{"id":8978,"date":"2025-02-18T03:37:26","date_gmt":"2025-02-18T03:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/02\/18\/variedade-de-feijao-guandu-melhora-nutricao-animal-e-reduz-custos\/"},"modified":"2025-02-18T03:37:26","modified_gmt":"2025-02-18T03:37:26","slug":"variedade-de-feijao-guandu-melhora-nutricao-animal-e-reduz-custos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/02\/18\/variedade-de-feijao-guandu-melhora-nutricao-animal-e-reduz-custos\/","title":{"rendered":"Variedade de feij\u00e3o-guandu melhora nutri\u00e7\u00e3o animal e reduz custos"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores da <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a><\/strong>Caprinos e Ovinos (CE) conclu\u00edram um estudo que avaliou a adaptabilidade de cultivares de feij\u00e3o-guandu ao Semi\u00e1rido brasileiro. O objetivo era encontrar uma variedade que proporcionasse maior economia na alimenta\u00e7\u00e3o de <strong>caprinos, ovinos e bovinos.<\/strong> A pesquisa apontou a cultivar comercial Super N como a mais indicada para a regi\u00e3o, apresentando produtividade m\u00e9dia de <strong>6,2 mil quilos por hectare (kg\/ha) <\/strong>de mat\u00e9ria seca de forragem.<\/p>\n<p>A pesquisa, conduzida ao longo de tr\u00eas anos, foi realizada em \u00e1reas experimentais em Sobral (CE), Boa Viagem (CE) e Sum\u00e9 (PB). Os cientistas analisaram 21 gen\u00f3tipos, sendo quatro cultivares comerciais e 17 experimentais. <\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o considerou dias de florescimento, altura das plantas e produtividade de gr\u00e3os, fatores essenciais para a escolha da variedade mais est\u00e1vel frente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do Semi\u00e1rido.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" alt=\"Foto: Fernando Guedes\/Embrapa\" class=\"wp-image-4087931\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-300x225.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-768x576.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-150x113.jpg 150w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-1024x768.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-1024x768.jpg\" alt=\"Foto: Fernando Guedes\/Embrapa\" class=\"wp-image-4087931\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-300x225.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-768x576.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/Experimento-a-campo-_-Fernando-Guedes-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><\/figure>\n<p>Os resultados mostraram que todos os gen\u00f3tipos avaliados tiveram produtividade de mat\u00e9ria seca entre 4,6 mil e 9 mil kg\/ha. A cultivar Super N destacou-se por apresentar 16% mais produtividade de gr\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda melhor op\u00e7\u00e3o, a Iapar 43.<\/p>\n<p>O desempenho da Super N supera em mais de 2 mil kg\/ha a produtividade de outras cultivares j\u00e1 indicadas para o Semi\u00e1rido, como a Taipeiro, que registrou apenas 2,49 mil kg\/ha. A pesquisa foi realizada com o apoio da Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste (SP), Instituto Federal do Cear\u00e1 (IFCE) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-melhoramento-genetico-do-feijao-guandu\"><strong>Melhoramento gen\u00e9tico do feij\u00e3o-guandu<\/strong><\/h2>\n<p>O melhoramento gen\u00e9tico do feij\u00e3o-guandu no Brasil come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1970, com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste (SP) e Embrapa Semi\u00e1rido (PE). O gr\u00e3o tem sido utilizado para rota\u00e7\u00e3o de culturas, melhoria da qualidade do solo e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os para consumo humano.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Segundo o pesquisador Fernando Guedes, l\u00edder do estudo na Embrapa, o guandu \u00e9 uma cultura altamente adapt\u00e1vel. No Sudeste, por exemplo, ele \u00e9 utilizado na rota\u00e7\u00e3o com cana-de-a\u00e7\u00facar e amendoim, al\u00e9m de ser cultivado em quintais por sua longevidade \u2013 podendo produzir por at\u00e9 quatro anos sem necessidade de replantio.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-impacto-na-pecuaria-do-semiarido\"><strong>Impacto na pecu\u00e1ria do Semi\u00e1rido<\/strong><\/h3>\n<p>A pesquisa representa um avan\u00e7o para produtores de caprinos e ovinos no Semi\u00e1rido, que necessitam de op\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o mais eficientes e acess\u00edveis. Sum\u00e9 (PB), uma das maiores regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de caprinos leiteiros no Brasil, \u00e9 um dos locais beneficiados pela parceria entre Embrapa e UFCG.<\/p>\n<p>Com a conclus\u00e3o do estudo, a Embrapa iniciar\u00e1 a valida\u00e7\u00e3o da cultivar em propriedades maiores. A pr\u00f3xima etapa inclui dias de campo para produtores e a divulga\u00e7\u00e3o das formas de aquisi\u00e7\u00e3o das sementes.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-beneficios-do-guandu\"><strong>Benef\u00edcios do guandu<\/strong><\/h3>\n<p>O feij\u00e3o-guandu, tamb\u00e9m chamado de andu, \u00e9 uma leguminosa origin\u00e1ria da \u00c1frica que se adaptou bem ao solo e clima do Brasil. Seus gr\u00e3os s\u00e3o ricos em <strong>prote\u00ednas, fibras, vitaminas e minerais<\/strong>. Al\u00e9m disso, a planta fixa <strong>nitrog\u00eanio no solo<\/strong>, tornando-se uma alternativa sustent\u00e1vel para recupera\u00e7\u00e3o de terras degradadas.<\/p>\n<p>Na alimenta\u00e7\u00e3o animal, o guandu fornece prote\u00edna e energia para caprinos, ovinos, bovinos e aves. Sua forragem pode ser utilizada na forma de feno ou silagem, reduzindo a depend\u00eancia de farelos de soja e milho, que possuem custos mais elevados.<\/p>\n<p>\u201cAo incorporar o guandu na dieta dos animais, o produtor consegue diminuir custos com ra\u00e7\u00e3o concentrada e melhorar o balan\u00e7o nutricional da alimenta\u00e7\u00e3o, aumentando a oferta de prote\u00edna para o rebanho\u201d, explica Guedes.<\/p>\n<p>Com a valida\u00e7\u00e3o final e a introdu\u00e7\u00e3o da cultivar no mercado, a expectativa dos pesquisadores \u00e9 que o feij\u00e3o-guandu Super N amplie a produtividade do Semi\u00e1rido, garantindo um novo recurso para pequenos e m\u00e9dios produtores da regi\u00e3o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/variedade-de-feijao-guandu-melhora-nutricao-animal-e-reduz-custos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) conclu\u00edram um estudo que avaliou a adaptabilidade de cultivares de feij\u00e3o-guandu ao Semi\u00e1rido brasileiro. O objetivo era encontrar uma variedade que proporcionasse maior economia na alimenta\u00e7\u00e3o de caprinos, ovinos e bovinos. A pesquisa apontou a cultivar comercial Super N como a mais indicada para a regi\u00e3o, apresentando produtividade m\u00e9dia de 6,2 mil quilos por hectare (kg\/ha) de mat\u00e9ria seca de forragem. A pesquisa, conduzida ao longo de tr\u00eas anos, foi realizada em \u00e1reas experimentais em Sobral (CE), Boa Viagem (CE) e Sum\u00e9 (PB). Os cientistas analisaram 21 gen\u00f3tipos, sendo quatro cultivares comerciais e 17 experimentais. A avalia\u00e7\u00e3o considerou dias de florescimento, altura das plantas e produtividade de gr\u00e3os, fatores essenciais para a escolha da variedade mais est\u00e1vel frente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do Semi\u00e1rido. Os resultados mostraram que todos os gen\u00f3tipos avaliados tiveram produtividade de mat\u00e9ria seca entre 4,6 mil e 9 mil kg\/ha. A cultivar Super N destacou-se por apresentar 16% mais produtividade de gr\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda melhor op\u00e7\u00e3o, a Iapar 43. O desempenho da Super N supera em mais de 2 mil kg\/ha a produtividade de outras cultivares j\u00e1 indicadas para o Semi\u00e1rido, como a Taipeiro, que registrou apenas 2,49 mil kg\/ha. A pesquisa foi realizada com o apoio da Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste (SP), Instituto Federal do Cear\u00e1 (IFCE) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Melhoramento gen\u00e9tico do feij\u00e3o-guandu O melhoramento gen\u00e9tico do feij\u00e3o-guandu no Brasil come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1970, com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste (SP) e Embrapa Semi\u00e1rido (PE). O gr\u00e3o tem sido utilizado para rota\u00e7\u00e3o de culturas, melhoria da qualidade do solo e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os para consumo humano. Segundo o pesquisador Fernando Guedes, l\u00edder do estudo na Embrapa, o guandu \u00e9 uma cultura altamente adapt\u00e1vel. No Sudeste, por exemplo, ele \u00e9 utilizado na rota\u00e7\u00e3o com cana-de-a\u00e7\u00facar e amendoim, al\u00e9m de ser cultivado em quintais por sua longevidade \u2013 podendo produzir por at\u00e9 quatro anos sem necessidade de replantio. Impacto na pecu\u00e1ria do Semi\u00e1rido A pesquisa representa um avan\u00e7o para produtores de caprinos e ovinos no Semi\u00e1rido, que necessitam de op\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o mais eficientes e acess\u00edveis. Sum\u00e9 (PB), uma das maiores regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de caprinos leiteiros no Brasil, \u00e9 um dos locais beneficiados pela parceria entre Embrapa e UFCG. Com a conclus\u00e3o do estudo, a Embrapa iniciar\u00e1 a valida\u00e7\u00e3o da cultivar em propriedades maiores. A pr\u00f3xima etapa inclui dias de campo para produtores e a divulga\u00e7\u00e3o das formas de aquisi\u00e7\u00e3o das sementes. Benef\u00edcios do guandu O feij\u00e3o-guandu, tamb\u00e9m chamado de andu, \u00e9 uma leguminosa origin\u00e1ria da \u00c1frica que se adaptou bem ao solo e clima do Brasil. Seus gr\u00e3os s\u00e3o ricos em prote\u00ednas, fibras, vitaminas e minerais. Al\u00e9m disso, a planta fixa nitrog\u00eanio no solo, tornando-se uma alternativa sustent\u00e1vel para recupera\u00e7\u00e3o de terras degradadas. Na alimenta\u00e7\u00e3o animal, o guandu fornece prote\u00edna e energia para caprinos, ovinos, bovinos e aves. Sua forragem pode ser utilizada na forma de feno ou silagem, reduzindo a depend\u00eancia de farelos de soja e milho, que possuem custos mais elevados. \u201cAo incorporar o guandu na dieta dos animais, o produtor consegue diminuir custos com ra\u00e7\u00e3o concentrada e melhorar o balan\u00e7o nutricional da alimenta\u00e7\u00e3o, aumentando a oferta de prote\u00edna para o rebanho\u201d, explica Guedes. Com a valida\u00e7\u00e3o final e a introdu\u00e7\u00e3o da cultivar no mercado, a expectativa dos pesquisadores \u00e9 que o feij\u00e3o-guandu Super N amplie a produtividade do Semi\u00e1rido, garantindo um novo recurso para pequenos e m\u00e9dios produtores da regi\u00e3o. [ad_2] Source link<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8979,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8978","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agronegocio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8978\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}