Escritórios Verdes da JBS passam a atender produtores de grãos

Os Escritórios Verdes, iniciativa da JBS, será ampliada. Desde 2021, o programa fornece assistência técnica gratuita e serviços de extensão a fazendeiros que desejam melhorar o desempenho ambiental, com práticas sustentáveis e mais produtividade. Agora, um novo formato entra em testes: a ação chega ao Maranhão e, também, entre produtores de grãos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O anúncio foi feito pela diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Correia, nesta sexta-feira, durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, no painel “Alimentando o próximo bilhão: um modelo para construir sistemas alimentares resilientes ao clima no sul global”. Recuperação de áreas degradadas A executiva abordou ainda a necessidade de pensar a agricultura, a pecuária e a floresta de forma sistêmica, para produzir mais nas áreas existentes e promover a recuperação de áreas degradadas. Segundo ela, a partir desse panorama, o Brasil tem aptidão para produzir muito mais, com as áreas já disponíveis para a atividade. “Temos a oportunidade no país de compensar as deficiências de produção, seja por conta da mudança climática ou produtividade das áreas, aumentando a produção nas mesmas áreas”, disse. A regularização ambiental de propriedades rurais e o maior acesso à ciência e tecnologia para os produtores foram outros pontos abordados no painel. “Quando a agroindústria assumiu o compromisso público para diminuição do desmatamento, o setor passou pela lógica de bloqueio de fornecedores irregulares. Porém, as empresas entenderam que o ciclo contínuo de bloqueio não terminaria de forma sustentável”, resumiu. Desde 2021, os Escritórios Verdes possibilitaram que 13 mil propriedades rurais fossem regularizadas, além de 5 mil hectares direcionados para recuperação florestal. Agricultura regenerativa A executiva explicou que o programa Escritórios Verdes, fisicamente em 20 unidades da JBS e, mais recentemente, na versão virtual, que permite atendimento em todo o Brasil, vai além da regularização ambiental da propriedade rural. Isso porque propicia acesso a tecnologias, informações e conhecimentos de gestão para os produtores em harmonia com o conceito de agricultura regenerativa, que promove a preservação dos recursos naturais. De acordo com Liège, na questão climática, é preciso avançar com urgência no acesso do agricultor, principalmente o pequeno que se dedica à pecuária, a financiamentos que permitam um fôlego econômico para uma atividade mais sustentável. “Para o produtor rural, o curto prazo é o Pix na conta hoje, para produzir amanhã”, afirmou a diretora, que citou como uma possibilidade promissora a remuneração das unidades de preservação. O post Escritórios Verdes da JBS passam a atender produtores de grãos apareceu primeiro em Canal Rural.

Pela primeira vez, cochonilhas são registradas no Vale do São Francisco

Foto: Tiago Costa Lima Seis espécies de cochonilhas-de-escama foram registradas pela primeira vez no Submédio do Vale do São Francisco, em Minas Gerais, a mais importante zona de produção de frutas tropicais do país, localizada na região semiárida. As pragas foram encontradas em pomares de manga e uva, causando danos diretos aos frutos e comprometendo sua qualidade e o desenvolvimento das plantas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o pesquisador da Embrapa Semiárido Tiago Cardoso da Costa Lima, a identificação correta das espécies que causam danos à cultura é a base para o manejo integrado de pragas. “A partir dessa informação podemos conhecer melhor sobre a biologia do inseto e quais medidas de controle podemos adotar. Tem sido um trabalho constante conduzido na Embrapa Semiárido para ajudar os produtores no monitoramento dessas pragas”, destaca. O pesquisador explica que as cochonilhas podem provocar a despigmentação da casca dos frutos e, mesmo mortas, continuam presas à superfície, prejudicando sua aparência. “Por isso, é importante que os produtores monitorem essas cochonilhas com cuidado na fase vegetativa, impedindo o aumento populacional e a posterior migração para os frutos”, ressalta. Infestação e primeiros relatos Foto: Divulgação Embrapa Semiárido Os primeiros relatos de problemas causados por essas pragas foram feitos por produtores de manga, entre 2021 e 2022, que comunicaram à Embrapa sobre danos em folhas e frutos. Já em 2023 foi a vez dos produtores de uva relatarem infestação de cochonilhas no tronco da videira (foto acima), provocando, inclusive, a morte das plantas. Em resposta, a Embrapa Semiárido realizou um levantamento em diferentes fazendas nos municípios de Petrolina (PE), Belém de São Francisco (PE) e Curaçá (BA) para coletar uma amostragem desses insetos. O material foi enviado para o Centro Estadual de Pesquisa Agronômica (Ceagro) do Rio Grande do Sul, onde foi identificado pela taxonomista Vera Wolff. Espécies identificadas Em videiras, foi identificada a ocorrência de duas espécies. A primeira, que ataca os troncos da planta, é a Melanaspis arnaldoi, restrita ao Brasil, com registros anteriores nas regiões Sudeste e Sul. De acordo com a Embrapa, essa praga acarreta maiores custos com o manejo, pois os produtores têm adotado a prática de retirada da casca dos troncos para, em seguida, conduzir as pulverizações. A segunda foi a Aonidiella orientalis, que infesta folhas, pecíolos, entrenós e bagas. A espécie é amplamente distribuída no mundo e possui uma elevada gama de plantas hospedeiras, sendo conhecida como praga de citros, mamão e manga. Já em mangueiras foram identificadas quatro novas ocorrências de cochonilhas para a região: Mycetaspis personata, Aonidiella comperei, Chrysomphalus aonidum e Hemiberlesia lataniae. As três primeiras foram observadas em folhas e frutos e a última apenas em folhas. A Aonidiella comperei foi a única espécie que ainda não havia sido registrada em cultivo de manga em nenhum país. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Pela primeira vez, cochonilhas são registradas no Vale do São Francisco apareceu primeiro em Canal Rural.

Piracema inicia: veja o que pescadores devem fazer para evitar penalidades

Foto: Divulgação/PMMG Começa a valer, a partir deste mês de novembro, a restrição de pesca de peixes nativos nas bacias hidrográficas de Minas Gerais devido ao período da piracema (período de reprodução dos peixes). Nesta época do ano ocorre o movimento de várias espécies de peixes em direção às cabeceiras dos rios com o objetivo de continuidade do ciclo reprodutivo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! As restrições à pesca nas bacias hidrográficas de Minas Gerais seguirão até 28 de fevereiro de 2025. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realizaram uma coletiva de imprensa para reforçar as recomendações deste período. Regras da piracema Durante a piracema, a pesca só é permitida para espécies exóticas (espécies não nativas que foram introduzidas pelo homem) e híbridas, no limite de três quilos diários mais um exemplar. Para proteger a reprodução dos peixes durante a piracema, a pesca em Minas Gerais deve seguir restrições de distância nas proximidades de pontos específicos, como confluências de rios, represas, barragens, lagoas e corredeiras. Essas áreas possuem limites mínimos de pesca a montante (antes) e a jusante (depois) da correnteza para garantir que os peixes alcancem as cabeceiras e completem seu ciclo reprodutivo. Os equipamentos permitidos durante a piracema são: Linha de mão com anzol; Vara; Caniço simples; Carretilha ou molinete de pesca Iscas naturais ou artificiais Carteira de pesca Fica proibido o uso de redes e demais equipamentos que possam capturar diversos espécimes. No entanto, para portar o pescado e os equipamentos de pesca, ainda que em situações em que a atividade é autorizada, é importante que o pescador porte e mantenha atualizada a carteira de pesca. O documento pode ser obtido a partir do preenchimento do formulário disponível no site do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Já quem comercializa, explora, industrializa e armazena peixes deve se registrar junto ao IEF. Os estoques de peixe in natura, congelados ou não, provenientes de águas continentais, existentes nos frigoríficos, peixarias, colônias e associações de pescadores, também devem ser informados ao órgão. A exigência incide, ainda, sobre os estoques armazenados por pescadores profissionais, entrepostos, postos de venda, depósitos e câmaras frias, em posse de feirantes, ambulantes, bares, restaurantes, hotéis e similares. Operações preventivas A atenção da Semad e da Polícia Militar ao período da Piracema tem início mesmo antes deste período de defeso. No mês de outubro, as instituições iniciaram um trabalho preventivo, com intuito de orientar os pescadores e comerciantes sobre as restrições. Exemplo deste cuidado preventivo é a Operação Colônia, coordenada pela Unidade Regional de Fiscalização Central Metropolitana, mas que percorre todo o estado. Acompanhados da Polícia Militar, os fiscais vão até as colônias de pescadores e promovem reuniões e palestras. “O objetivo é explicar sobre as regras neste período de restrições. Com isso, a gente quer evitar a pesca nesse período, que é muito danosa ao meio ambiente e evitar as multas também, pois se o pescador seguir as regras, não vai sofrer sanções.”, destaca o superintendente de Fiscalização da Semad, Gustavo Endrigo de Sá Fonseca. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Piracema inicia: veja o que pescadores devem fazer para evitar penalidades apareceu primeiro em Canal Rural.

Terceiro caso de raiva em capivaras no mundo é registrado no Brasil

Foto: Fundação Florestal Três capivaras foram encontradas mortas na Ilha Anchieta, no município de Ubatuba, litoral de São Paulo, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Duas delas apresentaram paralisia das patas traseiras antes de morrerem. Análises dos cérebros concluídas recentemente e realizadas no Instituto Pasteur determinaram a causa da morte: encefalite causada pelo vírus da raiva. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Este foi o terceiro relato de casos de raiva em capivaras no mundo, e o segundo no Brasil. O caso foi publicado na revista Veterinary Research Communications. O estudo, apoiado pela Fapesp, também detectou que a variante do vírus encontrada nos três animais é a mesma presente em morcegos-vampiros (Desmodus rotundus). “Nos últimos anos, tem-se observado um aumento no número de casos relatados de raiva em animais silvestres. Isso possivelmente está relacionado a distúrbios ambientais que desequilibram o ecossistema onde vivem os morcegos”, diz Enio Mori, pesquisador do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e coordenador do estudo. Morcegos sem abrigo Foto: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul Os casos da Ilha Anchieta, um parque estadual no município de Ubatuba, ocorreram pouco depois de uma reforma nas ruínas existentes na ilha, em 2019, quando o telhado de uma construção foi reformado e os morcegos perderam temporariamente seus abrigos. “Em momentos como esse, há grande estresse nas colônias e muitas brigas entre os morcegos. Com isso, podem passar raiva uns aos outros, aumentando as chances de transmiti-la para os animais silvestres dos quais eles se alimentam, como as capivaras”, conta Mori. De modo geral, o desmatamento também contribui para o aumento dos casos de raiva. A diminuição do número de animais silvestres, que servem como fonte de alimento original para os morcegos-vampiros, faz com que estes busquem outros mamíferos, como animais domésticos ou até mesmo seres humanos, para se alimentarem. Isso aumenta o risco de transmissão da raiva para novos hospedeiros. Variantes do vírus em capivaras As capivaras mortas foram localizadas por funcionários da Fundação Florestal, responsável pela administração do Parque Estadual da Ilha Anchieta. Amostras de seus cérebros foram enviadas ao Instituto Pasteur, que integra uma rede de laboratórios que realizam diagnósticos para vigilância epidemiológica da raiva, utilizando material enviado pelos centros de controle de zoonoses dos municípios. Primeiro, como prova de triagem, os pesquisadores e técnicos realizaram a detecção de antígenos para o vírus da raiva no tecido cerebral. Os três casos apresentaram resultado positivo para a raiva. Em seguida, o isolamento do vírus foi realizado como teste confirmatório. Uma das amostras estava muito deteriorada, o que impediu a realização desse exame, mas o genoma da partícula viral pôde ser sequenciado. Todas as amostras confirmaram a presença da mesma variante encontrada em morcegos-vampiros, indicando uma provável transmissão pela mordedura. O único outro caso de raiva em capivaras no Brasil foi publicado em 1985. No mundo, outro caso só foi relatado no norte da Argentina, em 2009. Apenas no estudo atual foi feita a tipificação da variante viral encontrada. Transmissão aos humanos Não existem relatos de casos de raiva humana transmitida por capivaras. No entanto, acidentes em que pessoas foram mordidas por esses animais geralmente causam grandes lesões. Ainda não se sabe se a saliva das capivaras contém o vírus, como ocorre com os morcegos, que são reservatórios do patógeno. “Por isso, a vigilância epidemiológica precisa continuar para entender o papel das capivaras no ciclo do vírus, por exemplo. É bem possível que elas sejam hospedeiros finais, que morrem sem transmitir o vírus para outros animais. Mas, para confirmar isso, precisamos de novos estudos”, atesta o pesquisador. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Terceiro caso de raiva em capivaras no mundo é registrado no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Agricultura busca transformação para enfrentar mudanças climáticas

Foto: IICA Pelo terceiro ano consecutivo, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) trouxe para a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, no Azerbaijão, a Casa da Agricultura Sustentável. É um espaço de debates sobre como o setor pode se transformar para enfrentar as mudanças climáticas. O desafio vai muito além de novas práticas para a produção, afirma o diretor-presidente do IICA, Manuel Otero (foto). Para ele, é necessário também mostrar para o mundo que o setor é capaz de se comprometer com a sustentabilidade do planeta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Para isso trabalhamos em diferentes dimensões. Uma delas está numa nova geração de políticas públicas que reconheçam os novos limites da agricultura como um setor que tem que ser ambientalmente responsável, nutricionalmente inteligente, que acompanhe o que ocorre no comércio internacional, mas também socialmente responsável. Além disso, estamos construindo uma nova narrativa”, disse. Nessa direção, o IICA trouxe para o Azerbaijão visões e modelos de sucesso que ocorrem nos 34 países das Américas que integram a instituição. Ao longo dos 12 dias de conferência, o espaço receberá mais de 50 painéis e diálogos envolvendo a participação de centenas de produtores, acadêmicos e representantes de instituições governamentais e da sociedade civil. Modelos Entre eles, o ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil, Paulo Teixeira, que participou do painel Ação Climática: vozes dos produtores na luta contra a mudança climática. Na apresentação, o ministro fez um balanço dos últimos quatro meses do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a incrementação da produção de alimentos a partir do financiamento de iniciativas com menos emissões de gases do efeito estufa. Na comparação com 2023 – os últimos quatro meses terminados em outubro -, segundo o ministro, os resultados já podem ser notados. “Aumentamos em 28,5% o financiamento para a agricultura orgânica e agroecológica em uma redução de 23,7% para a agricultura transgênica. Nós também tivemos um crescimento de 20% em máquinas, equipamentos e implementos – R$ 6,3 bilhões no financiamento de máquinas para o pequeno agricultor. Tivemos um crescimento na produção de feijão, cebola, batata, repolho, cenoura e uma redução na produção de soja na agricultura familiar de 14%”, detalhou. Junto com o Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (Catie) e RCC Caribbean – organização criada na estrutura da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança Climática para dar apoio aos pequenos estados insulares, particularmente mais vulneráveis às mudanças climáticas – o IICA também realizou, pela primeira vez, um painel dentro da programação oficial de abertura da COP29. Financiamento Com o título Adaptação pela Abordagem de Soluções Baseadas na Natureza para Medir a Vulnerabilidade e os Riscos na Região da América Latina e Caribe, o encontro debateu como tornar a agricultura mais sustentável e resiliente às mudanças climáticas. “O que nós queremos é ter sustentabilidade. Essa sustentabilidade só acontecerá se tivermos uma visão de transformar o setor produtivo agrícola brasileiro e isso não vai acontecer por geração espontânea. Isso vai acontecer com uma estratégia de políticas públicas e de financiamento, que viabilize essa transição”, afirmou o ex-diretor geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Roberto Azevedo. Para ele, a criação de um marco regulatório com diversos instrumentos que recompensem financeiramente os investimentos na transição para a economia verde é uma forma de tornar o setor mais comprometido com formas de produção sustentáveis. “Se você tem um sistema regulatório que prevê uma remuneração mínima, uma indexação do preço do produto final, uma mistura no combustível final que atende a um determinado patamar, todos esses elementos são pequenos e parecem independentes, mas não são. Dependendo do marco regulatório que você cria, o investidor vai fazer a transformação por ser interessante para ele”, explicou. Roberto Azevedo acrescentou que tal estrutura serviria como uma complementação aos subsídios e financiamentos estatais. “Eu particularmente não acredito que o incentivo tenha que ser sempre uma despesa do Estado. Porque o Estado não terá dinheiro. Sobretudo em países da região – Brasil, Argentina – não são países com um orçamento infinito. Essa transição tem que ser feita de forma inteligente, com um marco regulatório que ajude e promova, incentive [para que] o investimento venha do próprio produtor”, explicou. Na viabilização da descarbonização da agricultura, Azevedo aponta ainda outro elemento complementar para as formas de financiamento que seria o desenvolvimento tecnológico do setor. “Quando se fala de sustentabilidade, a tecnologia e a inovação têm um papel importantíssimo e elas estão mudando dia a dia. O que hoje é sustentável não é que vai passar a não ser. Você encontrará métodos de produção, tecnologias mais modernas que vão melhorar e acelerar essa transição. Então, não é um processo estático, é um processo dinâmico. A cada momento, a cada dia, aparece uma nova inovação, uma nova forma de produção”, acrescentou. COP30 em Belém Segundo Manuel Otero, além da troca de experiências, a IICA também trabalha para criar conexões entre as pessoas que podem promover essa transformação da agricultura. Uma reunião com o governador do Pará, Helder Barbalho, que receberá a COP30, em 2025, em Belém, também buscou alinhar, em Baku, as agendas para que o próximo encontro da Junta Interamericana de Agricultura, com os 34 ministros da Agricultura nas Américas, a cada dois anos, seja realizado em Belém, na agenda pré-COP. Segundo Otero, acelerar a transição é uma urgência que deve ser compreendida pelo setor e fundamentada no bem-estar das próximas gerações. “O IICA se considera uma instituição construtora de pontes. Temos que fortalecer as pontes entre o agro e o meio ambiente, entre as cidades, as zonas rurais. Então, pequenos agricultores e médios produtores, grandes produtores, todos temos que ir atrás da causa do desenvolvimento sustentável. Todos, e ninguém pode ficar de fora, ninguém pode ficar para trás”, conclui. Para o governador paraense, a proximidade do setor da agricultura com a pauta ambiental trará novas oportunidades para acelerar a transição em direção a uma economia mais sustentável.

Mala localizada próximo à Câmara não tinha explosivos

Foto: Polícia Militar do Distrito Federal A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) localizou, na manhã desta sexta-feira (15), uma mala considerada suspeita nas proximidades de um dos anexos da Câmara dos Deputados. Em nota, a corporação informou que o Esquadrão Antibomba, em meio a um patrulhamento preventivo na área, acionou a Operação Petardo, especializada em explosivos, para analisar o objeto. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Após avaliação técnica, foi constatado que a mala não continha explosivos. A área foi liberada em seguida e a situação voltou à normalidade”, destacou a PMDF no comunicado. A Operação Petardo define procedimento padrão executado pela corporação para ocorrências onde há suspeita de artefato explosivo. Na quarta-feira (13), a Praça dos Três Poderes foi alvo de explosões, no Supremo Tribunal Federal (STF) e em um dos estacionamentos da Câmara dos Deputados. O responsável pelos atentados, identificado como Francisco Wanderley Luiz, morreu no local de uma das explosões. O post Mala localizada próximo à Câmara não tinha explosivos apareceu primeiro em Canal Rural.

Chuva e sol entre nuvens marcam o fim de semana; confira a previsão do tempo

Foto: Pixabay Saiba como o clima irá se comportar em todo o Brasil neste fim de semana: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sábado (16) Sul Circulação de ventos estimula algumas nuvens de chuva sobre o norte do Paraná e as pancadas podem ocorrer de forma mais irregular à tarde. A infiltração marítima ainda mantém o céu mais encoberto e há chance de chuviscos no litoral de Santa Catarina e do Paraná. Não chove na maior parte do Rio Grande do Sul. Sudeste O tempo segue instável em São Paulo, com condições de chuva forte a qualquer momento. Sol e pancadas de chuva no norte e litoral do Espírito Santo, podendo vir com força. O sol aparece com aumento de nuvens e pode chover a qualquer momento entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Centro-Oeste Nuvens carregadas associadas ao ar quente e úmido ainda provocam temporais entre Goiás e Mato Grosso; o norte de Mato Grosso do Sul segue com tempo mais fechado e chuvoso. Pancadas de chuva à tarde no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em parte do interior de Goiás. Nordeste Sol, calor e tempo firme no norte da Bahia, Piauí, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e no centro-leste do Maranhão. Chove em forma de pancadas moderadas no litoral e leste da Bahia, no litoral de Alagoas, litoral de Pernambuco e da Paraíba. Norte O sol volta a aparecer um pouco mais no centro-norte e litoral do Pará e no sul do Amapá. Chove à tarde em Macapá e Boa Vista. Tempo mais instável no Acre, Amazonas, sul do Pará, em Roraima e no Tocantins. Domingo (17) Sul No domingo, com a aproximação de uma nova frente fria, pancadas de chuva começam a ocorrer a partir da tarde na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. A umidade também aumenta no litoral de Santa Catarina e no leste e norte do Paraná, onde a chuva pode ocorrer mais para o final do dia em forma de pancadas com raios. Sudeste A previsão é de períodos com sol e muitas nuvens em grande parte da região sudeste. As pancadas de chuva devem voltar a ocorrer especialmente à tarde e à noite. Há risco de chuva forte no estado de São Paulo, no centro-oeste e no sul de Minas Gerais. Centro-Oeste As áreas de instabilidade mais fortes enfraquecem e o Centro-Oeste terá maiores períodos com o sol. Porém, com o calor e a umidade do ar elevada, as pancadas de chuva com raios voltam a ocorrer à tarde e à noite em todas as áreas, com risco de chuva de moderada a forte intensidade por toda a região. Nordeste Sol, calor e o tempo seco no interior do Nordeste. As condições para chuva diminuem no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia. Toda a faixa litorânea, a Zona da Mata e o Agreste, do sul da Bahia até a Paraíba, continuarão com algumas pancadas de chuva intercaladas com períodos de sol. Norte As pancadas de chuva continuam frequentes sobre o centro-oeste e sul do Amazonas, no Acre, em Rondônia e no sul do Pará. Nas demais áreas do norte do Brasil, o sol aparece forte na maior parte do dia. Pancadas de chuva podem acontecer no sul do Tocantins e a partir da tarde no norte e leste do Amazonas. O post Chuva e sol entre nuvens marcam o fim de semana; confira a previsão do tempo apareceu primeiro em Canal Rural.

Boi: acima dos R$ 22/kg, carcaça casada bate recordes diários

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária Desde o dia 1º de novembro, o quilo da carcaça casada bovina supera os R$ 22, batendo recordes diários, conforme levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, a demanda aquecida, em função de questões macroeconômicas – especialmente a queda do desemprego – e também da proximidade dos períodos de festas, faz com que varejistas busquem se abastecer, pagando preços significativamente maiores no atacado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No mercado de boi gordo, pesquisadores do Cepea explicam que a dificuldade para novas aquisições de animais para abate continua. A necessidade de preencher escalas próximas tem feito com que a indústria eleve o valor da arroba e ainda diminua o prazo de pagamento. O Indicador do boi gordo Cepea/B3 (média ponderada do estado de SP, à vista e livre de funrural) já acumula alta de mais de 5% na parcial de novembro. O post Boi: acima dos R$ 22/kg, carcaça casada bate recordes diários apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil avança nas negociações para exportação de carne bovina à Turquia

Foto: Ministério da Agricultura Em missão oficial realizada em Ancara, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um importante passo para ampliar as exportações de carne bovina brasileira à Turquia, um dos poucos grandes mercados ainda restritos ao produto nacional. A missão teve como objetivo posicionar o Brasil como parceiro estratégico para atender à crescente demanda por alimentos no país, destacando a qualidade e sanidade da produção brasileira, além de seu cumprimento dos requisitos do sistema halal. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A missão foi liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Julio Ramos, e contou com o apoio da Embaixada do Brasil no Egito. Durante o encontro, também participaram o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Marcelo Mota, e outros representantes do governo brasileiro. O grupo se reuniu com diversas autoridades turcas, como Ersin Dilber, diretor-geral da Diretoria de Alimentos e Controle do Ministério da Agricultura e Florestas da Turquia, e Mustafa Çatak, chefe do Departamento de Controle de Fronteiras de Animais e Produtos de Origem Animal. Uma das principais discussões foi sobre o aumento das exportações brasileiras de carne bovina para a Turquia, que ainda não importa o produto, sendo um dos últimos grandes mercados a manter essa restrição, ao lado de Japão, Vietnã e Coreia do Sul. O secretário-adjunto Julio Ramos enfatizou que as exportações agrícolas têm um papel crucial para o crescimento econômico do Brasil, com potencial de impulsionar o PIB, gerar empregos e aumentar a renda nacional. Além das negociações para a carne bovina, os representantes brasileiros também discutiram a retirada das restrições para a carne de aves do Rio Grande do Sul, relacionadas à doença de Newcastle, e trataram de outros produtos da agropecuária brasileira. Um ponto de destaque foi a ampliação das trocas comerciais, com o Brasil buscando firmar-se como fornecedor de excelência para o mercado turco. A criação de um posto de adidância agrícola em Ancara, prevista para o final deste ano, deverá intensificar o diálogo entre os dois países e fortalecer a cooperação no comércio agrícola. A Turquia é o sétimo maior destino das exportações brasileiras de produtos agrícolas, com cerca de R$ 2,6 bilhões em vendas nos primeiros nove meses de 2024, destacando-se produtos como soja, café e têxteis. Este ano, o Brasil já conquistou a abertura de novos mercados na Turquia, com a exportação de gelatina e colágeno não comestíveis, ovoprodutos, vísceras organolépticas para alimentação animal e heparina bovina. Essas expansões comerciais são possíveis graças ao trabalho conjunto da Secretaria de Defesa Agropecuária com outros órgãos brasileiros. O secretário Julio Ramos ressaltou a importância estratégica da Turquia e destacou o compromisso do Brasil em continuar expandindo os fluxos comerciais, gerando empregos e fortalecendo a economia nacional. Ele afirmou que a missão é parte de um esforço contínuo para não apenas abrir novos mercados, mas também garantir que as negociações se consolidem em acordos duradouros e benéficos para todos os envolvidos. O post Brasil avança nas negociações para exportação de carne bovina à Turquia apareceu primeiro em Canal Rural.

Reforma tributária: o que o agro espera da votação no Senado?

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil A reforma tributária entra em uma fase decisiva e deve ser votada em dezembro pelo Senado. Mas muitos dispositivos ainda dependem de regulamentação. Para isso, o Ministério da Fazenda chegou a estabelecer um grupo de trabalho para detalhar as regras tributárias nos próximos 60 dias. Em resumo, o Projeto de Lei Complementar nº 68 de 2024 traz propostas para simplificar o sistema tributário brasileiro com a criação de novos tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Enquanto a reforma prevê benefícios significativos, como a redução de 60% na alíquota para alimentos destinados ao consumo humano e insumos agrícolas, além da isenção total para produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, o setor observa com cautela o fim de algumas isenções atualmente vigentes e a introdução do Imposto Seletivo. O economista Carlos Dias, presidente do Instituto Democracia e Liberdade (IDL), analisa os principais pontos da reforma e os desafios esperados para sua implementação. Mudanças na economia Questionado sobre as expectativas para a economia com a regulamentação dos novos tributos, o especialista pontua que a criação do IBS e da CBS visa reduzir a complexidade tributária e fomentar um ambiente de negócios mais dinâmico.  “A simplificação pode reduzir custos administrativos para as empresas, aumentando a competitividade do setor produtivo brasileiro”, explica Dias. No entanto, ele ressalta que o impacto completo dependerá de uma transição bem estruturada, que minimize os efeitos sobre o mercado interno e externo. Outro ponto de atenção é que a segunda fase da reforma prevê a criação de um Comitê Gestor para o IBS, com participação de estados e municípios, que poderá influenciar significativamente a distribuição de receitas entre as regiões. Na avaliação de Dias, a gestão compartilhada é positiva, mas também desafiadora. “A gestão compartilhada entre os entes federativos é positiva para uniformizar a aplicação do tributo em nível nacional, mas é um desafio que exigirá coordenação eficaz para que estados e municípios mantenham sua autonomia”. Desafios para o agro Entre os maiores desafios para o agronegócio está garantir uma transição que não comprometa a arrecadação dos estados e municípios, especialmente em regiões menos industrializadas e mais dependentes da produção rural. “A reforma tributária é uma mudança estrutural profunda, e a transição para o novo sistema exige um planejamento que proteja os cofres públicos locais”, afirma Dias.  Segundo ele, o processo precisa ser gradual, com ajustes que evitem a perda de receitas em estados e municípios fortemente dependentes do agronegócio. Pontos em debate e demandas do setor Para o setor agropecuário, algumas demandas específicas deverão ser discutidas antes da votação no Congresso. Entre elas, estão a revisão do conceito de produto in natura, a inclusão de itens como sucos e óleos vegetais na cesta básica, a concessão de crédito presumido de CBS na compra de produção rural e a isenção do imposto seletivo sobre aeronaves de pulverização.  “Essas demandas refletem as necessidades de competitividade do agronegócio no Brasil. A expectativa é que esses pontos sejam amplamente debatidos no Congresso para evitar uma sobrecarga tributária que inviabilize as operações rurais,” conclui Dias. O post Reforma tributária: o que o agro espera da votação no Senado? apareceu primeiro em Canal Rural.