Movimentos pontuais na soja; confira o fechamento de mercado

Imagem de Joel santana Joelfotos por Pixabay O mercado brasileiro de soja registrou movimentações no interior do Paraná, com esmagadoras buscando oferta no mercado disponível e oferecendo preços mais atrativos. Outras regiões também registraram negócios, embora em volumes pontuais. Com a divulgação do importante relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado adota uma postura mais cautelosa. O dólar e a CBOT exibiram certa volatilidade ao longo do dia, mas houve momentos de fortalecimento nos preços quando o câmbio atingiu as máximas do dia. Fora isso, não houve grandes movimentações no cenário nacional. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Cotações da soja Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00 Região das Missões (RS): preço estabilizou em R$ 133,00 Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 140,50 para R$ 141,00 Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 128,00 para R$ 129,00 Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00 Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 117,00 para R$ 117,50 Dourados (MS): preço se manteve em R$ 122,00 Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00 Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços em baixa. A firmeza do dólar frente a outras moedas e a previsão de retorno das chuvas no sul do Brasil e na Argentina pressionaram as cotações. O mercado se manteve cauteloso, aguardando o relatório de janeiro do USDA, que será divulgado na sexta-feira. Câmbio O dólar comercial encerrou em alta de 0,08%, sendo negociado a R$ 6,1099 para venda e a R$ 6,1079 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1030 e a máxima de R$ 6,1560. O post Movimentos pontuais na soja; confira o fechamento de mercado apareceu primeiro em Canal Rural.

Chile lidera importações de ovos brasileiros em 2024, com alta de 141% no volume

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, totalizaram 18.469 toneladas em 2024, representando uma queda de 27,3% em relação às 25.404 toneladas exportadas no ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O Chile se destacou no ano passado como o maior importador de ovos do Brasil. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A receita do setor também recuou, somando US$ 39,2 milhões em 2024, 37,9% a menos do que os US$ 63,2 milhões registrados em 2023. Apesar da retração no acumulado anual, dezembro trouxe sinais de recuperação. As exportações no mês chegaram a 2.054 toneladas, um aumento de 116,8% em comparação com o mesmo período de 2023. Em receita, houve incremento de 72,2%, alcançando US$ 4,317 milhões, contra US$ 2,507 milhões no mesmo mês do ano anterior. Maiores mercados importadores de ovos O Chile encerrou o ano como o principal destino dos ovos brasileiros, importando 6.871 toneladas, o que representa um aumento de 141,4% em relação ao ano anterior. Outros mercados que se destacaram foram Emirados Árabes Unidos (2.354 toneladas, +108,7%), Estados Unidos (2.115 toneladas, +84,9%), Japão (1.633 toneladas, -84,3%) e Catar (1.107 toneladas, +7,1%). Expectativas para 2025 Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, as exportações do setor enfrentaram pressões devido à alta demanda interna pelo produto, mas ainda se mantiveram acima dos níveis registrados há dois anos. “O último trimestre de 2024 marcou o início de um fluxo positivo nas exportações brasileiras de ovos, em patamares que deverão se sustentar ao longo de 2025”, afirmou Santin. O post Chile lidera importações de ovos brasileiros em 2024, com alta de 141% no volume apareceu primeiro em Canal Rural.

Região Nordeste registra maior taxa de crescimento do PIB em 2024

Foto: Seagri Dados da Resenha Regional do Banco do Brasil revelaram que o Nordeste apresentou um crescimento econômico superior à média nacional em 2024. A pesquisa, publicada no último dia 3, mostra que o PIB da região acumulou alta de 3,8%, enquanto o país registrou 3,5%. Os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte lideraram os indicadores nacionais. Com um aumento de 6,6%, o PIB paraibano alcançou o melhor desempenho estadual do Brasil. Em seguida, aparece o Rio Grande do Norte, com 6,1%. Ambos estão entre os 10 estados com maior crescimento econômico apontado pelo estudo. Ranking estadual O levantamento colocou o Ceará em 11º lugar, com alta de 3,9%. Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe registraram crescimento de 3,6%, enquanto Alagoas e Bahia marcaram, respectivamente, 3,1% e 2,9%. Desempenho por setor A indústria nordestina registrou alta de 3,4%, superando os 3,3% do Brasil. O setor de serviços na região cresceu 4%, acima dos 3,6% do país. No entanto, o ramo agropecuário apresentou retração em todas as regiões brasileiras. No Nordeste, a queda foi de 1,7%, menor que a média nacional de 2,5%. O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, atribuiu o saldo positivo às políticas de desenvolvimento regional conduzidas pelo Governo Federal. “Temos um novo olhar para a região como um ambiente de oportunidades, aproveitando o potencial que o território e a nossa gente dispõem. A Nova Indústria Brasil, o Novo PAC e o foco na sustentabilidade mostram que o Nordeste é parte da solução para o Brasil”, afirmou. Cabral destacou a celebração do termo aditivo para a conclusão da Ferrovia Transnordestina e o desempenho dos instrumentos financeiros da instituição, que ampliaram a oferta de recursos para empreendedores por meio de fundos regionais e incentivos fiscais. Mercado de trabalho O levantamento do Banco do Brasil também apresentou o saldo acumulado de empregos até novembro de 2024, com 2,2 milhões de postos de trabalho gerados. A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em novembro foi de 6,1%. Projeções para 2025 Para 2025, o Banco do Brasil projeta crescimento de 1,9% para a economia nordestina. O setor agropecuário deve liderar o desempenho, com alta estimada de 2,9%, seguido pelos setores de serviços e indústria. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Região Nordeste registra maior taxa de crescimento do PIB em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Exportações do agro caem US$ 2 bi em 2024, mas alcançam 2º maior valor da história

Fonte: Imprensa/GEPR As exportações brasileiras de produtos do agronegócio geraram no ano passado US$ 164,37 bilhões, US$ 2,18 bilhões, ou 1,3%, menos que em 2023, informou o Ministério da Agricultura. Apesar da queda, é o segundo maior valor da série histórica, de acordo com o ministério, “mesmo diante da retração dos preços de algumas das principais commodities”. As exportações do agro corresponderam a 48,8% do total comercializado pelo Brasil em 2024, segundo a pasta, estável em relação ao ano anterior, de 49%. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Na avaliação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura, o desempenho das exportações agropecuárias brasileiras no ano passado foi influenciado pela queda no índice de preço dos produtos exportados, de 4,6%, parcialmente compensado pelo incremento de 3,4% no volume exportado. “O setor manteve seu protagonismo ao responder por metade das exportações totais do país, desta vez trazendo resultados concretos do empenho do governo e do setor privado para uma maior inserção internacional, por meio da diversificação de produtos e destinos”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua. De acordo com o ministério, a redução nas vendas do complexo soja e de cereais, consequência da menor safra brasileira e dos preços internacionais achatados, foi compensada pelo incremento das exportações de carnes (+11,4%), complexo sucroalcooleiro (+13,3%), produtos florestais (+21,2%) e café (+52,6%). Outros setores, como fibras têxteis, sucos, cacau e seus derivados e produtos hortícolas também registraram aumento nos embarques. A secretaria destacou ainda que os embarques de açúcar, café verde, algodão, café solúvel, carne suína in natura, bois vivos, feijões secos, sebo bovino, foram recordes em valor e volume exportados. As exportações de celulose, suco de laranja, óleo essencial de laranja foram recordes em receita gerada, enquanto as vendas externas de farelo de soja, carne bovina in natura e miúdos de carne bovina alcançaram o maior volume exportado da série histórica. “Entre os produtos menos tradicionais da pauta exportadora, destacam-se limões e limas, chocolate e preparações alimentícias de cacau, alimentos para cães e gatos, gengibre, pasta de cacau e cebolas”, observou a pasta. Em valor exportado, os principais setores foram: complexo soja, com US$ 53,9 bilhões, respondendo por 32,8% do total exportado carnes (com US$ 26,2 bilhões, 15,9% do total), complexo sucroalcooleiro (com US$ 19,7 bilhões, 12%), produtos florestais (US$ 17,3 bilhões, 10,5%), café (US$ 12,3 bilhões, 7,5%) e cereais, farinhas e preparações (com US$ 10 bilhões, 6,1%). Juntos, esses segmentos representaram 84,8% das exportações do agronegócio no ano passado, 2,9 pontos percentuais abaixo do ano anterior. Principais destinos das exportações do Brasil A China se manteve como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em 2024. As vendas ao mercado chinês somaram US$ 49,7 bilhões, retração de 17,5% ante 2023, ou US$ 10,54 bilhões a menos. Com isso, a participação chinesa saiu de 36,2% em 2023 para 30,2% em 2024. O principal produto exportado para os chineses foi soja em grão, com vendas de US$ 31,5 bilhões (queda anual de US$ 7,4 bilhões) e 72,6 milhões de toneladas, ou 63% das exportações do agronegócio. A China comprou 73,4% do total exportado de soja brasileira, 2,6% menos na comparação anual. Além da soja, o milho, com queda de US$ 3,2 bilhões, também influenciou nos resultados menores nas vendas do agro para a China. O volume negociado caiu 86%, com preços 7,5% mais baixos. Já as exportações de celulose, carne bovina, algodão e fumo para a China cresceram. Os Estados Unidos foram o segundo país de destino do agronegócio brasileiro, com embarques de US$ 12,1 bilhões (+23,1%). A participação norte-americana nas exportações do agronegócio brasileiro aumentaram de 5,9% para 7,4% em um ano. Os principais produtos exportados aos Estados Unidos foram café verde, celulose, carne bovina in natura e suco de laranja. Os Países Baixos aparecem na terceira colocação, com US$ 5,5 bilhões (+5,4%) e participação de 3,3%. Os destaques para lá foram vendas de celulose e suco de laranja. Mercados como Egito (+91,4%), Emirados Árabes Unidos (+46%), Bélgica (+43,3%), Turquia (+31,2%) e Irã (+30,7%) também ganharam relevância nas exportações em 2024. Balança As importações de produtos agropecuários cresceram 16,2%, a US$ 19,302 bilhões em 2024, ou 7,4% do total internalizado no país. Os produtos que puxaram o aumento foram álcool, azeite de oliva, óleo de palma e trigo. Assim, o saldo da balança comercial do agronegócio em 2024 ficou positivo em US$ 145,066 bilhões, ante US$ 149,879 bilhões em 2023. Perspectiva para 2025 Na avaliação do ministro Carlos Fávaro, a projeção de safra recorde de grãos neste ano, estimada em 322,42 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aumento de 8,5% entre as safras, poderá afetar positivamente as exportações do agronegócio em 2025, em virtude da maior disponibilidade no volume de grãos que poderá ser exportado. “As perspectivas de recordes de safra e de produção de diversos produtos do agronegócio, aliadas à manutenção do esforço para abertura e ampliação de mercados e ao incremento substancial das ações de promoção comercial realizadas em parceria com a Apex Brasil e o Ministério das Relações Exteriores, apontam para novos recordes em volume e valor neste ano”, disse Fávaro na nota. O post Exportações do agro caem US$ 2 bi em 2024, mas alcançam 2º maior valor da história apareceu primeiro em Canal Rural.

Pix acima de R$ 5 mil tem nova regra

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil A Receita Federal intensificou o monitoramento sobre transações financeiras, incluindo as realizadas por meio do Pix. Com as novas regras, operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento serão obrigadas a notificar ao fisco. As informações compreendem operações que incluem pagamentos acima de R$ 5 mil, para pessoas físicas, e R$ 15 mil, para jurídicas. A ação também vale para transferências via Pix, TED e DOC. Em nota, o órgão afirmou que não taxará tais transações e nem irá rastrear as origens e os destinos das transferências.  A medida entrou em vigor no dia 1º de janeiro, mas ainda tem gerado dúvidas. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! De acordo com a Receita Federal, “[Trata-se] de medida que visa a um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, a partir da qual será possível oferecer melhores serviços à sociedade”. As informações são enviadas pelo e-financeira, que integra o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). A normativa dispõe que os dados sejam apresentados semestralmente: até o último dia útil do mês de agosto, contendo as informações relativas ao primeiro semestre do ano em curso;  até o último dia útil de fevereiro, contendo as informações relativas ao segundo semestre do ano anterior. Isto que dizer que os dados de pagamentos via Pix e cartões de crédito superiores aos valores citados serão informados à Receita Federal, via e-Financeira, em agosto de 2025. Com informações da Agência Brasil O post Pix acima de R$ 5 mil tem nova regra apareceu primeiro em Canal Rural.

Gripe aviária é detectada em granja de Portugal

Foto: Pixabay A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) confirmou a detecção do vírus H5N1, conhecido como gripe aviária “altamente patogênica”, em uma granja de galinhas poedeiras no distrito de São João das Lampas, no município de Sintra, perto da capital Lisboa. O surto resultou na morte de 279 aves e deixou mais de 55 mil animais suscetíveis à doença. Outra granja, localizada na Hungria, também registrou um foco do H5N1, mas as autoridades húngaras não informaram o número de animais afetados. Segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS) de Portugal, até o momento não houve registro de infecção humana relacionada ao surto. A entidade afirmou que as autoridades sanitárias e veterinárias estão trabalhando para erradicar o vírus. A Direção-Geral de Alimentação e Assuntos Veterinários (DGAV) anunciou uma série de medidas de controle, incluindo a limpeza e desinfecção da granja onde o surto foi detectado, o abate de 55.148 animais e o monitoramento das aves em um raio de até 10 quilômetros ao redor do foco. Histórico e risco à saúde pública O subtipo H5N1 da gripe aviária foi identificado pela primeira vez em 1996. Desde 2020, surtos em aves têm aumentado significativamente, e casos de infecção em mamíferos também foram registrados. Na segunda-feira (6), os Estados Unidos confirmaram a primeira morte humana relacionada à gripe aviária H5N1. Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a considerar o risco de transmissão entre humanos como “baixo”. Até o momento, não há registros de transmissão sustentada entre pessoas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Gripe aviária é detectada em granja de Portugal apareceu primeiro em Canal Rural.

Bahia poderá atingir novo recorde na safra de soja

Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA Com a semeadura da soja concluída, a expectativa nas áreas produtivas da Bahia é que a safra 2024/25 alcance um novo recorde de produção, em função dos excelentes cenários que estão sendo delineados. De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), nesta quarta-feira (8), essa safra poderá ser considerada como a melhor de todos os tempos. Até o momento, a previsão é de uma área plantada de 2,135 milhões de hectares e uma produção que poderá atingir 8,582 milhões de toneladas da oleaginosa. Segundo o relatório, a produtividade média da safra 2024/25 estimada é de 67 sacas por hectare. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que já foram iniciados os trabalhos de colheita nas primeiras áreas irrigadas no estado, o que representa 1% do total semeado. Estado das lavouras A previsão otimista de recorde apontado pela Aiba é justificada pelo bom estabelecimento das lavouras, onde não foram registrados casos de replantio. Além disso, o clima tem contribuído positivamente, tendo em vista as chuvas bem distribuídas e as boas condições fitossanitárias. Foto: Guilherme Soares/ Canal Rural BA De acordo com o Consórcio Antiferrugem, até esta terça-feira (8), não há registros de ocorrências de ferrugem asiática nas lavouras do Oeste da Bahia e no Matopiba. Ainda segundo a Aiba, o estado fisiológico, sanidade e desempenho fisiológico contribuem os recordes de resltados. As lavouras em processo mais adiantado, com potencial de colheita próximo aos estádios reprodutivos R4, vêm apresentando desenvolvimento e potencial satisfatórios. A operação de colheita das áreas com cultivos antecipados já está sendo realizada de maneira discreta, mas os produtores tendem a encontrar dificuldades na operação nas próximas semanas devido aos altos volumes pluviométricos previstos para o período. Por fim, o boletim destaca que, para as lavouras que estão em próximas ou em pleno estádio reprodutivo, neste momento deve-se redobrar a atenção quanto ao manejo fitossanitário. Cetab realizou 107 mil análises laboratoriais em 2024 Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Bahia poderá atingir novo recorde na safra de soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Chuvas volumosas e seca: a situação das lavouras de soja no RS

Foto: Pixabay O Rio Grande do Sul, estado que tem projeção de ser o vice-campeão na produção de soja no ciclo 2024/25, pode ter os resultados impactados mais uma vez pelo clima. Segundo apurou a reportagem do Canal Rural, produtores relatam estiagem em diversas regiões. Em alguns locais não chove há mais de 40 dias enquanto em outros o granizo danificou lavouras. O produtor Fábio Eckert, de Tapes, na metade Sul, perdeu cerca de 20% de sua área de soja devido a um forte temporal registrado na virada do ano. “A área estava linda, se desenvolvendo bem. Em apenas 10 minutos, grande parte foi devastada. As lavouras com soja menor estão rebrotando, mas ainda não sabemos como vão se comportar. Já as áreas com soja maior estão perdidas. Parece desânimo, mas estamos caminhando para o quarto ano consecutivo de prejuízo”, desabafa. Além disso, na região noroeste as perdas também foram grandes. Em Boa Vista do Cadeado, estima-se que cerca de 10 mil hectares tenham sido destruídos pela tempestade. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Do outro lado: muita chuva na lavoura de soja Enquanto isso, de sul a norte, outros produtores enfrentam a escassez de chuva, que prejudica todas as fases da cultura. Em Morro Redondo, no extremo sul, o produtor Jonathan Torchelsen relata 35 dias sem chuva, o que causou a secagem das áreas plantadas. “Tava tudo nascido e secou do calor. É feio de ver”, destaca. No norte, a situação é mais grave, com soja em estádios avançados, já no florescimento e enchimento de grãos. Segundo o Sindicato Rural de Santo Ângelo, as perdas são certas, mesmo com chuva. “Muitas folhas secaram, as flores abortaram e não formam grãos. A produtividade será bem abaixo do esperado”, explica Laurindo Nikititz, diretor da entidade. O produtor Vanderlei Fries, de São Miguel das Missões, no noroeste, também está preocupado. “Toda a região de Passo Fundo até aqui está assim, soja murchando. Estamos na expectativa de chuva, senão vai ser bem difícil”, lamenta. Na região central, a situação é semelhante. Em Júlio de Castilhos, o produtor Moacir da Silva ainda mantém a soja com a ajuda da palhada remanescente do trigo. “A soja aguenta mais devido à palhada, mas já murcha rápido e, por baixo, já se vê estragos”, diz. Órgãos oficiais projetam safra recorde Em agosto, a Emater/RS estimou uma safra de 21,6 milhões de toneladas, um aumento de 18,5% em relação ao ano passado, com 6,81 milhões de hectares plantados. No entanto, produtores e entidades questionam essa previsão devido aos problemas climáticos e às dificuldades financeiras. A Emater esclarece que a projeção foi baseada em um modelo matemático, considerando condições climáticas favoráveis. Uma atualização será feita em março. Bergson Santos, gerente regional da Emater em Ijuí, destaca que alguns municípios afetados por granizo precisarão replantar até 50% da área, enquanto a estiagem afeta principalmente as lavouras em floração. “Estamos com chuvas muito irregulares e aguardamos mais informações para avaliar os impactos”, explica. A Aprosoja/RS alerta que o potencial produtivo está em risco. “Muitos plantaram com sementes de baixa qualidade e sem o tratamento adequado, o que já gera impacto. Com o quarto ano consecutivo de estiagem, a preocupação é grande”, afirma o presidente Ireneu Orth. O post Chuvas volumosas e seca: a situação das lavouras de soja no RS apareceu primeiro em Canal Rural.

Evento marca 2 anos dos ataques de 8 de janeiro em Brasília

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O Palácio do Planalto foi palco, na manhã desta quarta-feira (8), de um ato político sobre os dois anos da invasão e destruição dos prédios na Praça dos Três Poderes, em uma tentativa de golpe de Estado para depor o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Acompanhado por autoridades, entre magistrados de tribunais superiores, parlamentares e ministros, o evento contou com discursos dos representantes dos Poderes presentes, que reafirmaram a necessidade de que o episódio de ataque à democracia assegure a responsabilização de seus mentores e executores. Pelo Senado Federal, o vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi o representante no lugar do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Para ele, o ato não significa partidarização, mas a necessidade de preservar a memória de uma agressão à democracia. Na presença dos comandantes das Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha), Veneziano falou sobre destacar aquelas autoridades que permaneceram fiéis à democracia, separando-as de quem tentou quebrar as regras constitucionais. “Entre membros das Forças houve aqueles que não se predispuseram a subjugar-se à infâmia dos que tentavam e tramavam contra as vidas, como a do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, do ministro Alexandre de Moraes. É necessário que façamos justiça porque não podemos tratar igualmente os que são desiguais”, afirmou. Já o presidente Lula fez questão, antes iniciar o seu discurso, de destacar a presença dos comandantes militares. “Eu quero agradecer ao José Múcio [ministro da Defesa], que trouxe os três comandantes das Forças Armadas, para mostrar a esse país que é possível a gente construir as Forças Armadas com o propósito de defender a soberania nacional”, disse. O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, foi quem discursou no lugar do ministro Luís Roberto Barroso, que está em viagem. “Relembrar essa data, com a gravidade que o episódio merece, constitui um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história. A maturidade institucional exige a responsabilização por desvios dessa natureza. Ao mesmo tempo, porém, estamos aqui para reiterar nossos valores democráticos, nossa crença no pluralismo e no sentimento de fraternidade. Há lugar para todos que queiram participar sob os valores da Constituição”, afirmou Fachin lendo um discurso do próprio ministro Barroso. Até o momento foram abertas 1.552 ações contra os envolvidos nos atentados, com a condenação de 371 pessoas. Dados do STF apontam que 155 pessoas estão presas por causa dos atos de depredação e outras 122 são consideradas foragidas.O Supremo também confirmou que acordos para evitar prisões mediante pagamento de multa já arrecadaram mais de R$ 1,7 milhão, mas apenas cerca de 10% dos prejuízos causados foram recuperados. A destruição das sedes dos Três Poderes em Brasília provocou um prejuízo de mais de R$ 26 milhões aos cofres públicos. O post Evento marca 2 anos dos ataques de 8 de janeiro em Brasília apareceu primeiro em Canal Rural.

Exportações do agronegócio caem 1,3% e alcançam US$ 164,4 bi em 2024

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio geraram no ano passado US$ 164,37 bilhões, US$ 2,18 bilhões, ou 1,3%, menos que em 2023, informou o Ministério da Agricultura. Apesar da queda, é o segundo maior valor da série histórica, de acordo com o ministério, “mesmo diante da retração dos preços de algumas das principais commodities”. As exportações do agro corresponderam a 48,8% do comercializado pelo Brasil em 2024, segundo a pasta, estável em relação ao ano anterior, de 49%. Leia Mais BNDES aprova R$1 bi para projeto de etanol 2G da Raízen Vendas de carros usados atingem maior marca em 13 anos; veja modelos Feriados 2025: confira as datas em que bancos não terão expediente Na avaliação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura, o desempenho das exportações agropecuárias brasileiras no ano passado foi influenciado pela queda no índice de preço dos produtos exportados, de 4,6%, parcialmente compensado pelo incremento de 3,4% no volume exportado. “O setor manteve seu protagonismo ao responder por metade das exportações totais do País, desta vez trazendo resultados concretos do empenho do Governo e do setor privado para uma maior inserção internacional, por meio da diversificação de produtos e destinos”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua. De acordo com o Ministério, a redução nas vendas do complexo soja e de cereais, consequência da menor safra brasileira e dos preços internacionais achatados, foi compensada pelo incremento das exportações de carnes (+11,4%), complexo sucroalcooleiro (+13,3%), produtos florestais (+21,2%) e café (+52,6%). Outros setores, como fibras têxteis, sucos, cacau e seus derivados e produtos hortícolas também registraram aumento nos embarques. A secretaria destacou ainda que os embarques de açúcar, café verde, algodão, café solúvel, carne suína in natura, bois vivos, feijões secos, sebo bovino, foram recordes em valor e volume exportados. As exportações de celulose, suco de laranja, óleo essencial de laranja foram recordes em receita gerada, enquanto as vendas externas de farelo de soja, carne bovina in natura e miúdos de carne bovina alcançaram o maior volume exportado da série histórica. “Entre os produtos menos tradicionais da pauta exportadora, destacam-se limões e limas, chocolate e preparações alimentícias de cacau, alimentos para cães e gatos, gengibre, pasta de cacau e cebolas”, observou a pasta. Em valor exportado, os principais setores foram complexo soja, com US$ 53,9 bilhões, respondendo por 32,8% do total exportado, carnes (com US$ 26,2 bilhões, 15,9% do total), complexo sucroalcooleiro (com US$ 19,7 bilhões, 12%), produtos florestais (US$ 17,3 bilhões, 10,5%), café (US$ 12,3 bilhões, 7,5%) e cereais, farinhas e preparações (com US$ 10 bilhões, 6,1%). Juntos, esses segmentos representaram 84,8% das exportações do agronegócio no ano passado, 2,9 pontos porcentuais abaixo do ano anterior. Governo precisa fazer gestos concretos, diz Bueno sobre questão fiscal | Morning Call Destinos A China se manteve como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em 2024. As vendas ao mercado chinês somaram US$ 49,7 bilhões, retração de 17,5% ante 2023, ou US$ 10,54 bilhões a menos. Com isso, a participação chinesa saiu de 36,2% em 2023 para 30,2% em 2024. O principal produto exportado para os chineses foi soja em grão, com vendas de US$ 31,5 bilhões (queda anual de US$ 7,4 bilhões) e 72,6 milhões de toneladas, ou 63% das exportações do agronegócio. A China comprou 73,4% do total exportado de soja brasileira, 2,6% menos na comparação anual. Além da soja, o milho, com queda de US$ 3,2 bilhões, também influenciou nos resultados menores nas vendas do agro para a China. O volume negociado caiu 86%, com preços 7,5% mais baixos. Já as exportações de celulose, carne bovina, algodão e fumo para a China cresceram. Os Estados Unidos foram o segundo país de destino do agronegócio brasileiro, com embarques de US$ 12,1 bilhões (+23,1%). A participação norte-americana nas exportações do agronegócio brasileiro aumentaram de 5,9% para 7,4% em um ano. Os principais produtos exportados aos Estados Unidos foram café verde, celulose, carne bovina in natura e suco de laranja. Os Países Baixos aparecem na terceira colocação, com US$ 5,5 bilhões (+5,4%) e participação de 3,3%. Os destaques para lá foram vendas de celulose e suco de laranja. Mercados como Egito (+91,4%), Emirados Árabes Unidos (+46%), Bélgica (+43,3%), Turquia (+31,2%) e Irã (+30,7%) também ganharam relevância nas exportações em 2024. Balança As importações de produtos agropecuários cresceram 16,2%, a US$ 19,302 bilhões em 2024, ou 7,4% do total internalizado no País. Os produtos que puxaram o aumento foram álcool, azeite de oliva, óleo de palma e trigo. Assim, o saldo da balança comercial do agronegócio em 2024 ficou positivo em US$ 145,066 bilhões, ante US$ 149,879 bilhões em 2023. Perspectiva para 2025 Na avaliação do ministro Carlos Fávaro, a projeção de safra recorde de grãos neste ano, estimada em 322,42 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aumento de 8,5% entre as safras, poderá afetar positivamente as exportações do agronegócio em 2025, em virtude da maior disponibilidade no volume de grãos que poderá ser exportado. “As perspectivas de recordes de safra e de produção de diversos produtos do agronegócio, aliadas à manutenção do esforço para abertura e ampliação de mercados e ao incremento substancial das ações de promoção comercial realizadas em parceria com a Apex Brasil e o Ministério das Relações Exteriores, apontam para novos recordes em volume e valor neste ano”, disse Fávaro na nota. FGV: Indicador de Incerteza da Economia sobe 5 pontos em dezembro Este conteúdo foi originalmente publicado em Exportações do agronegócio caem 1,3% e alcançam US$ 164,4 bi em 2024 no site CNN Brasil.