{"id":9561,"date":"2025-03-08T04:03:57","date_gmt":"2025-03-08T04:03:57","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/08\/delegar-fiscalizacao-de-alimentos-aos-municipios-e-irresponsavel-diz-anffa-sindical\/"},"modified":"2025-03-08T04:03:57","modified_gmt":"2025-03-08T04:03:57","slug":"delegar-fiscalizacao-de-alimentos-aos-municipios-e-irresponsavel-diz-anffa-sindical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/08\/delegar-fiscalizacao-de-alimentos-aos-municipios-e-irresponsavel-diz-anffa-sindical\/","title":{"rendered":"Delegar fiscaliza\u00e7\u00e3o de alimentos aos munic\u00edpios \u00e9 irrespons\u00e1vel, diz Anffa Sindical"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/auditores.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecu\u00e1rios <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/anffa\/\">(Anffa Sindical)<\/a><\/strong> manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com o an\u00fancio do Governo Federal de permitir, pelo per\u00edodo de um ano, a comercializa\u00e7\u00e3o nacional de alimentos inspecionados exclusivamente pelos munic\u00edpios por meio do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Municipal (SIM). <\/p>\n<p>Em nota divulgada nesta sexta-feira (7), a entidade reitera a import\u00e2ncia do rigor da fiscaliza\u00e7\u00e3o de produtos de origem animal, \u201cessencial para garantir sanidade, qualidade e a conformidade com os padr\u00f5es internacionais de seguran\u00e7a dos alimentos\u201d.<\/p>\n<p>O Sindicato lembra que a medida do governo contempla um rol limitado de produtos, incluindo leite, mel e ovos, sem abranger a carne, que segue sob inspe\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida. <\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEmbora seja importante a iniciativa do governo de buscar ampliar a oferta de produtos a um custo menor para a popula\u00e7\u00e3o, a medida pode fragilizar o controle sanit\u00e1rio, uma vez que os produtos n\u00e3o passar\u00e3o pelo mesmo n\u00edvel de inspe\u00e7\u00e3o aplicado pelo Sistema Brasileiro de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Animal (Sisbi)\u201d, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-falta-de-estrutura-municipal\">Falta de estrutura municipal<\/h2>\n<p>Atualmente, os produtos fiscalizados pelo SIM s\u00e3o destinados ao consumo dentro do pr\u00f3prio munic\u00edpio, com exce\u00e7\u00e3o das mercadorias que j\u00e1 possuem a habilita\u00e7\u00e3o pelo Sisbi (que j\u00e1 podem comercializar em qualquer local dentro do pa\u00eds). <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A Anffa Sindical salienta que nem todo munic\u00edpio possui equipe suficiente para realizar a fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada, n\u00e3o por falta de cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, mas por falta de equipe. \u201cPortanto, transferir essa fiscaliza\u00e7\u00e3o para os munic\u00edpios sem recursos or\u00e7ament\u00e1rios, nem de servidores \u00e9 irrespons\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Macedo, muitos estabelecimentos que operam sob o Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Municipal buscam obter a certifica\u00e7\u00e3o federal e n\u00e3o conseguem, justamente por n\u00e3o atenderem a todos os crit\u00e9rios exigidos pelo Mapa. <\/p>\n<p>\u201cA libera\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o de forma nacional n\u00e3o leva a um aumento direto de oferta dos alimentos, uma vez que eles j\u00e1 s\u00e3o comercializados de forma local, nos munic\u00edpios. A estrat\u00e9gia \u00e9 in\u00f3cua no sentido econ\u00f4mico, mas aumenta o risco de problemas sanit\u00e1rios de itens que s\u00e3o vendidos nas proximidades. Isto sem contar quest\u00f5es de log\u00edstica de transporte, armazenamento, temperatura etc\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Outro ponto levantado pela nota da entidade \u00e9 o fato de que produtos com menor controle tendem a chegar ao consumidor com menor qualidade. <\/p>\n<p>\u201cA medida que eventualmente pode reduzir o pre\u00e7o de qualquer alimento n\u00e3o pode ser executada em detrimento da qualidade e sanidade dos produtos e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 como precificar a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>No texto da nota, a entidade refor\u00e7a a necessidade de garantir a qualidade sanit\u00e1ria e a conformidade com os padr\u00f5es internacionais de seguran\u00e7a dos alimentos, em benef\u00edcio da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e da credibilidade do agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/politica\/delegar-fiscalizacao-de-alimentos-aos-municipios-e-irresponsavel-diz-anffa-sindical\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecu\u00e1rios (Anffa Sindical) manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com o an\u00fancio do Governo Federal de permitir, pelo per\u00edodo de um ano, a comercializa\u00e7\u00e3o nacional de alimentos inspecionados exclusivamente pelos munic\u00edpios por meio do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Municipal (SIM). Em nota divulgada nesta sexta-feira (7), a entidade reitera a import\u00e2ncia do rigor da fiscaliza\u00e7\u00e3o de produtos de origem animal, \u201cessencial para garantir sanidade, qualidade e a conformidade com os padr\u00f5es internacionais de seguran\u00e7a dos alimentos\u201d. O Sindicato lembra que a medida do governo contempla um rol limitado de produtos, incluindo leite, mel e ovos, sem abranger a carne, que segue sob inspe\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida. \u201cEmbora seja importante a iniciativa do governo de buscar ampliar a oferta de produtos a um custo menor para a popula\u00e7\u00e3o, a medida pode fragilizar o controle sanit\u00e1rio, uma vez que os produtos n\u00e3o passar\u00e3o pelo mesmo n\u00edvel de inspe\u00e7\u00e3o aplicado pelo Sistema Brasileiro de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Animal (Sisbi)\u201d, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo. Falta de estrutura municipal Atualmente, os produtos fiscalizados pelo SIM s\u00e3o destinados ao consumo dentro do pr\u00f3prio munic\u00edpio, com exce\u00e7\u00e3o das mercadorias que j\u00e1 possuem a habilita\u00e7\u00e3o pelo Sisbi (que j\u00e1 podem comercializar em qualquer local dentro do pa\u00eds). A Anffa Sindical salienta que nem todo munic\u00edpio possui equipe suficiente para realizar a fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada, n\u00e3o por falta de cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, mas por falta de equipe. \u201cPortanto, transferir essa fiscaliza\u00e7\u00e3o para os munic\u00edpios sem recursos or\u00e7ament\u00e1rios, nem de servidores \u00e9 irrespons\u00e1vel.\u201d Segundo Macedo, muitos estabelecimentos que operam sob o Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Municipal buscam obter a certifica\u00e7\u00e3o federal e n\u00e3o conseguem, justamente por n\u00e3o atenderem a todos os crit\u00e9rios exigidos pelo Mapa. \u201cA libera\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o de forma nacional n\u00e3o leva a um aumento direto de oferta dos alimentos, uma vez que eles j\u00e1 s\u00e3o comercializados de forma local, nos munic\u00edpios. A estrat\u00e9gia \u00e9 in\u00f3cua no sentido econ\u00f4mico, mas aumenta o risco de problemas sanit\u00e1rios de itens que s\u00e3o vendidos nas proximidades. Isto sem contar quest\u00f5es de log\u00edstica de transporte, armazenamento, temperatura etc\u201d, pontua. Outro ponto levantado pela nota da entidade \u00e9 o fato de que produtos com menor controle tendem a chegar ao consumidor com menor qualidade. \u201cA medida que eventualmente pode reduzir o pre\u00e7o de qualquer alimento n\u00e3o pode ser executada em detrimento da qualidade e sanidade dos produtos e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 como precificar a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.\u201d No texto da nota, a entidade refor\u00e7a a necessidade de garantir a qualidade sanit\u00e1ria e a conformidade com os padr\u00f5es internacionais de seguran\u00e7a dos alimentos, em benef\u00edcio da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e da credibilidade do agroneg\u00f3cio brasileiro. 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