiro brasileiro saltaria dos atuais R$ 70,490 bilhões para R$ 92,919 bilhões, com um impacto econômico total estimado em R$ 22,429 bilhões. Esses números demonstram que a polinização assistida é uma estratégia não apenas viável, mas essencial para aumentar a produtividade e a qualidade do café. Além disso, ela contribui para a preservação dos polinizadores, que desempenham um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas e na segurança alimentar global. Foto: Gustavo Facanalli/Embrapa Polinização e controle de pragas, uma convivência possível O estudo também investigou como o uso de defensivos agrícolas afeta a saúde das colmeias. Os pesquisadores focaram no tiametoxam, um inseticida sistêmico amplamente utilizado no cultivo de café. Seis propriedades que utilizam o defensivo de forma convencional e duas fazendas orgânicas participaram da análise. Três parâmetros de saúde das abelhas foram monitorados: produção de cria, mortalidade de larvas e atividade de forrageamento (procura de alimentos). As avaliações foram realizadas em cinco momentos: antes da floração; logo após; e 45, 75 e 105 dias depois. Embora tenham sido encontrados resíduos do pesticida em pólen e néctar coletados pelas abelhas, os resultados indicam que as taxas de aplicação de tiametoxam, via irrigação do solo, não interferiram nos parâmetros de saúde das colônias. Isso reforça a viabilidade de um manejo coordenado entre a polinização assistida e o controle de pragas, desde que o uso de defensivos siga as recomendações técnicas. Menezes enfatiza que a integração entre o manejo de colônias de abelhas e o uso ponderado de defensivos agrícolas é fundamental para minimizar os riscos a organismos não-alvo. Destaca ainda que, embora essas práticas sejam discutidas na literatura científica, sua aplicação conjunta em realidade de campo é muito escassa, dificultando a tomada de decisões pelos agricultores e a formulação de políticas públicas eficazes para a proteção dos polinizadores. “Esse estudo interdisciplinar busca preencher tal lacuna, avaliando o impacto do manejo de abelhas na produtividade do café, crucial para milhões de famílias rurais”, frisa. O pesquisador também ressalta a importância de equilibrar o controle de pragas com a preservação dos polinizadores. “O produtor pode ter a melhor polinização possível, mas se pragas como a broca-do-café, a ferrugem ou o bicho-mineiro não forem controladas, o esforço