Agricultura familiar beneficia 178 mil pessoas em instituições sociais no Pará

[ad_1] Mais de 500 produtores rurais do nordeste do Pará, sendo a maioria mulheres, foram inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com o apoio do Sebrae-PA. A iniciativa já movimentou quase R$ 9 milhões em negócios, com vendas diretas para instituições que atendem a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, 18 propostas foram aprovadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), garantindo que os agricultores possam comercializar alimentos com entidades sociais ao longo de 2025. Cada produtor deve receber, em média, R$ 15 mil por entrega, em um modelo que une geração de renda no campo com fortalecimento da segurança alimentar. O projeto abrange nove municípios paraenses: Capanema, Bragança, Viseu, Tracuateua, Cachoeira do Piriá, Santa Luzia do Pará, Primavera, Ourém e São João de Pirabas. A produção local — composta por hortaliças, frutas, mel, raízes e derivados — será destinada a 26 instituições sociais, beneficiando diretamente cerca de 178 mil pessoas. Segundo o diretor superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, a iniciativa mostra o impacto da articulação entre políticas públicas e pequenos negócios. “Estamos conectando oportunidades e fortalecendo a economia regional com base no protagonismo da agricultura familiar”, afirmou. “Mais de 460 desses agricultores estão vendendo para o governo pela primeira vez. É um marco na inclusão produtiva e na organização coletiva de quem estava à margem do mercado”, disse a gerente regional do Sebrae na região de Caeté, Denize Carneiro. Para a presidente da Cooperativa de Primavera, Joelma Nunes, a política pública aliada ao apoio técnico tem efeito direto na vida das mulheres. “Comecei numa associação e hoje lidero uma cooperativa com cem mulheres. Estamos gerando renda com apoio do Sebrae e da Conab. Isso é desenvolvimento real”, comentou. [ad_2] Source link

Mandioca açucarada é alternativa para produção de bioetanol, aponta pesquisa

[ad_1] Um estudo analisou a viabilidade de produzir bioetanol a partir da hidrólise e fermentação de raízes de mandioca açucarada. A pesquisa foi realizada pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pelo governo do Amazonas. A análise intitulada: “Mandioca açucarada, uma alternativa para a produção de bioetanol no estado do Amazonas”, observou que a quantidade de amido presente no bagaço, após extração do caldo, permite uma maior liberação de açúcares, o que torna o processo fermentativo mais eficiente e vantajoso. Segundo a coordenadora do estudo, Leiliane do Socorro Sodré de Souza, a mandioca foi escolhida devido à motivação do grupo de pesquisa em desenvolver bioprodutos a partir de biomassa vegetal presente no estado. “A produção de biocombustíveis é uma possibilidade interessante para comunidades isoladas. E, como a mandioca é uma espécie que vários produtores têm experiência com cultivo e, mesmo que a mandioca açucarada tenha algumas características diferentes, a mandioca amilácea e açucarada são similares no cultivo, e assim esta foi escolhida para a pesquisa”, afirmou a coordenadora. A mandioca açucarada apresenta em sua composição em torno de 85% de água e o restante da composição divide-se em açúcares, proteína, amido e fibras. Foto: arquivo/Fapeam Bioetanol Sobre a investigação da viabilidade da produção de bioetanol através da hidrólise (fenômeno químico no qual uma molécula é quebrada em moléculas menores na presença de água) e da fermentação das raízes de mandioca açucarada. “Foi utilizado o caldo extraído da raiz, que já contém açúcares, e o bagaço restante foi analisado e ao observarmos que o mesmo apresenta mais de 50% de amido, foi aplicado o processo de hidrólise para a quebra desse amido em moléculas menores, os açúcares. Com mais açúcar, favorecemos o processo de fermentação, no qual o etanol é liberado”, afirmou Leiliane Souza. No processo, após prensar as raízes, foram obtidas duas porções, uma fase líquida (caldo) e uma fase sólida (bagaço), essa última foi levada para análise, por apresentar um teor significativo de amido, observou-se que o uso das enzimas permitiria aumentar a contração de açúcares. Durante a pesquisa, no processo de fermentação com a levedura Saccharomyces cerevisiae a concentração de etanol obtida foi de 14,33 g/L em 72 horas de processo, sendo possível obter 0,29 g de etanol/g de biomassa. Esses resultados podem ser melhorados com ajustes na concentração de açúcares. Outro benefício apontado pela pesquisadora sobre a utilização dessas fontes alternativas de energia foi a respeito da redução das emissões de gases de efeito estufa. Os biocombustíveis têm um ciclo de carbono mais equilibrado em comparação com os combustíveis fósseis, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas. O uso e a produção de biocombustíveis, como o etanol, são fundamentais para promover a autonomia energética em regiões isoladas, onde o acesso a recursos energéticos é limitado. *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo [ad_2] Source link

Brasil bate recorde nas exportações e conquista prêmio por sustentabilidade

[ad_1] O Brasil acaba de registrar um marco histórico: entre maio de 2024 e abril de 2025, foram exportadas mais de 400 mil toneladas de feijões, movimentando mais de R$ 2 bilhões e consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de pulses — grupo que inclui também ervilhas, lentilhas e grão-de-bico. Esse recorde foi coroado com um reconhecimento importante: o prêmio de Sustentabilidade entregue pelo Global Pulse Confederation (GPC), em Singapura, ao projeto Pulse Day. Criado pelo Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe), o Pulse Day conecta produtores às últimas inovações, incentivando-os por meio de conhecimento, aproximando a pesquisa do campo e promovendo práticas mais eficientes e sustentáveis. Por trás desses números, está uma trajetória de décadas. O Brasil, que no passado exportava apenas três cultivares de feijão, hoje atende mais de 75 países com mais de 20 variedades — resultado do trabalho conjunto entre produtores, pesquisadores da Embrapa, IAC, IDR-Paraná e exportadores, que, ao lado do Ibrafe, ajudaram a ampliar mercados e a melhorar a competitividade do produto brasileiro. Mas os desafios são grandes. O setor enfrenta gargalos logísticos severos: portos congestionados, falta de fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para liberar cargas, estradas em más condições e processos burocráticos que encarecem e atrasam operações. Em um mercado global altamente competitivo, com gigantes como Índia, Canadá, Estados Unidos e Austrália, cada atraso é uma perda de oportunidade. Ao lado das soluções técnicas, o Brasil conta com aliados institucionais essenciais. Os adidos agrícolas no exterior, com apoio do Mapa, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), têm sido fundamentais para abrir portas, destravar negociações, alinhar protocolos sanitários e posicionar o Feijão brasileiro como produto competitivo e confiável. Além disso, o projeto Brazil Superfoods, desenvolvido pelo Ibrafe com apoio da ApexBrasil, vem ampliando a presença do feijão e outros pulses brasileiros em mercados premium, reforçando a imagem de alimentos sustentáveis, saudáveis e alinhados às novas tendências globais de consumo. O momento é de celebrar, mas também de planejar os próximos passos. Manter o crescimento das exportações depende de investimentos em infraestrutura, digitalização, rastreabilidade e certificações. É preciso fortalecer a base logística e aduaneira para garantir que o Brasil continue avançando no mercado global, com eficiência e inovação. O prêmio recebido no GPC não é apenas uma conquista simbólica — é um sinal de que, quando pesquisa, produtores, governo e setor privado trabalham juntos, os resultados aparecem. A liderança no mercado global de pulses exige alinhamento estratégico e compromisso com o futuro. Nesta coluna semanal de estreia no Canal Rural, a proposta é acompanhar de perto os caminhos do agro brasileiro: suas vitórias, seus desafios e os debates que vão definir os rumos do setor. E se há algo que essa conquista nos mostra, é que o Brasil tem força, inteligência e propósito para ir ainda mais longe. *Marcelo Lüders é presidente do Ibrafe, especialista em pulses e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação. [ad_2] Source link

Plataforma lança módulo gratuito de rastreabilidade para impulsionar valor do agro

[ad_1] Uma nova ferramenta voltada à rastreabilidade de produtos agropecuários foi lançada nesta sexta-feira (30) durante a 3ª Jornada Técnica da Rede Técnica Cooperativa (RTC). O recurso será integrado à plataforma digital Smartcoop, já utilizada por produtores do Rio Grande do Sul. A inovação promete rastrear toda a cadeia produtiva — da porteira à exportação — agregando valor aos produtos e facilitando o acesso a mercados internacionais mais exigentes. Segundo a Smartcoop, a nova funcionalidade permitirá gerar um código de rastreio único para cada produto, desde a origem na propriedade até o destino final, passando pela industrialização nas cooperativas. O gerente de desenvolvimento da empresa, Darlan Schwade, afirma que será possível verificar se o produto está em conformidade com critérios ambientais, como os exigidos pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Esse processo garante mais segurança jurídica, eficiência produtiva e transparência. A rastreabilidade vai trazer vários benefícios para o sistema cooperativo”, destacou Schwade. Além da rastreabilidade, a ferramenta fornece dados essenciais sobre áreas de preservação permanente (APPs), reserva legal e eventuais pontos de desmatamento, permitindo ao produtor acompanhar essas informações em tempo real e diretamente pelo celular. Para o gerente de Pesquisa e Tecnologia da CCGL e da RTC, Geomar Corassa, o lançamento atende à crescente demanda do mercado internacional por transparência e sustentabilidade. “Com isso, conseguimos abrir novos mercados e agregar mais valor à produção rural, além de identificar oportunidades de melhoria nas propriedades”, afirmou. O projeto também foi um dos destaques da palestra do empreendedor e membro do programa Accelerate 2030 da ONU, Mauricio Schneider. Ele reforçou que a tecnologia da Smartcoop pode ser um caminho para a “descomoditização” do agro, processo que visa agregar valor por meio de inovação e novos modelos de negócio. “O segredo é sair da lógica da commodity. A rastreabilidade é a chave para transformar o agro em um setor mais lucrativo, sustentável e competitivo, sobretudo diante das exigências da Europa e da China”, afirmou Schneider. Ele ainda sugeriu a integração da plataforma ao Gov.BR. Durante a palestra, Schneider também alertou sobre as transformações no cenário global, como a pressão regulatória e o movimento de desglobalização, destacando que o Brasil pode se antecipar ao criar sistemas integrados, transparentes e escaláveis no campo. A ferramenta de rastreabilidade da Smartcoop é gratuita e já está disponível para produtores vinculados à rede de cooperativas do Rio Grande do Sul. [ad_2] Source link

o que esperar do tempo no Brasil em junho

[ad_1] Junho de 2025 será marcado por maior número de dias frios no Centro-Sul do Brasil, intensificação da seca no interior e episódios de chuva volumosa na costa do Nordeste. De acordo com a Climatempo, o mês terá dois eventos de frio intenso: um na primeira semana e outro na última, com aumento do risco de geada em relação ao mesmo período do ano passado. Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Frio mais frequente e chance maior de geada Com o solstício de inverno previsto para 20 de junho, às 23h42 (horário de Brasília), as noites mais longas e a redução da radiação solar favorecem o resfriamento noturno. A tendência é de temperaturas abaixo da média em áreas da região Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Eventos de geada serão mais comuns, inclusive com risco de neve nos pontos mais altos do Sul. A formação de nevoeiros nas manhãs também exigirá atenção redobrada em estradas e aeroportos dessas regiões. No Sudeste e Centro-Oeste, o fenômeno da perda radiativa — típico de noites com céu limpo — também contribui para o resfriamento. Apesar do avanço das massas de ar frio, grande parte do Brasil deverá registrar temperaturas acima da média para a época. No Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Piauí, os termômetros podem marcar valores bem elevados. A combinação de baixa nebulosidade e escassez de chuva favorece tardes quentes e madrugadas mais amenas. Seca avança no interior do país Junho marca o período seco no Sudeste, Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, sul do Pará e norte do Paraná. A previsão é de baixos volumes de chuva nessas regiões, com tendência de dias consecutivos sem precipitação. Quando ocorrem, as chuvas tendem a se concentrar em poucos dias e estão associadas à passagem de frentes frias. Além disso, a baixa umidade relativa do ar — frequentemente entre 20% e 30% — será uma característica dominante no interior, com impacto direto na saúde e nas atividades agrícolas. Junho tem chuva forte no litoral do Nordeste A costa leste do Nordeste continua sob influência da umidade marítima e da passagem de frentes frias. Entre Salvador e Natal, estão previstos vários episódios de chuva forte, principalmente entre Aracaju e Natal, onde ondas de leste podem provocar acumulados expressivos. Na Bahia, especialmente no litoral sul, a combinação entre frente fria e circulação oceânica deve provocar dias seguidos com chuva volumosa, com impactos para a população urbana e atividades no campo. O extremo norte do Brasil — incluindo Roraima, Amapá, norte do Amazonas, Maranhão e Pará — ainda deve registrar eventos de chuva forte, mas com menor frequência em comparação aos meses anteriores. A tendência é de redução dos volumes totais, com o afastamento gradual da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Nas demais áreas do Norte, como Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Amazonas, o tempo seco e as altas temperaturas devem predominar, mantendo restrições para o desenvolvimento de culturas como o milho segunda safra. Fenômenos típicos de junho O mês será caracterizado pela atuação de frentes frias principalmente na região Sul e, em menor escala, no Sudeste e Centro-Oeste. As frentes frias de origem continental poderão avançar até o Norte e parte do Nordeste, espalhando o ar frio sobre áreas mais amplas. Outro destaque de junho será a grande amplitude térmica diária, com variações superiores a 15 ºC entre a mínima e a máxima em diversas regiões. [ad_2] Source link

Solos do Rio de Janeiro armazenam mais de 300 milhões de toneladas de carbono

[ad_1] Estudo inédito liderado pela Embrapa gerou mapas de estoque de carbono orgânico do solo englobando todo o estado do Rio de Janeiro. O mapeamento foi feito em duas profundidades: 0-20 cm e 30-50 cm, na resolução espacial de 30 metros, o que equivale a aproximadamente uma escala de 1:100.000.  Na primeira profundidade (0-20 cm), foram quantificadas cerca de 189 milhões de toneladas de carbono. Já na segunda (30-50 cm), aproximadamente 119 milhões de toneladas. Esses dados podem subsidiar políticas públicas e inventários em larga escala, além de fomentar o mercado de créditos de carbono no estado. Os valores de entrada do estoque de carbono do solo foram obtidos do Inventário Florestal Nacional no Estado do Rio de Janeiro (IFN), desenvolvido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) entre 2013 e 2016, a partir da análise de cerca de 200 pontos de amostragem de solos distribuídas por todo o estado, totalizando quase 400 amostras. Os mapas de estoque de carbono no solo são fruto de um acordo de cooperação técnica entre a Embrapa Solos (RJ) e a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro (Seas-RJ). Os dados estão disponíveis para a sociedade na plataforma da Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa (Geoinfo). A parceria também irá gerar uma publicação com um conjunto de cenários que favorecem o sequestro de carbono pelo solo no Rio de Janeiro. Esta trará com recomendações de práticas sustentáveis de manejo do solo, além de uma biblioteca espectral de solos e uma estratégia de modelo de negócio para o mercado de carbono no estado.  “Para gerar um mapeamento que cobre todo o estado, utilizamos dados de quase 400 amostras de solo coletadas no estado para treinar modelos de predição do estoque de carbono do solo. Usando geoprocessamento e sensoriamento remoto, conseguimos informações de satélites e de mapas já publicados”, diz o pesquisador Gustavo Vasques, da Embrapa Solos. Segundo ele, posteriormente foi feita uma superposição desses pontos amostrais com diferentes camadas de informação, como altitude, declividade e concavidade do terreno, temperatura média anual, precipitação anual, uso e cobertura da terra, geologia e tipos de solo. “Usamos, então, um modelo de estatística multivariada para, a partir da correlação entre essas covariáveis com o estoque de carbono do solo medido no campo, gerar o mapa no estado todo.” Locais mais favoráveis Os mapas mostram quais ambientes são mais favoráveis para acumular ou perder carbono no estado. De acordo com Vasques, as serras possuem historicamente carbono acumulado no solo. Isso se dá por conta do clima frio, que desfavorece a decomposição da matéria orgânica e também ajuda na alta produtividade. “No Rio de Janeiro são, principalmente, a Serra do Mar, onde ficam a Serra dos Órgãos e a Costa Verde, e a Serra da Mantiqueira, onde fica o Parque de Itatiaia”, enumera. O pesquisador também aponta áreas encharcadas como outro local que acumula bastante carbono no estado. Especialmente nos manguezais próximos à costa, no delta do Rio Paraíba do Sul, na região norte fluminense. Isso acontece porque o solo saturado com água não tem o oxigênio que muitos microrganismos precisam para decompor a matéria orgânica.  “Esse cenário é típico de turfeira, solo lamoso, rico em matéria orgânica. São locais que já sabemos que devem ser preservados para não perder carbono. Drenar uma área de turfeira e transformar em uma área produtiva fará com que o carbono acumulado seja liberado na forma de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera após a entrada do oxigênio no ambiente, degradando a paisagem”, detalha. Na outra perspectiva, baixos estoques de carbono foram observados no Norte-Noroeste do estado. A região possui muitas pastagens em estágio moderado a severo de degradação pela ausência de um bom manejo e de adubação, o que ocasiona a queda de carbono e diminuição da saúde do solo.  “São áreas onde há um carbono relativamente baixo. Medidas de manejo, conservação, correção e adubação do solo apropriadas podem incrementar o sequestro de carbono pelo solo. Quando o carbono aumenta, significa que todo o sistema produtivo e ambiental melhora a sua qualidade, com mais biodiversidade, maior sustentação de plantas, animais, microrganismos. Isso acaba ajudando todo o ambiente”, analisa Vasques. Carbono estocado nos solos Foto: José Coelho de Araújo Filho /Embrapa De acordo com o pesquisador, entender a quantidade de carbono no solo é importante, pois atualmente trata-se de uma commodity comercializada no mercado global. Isso porque uma das estratégias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas é promover o sequestro de carbono no solo e manter o seu armazenamento a longo prazo.  A prática pode ser alcançada por meio da melhoria da matéria orgânica do solo a partir da adoção de boas práticas de manejo, restauração de solos e paisagens degradadas ou intensificação de sistemas agrícolas com o plantio de árvores, por exemplo.  “Essa estratégia pode ser combinada com programas e acordos de compensação para monetizar o carbono sequestrado do solo por meio da venda de créditos de carbono. E para que os programas de compensação funcionem, é preciso ter um valor inicial do estoque de carbono do solo como base para calcular a quantidade sequestrada após um período de avaliação”, pontua Vasques. Outro ponto a ser destacado é que a medição pode ser mais cara do que o próprio valor negociado pelo carbono estocado no solo. Portanto, nesse cenário, é relevante estabelecer funções preditivas para medição do carbono em todo o território a partir de amostras de solos já existentes, como é o caso do que foi feito para a geração dos mapas do Rio de Janeiro. Isso reduz o custo da medição e amplia a informação disponível sobre o carbono no solo. Além da importância para o mercado de créditos, os pesquisadores ressaltam que a informação do estoque de carbono também indica a saúde do solo. Dessa maneira, os mapas poderão contribuir para entender se os estoques de carbono nos solos no Rio de Janeiro têm aumentado ou diminuído, indicador da melhora ou piora da saúde do solo com o passar dos anos. *Sob supervião de Victor Faverin

Petrobras reduz preço do querosene de aviação a partir de amanhã

[ad_1] A Petrobras vai reduzir o preço do querosene de aviação (QAV) em 7,9% para as distribuidoras a partir de amanhã (1º), o equivalente a uma redução de R$ 0,28/litro em relação ao preço de maio de 2025. Na comparação com dezembro de 2024, a redução é de 7,4%, o que corresponde a um decréscimo de R$ 0,27/litro neste ano até agora, informou a estatal. A redução contratual de junho ocorre após uma alta de 0,3% no dia 1º de maio e a queda de 7,9% em abril. Os reajustes do combustível são feitos sempre no primeiro dia do mês. No acumulado desde dezembro de 2022, a empresa já reduziu o preço do QAV em 34,6%, equivalente a um decréscimo de R$ 1,76/litro. Considerando a inflação do período, essa redução é de 41,8%, explicou. A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que por sua vez transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento. [ad_2] Source link

semana tem ventos de 100 km/h em 3 regiões e chuva de 100 mm

[ad_1] A primeira semana de junho será marcada por contrastes climáticos nas diferentes regiões do Brasil. De acordo com o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste enfrentarão episódios de tempo severo, com risco de granizo, rajadas de vento superiores a 100 km/h e acumulados elevados de chuva, o que pode afetar diretamente as operações agrícolas. Já no Norte e Nordeste, o cenário inclui chuvas localizadas e calor intenso, com destaque para a baixa umidade no interior e tempo firme que favorece o andamento da colheita em algumas áreas. Sul Uma área de baixa pressão no Paraguai forma nuvens carregadas sobre o noroeste e a área central do Rio Grande do Sul, assim como no oeste de Santa Catarina. Há risco de temporais no início da semana. Entre terça (3) e quarta-feira (4), a atuação de um cavado atmosférico aumenta a possibilidade de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h em Santa Catarina, Paraná e centro-norte do Rio Grande do Sul. O acumulado pode alcançar entre 70 e 100 mm, com risco de alagamentos em áreas urbanas e rurais. As lavouras de milho segunda safra podem ser impactadas, especialmente em Santa Catarina e Paraná. Em contrapartida, o tempo permanece firme no sudeste do Rio Grande do Sul, onde não há previsão de temporais. As temperaturas seguem baixas pela manhã, mas voltam a subir à tarde. As mínimas ficam acima de 10 ºC e as máximas podem superar 30 ºC no norte do Paraná. Sudeste A infiltração de umidade do oceano provoca chuva fraca a moderada no leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, além do leste e norte do Espírito Santo. No interior dos estados, o tempo segue firme com tardes mais quentes. Entre terça e sexta-feira (6), há risco de tempestades no estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com possibilidade de granizo e ventos de até 100 km/h. A moagem da cana-de-açúcar será impactada, principalmente em São Paulo, onde os acumulados devem chegar a 50 mm. A umidade, no entanto, favorece o interior paulista, que vinha enfrentando chuvas irregulares. No centro-sul de Minas Gerais, a chuva deve somar de 20 a 30 mm, atrasando a colheita do café. Já no Espírito Santo e no nordeste de Minas, os volumes ficam entre 10 e 15 mm. No noroeste mineiro, o tempo será seco e quente, com máxima de até 36 ºC até o fim da semana. Centro-Oeste A mesma baixa pressão que atua no Paraguai favorece a formação de nuvens sobre o oeste e sul de Mato Grosso do Sul, onde volta a chover no início da semana. As temperaturas ficam mais amenas. A terça-feira será de alerta para tempestades em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h. Os acumulados devem variar entre 15 e 20 mm, o que não inviabiliza as operações em campo, mas exige atenção. No centro-norte de Goiás e em Mato Grosso, o tempo segue firme, com máximas entre 36 ºC e 37 ºC, especialmente no norte goiano e nordeste mato-grossense. Nordeste Chove de forma moderada no sul da Bahia, com risco de temporais entre Sergipe e Alagoas, inclusive nas capitais. O litoral do Maranhão também pode registrar chuva forte em vários momentos. No interior da região, o ar segue seco e quente. Os menores índices de umidade são esperados no sul do Piauí e norte da Bahia. A faixa leste dos estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte deve registrar acumulados de 10 a 20 mm, mantendo boas condições de umidade do ar. No oeste da Bahia, o tempo seco favorece o avanço da colheita do algodão. Maranhão, Piauí e Ceará também seguem com tempo firme, o que contribui para a continuidade dos trabalhos no campo. Norte A previsão indica sol entre nuvens e pancadas de chuva no norte do Amazonas, noroeste e litoral do Pará, Roraima e Amapá. Os volumes variam de moderados a fortes. Na região sul da Amazônia, o tempo permanece seco. Os acumulados no centro-norte do Amazonas e do Pará devem chegar a 50 mm, garantindo boa umidade do solo. Atenção para volumes superiores a 100 mm no extremo norte do Amazonas, Roraima e Amapá, que podem prejudicar o escoamento da produção e danificar rodovias. No Acre, Rondônia e Tocantins, o tempo segue quente e seco, com restrição hídrica para as lavouras de milho segunda safra, especialmente em Tocantins. Por outro lado, a colheita do café avança sem impedimentos no Acre e em Rondônia. [ad_2] Source link

Plano Safra deve ter mais recursos, mas com acesso mais restrito

[ad_1] A disponibilidade de recursos no Plano Safra deve aumentar. A expectativa vem após resolução aprovada recentemente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que eleva os percentuais obrigatórios de direcionamento dos depósitos bancários para o financiamento rural, de 30% para 31,5%. A medida é apontada como uma tentativa do governo de ampliar a oferta de recursos no próximo Plano Safra 2025/2026. Segundo o diretor financeiro da Plantae Agrocrédito, Paulo Ricardo Miralha Sampaio, as exigibilidades são fundamentais para tornar o Plano Safra mais robusto. “O governo determina em que área e percentual os bancos devem aplicar parte dos recursos captados junto ao mercado. No caso do crédito rural, esse direcionamento é essencial para garantir o financiamento da produção agropecuária”, afirma. Além do aumento percentual, o CMN também determinou outras mudanças importantes: as cooperativas de crédito passam a ser responsáveis pelo controle do fluxo e cumprimento das exigibilidades das filiadas, o que, na avaliação de Sampaio, deve facilitar a operação. A medida será implementada de forma gradual, ao longo de quatro anos. Mais crédito, mas menor acesso Com o aumento das exigibilidades, a expectativa é que mais recursos sejam destinados ao crédito rural, ampliando a oferta de financiamento aos produtores. No entanto, o especialista alerta: “Devido aos elevados níveis de inadimplência no setor, as instituições financeiras devem adotar critérios mais rigorosos na concessão desses créditos. Isso pode restringir o acesso, tornando o processo de seleção mais seletivo para os produtores que buscam financiamento”. O cenário econômico também é um fator de preocupação. A taxa Selic elevada e as dificuldades fiscais do governo federal limitam a capacidade do Tesouro Nacional de realizar a equalização das taxas de juros. Para Sampaio, essas medidas, embora importantes, não são suficientes para garantir o financiamento necessário ao setor agropecuário. “O ambiente será desafiador para o custo do crédito rural no próximo Plano Safra”, afirma. Estratégia é o caminho A partir de julho de 2025, quando começa o novo ciclo agropecuário, a recomendação do especialista é que o produtor rural adote estratégias para minimizar riscos. “O ideal é buscar parcerias com tradings ou agroindústrias que possam ajudar no custeio dos insumos, além de fazer hedge de parte da produção, garantindo um preço justo para ambos os lados.  Também é fundamental reduzir ao máximo os custos e manter uma abordagem prática e realista”, orienta Sampaio. [ad_2] Source link

STF inicia julgamento de lei de MT que confronta Moratória da Soja

[ad_1] O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta sexta-feira, 30 de maio, ao julgamento virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7774), que questiona a constitucionalidade da Lei nº 12.709/2024, do estado de Mato Grosso. A norma proíbe a concessão de benefícios fiscais e a doação de terrenos públicos a empresas que aderem a compromissos ambientais como a Moratória da Soja. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! O relator do caso, ministro Flávio Dino, havia inicialmente suspendido a lei em dezembro de 2024, por entender que ela violava o princípio do livre comércio. No entanto, em abril deste ano, ele reviu sua decisão e restabeleceu os efeitos da norma. Agora, os demais ministros do STF decidirão se acompanham ou não o novo entendimento do relator. O julgamento será realizado no plenário virtual até o dia 6 de junho. A Moratória da Soja é um acordo voluntário firmado em 2006 entre indústrias, exportadores, governo e sociedade civil, que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após 22 de julho de 2008, data de referência do Código Florestal Brasileiro. Conciliação referente à Moratória da Soja Inicialmente, o julgamento estava previsto para fevereiro deste ano, mas foi adiado a pedido do governo de Mato Grosso, que solicitou uma audiência de conciliação. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apoiava a iniciativa. No entanto, os partidos autores da ação rejeitaram o pedido, alegando que o objetivo central do processo é a constitucionalidade da lei estadual, e não a renegociação do acordo ambiental. A lei tem apoio de entidades do setor produtivo, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que afirma que a Moratória da Soja prejudica cerca de 4,2 mil produtores no estado. Segundo a associação, o acordo restringe o uso produtivo de aproximadamente 1,8 milhão de hectares, representando uma perda potencial de até R$ 60 bilhões em receitas para o Mato Grosso. [ad_2] Source link