Safra 2024/25: Conab indica produção de 322,25 milhões de t

Foto: Pixabay A produção brasileira de grãos na safra 2024/25, em fase inicial de colheita, pode alcançar recorde de 322,25 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 8,2% em comparação com a temporada anterior (297,75 milhões de t), ou 24,5 milhões de toneladas a mais. No entanto, em relação à previsão anterior, de dezembro, a produção é 173 mil t menor. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou nesta terça-feira (14) o quarto levantamento sobre a safra 2024/25. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Segundo a estatal, o bom desempenho acompanha o clima favorável registrado durante o desenvolvimento das culturas de primeira safra. Aliado a isso, a área total semeada está estimada em 81,4 milhões de hectares e deve crescer 1,8% quando comparada com o ciclo 2023/24. A produtividade média deve aumentar 6,3%, saindo de 3.725 kg/hectare para 3.960 kg/hectare na atual temporada. Soja e milho Principal produto cultivado no país, a soja deve registrar uma produção de 166,33 milhões de toneladas, 12,6% maior ante 2023/24, ou 18,61 milhões de toneladas a mais. “Após um ano de quebra na safra, o atual ciclo tende a recuperar a produtividade média das lavouras. Para esta temporada, é esperado um desempenho médio de 3.509 quilos por hectare, frente a 3.201 kg/ha registrado em 2023/24”, informou a Conab. O plantio da oleaginosa ocorreu de forma concentrada, principalmente, a partir do fim de outubro. Com isso, a colheita também deve ocorrer, em sua maior parte, a partir do fim de janeiro. As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo a cultura até o momento, mas a Conab ainda mantém as atenções para os efeitos do comportamento climático até a finalização dos trabalhos de colheita do grão. Com o segundo maior volume de produção, o milho deve registrar uma colheita total de 119,55 milhões de toneladas em 2024/25, 3,3% acima da temporada anterior (115,70 milhões de t). Para a primeira safra do cereal é esperada uma redução de 6,4% na área semeada. Em compensação, a produtividade média deve crescer 4,8%, atingindo 6.062 quilos por hectare, resultando em colheita de 22,53 milhões de t (menos 1,9% ante a temporada anterior, de 22,96 milhões de t). “As precipitações frequentes, intercaladas com períodos de sol, favoreceram o desenvolvimento da cultura nas principais regiões produtoras”. Já os plantios da segunda e terceira safras do grão têm início a partir deste mês e abril, respectivamente. Outras culturas Para o algodão, a Conab prevê um crescimento de 3,2% na área a ser semeada, quando comparada com a safra anterior, sendo estimada em 2 milhões de hectares. Já a perspectiva é de uma produção de pluma em 3,7 milhões de toneladas, estável ante 2023/24, mas figurando entre as maiores já registradas na série histórica caso o resultado se confirme. No caso do arroz, a semeadura para o ciclo 2024/25 ultrapassa 90% da área total prevista para esta safra 2024/25 nas principais áreas produtoras do país, estimada em 1,75 milhão de hectares, o que representa um crescimento de 8,5%. Além da maior área semeada, a Conab também espera uma recuperação nas produtividades médias das lavouras no país, saindo de 6.584 quilos por hectare para 6.869 kg/ha. Essa combinação de fatores leva a expectativa de um incremento de 13,2% na produção, estimada em 11,99 milhões de toneladas ante 10,59 milhões de t em 2023/24. Importante dupla do arroz no prato dos brasileiros, a produção total de feijão também deve registrar crescimento de 4,9%, sendo estimada em 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior safra dos últimos 15 anos, perdendo apenas para a temporada 2013/14. O resultado acompanha tanto o incremento de área como de produtividade. Apenas na primeira safra da leguminosa, a colheita tende a apresentar uma elevação de 15,5%, estimada em 1,09 milhão de toneladas. A colheita deste primeiro ciclo da cultura está em andamento, com 19,4% concluída na primeira semana de janeiro, comentou a Conab. Já no caso das culturas de inverno, a colheita da safra 2024 está encerrada. Para o trigo, principal produto cultivado, a produção foi estimada em 7,89 milhões de toneladas, 2,6% abaixo da colhida na safra de 2023. “Essa queda foi ocasionada, principalmente, pela redução de 14,2% na área de plantio nos estados da região Sul, aliada ao comportamento climático desfavorável durante todo o ciclo da cultura no Paraná e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste”, informou a Conab. O post Safra 2024/25: Conab indica produção de 322,25 milhões de t apareceu primeiro em Canal Rural.
Milho inicia o ano com preços firmes no Brasil, apesar de pressão externa

Foto: Renata Silva/Embrapa O mercado brasileiro de milho continua registrando preços firmes neste início de 2025, sustentado principalmente pela oferta ajustada e pelo otimismo após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A análise, divulgada na última sexta-feira (10), trouxe previsões otimistas, com cortes na produção e nos estoques globais e americanos, fortalecendo as cotações internacionais. De acordo com Paulo Molinari, consultor da Safras & Mercado, as cotações estão fortalecidas nos portos para exportação e o mercado interno trabalha com expectativas de preços mais altos no futuro. “A oferta de milho existe, mas a preços mais elevados”, ressalta. Preços no Brasil Nos portos, o preço segue entre R$ 78,00 e R$ 80,00 por saca (CIF) em Santos e Paranaguá. Nas principais praças do país, os valores são os seguintes: Paraná (Cascavel): R$ 69,00/71,00 São Paulo (Mogiana): R$ 74,00/76,00 Campinas (CIF): R$ 78,00/80,00 Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 73,00/74,00 Minas Gerais (Uberlândia): R$ 68,00/69,00 Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 66,00/67,00 Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 65,00/66,00 Chicago e Dólar No cenário internacional, os contratos futuros do milho em Chicago recuaram após altas nos últimos dois pregões. O contrato com vencimento em março caiu 0,41%, cotado a US$ 4,74 1/2 por bushel. Os investidores aguardam as chuvas previstas para a Argentina nesta semana, que podem aliviar as perdas causadas pela seca e pela onda de calor que já comprometeram as lavouras. A retração nos preços do petróleo em Nova York também contribui para a pressão negativa. Ontem (13), o contrato de março subiu 1,27%, cotado a US$ 4,76 1/2 por bushel, enquanto o de maio avançou 1,51%, alcançando US$ 4,86 3/4 por bushel. Apesar do mercado internacional pressionado e da valorização do real frente ao dólar, que desestimula negociações nos portos, o mercado brasileiro segue fortalecido, impulsionado por uma oferta limitada e preços competitivos internamente. As condições climáticas e a evolução da colheita na América do Sul devem continuar influenciando as cotações nas próximas semanas. O post Milho inicia o ano com preços firmes no Brasil, apesar de pressão externa apareceu primeiro em Canal Rural.
Governo sanciona programa para renegociação de dívidas estaduais

Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou parcialmente o Projeto de Lei Complementar que institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Publicada hoje (14) no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa revisar os termos das dívidas estaduais e do Distrito Federal com a União, oferecendo condições mais favoráveis para renegociação. O programa prevê descontos nos juros, parcelamento das dívidas em até 30 anos e a criação de um fundo de equalização federativa, destinado a compensar estados com boa situação fiscal. A iniciativa busca fomentar o aumento da produtividade, a melhoria da infraestrutura, a segurança pública e a educação, com foco na formação profissional, além de promover o enfrentamento das mudanças climáticas. Condições do Propag Os estados poderão quitar parte das dívidas transferindo bens móveis ou imóveis, participações societárias, créditos com o setor privado e outros ativos para a União. O saldo remanescente será pago em parcelas corrigidas mensalmente, com possibilidade de amortizações extraordinárias e descontos nos primeiros cinco anos. Como contrapartida, os estados não poderão contrair novas operações de crédito para o pagamento das parcelas refinanciadas durante a vigência do contrato, sob risco de exclusão do programa. O prazo para adesão ao Propag termina em 31 de dezembro de 2025. O programa deve beneficiar estados que estão no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) – como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Vetos Lula vetou dispositivos que, segundo o governo, poderiam comprometer o equilíbrio fiscal e reduzir incentivos à gestão fiscal responsável. Os vetos evitam impactos negativos no resultado primário e nos cofres da União. Desenvolvimento sustentável Segundo o governo, o Propag foi desenhado para viabilizar uma solução sustentável para as dívidas estaduais, reduzindo encargos, alongando prazos e incentivando o uso de ativos para abatimento dos débitos. A proposta também busca fortalecer investimentos em áreas prioritárias, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Governo sanciona programa para renegociação de dívidas estaduais apareceu primeiro em Canal Rural.
Reino Unido proíbe importação de animais da Alemanha por surto de febre aftosa

Foto: Reprodução/Freepik O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (13) a proibição da importação de bois, suínos e ovelhas da Alemanha, em resposta ao surto de febre aftosa detectado no país. A medida, segundo comunicado do governo britânico, busca evitar a disseminação da doença, que representa uma ameaça significativa à saúde animal e à agricultura local. A informação foi divulgada pela Agência Reuters. Na semana passada, a Alemanha confirmou o primeiro surto de febre aftosa em quase 40 anos. A infecção foi detectada em um rebanho de búfalos na cidade de Hönow, no estado de Brandemburgo, próximo a Berlim. Segundo o site Deutsche Welle, três animais morreram devido à doença. As autoridades alemãs investigam a origem da infecção. Um porta-voz do Instituto Federal de Saúde Animal da Alemanha (FLI) alertou que produtos de origem animal importados ilegalmente de regiões como Oriente Médio, África, partes da Ásia e América do Sul podem representar riscos graves para a agricultura europeia. A febre aftosa é altamente contagiosa e afeta bovinos, suínos, ovelhas, cabras e outros ruminantes. Apesar disso, a doença não representa risco para os seres humanos, que, no entanto, podem atuar como vetores de transmissão. O post Reino Unido proíbe importação de animais da Alemanha por surto de febre aftosa apareceu primeiro em Canal Rural.
Mapa nomeia novo secretário adjunto para Comércio e Relações Internacionais

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nomeou Marcel Moreira como o novo secretário adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI). Ele substitui Julio Cesar Forte, que foi exonerado. A troca foi oficializada e publicada no Diário Oficial da União. Marcel Moreira é engenheiro agrônomo, com mestrado em Negócios Globais de Alimentos e Agricultura, e acumula quase 18 anos como servidor de carreira do Mapa. Ao longo de sua trajetória, atuou como auditor fiscal federal agropecuário e adido agrícola na Arábia Saudita, entre 2018 e 2021. Antes de ser nomeado, ocupava o cargo de diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da SCRI. O post Mapa nomeia novo secretário adjunto para Comércio e Relações Internacionais apareceu primeiro em Canal Rural.
Febre Amarela: São Paulo confirma primeiro caso da doença em 2025

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de febre amarela em humanos neste ano. O paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, que esteve em Socorro, na região de Campinas, onde já havia sido notificado um caso da doença em macacos. Em 2024, o estado registrou dois casos em humanos, sendo um autóctone – com origem dentro do estado – e outro de um homem contaminado em Minas Gerais, que acabou falecendo. O Instituto Adolfo Lutz confirmou recentemente nove casos da doença em macacos: sete na região de Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho e outro em Socorro. Ações de Vigilância e Vacinação Diante do cenário, o estado intensificou as ações de vigilância em saúde e vacinação nas regiões afetadas. A vacina contra a febre amarela está disponível nos postos de saúde e deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes de deslocamentos para áreas de mata ou regiões com registros da doença. O que é a Febre Amarela? A febre amarela é uma doença transmitida pela picada de mosquitos silvestres infectados. A morte de macacos em áreas específicas pode ser um sinal da presença do vírus, já que esses animais também são altamente vulneráveis à doença. As equipes de saúde recomendam que qualquer avistamento de macacos mortos ou doentes seja imediatamente comunicado às autoridades locais. Sintomas da Febre Amarela Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dores intensas no corpo e cabeça, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza recorrentes. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente, exigindo atendimento médico imediato. Vacinação, informação e medidas de prevenção são as melhores formas de conter o avanço da febre amarela. O post Febre Amarela: São Paulo confirma primeiro caso da doença em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.
Comece o dia bem informado com as principais notícias econômicas

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta do Ibovespa e a queda do dólar, em um dia de mercado cauteloso. Na China, o superávit comercial surpreendeu, enquanto o governo reforçou a defesa do yuan. No Brasil, o Relatório Focus mantém alta nas projeções de inflação, com câmbio e juros estáveis. A agenda do dia é leve, com olhos no cenário internacional e Brasília. O post Comece o dia bem informado com as principais notícias econômicas apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuva típica de verão chega com intensidade hoje; veja previsão

Foto: Fernando Razão /Agência Brasil Veja a previsão do tempo para esta terça-feira (14) nas cinco regiões do país: Sul Dia de sol com poucas nuvens na maior parte da manhã no Sul do país. A condição de chuva aumenta durante a tarde e à noite na Serra do Rio Grande do Sul, no oeste e sul de Santa Catarina e no sudoeste e leste do Paraná. Chuva típica de verão que pode acontecer com força, mas de forma localizada. Sudeste Chove a qualquer momento do dia entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Espírito Santo. A atuação de um cavado mantém a umidade elevada sobre o Sudeste, trazendo risco alto para temporais. Em São Paulo, chuva mais típica de verão: dia de sol, muito calor e pancadas irregulares à tarde no litoral, no Vale do Paraíba e no extremo norte paulista. Centro-Oeste A condição é de chuva forte entre o Distrito Federal, centro-norte de Goiás e no estado de Mato Grosso. As pancadas que acontecem em vários momentos do dia devem trazer acumulados elevados. O sol aparece mais em Mato Grosso do Sul, com o tempo esquentando durante à tarde, mas devem ocorrer pancadas mais irregulares entre o centro-sul e leste do estado. Contudo, no sudoeste do estado não chove e o calorão continua. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Nordeste O tempo segue instável na maior parte da Região. As capitais do litoral continuam com risco maior para temporais. Alerta entre Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará e interior de Pernambuco. Norte O sol predomina com mais força em Roraima e o ar fica seco. Não chove no noroeste do Pará, mas no Amapá as pancadas são mais isoladas. Chuva concentrada entre o Tocantins, sul paraense e amazonense. Em Rondônia, risco alto para temporais. O post Chuva típica de verão chega com intensidade hoje; veja previsão apareceu primeiro em Canal Rural.
Grupo Piracanjuba obtém quase R$ 500 mi do BNDES para produção de whey protein e queijos

Foto: Divulgação Piracanjuba O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 499 milhões para o Grupo Piracanjuba (Laticínios Bela Vista S/A). O recurso será voltado para a companhia implantar uma unidade industrial com capacidade de beneficiar 1,2 milhão de litros de leite por dia para produzir concentrados e isolados proteicos (whey protein), lactose em pó, queijo muçarela e manteiga em São Jorge d’Oeste, sudoeste do Paraná. Com recursos do Programa BNDES Mais Inovação (R$ 277 milhões) e R$ 222 milhões via Finem (linha Incentivada B), a unidade terá capacidade instalada de produção de até 39,4 mil toneladas ao ano de muçarela e de até 7,9 mil toneladas anuais de manteiga. Em duas linhas de produção anexas, a partir do soro de leite, efluente da produção de queijos, a empresa produzirá até 6 mil toneladas ao ano de whey protein (concentrados e isolados proteicos) e até 14,8 mil toneladas anuais de lactose em pó. Produção no mesmo parque industrial A construção das duas plantas na mesma unidade industrial (a produção de queijo muçarela e manteiga na primeira etapa e a produção do whey protein e da lactose em pó na segunda) traz, de acordo com o Grupo Piracanjuba, importantes ganhos de escala e vai ao encontro dos modelos internacionais (Estados Unidos e Europa). “Além disso, possui uma grande pegada de descarbonização devido à ausência do transporte do soro do leite entre diferentes plantas fabris”, informa a empresa, em nota. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Já de acordo com o BNDES, trata-se da primeira queijaria de grande porte do país cuja produção de queijo e de concentrados e isolados proteicos de soro em pó e de lactose em pó já nasce planejada e integrada em um mesmo parque industrial. Ao todo, o projeto tem investimento de R$ 612 milhões. Atendimento ao mercado interno O whey protein e a lactose em pó têm ampla aplicabilidade, com uso na nutrição (alimentação suplementar e hospitalar), em produtos farmacêuticos e em cosméticos, entre outros, além de agregar grande valor à cadeia láctea nacional, segmento no qual o Brasil ocupa a terceira posição como maior produtor global de leite. No Brasil são poucas as indústrias que produzem o whey protein em pó em suas várias concentrações, e atendem apenas 15% do mercado, segundo dados do Sistema PGA SIGSIF do Ministério da Agricultura e Pecuária e COMEXSTAT – MDIC, de 2023, sendo 85% do consumo abastecido por produto importado. “A aprovação desse projeto representa a expansão da fronteira tecnológica brasileira, com a nacionalização da produção e dos sistemas industriais, além de contribuir com a substituição da importação de produtos que chegam a US$ 54 milhões na balança comercial brasileira. A construção da unidade resultará na criação de 250 novos empregos diretos na região, com impacto na geração de renda das famílias”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, o projeto aprovado pelo Banco está alinhado a objetivos da Nova Indústria Brasil, que busca “fortalecer as cadeias agroindustriais para a segurança alimentar e nutricional, além de agregar valor à cadeia láctea brasileira.” O presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, afirma que a empresa buscou financiamento do BNDES para alavancar novas tecnologias no ramo de laticínios e, desse modo, sustentar o crescimento da companhia nos próximos anos. “A unidade da Piracanjuba reunirá alta tecnologia, com equipamentos modernos e alta capacidade, que contribuirão para padronização e qualidade dos produtos e eficiência operacional, orientados por uma perspectiva sustentável, tratamento e reaproveitamento de água e, produção e utilização de biogás como fonte de energia. E, ainda, as oportunidades de emprego disponibilizadas geram renda para a economia local”. O post Grupo Piracanjuba obtém quase R$ 500 mi do BNDES para produção de whey protein e queijos apareceu primeiro em Canal Rural.
Dia de mais atividade para a soja; veja cotações no Brasil

Foto: Arquivo O mercado brasileiro de soja esteve ativo hoje, com os preços em Chicago subindo bem ao longo do dia. O dólar ficou estável, mas os prêmios caíram, compensando parte da alta na bolsa norte-americana. Com isso, os preços no físico subiram, mas de forma limitada. O vendedor apareceu mais no mercado, enquanto os compradores seguem cautelosos, esperando a safra nova para tentar preços mais baixos. Preços da soja Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00. Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00. Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 143,00. Cascavel (PR): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00. Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00. Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 119,00 para R$ 121,00. Dourados (MS): preço subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços em leve alta. O dia foi de volatilidade e recuperação técnica, com os agentes se posicionando para o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira. O USDA deverá reduzir suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja americana em 2024/25. Os dados de janeiro do USDA sobre oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na sexta-feira, 10 de janeiro, às 14h. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 454 milhões de bushels em 2024/25. Em dezembro, a previsão do USDA era de 470 milhões. Para a safra americana, o USDA deverá reduzir a estimativa de 4,461 bilhões de bushels para 4,451 bilhões, segundo a perspectiva do mercado. Em relação à oferta e demanda mundial de soja, o mercado aposta em estoques finais de 132 milhões de toneladas para 2024/25. Em dezembro, o número ficou em 131,9 milhões. Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição de 1º de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo Departamento no mesmo período de 2023. A projeção do mercado indica estoques trimestrais de 3,236 bilhões de bushels, contra 3,001 bilhões de bushels no mesmo período de 2023. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,22%, a US$ 9,96 3/4 por bushel. A posição de maio teve cotação de US$ 10,08 1/4 por bushel, com ganho de 2,25 centavos, ou 0,22%. Nos subprodutos, a posição de março do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,56%, a US$ 299,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 42,38 centavos de dólar, com alta de 0,79 centavo ou 1,89%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, negociado a R$ 6,0979 para venda e a R$ 6,0959 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0767 e a máxima de R$ 6,1372. O post Dia de mais atividade para a soja; veja cotações no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.