{"id":8937,"date":"2025-02-16T18:53:09","date_gmt":"2025-02-16T18:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/02\/16\/superenzima-pode-transformar-residuos-em-biocombustivel\/"},"modified":"2025-02-16T18:53:09","modified_gmt":"2025-02-16T18:53:09","slug":"superenzima-pode-transformar-residuos-em-biocombustivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/02\/16\/superenzima-pode-transformar-residuos-em-biocombustivel\/","title":{"rendered":"&#8216;Superenzima&#8217; pode transformar res\u00edduos em biocombust\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-11.42.04.jpeg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista <em>Nature<\/em>, o processo e potencial de um biocatalisador isolado a partir de bact\u00e9rias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do ingl\u00eas <em>Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme<\/em>).<\/p>\n<p>As amostras s\u00e3o de \u00e1reas normalmente cobertas por <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cana-de-acucar\/\">baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar<\/a><\/strong>, e as bact\u00e9rias analisadas n\u00e3o tiveram uma \u201cfase de laborat\u00f3rio\u201d de sele\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A pesquisa foi desde a bioprospe\u00e7\u00e3o, quando se encontraram os microorganismos com potencial, at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pequenas-enzimas\">Pequenas enzimas<\/h2>\n<p>A CelOCE \u00e9 uma enzima muito pequena, composta por 115 amino\u00e1cidos, o que a torna mais simples de alterar em laborat\u00f3rio do que o tipo de enzima usada atualmente. Essa \u201cflexibilidade\u201d \u00e9 um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avan\u00e7o, com potencial de mudar a cadeia de produ\u00e7\u00e3o baseada em biomassa, e pode ser usada em combust\u00edveis, em produtos obtidos por petroqu\u00edmicos, como pl\u00e1sticos, \u00e1cidos org\u00e2nicos e outras mol\u00e9culas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Dados sob condi\u00e7\u00f5es industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas j\u00e1 utilizadas na ind\u00fastria, a CelOCE aumentou em at\u00e9 21% a quantidade de glicose liberada a partir de res\u00edduos vegetais.<\/p>\n<p>Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstru\u00e7\u00e3o, etapa necess\u00e1ria para produzir energia no processo de constru\u00e7\u00e3o de bioqu\u00edmicos. \u201cEssa descoberta muda o paradigma da degrada\u00e7\u00e3o da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias\u201d, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, respons\u00e1vel por liderar os estudos.<\/p>\n<p>A enzima j\u00e1 teve seu pedido de registro de patente depositado e est\u00e1 em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode come\u00e7ar entre um e quatro anos ap\u00f3s o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Encontrar as bact\u00e9rias n\u00e3o foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento gen\u00e9tico da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso m\u00e9dico em bact\u00e9rias de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da Fran\u00e7a (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca (DTU).<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/super-enzima-e-encontrada-em-solo-coberto-por-bagaco-de-cana-de-acucar\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo e potencial de um biocatalisador isolado a partir de bact\u00e9rias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do ingl\u00eas Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme). As amostras s\u00e3o de \u00e1reas normalmente cobertas por baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar, e as bact\u00e9rias analisadas n\u00e3o tiveram uma \u201cfase de laborat\u00f3rio\u201d de sele\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. A pesquisa foi desde a bioprospe\u00e7\u00e3o, quando se encontraram os microorganismos com potencial, at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM. Pequenas enzimas A CelOCE \u00e9 uma enzima muito pequena, composta por 115 amino\u00e1cidos, o que a torna mais simples de alterar em laborat\u00f3rio do que o tipo de enzima usada atualmente. Essa \u201cflexibilidade\u201d \u00e9 um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avan\u00e7o, com potencial de mudar a cadeia de produ\u00e7\u00e3o baseada em biomassa, e pode ser usada em combust\u00edveis, em produtos obtidos por petroqu\u00edmicos, como pl\u00e1sticos, \u00e1cidos org\u00e2nicos e outras mol\u00e9culas. Dados sob condi\u00e7\u00f5es industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas j\u00e1 utilizadas na ind\u00fastria, a CelOCE aumentou em at\u00e9 21% a quantidade de glicose liberada a partir de res\u00edduos vegetais. Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstru\u00e7\u00e3o, etapa necess\u00e1ria para produzir energia no processo de constru\u00e7\u00e3o de bioqu\u00edmicos. \u201cEssa descoberta muda o paradigma da degrada\u00e7\u00e3o da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias\u201d, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, respons\u00e1vel por liderar os estudos. A enzima j\u00e1 teve seu pedido de registro de patente depositado e est\u00e1 em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode come\u00e7ar entre um e quatro anos ap\u00f3s o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento. Encontrar as bact\u00e9rias n\u00e3o foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento gen\u00e9tico da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso m\u00e9dico em bact\u00e9rias de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da Fran\u00e7a (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca (DTU). 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