Escalas de abate e exportações em alta seguram preços da arroba do boi na semana

Foto: Kadijah Suleiman/Embrapa Rondônia O mercado brasileiro de boi gordo registrou acomodação nos preços da arroba em grande parte das praças de comercialização durante a semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a mudança se deve ao enfraquecimento dos patamares da carne bovina no mercado interno. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “O padrão de demanda delimitado para o período direciona o consumo para proteínas de menor valor agregado. Por outro lado, as exportações em alto nível e a atual posição das escalas de abate, bastante encurtadas, ainda são variáveis chave a serem consideradas visando a sustentação dos preços internos”, considera. Preços do boi gordo Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças do país estavam assim no dia 23 de janeiro: São Paulo (capital): R$ 335, estável frente à semana passada Goiás (Goiânia): R$ 325, inalterado frente à última semana Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, aumento de 1,56% frente ao fechamento da semana anterior, de R$ 320 Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330, sem mudanças frente à última semana Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem alterações Rondônia (Vilhena): R$ 295, similar ao registrado na semana passada Mercado atacadista Foto: Freepik O mercado atacadista apresentou preços acomodados no decorrer da semana. Para Iglesias, o ambiente de negócios sugere queda das cotações no curto prazo. Ele entende que a baixa maior pode ocorrer nos cortes do traseiro bovino, pelo padrão de consumo delimitado no primeiro bimestre. O analista de Safras & Mercado destaca que a preferência da população ainda recai sobre as proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos. O quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 18,50 o quilo, sem mudanças frente ao valor praticado na semana passada. Já o quarto do traseiro do boi foi vendido por R$ 26,00 o quilo, queda de 1,89% frente aos R$ 26,50 por quilo registrados na última semana. Exportações de carne As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 568,186 milhões em janeiro (12 dias úteis), com média diária de US$ 47,348 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 112,731 mil toneladas, com média diária de 9,394 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.040,20. Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 26,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,4% no preço médio. O post Escalas de abate e exportações em alta seguram preços da arroba do boi na semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Frente fria avança sobre a costa da região Sul e atinge SP no domingo

Foto: Pixabay O avanço de uma nova frente fria sobre a costa deverá realizar a manutenção das instabilidades em parte dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A chuva seguirá associada à combinação entre calor e umidade no estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. O fluxo de umidade transportado pela circulação de ventos em níveis baixos da atmosfera, o calor e a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai devem estimular o reforço da chuva em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) espalha novamente as instabilidades sobre Pernambuco, Sergipe, Alagoas e interior da Paraíba, que ficam em atenção para a chance de chuva localmente forte. Já a umidade contribui para que as instabilidades sigam ganhando força e se espalhando por praticamente todos os estados. Destaque para a chuva mais expressiva em Roraima, no Amazonas, Pará e no Amapá. Confira os detalhes do tempo em todas regiões do Brasil, segundo a Climatempo: Sul Centro-sul e oeste do RS, sem previsão de chuva. Frente fria se desloca e aumenta as instabilidades entre SC e o PR; dia com muitas nuvens e pancadas a qualquer momento com risco de temporais. A chuva em SC, fica mais concentrada sobre leste do PR. Sudeste Frente fria ajuda a aumentar a condição de chuva em SP, no Triângulo e sul de MG e no RJ. Pancadas a qualquer momento, redução do calor mais intenso. Tempo firme no ES e pancadas isoladas no norte e nordeste de Minas. Centro-Oeste O tempo fica instável com condições de pancadas de chuva a qualquer momento. Dia abafado com risco de pancadas fortes e temporais localizados entre MT e MS. Nordeste Não chove em áreas do centro-norte e nordeste da Bahia, mas, a umidade que vem do mar, estimula um pouco mais de nuvens de chuva no litoral. Dia de sol, calor, nas demais áreas e pancadas de chuva forte entre MA, PI, CE e o RN. Norte O sol aparece entre nuvens em Manaus, Belém, Macapá e Boa Vista; pode chover a qualquer momento com risco alto de temporais. Chuva típica de verão em forma de pancadas com trovoadas no AC, em RO e no TO. O post Frente fria avança sobre a costa da região Sul e atinge SP no domingo apareceu primeiro em Canal Rural.
São Paulo pretende criar centros de referência para produção de queijos

Foto: Azerbaijan Stocks/Freepik Um encontro dedicado ao desenvolvimento de um novo tipo de queijo! Esse foi um dos objetivos da reunião entre representantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e a Embaixada Francesa, no Brasil. O grupo também quer desenvolver centros de referência queijeiras no estado de São Paulo No evento os participantes discutiram o conteúdo pedagógico, a relação com as instituições, a infraestrutura necessária, e explicaram os erros e acertos na experiência das Écoles Nationales d’Industries Laitères (ENIL) francesas e o treinamento dos técnicos paulistas – todos tiveram a oportunidade de conhecer as tecnologias aplicadas a queijos macios e prensados, incluindo semeadura, maturação do leite, coagulação e drenagem. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Durante três dias, a Comissão Francesa apresentou os conhecimentos da produção do queijo azul, explorando os principais pontos a serem dominados nos diferentes estágios da fabricação. “O encontro proporcionou uma experiência prática e enriquecedora para todos os envolvidos, que puderam “pôr a mão na massa” para produzir os queijos”, explicou Maria Izabel Merino de Medeiros, diretora da Apta Regional de Bauru, que esteve acompanhando todas as atividades, representando a SAA durante as visitas. As instituições de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta): Apta Regional, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Instituto de Zootecnia (IZ), a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), além de acadêmicos do Centro Paula Souza e membros do setor agroindustrial acompanharam a reunião da missão francesa no ITAL com a presença do professor Maxence Virelaude, juntamente com o presidente da Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA) Christophe Faraud e do presidente da Câmara Setorial do Queijo Paulista Martin Breuer. Criação de Centros de Referência Queijeira O presidente da APQA, Christophe, destacou que São Paulo conta com mais de cinco mil produtores de queijos. “É muito relevante esse projeto para a capacitação e melhoria da produção local”. Para Maxence a criação das “escolas de queijos” deve respeitar o ecossistema e a microbiota específica de cada região, com foco no controle de riscos sanitários. “O conhecimento sobre a produção de leite de qualidade é essencial e deve ser parte do curso”, acrescentou. O professor também apresentou o modelo das seis escolas leiteiras francesas (ENILs), que oferecem formação tanto industrial quanto artesanal, ressaltando a importância de um setor de zootecnia para produzir leite de qualidade. E ainda disse que na França existem três grupos distintos de produtores – de queijos industriais, de queijos artesanais e os produtores de leite. Outro ponto discutido foi a criação de unidades de treinamento para queijeiros, com cinco locais inicialmente propostos no estado de São Paulo: Pindamonhangaba (Apta Regional), Santa Cruz do Rio Pardo (Centro Paula Souza), Cerqueira César (Centro Paula Souza), Presidente Prudente (Centro Paula Souza) e Campinas (Ital). “Há o interesse em estabelecer mais cinco unidades de irradiadores de tecnologia queijeira da iniciativa privada, cobrindo áreas do Estado ainda não contempladas pelas unidades governamentais. Os produtores dessas unidades serão treinados pelos Institutos de Pesquisa da Apta em parceria com os técnicos franceses, acrescentou Daniel. “A parceria entre a Embaixada Francesa, SAA e iniciativa privada trará um grande impacto na produção de queijos no estado de São Paulo, impulsionando a diversidade e qualidade dos produtos”, ressaltou. Queijos azuis Com variados métodos e ferramentas, o grupo acompanhou as técnicas de coagulação e drenagem de massas de veios azuis, focando no acabamento de massas marmorizadas, maturação e defeitos na fabricação, específicos desses queijos, finalizando com uma sessão de debates sobre as produções dos queijos especiais. Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O post São Paulo pretende criar centros de referência para produção de queijos apareceu primeiro em Canal Rural.
Cana: novas variedades aumentam rendimento e lucratividade em até 37%

Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA A adoção de novas variedades de cana-de-açúcar pode aumentar o rendimento agrícola em pelo menos 20% e gerar ganhos de até 2 toneladas de açúcar por hectare. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com base em sua Plataforma de Benchmarking, que reúne dados de mais de 175 usinas, representando 80% da moagem da região Centro-Sul do Brasil. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! De acordo com Luciana Castellani, gerente de Melhoramento Genético do CTC, o aprimoramento contínuo no desenvolvimento genético das variedades de cana tem sido essencial para alcançar esses resultados. “Variedades mais recentes apresentam maior produtividade devido a processos modernos de seleção, que as tornam mais resistentes a pragas, doenças e mudanças climáticas, além de atenderem às demandas de mercado de forma mais eficiente”, afirmou Castellani. Avanços no melhoramento genético Um dos principais fatores que impulsionam os ganhos genéticos é a redução do ciclo de recorrência de novos genitores, permitindo maior agilidade na introdução de cultivares com melhores desempenhos e adaptadas a diferentes condições edafoclimáticas. “O manejo correto, alinhado ao potencial produtivo de cada ambiente, é crucial para maximizar a produtividade”, destacou Ricardo Neme, gerente de Marketing do CTC. Ele reforça que o manejo adequado, seguindo as bulas das novas variedades, pode gerar ganhos adicionais de 14% ou 1,2 toneladas de açúcar por hectare. Impacto financeiro A pesquisa aponta que variedades desenvolvidas após os anos 2000 apresentam uma performance 20,6% superior em toneladas de açúcar por hectare (TAH) em relação às variedades lançadas na década de 1980. Já as variedades elite, lançadas mais recentemente, superam em 36,6% o rendimento de cultivares mais antigas, em toneladas de açúcares totais recuperáveis por hectare (ATR). Quando analisado o impacto financeiro, a escolha de uma variedade moderna pode gerar um lucro bruto adicional de R$ 3 milhões em um ciclo de cinco anos. Ao dobrar a área de cultivo com essas variedades, o lucro sobe para R$ 6 milhões, evidenciando a importância da antecipação da adoção dessas cultivares. Biotecnologia como aliada As variedades Bt, resistentes à broca-da-cana, também desempenham um papel estratégico, principalmente em áreas mais suscetíveis à praga, protegendo a produtividade e ampliando os resultados. Os dados do estudo reforçam o papel da biotecnologia e da inovação genética no aumento da eficiência e rentabilidade do setor sucroenergético, destacando o impacto positivo das novas variedades na sustentabilidade e competitividade da produção canavieira no Brasil. As informações foram fornecidas pela assessoria de imprensa do CTC. O post Cana: novas variedades aumentam rendimento e lucratividade em até 37% apareceu primeiro em Canal Rural.
Nigéria entra no Brics e fortalece laços econômicos com o Brasil

Foto: Pixabay A Nigéria, maior economia da África e o país mais populoso do continente, é o mais novo parceiro do Brics – grupo de nações com mercado emergente composto por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul (titulares). O anúncio foi feito no dia 17 pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com sua adesão, o agrupamento passa a contar com nove países parceiros adicionais, além dos cinco membros titulares. A Nigéria tem grande relevância econômica, figurando entre os 30 maiores PIBs do mundo, e é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) desde os anos 1970. Suas riquezas naturais, como petróleo e gás, e a forte conexão histórica e cultural com o Brasil, reforçam o potencial para cooperação econômica, especialmente no setor de energia. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Atualmente, o Brasil ocupa a presidência do Brics e, segundo o Itamaraty, a Nigéria possui interesses alinhados ao bloco, atuando no fortalecimento da cooperação do Sul Global e na reforma da governança global. A inclusão amplia as oportunidades de integração econômica e de mercado para o Brasil e os demais membros do agrupamento. O post Nigéria entra no Brics e fortalece laços econômicos com o Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Carne e café limitarão alívio de preços do agro no atacado em 2025

Embora a expectativa do mercado seja de uma supersafra de soja para 2025 – o que deve contribuir para um alívio nos preços agropecuários no atacado – as carnes e o café, que ainda devem seguir pressionados, devem barrar uma desaceleração mais expressiva para os preços agropecuários ao produtor em 2025, segundo economistas consultados pelo Estadão/Broadcast. A perspectiva de uma carne mais cara é sustentada pelo ciclo pecuário atual do boi gordo, além dos efeitos climáticos e depreciação do câmbio, que marcaram o fim de 2024. Adicionalmente, observam os analistas, a expectativa de um aumento das exportações brasileiras deve ser mais um vetor de pressão. Leia Mais Departamento de Musk quer acabar com moeda de 1 centavo de dólar; entenda “Conte conosco para alavancar emprego”, diz Alckmin em palestra à UGT Turistas estrangeiros gastaram em 2024 maior valor desde 2009 Por consequência, o aumento da carne bovina contamina os preços de proteínas alternativas, como carne de frango, de porco, e também, o consumo de ovos. “A carne vai ficar cara e isso vai ter efeitos políticos. Vai ficar cara também em 2026 e 2027. Se tivesse de fazer uma aposta, a mais segura que eu teria é: o boi gordo vai ficar mais caro em 2025 e vai demorar um pouco para cair”, avalia o economista da LCA 4intelligence Francisco Pessoa. O cenário da casa conta com alta de 17% do boi gordo na ponta e de mais de 35% na média anual em 2025. As carnes no atacado acumularam alta de 37,40% em 2024, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O economista Fabio Romão, também da LCA 4intelligence, avalia que, embora a expectativa seja de uma supersafra de soja para este ano, o viés para os preços no atacado é de alta. Adicionado a esse fator, ele reforça que a dinâmica atual das carnes exclui a possibilidade de uma queda nos agropecuários neste ano, que deve fechar em 4,7%, mais moderado que a alta de 15,20% em 2024. “Esse cenário de proteínas para esse ano vai estar bem apertado”, frisa o economista. Trump terá que aumentar subsídio nos EUA, diz professor de RI do Ibemec | Money News O economista da FGV Matheus Dias também descarta uma queda dos preços agropecuários neste ano, e lembra do cenário de dólar pressionado e dos repasses que foram adiados pela demanda de alguns setores, como o cafeeiro. Só em 2024, o café em grão no atacado encerrou o ano com avanço de 120,40%, de acordo com a FGV. “O café possui um peso grande no IPA-Agro, a tendência é que ele continue pressionando a inflação em 2025, mesmo que em um nível menor, avalia. Além disso, Dias avalia que o grupo de carnes deve se manter em alta e firmar a pressão no IPA em 2025. IPCA Romão, da LCA, avalia que, em menor medida, o IPA-Agro também pode contribuir para compreender a dinâmica da alimentação no domicílio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Percebemos que as proteínas são um ponto de pressão importante no ano”, alerta o economista. A estimativa da casa é que as carnes registrem elevação ainda na casa dos dois dígitos no IPCA em 2025, de 16,4%, após o avanço de 20,84% em 2024. Já a alimentação no domicílio deve passar de 8,23% para 8,2%. Com vetos da tributária, exportação de cigarros e bebidas será taxada Este conteúdo foi originalmente publicado em Carne e café limitarão alívio de preços do agro no atacado em 2025 no site CNN Brasil.
Lenny Kravitz tem fazenda milionária no Brasil com produção orgânica

O astro internacional Lenny Kravitz, conhecido por sucessos na música e no cinema, possui uma fazenda de 400 hectares no município de Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro. Avaliada em cerca de R$ 12 milhões, a propriedade foi adquirida em 2007 e oferece um refúgio para o cantor, que a descreve como um lugar perfeito para sua criatividade. Além de gado e cavalos, Kravitz mantém plantações 100% orgânicas na fazenda, que também já foi cenário de uma antiga plantação de café no século 18. O local conta com uma infraestrutura impressionante: piscina, campo de futebol oficial, academia, sala de massagem, sauna, jacuzzi, estúdio de música e até um heliponto. “Qualquer um que vier aqui vai comer belos produtos orgânicos, da terra à mesa”, revelou Kravitz ao site Architectural Digest, destacando o cuidado com a sustentabilidade e a conexão com a natureza. A sede da fazenda é um casarão colonial português datado de 1850, complementado por uma casa de hóspedes e uma vila, que podem acomodar até 26 pessoas. Em suas redes sociais, Kravitz frequentemente compartilha momentos na fazenda, mostrando o espaço onde recebe familiares e amigos para relaxar e se reconectar com a terra. O post Lenny Kravitz tem fazenda milionária no Brasil com produção orgânica apareceu primeiro em Canal Rural.
Suínos brasileiros de elite agora voam para a Colômbia

Pela primeira vez, o Brasil realizou a exportação de suínos reprodutores de alta genética para a Colômbia por via aérea. A operação, conduzida pela Granja Elite Gênesis, da Agroceres PIC, com sede em Paranavaí (PR), ocorreu a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), o único no país autorizado para entrada e saída aérea de suínos. Nos últimos dois anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) articulou ajustes importantes nos procedimentos de importação e exportação, com foco no bem-estar animal e na segurança sanitária. O protocolo adotado foi inspirado no modelo utilizado em 2021 para a distribuição de vacinas e insumos contra a Covid-19, considerado referência internacional. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Ajustes aceleram processos Antes das mudanças, o desembaraço das cargas importadas de animais poderia levar até 24 horas. Agora, com os aprimoramentos, o processo é concluído em apenas 8 horas, garantindo agilidade e maior conforto aos suínos de altíssimo valor genético. Em 2023, o Brasil recebeu 7.500 animais de elite em oito voos provenientes dos Estados Unidos e Canadá, destinados às empresas Agroceres PIC e Topigs. Após o desembarque em Viracopos e a inspeção pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), os animais foram transportados em caminhões lacrados até a Estação Quarentenária de Cananéia (EQC), no litoral paulista. Ali, os animais passaram por um período de observação antes de serem liberados para integração aos plantéis. Parceria A estação quarentenária é resultado de uma parceria firmada em 2016 entre o Mapa, a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). A iniciativa permitiu ampliar e modernizar as instalações para receber os animais importados. Essas iniciativas fortaleceram a base genética nacional, possibilitando que o Brasil alcance novos patamares no setor de criação suína e inicie exportações de animais de altíssimo valor genético para outros países, como a Colômbia. O post Suínos brasileiros de elite agora voam para a Colômbia apareceu primeiro em Canal Rural.
Exportações da fruticultura paulista cresceram 13% em 2024

Fotos: Ari Dias/AEN O setor de fruticultura de São Paulo teve um crescimento financeiro no mercado exterior, em 2024 em comparação a 2023, mostra levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). No acumulado do ano passado, foram comercializados mais de US$ 250 milhões, aumento de 13%. O destaque foi para limões e lima, que totalizaram 50% de participação (US$121 milhões), com o envio de 112 mil toneladas. Outros produtos como a manga (US$ 14 milhões) e o mamão (US$ 1,5 milhão) também tiveram saldo positivo no ano. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “São Paulo assumiu a posição de principal exportador agrícola do país, resultado de nossa diversificação de culturas, com destaque para a fruticultura. Nossos produtores têm excelência em todos os produtos que se dedicam a cultivar, o que agrega, para além do mercado interno, o desempenho do comércio exterior do estado”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai. Balança comercial do agro paulista Na balança comercial, o aumento significativo do dólar, em 2024, que impactou diretamente os produtos nacionais destinados ao comércio exterior, foi fundamental ao desempenho positivo. Isso porque a moeda norte-americana encerrou o ano em R$ 6,18, alta de 27,36% ao longo de 12 meses. No cenário geral, o agro paulista exportou um total de US$ 30,64 bilhões (corresponde a R$ 184,7 bilhões), representando um aumento de 6,8% em comparação com o ano anterior. Assim, São Paulo tornou-se responsável por 18,6% das exportações do agronegócio brasileiro em 2024, destacando-se especialmente nos grupos de sucos (84,1% do total nacional). Com o objetivo de promover ainda mais a produção de frutas no estado, o governo de São Paulo lançou uma linha de crédito com o valor disponibilizado de R$ 10 milhões voltada para a fruticultura. A modalidade possui taxa de 3% ao ano; 84 meses de prazo e 24 meses de carência. Diversidade de frutas O secretário de Agricultura e Abastecimento do estado ressalta que a fruticultura paulista se destaca por sua diversidade produtiva. “São Paulo detém polos produtivos consolidados para cada fruta, nos quatro cantos do estado. Esse diferencial é resultado da pesquisa, da extensão rural e da inspeção conduzida pelos institutos e coordenadorias da Secretaria de Agricultura de São Paulo”, afirma Piai. O Circuito das Frutas do estado é formado pelos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo, sendo as principais culturas a uva, o morango, pêssego, a goiaba, ameixa, o caqui, a acerola e o figo. O post Exportações da fruticultura paulista cresceram 13% em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.
Carne e café devem pressionar preços do agro em 2025

Foto: Freepik Embora a expectativa do mercado seja de uma supersafra de soja para 2025 – o que deve contribuir para um alívio nos preços agropecuários no atacado – as carnes e o café, que ainda devem seguir pressionados, devem barrar uma desaceleração mais expressiva para os preços agropecuários ao produtor em 2025, segundo economistas consultados pelo Estadão/Broadcast. A perspectiva de uma carne mais cara é sustentada pelo ciclo pecuário atual do boi gordo, além dos efeitos climáticos e depreciação do câmbio, que marcaram o fim de 2024. Adicionalmente, observam os analistas, a expectativa de um aumento das exportações brasileiras deve ser mais um vetor de pressão. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Por consequência, o aumento da carne bovina contamina os preços de proteínas alternativas, como carne de frango, de porco, e também, o consumo de ovos. “A carne vai ficar cara e isso vai ter efeitos políticos. Vai ficar cara também em 2026 e 2027. Se tivesse de fazer uma aposta, a mais segura que eu teria é: o boi gordo vai ficar mais caro em 2025 e vai demorar um pouco para cair”, avalia o economista da LCA 4intelligence Francisco Pessoa. O cenário da casa conta com alta de 17% do boi gordo na ponta e de mais de 35% na média anual em 2025. As carnes no atacado acumularam alta de 37,40% em 2024, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O economista Fabio Romão, também da LCA 4intelligence, avalia que, embora a expectativa seja de uma supersafra de soja para este ano, o viés para os preços no atacado é de alta. Adicionado a esse fator, ele reforça que a dinâmica atual das carnes exclui a possibilidade de uma queda nos agropecuários neste ano, que deve fechar em 4,7%, mais moderado que a alta de 15,20% em 2024. “Esse cenário de proteínas para esse ano vai estar bem apertado”, frisa o economista. O economista da FGV Matheus Dias também descarta uma queda dos preços agropecuários neste ano, e lembra do cenário de dólar pressionado e dos repasses que foram adiados pela demanda de alguns setores, como o cafeeiro. Só em 2024, o café em grão no atacado encerrou o ano com avanço de 120,40%, de acordo com a FGV. “O café possui um peso grande no IPA-Agro, a tendência é que ele continue pressionando a inflação em 2025, mesmo que em um nível menor, avalia. Além disso, Dias avalia que o grupo de carnes deve se manter em alta e firmar a pressão no IPA em 2025. IPCA Romão, da LCA, avalia que, em menor medida, o IPA-Agro também pode contribuir para compreender a dinâmica da alimentação no domicílio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Percebemos que as proteínas são um ponto de pressão importante no ano”, alerta o economista. A estimativa da casa é que as carnes registrem elevação ainda na casa dos dois dígitos no IPCA em 2025, de 16,4%, após o avanço de 20,84% em 2024. Já a alimentação no domicílio deve passar de 8,23% para 8,2%. O post Carne e café devem pressionar preços do agro em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.