{"id":9459,"date":"2025-03-05T15:56:21","date_gmt":"2025-03-05T15:56:21","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/05\/desembolso-no-plano-safra-2024-25-recua-20-e-atinge-r-24557-bi\/"},"modified":"2025-03-05T15:56:21","modified_gmt":"2025-03-05T15:56:21","slug":"desembolso-no-plano-safra-2024-25-recua-20-e-atinge-r-24557-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/05\/desembolso-no-plano-safra-2024-25-recua-20-e-atinge-r-24557-bi\/","title":{"rendered":"Desembolso no Plano Safra 2024\/25 recua 20% e atinge R$ 245,57 bi"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/10\/PVfrovIj-credito-rural-programas-scaled.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O valor desembolsado no <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/plano-safra\/\">Plano Safra 2024\/25<\/a><\/strong>, iniciado em julho de 2024, alcan\u00e7ou R$ 245,57 bilh\u00f5es at\u00e9 o m\u00eas passado em financiamentos para pequenos, m\u00e9dios e grandes produtores. Os dados foram coletados no Sistema de Opera\u00e7\u00f5es do Cr\u00e9dito Rural e do Proagro (Sicor\/BCB) do Banco Central na \u00faltima sexta-feira (28) e publicados pelo Estad\u00e3o Conte\u00fado. <\/p>\n<p>O montante desembolsado at\u00e9 fevereiro corresponde a 51,53% do total dispon\u00edvel para a safra, de R$ 476,59 bilh\u00f5es. O valor ficou 19,57% abaixo do desembolsado para produtores em igual per\u00edodo da safra 2023\/24, de R$ 305,31 bilh\u00f5es. <\/p>\n<p>At\u00e9 o fim de fevereiro, foram realizados 1,407 milh\u00e3o contratos em todas as modalidades, 13,3% menos que o total registrado em igual per\u00edodo da temporada anterior, de 1,622 milh\u00e3o de contratos. Na safra atual, observou-se menor desempenho do cr\u00e9dito oficial desde o primeiro m\u00eas da temporada, quando o recuo nos recursos liberados chegou a 48%.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o no desembolso do Plano Safra tende a se manter at\u00e9 o fim da temporada, prev\u00ea o assessor t\u00e9cnico de Pol\u00edtica Agr\u00edcola da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), Guilherme Rios. <\/p>\n<p>\u201cA retra\u00e7\u00e3o n\u00e3o representa falta de demanda dos produtos rurais e, sim, a dificuldade do produtor rural em acessar os recursos oficiais, justamente em momento de maior seletividade no acesso a fontes privadas. O apetite no campo por novos financiamentos se mant\u00e9m sobretudo para custear as atividades, apesar do freio em investimentos\u201d, avalia Rios.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 prov\u00e1vel que n\u00e3o seja aplicado todo volume previsto para o Plano Safra atual, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos recursos subsidiados. O impacto da redu\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es est\u00e1 nos recursos livres (nos quais n\u00e3o h\u00e1 subven\u00e7\u00e3o do Tesouro em parte dos juros)\u201d, projetou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A menor demanda por recursos j\u00e1 era esperada em virtude do aumento dos juros, das burocracias para acesso ao cr\u00e9dito oficial e das limita\u00e7\u00f5es de tomada de recursos por porte de produtor rural, segundo Rios. <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cQuando olhamos as fontes privadas, vemos aumento em torno de 60% no financiamento da safra, portanto a demanda por novos financiamentos n\u00e3o diminuiu. Aquilo que n\u00e3o est\u00e1 sendo suprido pelo cr\u00e9dito oficial est\u00e1 sendo suprido pelo mercado privado e pelos t\u00edtulos agr\u00edcolas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele cita que no in\u00edcio do Plano Safra, quando a Selic era de 10,5% ao ano, e em virtude dos custos acess\u00f3rios dos empr\u00e9stimos, algumas fontes privadas e t\u00edtulos como C\u00e9dulas de Produto Rural (CPRs) eram mais atraentes para determinados portes de produtores. Essa conjuntura levou especialmente grandes produtores a se financiarem em maior volume por meio de t\u00edtulos agr\u00edcolas. <\/p>\n<p>\u201cNaquele momento, em virtude da facilidade na tomada dos recursos era mais interessante ao produtor se financiar junto ao mercado privado. Agora, com a escalada da Selic, o custo das fontes privadas vai aumentar, o que pode levar os produtores a recorrerem mais ao cr\u00e9dito oficial diante da redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do principal funding\u201d, pontuou Rios.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-modalidades-e-programas-para-o-plano-safra\">Modalidades e programas para o Plano Safra <\/h2>\n<p>Os financiamentos para custeio somaram R$ 141,76 bilh\u00f5es de julho de 2024 a fevereiro de 2025, 15,3% abaixo de igual per\u00edodo do ano-safra anterior, em 606.592 contratos. O valor concedido nas linhas de investimento foi de R$ 63,90 bilh\u00f5es no per\u00edodo, 16,7% menos que na temporada passada, em 784.498 contratos. As opera\u00e7\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o atingiram R$ 25,49 bilh\u00f5es (queda de 31%), em 14.628 contratos, e as de industrializa\u00e7\u00e3o totalizaram R$ 14,42 bilh\u00f5es (recuo de 41%), em 1.168 contratos.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, 1,068 milh\u00e3o de contratos de cr\u00e9dito foram firmados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), alcan\u00e7ando R$ 44,22 bilh\u00f5es ao fim de fevereiro. No Programa Nacional de Apoio ao M\u00e9dio Produtor Rural (Pronamp) foram registradas 168.480 opera\u00e7\u00f5es, totalizando R$ 44,98 bilh\u00f5es nos primeiros oito meses do ano-safra. Outros 170.712 contratos foram realizados por grandes produtores, o que correspondeu a R$ 156,372 bilh\u00f5es em financiamentos de julho a fevereiro na safra 2024\/25.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fontes de recursos do cr\u00e9dito rural, R$ 57,86 bilh\u00f5es foram provenientes das Letras de Cr\u00e9dito do Agroneg\u00f3cio (LCAs, a taxa livre), fonte n\u00e3o controlada, ante R$ 127,82 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo da safra 2023\/24. <\/p>\n<p>Mesmo com a queda entre os anos-safras, as LCAs se consolidaram como a principal fonte do cr\u00e9dito rural oficial no acumulado da safra 2024\/25. Na sequ\u00eancia, aparecem os recursos obrigat\u00f3rios respondendo por R$ 44,35 bilh\u00f5es. Outros R$ 35,44 bilh\u00f5es de julho de 2024 a fevereiro deste ano foram provenientes dos recursos livres equaliz\u00e1veis.<\/p>\n<p>No Plano Safra 2024\/25, o governo ofereceu R$ 76 bilh\u00f5es para agricultura familiar, R$ 65,23 bilh\u00f5es para m\u00e9dios produtores por meio do Pronamp e R$ 335,36 bilh\u00f5es em recursos para demais produtores e cooperativas. Somando m\u00e9dios e grandes produtores, foram ofertados R$ 400,59 bilh\u00f5es para a agricultura empresarial.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/desembolso-no-plano-safra-2024-25-recua-20-e-atinge-r-24557-bi\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] O valor desembolsado no Plano Safra 2024\/25, iniciado em julho de 2024, alcan\u00e7ou R$ 245,57 bilh\u00f5es at\u00e9 o m\u00eas passado em financiamentos para pequenos, m\u00e9dios e grandes produtores. 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A retra\u00e7\u00e3o no desembolso do Plano Safra tende a se manter at\u00e9 o fim da temporada, prev\u00ea o assessor t\u00e9cnico de Pol\u00edtica Agr\u00edcola da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), Guilherme Rios. \u201cA retra\u00e7\u00e3o n\u00e3o representa falta de demanda dos produtos rurais e, sim, a dificuldade do produtor rural em acessar os recursos oficiais, justamente em momento de maior seletividade no acesso a fontes privadas. O apetite no campo por novos financiamentos se mant\u00e9m sobretudo para custear as atividades, apesar do freio em investimentos\u201d, avalia Rios. \u201c\u00c9 prov\u00e1vel que n\u00e3o seja aplicado todo volume previsto para o Plano Safra atual, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos recursos subsidiados. O impacto da redu\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es est\u00e1 nos recursos livres (nos quais n\u00e3o h\u00e1 subven\u00e7\u00e3o do Tesouro em parte dos juros)\u201d, projetou. A menor demanda por recursos j\u00e1 era esperada em virtude do aumento dos juros, das burocracias para acesso ao cr\u00e9dito oficial e das limita\u00e7\u00f5es de tomada de recursos por porte de produtor rural, segundo Rios. \u201cQuando olhamos as fontes privadas, vemos aumento em torno de 60% no financiamento da safra, portanto a demanda por novos financiamentos n\u00e3o diminuiu. Aquilo que n\u00e3o est\u00e1 sendo suprido pelo cr\u00e9dito oficial est\u00e1 sendo suprido pelo mercado privado e pelos t\u00edtulos agr\u00edcolas\u201d, disse. Ele cita que no in\u00edcio do Plano Safra, quando a Selic era de 10,5% ao ano, e em virtude dos custos acess\u00f3rios dos empr\u00e9stimos, algumas fontes privadas e t\u00edtulos como C\u00e9dulas de Produto Rural (CPRs) eram mais atraentes para determinados portes de produtores. Essa conjuntura levou especialmente grandes produtores a se financiarem em maior volume por meio de t\u00edtulos agr\u00edcolas. \u201cNaquele momento, em virtude da facilidade na tomada dos recursos era mais interessante ao produtor se financiar junto ao mercado privado. Agora, com a escalada da Selic, o custo das fontes privadas vai aumentar, o que pode levar os produtores a recorrerem mais ao cr\u00e9dito oficial diante da redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do principal funding\u201d, pontuou Rios. Modalidades e programas para o Plano Safra Os financiamentos para custeio somaram R$ 141,76 bilh\u00f5es de julho de 2024 a fevereiro de 2025, 15,3% abaixo de igual per\u00edodo do ano-safra anterior, em 606.592 contratos. O valor concedido nas linhas de investimento foi de R$ 63,90 bilh\u00f5es no per\u00edodo, 16,7% menos que na temporada passada, em 784.498 contratos. 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Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fontes de recursos do cr\u00e9dito rural, R$ 57,86 bilh\u00f5es foram provenientes das Letras de Cr\u00e9dito do Agroneg\u00f3cio (LCAs, a taxa livre), fonte n\u00e3o controlada, ante R$ 127,82 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo da safra 2023\/24. Mesmo com a queda entre os anos-safras, as LCAs se consolidaram como a principal fonte do cr\u00e9dito rural oficial no acumulado da safra 2024\/25. Na sequ\u00eancia, aparecem os recursos obrigat\u00f3rios respondendo por R$ 44,35 bilh\u00f5es. Outros R$ 35,44 bilh\u00f5es de julho de 2024 a fevereiro deste ano foram provenientes dos recursos livres equaliz\u00e1veis. No Plano Safra 2024\/25, o governo ofereceu R$ 76 bilh\u00f5es para agricultura familiar, R$ 65,23 bilh\u00f5es para m\u00e9dios produtores por meio do Pronamp e R$ 335,36 bilh\u00f5es em recursos para demais produtores e cooperativas. Somando m\u00e9dios e grandes produtores, foram ofertados R$ 400,59 bilh\u00f5es para a agricultura empresarial. 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