Veja como os preços do boi gordo iniciaram a semana

Foto: Flavia Fiorini/Embrapa Territorial O mercado físico do boi gordo manteve preços firmes nesta segunda-feira (20), de estáveis a mais altos em relação à última sexta-feira (17). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas na compra. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “O fato é que a semana começa com um cenário ainda pautado pela oferta restrita, com exportações ainda contundentes, em um janeiro com imenso potencial em termos de volume exportado“, comenta. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 333,92 (R$ 333,50 anteriormente) Minas Gerais: R$ 322,94, estável Goiás: R$ 323,21, sem mudanças Mato Grosso do Sul: R$ 326,59 (R$ 326,36 anteriormente) Mato Grosso: R$ 319,72 (R$ 319,04 a na sexta) Mercado atacadista O atacado voltou a apresentar preços firmes durante a segunda-feira. “Importante destacar que há menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês”, observa Iglesias. O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 26,50, enquanto a ponta de agulha permanece a R$ 18,50, por quilo. Já o quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou em queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 6,0421 para venda e a R$ 6,0401 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0295 e a máxima de R$ 6,0865. O post Veja como os preços do boi gordo iniciaram a semana apareceu primeiro em Canal Rural.

Nova chefe do USDA: conheça a mulher que deve intensificar o protecionismo norte-americano

Foto: Divulgação AFPI Referência global em políticas e estatísticas para o agronegócio, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) passará a ser comandado pela advogada Brooke Rollins, de 52 anos. A nova presidente do órgão – posto similar ao ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária no Brasil, guardadas as devidas proporções – será responsável por um complexo de, aproximadamente, 4.500 locais de operações nos Estados Unidos e no exterior e que emprega mais de 100 mil funcionários. Apenas no Brasil, o USDA mantém três escritórios: o Office of Agricultural Affairs (OAA), em Brasília; o Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS), também na capital federal; e o Agricultural Trade Office (ATO), para a promoção de sua agroindústria, no consulado geral em São Paulo. A escolhida do novo presidente Donald Trump para o cargo desbancou nomes tidos como favoritos em novembro de 2024, época da eleição norte-americana, como o atual comissário de agricultura do Texas, Sidney Carroll Miller, e Kip Tom, um tradicional produtor de milho e soja do estado de Indiana. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Escolhida de Trump para o USDA Foto: Redes Sociais Ao justificar a escolha, Trump destacou que Brooke sempre esteve ligada ao agronegócio. A vivência dela dá pistas dessa associação: cresceu em uma fazenda em Glen Rose, a cerca de 80 quilômetros de Fort Worth, no Texas. Nos verões, ia com a família para Minnesota, onde mantinham propriedade em que cultivavam milho, batata e soja. Além de direito, ela cursou desenvolvimento agrícola em 1994 pela A&M University. No setor, interlocutores dizem que a nova chefe do USDA é vista como uma liderança apoiadora dos agricultores norte-americanos e uma defensora da autossuficiência alimentar do país. Os discursos de Trump mostram que a nova mandatária do USDA terá como desafios sanar o aumento dos custos para os produtores locais e vencer as disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China. No início de janeiro, quando o nome de Brooke Rollins foi anunciado, uma coalizão de produtores rurais e líderes de grupos de fazendas enviaram uma carta ao Senado norte-americano pedindo a célere confirmação do nome dela ao cargo. O documento destacava o conhecimento da advogada sobre o agro e a sua experiência em política e negócios. Protecionismo e impacto no Brasil Apesar da trajetória de Brooke, o cientista político e professor Leandro Consentino, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), destaca que a escolha de Brooke para o USDA causou surpresa nele e na maioria dos analistas que conhece. “Ela não possui experiência significativa no agronegócio, o que indica que a política agrícola do país será fortemente influenciada por Trump. A expectativa é de uma gestão mais protecionista, voltada para atender às demandas dos fazendeiros norte-americanos, o que pode gerar atritos com interesses comerciais do Brasil.” Segundo ele, para enfrentar possíveis barreiras protecionistas, o Brasil precisa diversificar suas parcerias comerciais e buscar convergências em temas estratégicos com os Estados Unidos. “A agenda agrícola norte-americana sob Trump será desafiadora, mas o Brasil deve estar preparado para negociar pontos de convergência e encontrar alternativas onde houver conflitos de interesse”, conclui. O post Nova chefe do USDA: conheça a mulher que deve intensificar o protecionismo norte-americano apareceu primeiro em Canal Rural.

Combustíveis: Sudeste tem aumento em preços, mas segue a região mais barata para abastecer

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil A Região Sudeste teve os preços médios da gasolina e do etanol mais baratos de todo o país na primeira quinzena de janeiro, mesmo após aumento no preço de ambos, de acordo com os dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A gasolina, vendida a preço médio de R$ 6,16, apresentou alta de 0,16% na comparação com a primeira quinzena de dezembro, enquanto o etanol, encontrado a R$ 4,21, registrou alta de 0,72% na mesma comparação. De acordo com o IPTL, os preços médios registrados para os dois tipos de diesel também cresceram. O comum passou a custar, em média, R$ 6,14 na região e o tipo S-10 R$ 6,22, altas de 0,49% e 0,32%, respectivamente. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “Mesmo com a alta nos combustíveis, o Sudeste, quando comparado com as outras regiões do país, segue como a região mais barata para abastecer com gasolina e etanol. O estado de São Paulo, que vinha se destacando há meses como o estado detentor do menor preço médio de gasolina no país segundo o IPTL, registrou um valor de R$ 6,09 na primeira quinzena de janeiro, mas foi ultrapassado pela Paraíba (com média de R$ 6,08)”, detalha o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina. Ainda assim, conforme ele, São Paulo é o local mais barato do Sudeste para abastecer com qualquer tipo de combustível. “Diante desse cenário, o IPTL apontou que o etanol é economicamente mais viável em todos os estados da região, com exceção do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que a escolha pelo biocombustível vai além do financeiro, uma vez que, devido à sua composição, o etanol é um combustível que emite menos poluentes na atmosfera, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono”. O post Combustíveis: Sudeste tem aumento em preços, mas segue a região mais barata para abastecer apareceu primeiro em Canal Rural.

Confira as cotações da soja em dia de feriado nos EUA

Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta segunda-feira (20). Com o feriado nos Estados Unidos mantendo a Bolsa de Chicago fechada e o dólar oscilando dentro de pequenas margens, os preços ficaram estáveis e os negócios, se ocorreram, foram pontuais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Preços da soja no Brasil Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 134,00 Missões (RS): preço se manteve em R$ 135,00 Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 139,00 Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 125,00 Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 134,00 Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 118,00 Dourados (MS): preço se manteve em R$ 117,00 Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 121,00 Chicago Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram na segunda-feira, 20, devido ao feriado do Dia de Martin Luther King. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abriram. Câmbio O dólar comercial encerrou em queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 6,0421 para venda e a R$ 6,0401 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0295 e a máxima de R$ 6,0865. O post Confira as cotações da soja em dia de feriado nos EUA apareceu primeiro em Canal Rural.

Santa Catarina deve voltar a enfrentar chuvas fortes

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil As chuvas fortes devem voltar a atingir parte de Santa Catarina nesta segunda-feira (20). Segundo a Defesa Civil estadual, entre a tarde e a noite de hoje, o avanço de uma frente fria associado à ação de um ciclone marítimo tende a causar temporais isolados, com raios, além de rajadas de vento e formação de granizo. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O alerta da Defesa Civil volta a deixar a população em alerta após um fim de semana sem registro de ocorrências graves relacionadas à precipitação pluviométrica. Na Grande Florianópolis, Médio e Baixo Vale do Itajaí, litorais norte e sul e no extremo leste do Alto Vale do Itajaí, e dos planaltos Norte e Sul, é alto o risco de alagamentos, enxurradas, destelhamentos e quedas de árvores e galhos, com os consequentes danos à rede elétrica. As temperaturas devem se elevar entre amanhã (21) e quarta-feira (22), superando os 35 graus Celsius (ºC) em algumas áreas do Grande Oeste e do litoral catarinense, com risco baixo de temporais e outras intercorrências na divisa com o Paraná. Na quinta-feira (23), a previsão é que a instabilidade volte a ganhar força, com temporais se espalhando por todo o estado. Na semana passada, as chuvas fortes provocaram destruição, desalojando famílias e causando ao menos uma morte, na cidade de Governador Celso Ramos, cuja prefeitura decretou situação de emergência, junto com os municípios catarinenses de Balneário Camboriú, Biguaçu, Camboriú, Florianópolis, Gaspar, Governador Celso Ramos, Ilhota, Itapema, Porto Belo, São José, Palhoça, São Pedro de Alcântara e Tijucas. Até o sábado (18), quando as chuvas deram uma breve trégua em boa parte do estado, a Secretaria Estadual da Proteção e Defesa Civil já contabilizava 320 desabrigados e 995 desalojados. O post Santa Catarina deve voltar a enfrentar chuvas fortes apareceu primeiro em Canal Rural.

Superávit da balança comercial na 3ª semana de janeiro é de US$ 1,356 bilhão

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,356 bilhão na terceira semana de janeiro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (20), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,446 bilhões e importações de US$ 5,09 bilhões. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! No mês, o superávit acumulado é de US$ 2,553 bilhões. Até a terceira semana de janeiro, a média diária das exportações registrou alta de 7,8% em relação à média diária do mesmo mês de 2024. O resultado se deu devido a queda de US$ 6,06 milhões (-3,2%) em Agropecuária, crescimento de US$ 37,24 milhões (10%) em Indústria Extrativa e avanço de US$ 61,31 milhões (9,5%) em produtos da Indústria de Transformação. Já as importações tiveram crescimento de 17,5% na mesma comparação, com aumento de US$ 9,17 milhões (39,4%) em Agropecuária, alta de US$ 15,51 milhões (28,2%) em Indústria Extrativa e avanço de US$ 137,08 milhões (16,2%) em produtos da Indústria de Transformação. O post Superávit da balança comercial na 3ª semana de janeiro é de US$ 1,356 bilhão apareceu primeiro em Canal Rural.

Funcionários morrem durante limpeza de tanque que transportava sangue bovino

Foto: Reprodução/Google Maps Dois funcionários morreram nas dependências de uma empresa enquanto trabalhavam na limpeza de um tanque de caminhão que transportava sangue bovino, em Teodoro Sampaio, na região central da Bahia, no último domingo (19). O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia informou que abriu um inquérito civil para apurar as circunstâncias das mortes dos trabalhadores. Segundo MPT-BA, as vítimas, identificadas como Ednaldo de Jesus Xavier, de 46 anos, e José Ginaldo da Cruz, de 45 anos, faleceram após um acidente ocorrido na empresa Bahia Rendering, localizada no bairro Lustosa. De acordo com o site da empresa, a indústria utiliza resíduos da produção pecuária como o subproduto animal não utilizado por abatedouros e açougues, para a produção de ração animal e produtos de higiene e limpeza. Informações preliminares divulgdas pelo MPT-BA, nesta segunda-feira (20), indicam que durante o processo, devido ao forte odor proveniente do sangue bovino, os dois trabalhadores desmaiaram e permaneceram desacordados. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros das vítimas, que posteriormente foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiram e morreram. O MPT contará com informações dos órgãos envolvidos no caso, como a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, o Instituto Médico-Legal e, principalmente, a Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA), órgão responsável pela fiscalização. Odor Há 5 meses, um comentário na avaliação da localização atribuída a Brasil Rendering na página do Google Maps, diz que mal cheiro pode ser sentido na zona rural do município vizinho, a cerca de 30 km de distância da sede da empresa. “O mal cheiro bate até na zona rural da cidade de Pedrão. O INEMA, SEMA ou a VISA têm que fiscalizar isso. Não é possível que o nível de odor emitido esteja dentro dos limites aceitáveis.”, questiona. Segundo o MPT, em casos de acidentes de trabalho fatais, a SRT-BA realiza perícia para verificar o cumprimento das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho aplicáveis a este tipo de atividade. O que diz a empresa Em resposta ao nosso contato, a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), entidade na qual a empresa é parceira, disse que irá se manifestar após as investigações. “O caso mencionado está sob investigação e, por essa razão, ainda não nos manifestaremos sobre o ocorrido. Assim que todas as informações forem apuradas, a empresa associada divulgará uma nota de esclarecimento em seus canais de comunicação”, disse. Além disso, através da ABRA, a Brasil Rendering nos encaminhou uma nota em que lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas. A nota afirma ainda que instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte dos funcionários que morreram enquanto trabalhavam na limpeza do tanque que transportava sangue bovino e que está dando assistência às famílias. Leia a nota na íntegra: A unidade Bahia Rendering lamenta profundamente o trágico acidente ocorrido na manhã do último domingo, que resultou no falecimento de dois de nossos colaboradores. Neste momento de dor, nossa prioridade é oferecer todo o suporte necessário as famílias e amigos das vítimas, prestando assistência integral e solidária. Reafirmamos nosso compromisso com a segurança e o bem-estar de nossos colaboradores. Além de colaborar plenamente com as autoridades para que as investigações sejam conduzidas de forma rápida e transparente, a unidade Bahia Rendering instaurou um procedimento interno rigoroso para apurar as circunstâncias do ocorrido. Essa medida tem como objetivo esclarecer os fatos e reforçar a adoção de ações preventivas em nossas operações. Desde o momento do incidente, todas as providências cabíveis foram imediatamente tomadas, e seguimos empenhados em garantir que situações como essa sejam minuciosamente avaliadas para evitar que se repitam. A unidade Bahia Rendering está à disposição para quaisquer esclarecimentos e continuará trabalhando com responsabilidade e respeito à vida em todas as suas atividades. Nível do Rio São Francisco atinge 7 metros após chuvas na Bahia Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Funcionários morrem durante limpeza de tanque que transportava sangue bovino apareceu primeiro em Canal Rural.

Fórum Econômico Mundial aborda conflitos e mudanças climáticas

Foto: Fórum Econômico Mundial/ Benedikt von Loebell Começou hoje (20), em Davos, na Suíça, mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, evento que reúne chefes de Estado, representantes de organizações internacionais e empresários de 130 países. O tema deste ano é “Colaboração para a Era Inteligente”. Segundo a organização do fórum, cerca de 3 mil líderes globais, incluindo representantes brasileiros, discutirão durante cinco dias desafios como mudanças climáticas, tensões geoeconômicas e avanços tecnológicos. Os temas se conectam diretamente a setores estratégicos, como o agronegócio. Conflitos armados, eventos climáticos extremos e confrontos econômicos globais dominam a pauta. Coincidentemente, o fórum ocorre no mesmo dia em que Donald Trump assume a presidência dos Estados Unidos, sendo esperado para participar por videoconferência. Pelo terceiro ano consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comparece ao evento. Relatório de Riscos Globais Antes do início do fórum, foi divulgado o relatório de riscos globais, que apontou a desinformação como um dos principais riscos de curto prazo. Também foram destacados o aumento de conflitos armados, o agravamento das mudanças climáticas e as crescentes tensões econômicas globais. O documento detalhou impactos recentes, como ondas de calor na Ásia, inundações no Brasil, na Indonésia e na Europa, incêndios florestais no Canadá e furacões nos Estados Unidos. Entre as medidas propostas está a redução do uso de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás. O Fórum Econômico Mundial continuará ao longo da semana, com diversos painéis e discussões, e se encerra na sexta-feira (24). Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Fórum Econômico Mundial aborda conflitos e mudanças climáticas apareceu primeiro em Canal Rural.

Questão ambiental será esvaziada com Trump, mas economia vai beneficiar o Brasil, diz Daoud

Foto: Canal Rural/reprodução Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, atrás apenas da China. Relatório do centro de pesquisas Rhodium Group, de Nova York, mostrou que o país reduziu em apenas 0,2% a sua pegada de carbono em 2024 em relação ao ano retrasado. Assim, os esforços estão muito aquém do estabelecido no Acordo de Paris, tratado em que os norte-americanos se comprometeram a diminuir as emissões pela metade até 2030 em comparação ao que poluíam em 2005. Agora, com a posse de Donald Trump nesta segunda-feira (20), a expectativa é de estagnação ou, até mesmo, retrocesso. Isso porque o novo mandatário é defensor confesso de matérias-primas poluentes, como o petróleo. Reflexos da agenda de Trump O comentarista do Canal Rural Miguel Daoud destaca que a nova agenda trumpista já traz reflexos claros: os bancos europeus estão abandonando investimentos em pautas verdes por conta da posição de instituições financeiras norte-americanas que se sentem desmotivadas a considerarem altos aportes em ações ambientais. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Isso porque o novo presidente enxerga a descarbonização como obstáculo ao crescimento e tem como cerne de seu mandato a resturação da autoestima dos norte-americanos. “Trump promete os Estados Unidos em primeiro lugar e o país vai continuar sendo a grande nação militar e econômica do mundo […]. Por isso que firmou parceria com grandes bigtechs e tem nas maiores plataformas digitais [como X, de Elon Musk; e Meta, de Mark Zuckerberg] grandes aliadas. A ideia dele e que já está dando resultado é que, quando se olha o mercado futuro, as taxas de juros nos Estados Unidos já estão subindo, o que significa, no curto prazo, é que vai haver uma valorização do dólar”. Daoud considera que, com isso, o poder de compra do norte-americano tende a aumentar, revertendo uma das principais queixas dos cidadãos, conforme pesquisas: a alta da inflação. “Assim, ele vai conseguindo ganhar pontos junto ao povo norte-americano”. Para o comentarista, a presidência de Donald Trump será positiva ao Brasil. “Os norte-americanos são o nosso segundo maior parceiro comercial. Em 2024, o déficit na balança comercial foi muito pequenininho, portanto, vejo com muito otimismo Donald Trump para o Brasil, independente do que muitos dizem, afirmando que o Brasil vai sofrer com isso” A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostrou em relatório recente que o comércio bilateral entre as duas nações somou US$ 80,9 bilhões em 2024, o segundo maior valor da série histórica. O post Questão ambiental será esvaziada com Trump, mas economia vai beneficiar o Brasil, diz Daoud apareceu primeiro em Canal Rural.

China reduz importação de milho e trigo, mas registra alta em soja e algodão

Foto: Pixabay As importações chinesas de milho somaram 340 mil toneladas em dezembro, alta de 13,3% ante novembro, mas cerca de 93% abaixo de dezembro de 2023, de acordo com dados do Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Em valores, as importações de milho no último mês do ano totalizaram US$ 93,4 milhões. No acumulado de 2024, a China importou 13,64 milhões de toneladas do cereal, recuo de 49,7% na comparação com 2023. As compras da China de trigo alcançaram 150 mil toneladas em dezembro, volume 31,8% inferior ao registrado em novembro e 75,4% abaixo de dezembro de 2023. O valor do mês corresponde a US$ 46,76 milhões. As importações somaram 11,18 milhões de toneladas no ano passado, baixa de 7,6% ante 2023. Segundo o Gacc, a China importou 7,94 milhões de toneladas de soja no último mês do ano, alta de 11% ante novembro, mas recuo de cerca de 19% diante do registrado em dezembro de 2023. No total, as importações de soja somaram US$ 3,72 bilhões no mês passado. Nos 12 meses de 2024, as importações atingiram volume recorde de 105,03 milhões de toneladas, avanço de 6,5% em comparação com o ano anterior. Em relação ao óleo de soja, os chineses importaram 10 mil toneladas em dezembro. No acumulado do ano, as importações somaram 280 mil toneladas, queda de 23,6% ante igual período de 2023. A China importou 140 mil toneladas de algodão em dezembro, 27,3% acima do mês anterior, mas cerca de 46,15% abaixo do volume de dezembro de 2023. Nos 12 meses de 2024, as compras chinesas somaram 2,62 milhões de toneladas, avanço de 33,8% ante o ano anterior. De óleo de palma, as importações da China atingiram 320 mil toneladas em dezembro de 2024, 28% acima do mês anterior e 10,3% maior que dezembro de 2023. Em 2024, contudo, as importações somaram 2,80 milhões de toneladas, queda de 35,4% ante o ano anterior. De lácteos, 260 mil toneladas foram importadas pela China no último mês do ano, alta de 36,8% ante novembro e de 18,2% ante dezembro de 2023. Entretanto, em todo o ano de 2024, as importações recuaram 9% em comparação com 2023, com 2,62 milhões de toneladas. As importações chinesas de açúcar somaram 390 mil toneladas em dezembro, recuo de 27,8% ante novembro e de 22% ante o registrado em dezembro de 2023. Ainda assim, no acumulado do ano, o volume importado avançou 9,4%, para 4,35 milhões de toneladas. As compras de fertilizantes em dezembro foram de 1,50 milhão de toneladas, alta de 36,4% ante o mês anterior e de 6,4% em relação a dezembro de 2023. Em todo o ano de 2024, as importações somaram 14,11 milhões de toneladas, ganho de 7,8% ante o ano anterior. As importações chinesas de carne bovina totalizaram 270 mil toneladas em dezembro, alta de 12,5% em comparação com novembro e ante dezembro do ano anterior. No acumulado do ano, as compras foram de 2,87 milhões de toneladas, aumento de 5% em relação a 2023. De carne suína, os chineses importaram 90 mil toneladas no mês passado, mesmo nível de novembro e de dezembro do ano anterior. Entre janeiro e dezembro, as importações tiveram queda de 30,8%, para 1,07 milhão de toneladas. O post China reduz importação de milho e trigo, mas registra alta em soja e algodão apareceu primeiro em Canal Rural.