{"id":9488,"date":"2025-03-06T12:31:45","date_gmt":"2025-03-06T12:31:45","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/06\/destruicao-de-vegetacao-nativa-e-alvo-da-agu\/"},"modified":"2025-03-06T12:31:45","modified_gmt":"2025-03-06T12:31:45","slug":"destruicao-de-vegetacao-nativa-e-alvo-da-agu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/06\/destruicao-de-vegetacao-nativa-e-alvo-da-agu\/","title":{"rendered":"Destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 alvo da AGU"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1020860-amazonia_1278.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) ingressou com 12 a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas (ACPs) contra infratores pela destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos biomas da Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica, do Cerrado, Pampa e Pantanal. Juntas, as ACPs buscam o pagamento de R$ 76 milh\u00f5es em virtude da destrui\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de 6,8 mil hectares em 11 estados brasileiros.<\/p>\n<p>Os valores cobrados dos 23 r\u00e9us dizem respeito ao montante necess\u00e1rio \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa degradadas e \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo, interino e residual e enriquecimento il\u00edcito relativos ao dano ambiental.<\/p>\n<p>As demandas foram ajuizadas no \u00e2mbito do AGU Recupera, grupo estrat\u00e9gico ambiental institu\u00eddo em 2023 para atua\u00e7\u00e3o em demandas judiciais priorit\u00e1rias, visando \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos biomas brasileiros e do patrim\u00f4nio cultural. As a\u00e7\u00f5es foram elaboradas a partir de autos de infra\u00e7\u00f5es e laudos produzidos pelo <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/ibama\/\">Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama)<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cEsse primeiro lote de 2025 do AGU tem extrema relev\u00e2ncia diante de toda prote\u00e7\u00e3o que o meio ambiente carece, tendo em vista o efeito das a\u00e7\u00f5es ajuizadas na defesa dos mais diversos biomas brasileiros por meio da recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas, pois, al\u00e9m da Amaz\u00f4nia, foram contemplados o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atl\u00e2ntica e os Pampas\u201d, disse Filipe Ara\u00fajo Cavalcante, integrante da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente da AGU (Pronaclima).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da procuradora-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama, Karina Marx Macedo, \u201co ajuizamento desse lote reflete a atua\u00e7\u00e3o da \u00e1rea t\u00e9cnica da autarquia, da Procuradoria Federal Especializada do Ibama e da equipe do AGU-Recupera na busca da responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de infratores ambientais\u201d.<\/p>\n<p>A procuradora explica que atua\u00e7\u00e3o da procuradoria especializada se desenvolve desde o assessoramento da autarquia, quando do direcionamento dos casos que ser\u00e3o judicializados, passando pela an\u00e1lise jur\u00eddica de viabilidade, at\u00e9 o encaminhamento \u00e0 representa\u00e7\u00e3o judicial para ajuizamento.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-protecao-da-vegetacao-nativa\">Prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/h2>\n<p>Um exemplo ocorreu em Goi\u00e1s, em uma \u00e1rea de reserva legal de uma propriedade rural. A vistoria do Ibama constatou desmatamento de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e uso de atividade agr\u00edcola em uma \u00e1rea de 1,4 hectare de vegeta\u00e7\u00e3o do bioma Mata Atl\u00e2ntica, sem as devidas autoriza\u00e7\u00f5es\/licenciamentos ambientais, tampouco a ado\u00e7\u00e3o de medidas de regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A procuradora federal e coordenadora da Equipe em Meio Ambiente da Procuradora Regional Federal da 1a Regi\u00e3o, Nat\u00e1lia de Melo Lacerda, ressalta que o lote come\u00e7a vitorioso, pois j\u00e1 houve uma decis\u00e3o neste caso.<\/p>\n<p>\u201cApesar da extens\u00e3o territorial modesta, o caso representa um marco significativo por se tratar da primeira decis\u00e3o favor\u00e1vel neste lote de a\u00e7\u00f5es, consolidando a jurisprud\u00eancia em favor da prote\u00e7\u00e3o ambiental no bojo do grupo AGU Recupera\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a determinou que o r\u00e9u se abstenha de explorar a \u00e1rea desmatada cuja recupera\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 buscada, devendo ficar tal \u00e1rea em repouso para que ocorra processo de regenera\u00e7\u00e3o natural durante a tramita\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p>A procuradora explica que, para garantir o cumprimento da ordem judicial, o r\u00e9u dever\u00e1, no prazo de 30 dias, comprovar o cercamento da \u00e1rea protegida, apresentando documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e disponibilizando acesso aos fiscais do Ibama para verifica\u00e7\u00e3o, quando necess\u00e1rio. O descumprimento da determina\u00e7\u00e3o acarretar\u00e1 multa di\u00e1ria de R$ 500,00.<\/p>\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o representa um importante precedente para as demais a\u00e7\u00f5es do projeto, reafirmando a relev\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, bioma considerado hotspot de biodiversidade e que possui apenas 12,4% de sua cobertura florestal original\u201d, destaca a procuradora Nat\u00e1lia Lacerda.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/destruicao-de-vegetacao-nativa-e-alvo-da-agu\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) ingressou com 12 a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas (ACPs) contra infratores pela destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos biomas da Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica, do Cerrado, Pampa e Pantanal. Juntas, as ACPs buscam o pagamento de R$ 76 milh\u00f5es em virtude da destrui\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de 6,8 mil hectares em 11 estados brasileiros. Os valores cobrados dos 23 r\u00e9us dizem respeito ao montante necess\u00e1rio \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa degradadas e \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo, interino e residual e enriquecimento il\u00edcito relativos ao dano ambiental. As demandas foram ajuizadas no \u00e2mbito do AGU Recupera, grupo estrat\u00e9gico ambiental institu\u00eddo em 2023 para atua\u00e7\u00e3o em demandas judiciais priorit\u00e1rias, visando \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos biomas brasileiros e do patrim\u00f4nio cultural. As a\u00e7\u00f5es foram elaboradas a partir de autos de infra\u00e7\u00f5es e laudos produzidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). \u201cEsse primeiro lote de 2025 do AGU tem extrema relev\u00e2ncia diante de toda prote\u00e7\u00e3o que o meio ambiente carece, tendo em vista o efeito das a\u00e7\u00f5es ajuizadas na defesa dos mais diversos biomas brasileiros por meio da recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas, pois, al\u00e9m da Amaz\u00f4nia, foram contemplados o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atl\u00e2ntica e os Pampas\u201d, disse Filipe Ara\u00fajo Cavalcante, integrante da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente da AGU (Pronaclima). Na avalia\u00e7\u00e3o da procuradora-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama, Karina Marx Macedo, \u201co ajuizamento desse lote reflete a atua\u00e7\u00e3o da \u00e1rea t\u00e9cnica da autarquia, da Procuradoria Federal Especializada do Ibama e da equipe do AGU-Recupera na busca da responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de infratores ambientais\u201d. A procuradora explica que atua\u00e7\u00e3o da procuradoria especializada se desenvolve desde o assessoramento da autarquia, quando do direcionamento dos casos que ser\u00e3o judicializados, passando pela an\u00e1lise jur\u00eddica de viabilidade, at\u00e9 o encaminhamento \u00e0 representa\u00e7\u00e3o judicial para ajuizamento. Prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa Um exemplo ocorreu em Goi\u00e1s, em uma \u00e1rea de reserva legal de uma propriedade rural. A vistoria do Ibama constatou desmatamento de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e uso de atividade agr\u00edcola em uma \u00e1rea de 1,4 hectare de vegeta\u00e7\u00e3o do bioma Mata Atl\u00e2ntica, sem as devidas autoriza\u00e7\u00f5es\/licenciamentos ambientais, tampouco a ado\u00e7\u00e3o de medidas de regenera\u00e7\u00e3o. A procuradora federal e coordenadora da Equipe em Meio Ambiente da Procuradora Regional Federal da 1a Regi\u00e3o, Nat\u00e1lia de Melo Lacerda, ressalta que o lote come\u00e7a vitorioso, pois j\u00e1 houve uma decis\u00e3o neste caso. \u201cApesar da extens\u00e3o territorial modesta, o caso representa um marco significativo por se tratar da primeira decis\u00e3o favor\u00e1vel neste lote de a\u00e7\u00f5es, consolidando a jurisprud\u00eancia em favor da prote\u00e7\u00e3o ambiental no bojo do grupo AGU Recupera\u201d, afirma. A Justi\u00e7a determinou que o r\u00e9u se abstenha de explorar a \u00e1rea desmatada cuja recupera\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 buscada, devendo ficar tal \u00e1rea em repouso para que ocorra processo de regenera\u00e7\u00e3o natural durante a tramita\u00e7\u00e3o do processo. A procuradora explica que, para garantir o cumprimento da ordem judicial, o r\u00e9u dever\u00e1, no prazo de 30 dias, comprovar o cercamento da \u00e1rea protegida, apresentando documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e disponibilizando acesso aos fiscais do Ibama para verifica\u00e7\u00e3o, quando necess\u00e1rio. 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