{"id":9911,"date":"2025-03-19T22:27:58","date_gmt":"2025-03-19T22:27:58","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/19\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1425-ao-ano\/"},"modified":"2025-03-19T22:27:58","modified_gmt":"2025-03-19T22:27:58","slug":"copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1425-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/19\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1425-ao-ano\/","title":{"rendered":"Copom eleva juros b\u00e1sicos da economia para 14,25% ao ano"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/20231025_144911.webp\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A alta do pre\u00e7o dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/banco-central\/\">(BC)<\/a><\/strong> aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 1 ponto percentual, para <strong>14,25% ao ano<\/strong>.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela pol\u00edtica comercial do pa\u00eds, suscitam d\u00favidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira est\u00e1 aquecida, apesar de sinais de modera\u00e7\u00e3o no crescimento.<\/p>\n<p>Segundo o Copom, a infla\u00e7\u00e3o cheia e os n\u00facleos (medida que exclui pre\u00e7os mais vol\u00e1teis, como alimentos e energia) continuam em alta. O \u00f3rg\u00e3o alertou que existe o risco de que a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os continue alta e informou que continuar\u00e1 a monitorar a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo.<\/p>\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>\u201cO comit\u00ea segue acompanhando com aten\u00e7\u00e3o como os desenvolvimentos da pol\u00edtica fiscal impactam a pol\u00edtica monet\u00e1ria e os ativos financeiros. A percep\u00e7\u00e3o dos agentes econ\u00f4micos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da d\u00edvida segue impactando, de forma relevante, os pre\u00e7os de ativos e as expectativas dos agentes.\u201d, destacou o comunicado.<\/code><\/pre>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3ximas reuni\u00f5es, o Copom informou que elevar\u00e1 a Selic \u201cem menor magnitude\u201d na reuni\u00e3o de maio e n\u00e3o deixou pistas para o que acontecer\u00e1 depois disso.<\/p>\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>\u201cPara al\u00e9m da pr\u00f3xima reuni\u00e3o [a partir de junho], o comit\u00ea refor\u00e7a que a magnitude total do ciclo de aperto monet\u00e1rio ser\u00e1 ditada pelo firme compromisso de converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o \u00e0 meta e depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica da infla\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou.<\/code><\/pre>\n<p>Al\u00e9m de esperada pelo mercado financeiro, a eleva\u00e7\u00e3o em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reuni\u00e3o de janeiro.<\/p>\n<p>Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa est\u00e1 no maior n\u00edvel desde outubro de 2016, quando tamb\u00e9m estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa come\u00e7ou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inflacao\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial, ficou em 1,48%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o fim do b\u00f4nus de Itaipu sobre a conta de luz e o pre\u00e7o de alguns alimentos contribu\u00edram para o \u00edndice.<\/p>\n<p>Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta cont\u00ednua em vigor a partir deste m\u00eas, a meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior \u00e9 4,5%.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>No modelo de meta cont\u00ednua, a meta passa ser apurada m\u00eas a m\u00eas, considerando a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses. Em mar\u00e7o de 2025, a infla\u00e7\u00e3o desde abril de 2024 \u00e9 comparada com a meta e o intervalo de toler\u00e2ncia. Em abril, o procedimento se repete, com apura\u00e7\u00e3o a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verifica\u00e7\u00e3o se desloca ao longo do tempo, n\u00e3o ficando mais restrita ao \u00edndice fechado de dezembro de cada ano.<\/p>\n<p>No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria manteve a previs\u00e3o de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do d\u00f3lar e da infla\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgado no fim de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. H\u00e1 um m\u00eas, as estimativas do mercado estavam em 5,6%.<\/p>\n<p>O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a infla\u00e7\u00e3o. A autoridade monet\u00e1ria prev\u00ea que o IPCA chegar\u00e1 a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de \u201chorizonte ampliado\u201d, considerando o cen\u00e1rio para a infla\u00e7\u00e3o em at\u00e9 18 meses.<\/p>\n<p>O Banco Central aumentou as estimativas de infla\u00e7\u00e3o. Na reuni\u00e3o anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-credito-mais-caro\">Cr\u00e9dito mais caro<\/h2>\n<p>O aumento da taxa Selic ajuda a conter a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central elevou para 2,1% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a economia em 2025.<\/p>\n<p>O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem expans\u00e3o de 1,99% do PIB em 2025.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1425-ao-ano\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] A alta do pre\u00e7o dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela pol\u00edtica comercial do pa\u00eds, suscitam d\u00favidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira est\u00e1 aquecida, apesar de sinais de modera\u00e7\u00e3o no crescimento. Segundo o Copom, a infla\u00e7\u00e3o cheia e os n\u00facleos (medida que exclui pre\u00e7os mais vol\u00e1teis, como alimentos e energia) continuam em alta. O \u00f3rg\u00e3o alertou que existe o risco de que a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os continue alta e informou que continuar\u00e1 a monitorar a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo. \u201cO comit\u00ea segue acompanhando com aten\u00e7\u00e3o como os desenvolvimentos da pol\u00edtica fiscal impactam a pol\u00edtica monet\u00e1ria e os ativos financeiros. A percep\u00e7\u00e3o dos agentes econ\u00f4micos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da d\u00edvida segue impactando, de forma relevante, os pre\u00e7os de ativos e as expectativas dos agentes.\u201d, destacou o comunicado. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3ximas reuni\u00f5es, o Copom informou que elevar\u00e1 a Selic \u201cem menor magnitude\u201d na reuni\u00e3o de maio e n\u00e3o deixou pistas para o que acontecer\u00e1 depois disso. \u201cPara al\u00e9m da pr\u00f3xima reuni\u00e3o [a partir de junho], o comit\u00ea refor\u00e7a que a magnitude total do ciclo de aperto monet\u00e1rio ser\u00e1 ditada pelo firme compromisso de converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o \u00e0 meta e depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica da infla\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou. Al\u00e9m de esperada pelo mercado financeiro, a eleva\u00e7\u00e3o em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reuni\u00e3o de janeiro. Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa est\u00e1 no maior n\u00edvel desde outubro de 2016, quando tamb\u00e9m estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria. 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Pelo novo sistema de meta cont\u00ednua em vigor a partir deste m\u00eas, a meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior \u00e9 4,5%. No modelo de meta cont\u00ednua, a meta passa ser apurada m\u00eas a m\u00eas, considerando a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses. Em mar\u00e7o de 2025, a infla\u00e7\u00e3o desde abril de 2024 \u00e9 comparada com a meta e o intervalo de toler\u00e2ncia. Em abril, o procedimento se repete, com apura\u00e7\u00e3o a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verifica\u00e7\u00e3o se desloca ao longo do tempo, n\u00e3o ficando mais restrita ao \u00edndice fechado de dezembro de cada ano. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria manteve a previs\u00e3o de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do d\u00f3lar e da infla\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgado no fim de mar\u00e7o. As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. H\u00e1 um m\u00eas, as estimativas do mercado estavam em 5,6%. O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a infla\u00e7\u00e3o. A autoridade monet\u00e1ria prev\u00ea que o IPCA chegar\u00e1 a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de \u201chorizonte ampliado\u201d, considerando o cen\u00e1rio para a infla\u00e7\u00e3o em at\u00e9 18 meses. O Banco Central aumentou as estimativas de infla\u00e7\u00e3o. Na reuni\u00e3o anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026. Cr\u00e9dito mais caro O aumento da taxa Selic ajuda a conter a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econ\u00f4mico. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central elevou para 2,1% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a economia em 2025. O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem expans\u00e3o de 1,99% do PIB em 2025. A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir. 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