{"id":9801,"date":"2025-03-16T15:27:11","date_gmt":"2025-03-16T15:27:11","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/16\/tapa-buraco-diz-especialista-sobre-medida-que-zera-tarifa-de-cafe-importado\/"},"modified":"2025-03-16T15:27:11","modified_gmt":"2025-03-16T15:27:11","slug":"tapa-buraco-diz-especialista-sobre-medida-que-zera-tarifa-de-cafe-importado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/16\/tapa-buraco-diz-especialista-sobre-medida-que-zera-tarifa-de-cafe-importado\/","title":{"rendered":"&#8216;Tapa-buraco&#8217;, diz especialista sobre medida que zera tarifa de caf\u00e9 importado"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/Fresh_Coffee_Background_original_443229.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Come\u00e7ou a valer na \u00faltima sexta-feira (14) a medida que isenta as tarifas de importa\u00e7\u00e3o de alimentos, com a justificativa da necessidade de conter a infla\u00e7\u00e3o e reduzir o pre\u00e7o para o consumidor final. Entre os itens que tiveram a al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o reduzida  pelo governo federal est\u00e1 o caf\u00e9, que antes contava com tarifa de 9%.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Para o analista de mercado Haroldo Bonf\u00e1, diretor da Pharos Consultoria, essa estrat\u00e9gia \u00e9 apenas um paliativo e n\u00e3o resolve os desafios estruturais do mercado. \u201cO ideal seria um livre com\u00e9rcio, sem restri\u00e7\u00f5es para importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o, permitindo maior competitividade no setor\u201d, defende.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sem-impacto-para-o-consumidor\">Sem impacto para o consumidor<\/h3>\n<p>Para Bonf\u00e1, a decis\u00e3o de zerar a tarifa de importa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve, na pr\u00e1tica, reduzir o pre\u00e7o do caf\u00e9 para o consumidor. Ele classifica a medida como um \u201ctapa-buraco\u201d, argumentando que o real fator de press\u00e3o sobre os pre\u00e7os est\u00e1 na oferta e demanda globais, e n\u00e3o na taxa\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o especialista destaca que o Brasil importa volumes pequenos de caf\u00e9. Neste ano, o Brasil importou 970,47 sacas de caf\u00e9, considerando o gr\u00e3o torrado, extratos, ess\u00eancias e concentrados, conforme dados do portal Comex Stat, do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC).\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com Bonf\u00e1, o problema est\u00e1 na viabilidade econ\u00f4mica da importa\u00e7\u00e3o, que depende de embalagens a v\u00e1cuo para conserva\u00e7\u00e3o, o que encarece o produto.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-competitividade-do-setor\">Competitividade do setor<\/h3>\n<p>Outro ponto levantado pelo analista \u00e9 a competitividade do Brasil no mercado internacional. O pa\u00eds, maior produtor mundial de <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cafe\/\">caf\u00e9<\/a>, tem capacidade de ampliar sua presen\u00e7a global, mas enfrenta desafios.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO pa\u00eds j\u00e1 foi mais forte no mercado internacional, mas os altos custos de produ\u00e7\u00e3o v\u00eam reduzindo essa vantagem\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Ele tamb\u00e9m afirma que, com a recente alta dos pre\u00e7os do caf\u00e9, impulsionada por fatores clim\u00e1ticos adversos e pela menor oferta no Vietn\u00e3, os valores praticados no mercado interno se tornaram elevados, reduzindo a atratividade do caf\u00e9 brasileiro frente a outros pa\u00edses produtores.<\/p>\n<p>Entretanto, Bonf\u00e1 ressalta que essa fase pode ser tempor\u00e1ria, com a safra de conilon prevista para abril e a de ar\u00e1bica para junho, o que deve normalizar os estoques e aliviar a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-impactos-do-clima-adverso\">Impactos do clima adverso<\/h3>\n<p>Os pre\u00e7os internacionais do caf\u00e9 tiveram sucessivos recordes nos \u00faltimos meses, fator que tamb\u00e9m pressionou as cota\u00e7\u00f5es aqui no Brasil. Segundo o indicador Cepea\/Esalq, os pre\u00e7os do ar\u00e1bica saltaram de R$ 1.490 a saca de 60 kg em outubro de 2024 para mais de R$ 2.500 em mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n<p>Para Bonf\u00e1, \u201ccerca de 90% da alta se deve a fatores clim\u00e1ticos, enquanto apenas 10% est\u00e1 relacionado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar\u201d. Ele lembra que a seca severa no Vietn\u00e3 no in\u00edcio de 2024 reduziu a florada e impactou a oferta global.<\/p>\n<p>\u201cO pre\u00e7o interno no Vietn\u00e3 dobrou, levando os produtores a exportar menos, o que fez com que o Brasil ampliasse suas exporta\u00e7\u00f5es de conilon, passando de uma m\u00e9dia de 2 a 3 milh\u00f5es de sacas para 9 milh\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os tamb\u00e9m gerou problemas financeiros para ind\u00fastrias e traders, levando algumas empresas \u00e0 quebra. Por outro lado, o produtor se beneficiou, especialmente no conilon. \u201cEle vendia uma saca por R$ 500 e viu os pre\u00e7os saltarem para R$ 800, depois R$ 1.000, o que trouxe uma oportunidade de ganhos que n\u00e3o era esperada\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-esperar-daqui-para-frente\">O que esperar daqui para frente?<\/h3>\n<p>Para os pr\u00f3ximos meses, a expectativa do analista de caf\u00e9 \u00e9 que a normaliza\u00e7\u00e3o da oferta traga ajustes para os pre\u00e7os, trazendo al\u00edvio para o setor e para o consumidor. Bonf\u00e1 tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00f5es que podem influenciar a percep\u00e7\u00e3o sobre o caf\u00e9 brasileiro mundo afora.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem um produto de alta qualidade, mas precisa comunicar melhor essa superioridade para agregar valor. Pa\u00edses como a Col\u00f4mbia fazem um excelente trabalho de promo\u00e7\u00e3o de marca, destacando qualidade e tradi\u00e7\u00e3o. Se o Brasil investir mais em diferencia\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o, pode conquistar melhores pre\u00e7os e maior fidelidade dos consumidores internacionais\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/tapa-buraco-diz-especialista-sobre-medida-que-zera-tarifa-de-cafe-importado\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Come\u00e7ou a valer na \u00faltima sexta-feira (14) a medida que isenta as tarifas de importa\u00e7\u00e3o de alimentos, com a justificativa da necessidade de conter a infla\u00e7\u00e3o e reduzir o pre\u00e7o para o consumidor final. 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Ele classifica a medida como um \u201ctapa-buraco\u201d, argumentando que o real fator de press\u00e3o sobre os pre\u00e7os est\u00e1 na oferta e demanda globais, e n\u00e3o na taxa\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o.\u00a0 Al\u00e9m disso, o especialista destaca que o Brasil importa volumes pequenos de caf\u00e9. Neste ano, o Brasil importou 970,47 sacas de caf\u00e9, considerando o gr\u00e3o torrado, extratos, ess\u00eancias e concentrados, conforme dados do portal Comex Stat, do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC).\u00a0 De acordo com Bonf\u00e1, o problema est\u00e1 na viabilidade econ\u00f4mica da importa\u00e7\u00e3o, que depende de embalagens a v\u00e1cuo para conserva\u00e7\u00e3o, o que encarece o produto. Competitividade do setor Outro ponto levantado pelo analista \u00e9 a competitividade do Brasil no mercado internacional. O pa\u00eds, maior produtor mundial de caf\u00e9, tem capacidade de ampliar sua presen\u00e7a global, mas enfrenta desafios.\u00a0 \u201cO pa\u00eds j\u00e1 foi mais forte no mercado internacional, mas os altos custos de produ\u00e7\u00e3o v\u00eam reduzindo essa vantagem\u201d, diz.\u00a0 Ele tamb\u00e9m afirma que, com a recente alta dos pre\u00e7os do caf\u00e9, impulsionada por fatores clim\u00e1ticos adversos e pela menor oferta no Vietn\u00e3, os valores praticados no mercado interno se tornaram elevados, reduzindo a atratividade do caf\u00e9 brasileiro frente a outros pa\u00edses produtores. Entretanto, Bonf\u00e1 ressalta que essa fase pode ser tempor\u00e1ria, com a safra de conilon prevista para abril e a de ar\u00e1bica para junho, o que deve normalizar os estoques e aliviar a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os. Impactos do clima adverso Os pre\u00e7os internacionais do caf\u00e9 tiveram sucessivos recordes nos \u00faltimos meses, fator que tamb\u00e9m pressionou as cota\u00e7\u00f5es aqui no Brasil. Segundo o indicador Cepea\/Esalq, os pre\u00e7os do ar\u00e1bica saltaram de R$ 1.490 a saca de 60 kg em outubro de 2024 para mais de R$ 2.500 em mar\u00e7o de 2025. Para Bonf\u00e1, \u201ccerca de 90% da alta se deve a fatores clim\u00e1ticos, enquanto apenas 10% est\u00e1 relacionado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar\u201d. Ele lembra que a seca severa no Vietn\u00e3 no in\u00edcio de 2024 reduziu a florada e impactou a oferta global. \u201cO pre\u00e7o interno no Vietn\u00e3 dobrou, levando os produtores a exportar menos, o que fez com que o Brasil ampliasse suas exporta\u00e7\u00f5es de conilon, passando de uma m\u00e9dia de 2 a 3 milh\u00f5es de sacas para 9 milh\u00f5es\u201d, afirma. A eleva\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os tamb\u00e9m gerou problemas financeiros para ind\u00fastrias e traders, levando algumas empresas \u00e0 quebra. Por outro lado, o produtor se beneficiou, especialmente no conilon. \u201cEle vendia uma saca por R$ 500 e viu os pre\u00e7os saltarem para R$ 800, depois R$ 1.000, o que trouxe uma oportunidade de ganhos que n\u00e3o era esperada\u201d. O que esperar daqui para frente? Para os pr\u00f3ximos meses, a expectativa do analista de caf\u00e9 \u00e9 que a normaliza\u00e7\u00e3o da oferta traga ajustes para os pre\u00e7os, trazendo al\u00edvio para o setor e para o consumidor. Bonf\u00e1 tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00f5es que podem influenciar a percep\u00e7\u00e3o sobre o caf\u00e9 brasileiro mundo afora. \u201cO Brasil tem um produto de alta qualidade, mas precisa comunicar melhor essa superioridade para agregar valor. 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