{"id":8581,"date":"2025-02-08T16:19:45","date_gmt":"2025-02-08T16:19:45","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/02\/08\/nova-tecnologia-transforma-subproduto-do-etanol-de-milho-em-biocombustivel-para-aviacao\/"},"modified":"2025-02-08T16:19:45","modified_gmt":"2025-02-08T16:19:45","slug":"nova-tecnologia-transforma-subproduto-do-etanol-de-milho-em-biocombustivel-para-aviacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/02\/08\/nova-tecnologia-transforma-subproduto-do-etanol-de-milho-em-biocombustivel-para-aviacao\/","title":{"rendered":"Nova tecnologia transforma subproduto do etanol de milho em biocombust\u00edvel para avia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cnpem\/\">CNPEM<\/a>), em Campinas (SP), encontrou formas de transformar o \u00f3leo de destila\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/etanol-de-milho\/\">etanol de milho<\/a> (DCO) em combust\u00edveis renov\u00e1veis, como bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o e diesel verde. <\/p>\n<p>O estudo, publicado na <em>Nature Communications<\/em>, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima natural capaz de gerar hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A enzima identificada pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Biorrenov\u00e1veis (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/lnbr\/\">LNBR<\/a>) do CNPEM tem um diferencial importante para que o DCO (do ingl\u00eas<em> distillers corn oil<\/em>) assuma um papel de destaque na ind\u00fastria de combust\u00edveis avan\u00e7ados como diesel verde e bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o: \u00e9 altamente eficiente e suporta altas temperaturas, o que permite sua aplica\u00e7\u00e3o direta nesse coproduto da produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho \u2014 atualmente subaproveitado.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1015\" height=\"597\" alt=\"\" class=\"wp-image-4086542\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/image-300x176.png 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/image-768x452.png 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/image-150x88.png 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/HQ8hWgIt-image.png 1015w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1015px) 100vw, 1015px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/HQ8hWgIt-image.png\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1015\" height=\"597\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/HQ8hWgIt-image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4086542\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/image-300x176.png 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/image-768x452.png 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/image-150x88.png 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/02\/HQ8hWgIt-image.png 1015w\" sizes=\"(max-width: 1015px) 100vw, 1015px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem da enzima transformando \u00f3leo de milho em hidrocarboneto. As cores representam os \u00e1tomos: vermelho para oxig\u00eanio, azul-escuro para nitrog\u00eanio, verde-azulado para carbono e rosa para ferro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A enzima \u00e9 capaz de atuar no processamento do DCO, uma mat\u00e9ria prima \u00e1cida com alto teor de \u00e1cidos graxos livres. Ela faz a descarboxila\u00e7\u00e3o do DCO, removendo oxig\u00eanio de \u00e1cidos graxos, transformando-os em mol\u00e9culas muito semelhantes \u00e0s obtidas no processo de refino do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de combust\u00edvel, os compostos resultantes podem ser usados na produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos, cosm\u00e9ticos e outros produtos industriais.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-producao-de-dco-nas-industrias-de-etanol\">Produ\u00e7\u00e3o de DCO nas ind\u00fastrias de etanol<\/h2>\n<p>No Brasil, em 2023, foram produzidas 145.700 toneladas de DCO nas ind\u00fastrias de etanol de milho, que poderiam ser utilizadas para produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel. Em \u00e2mbito global, a produ\u00e7\u00e3o do DCO \u00e9 estimada em 4,3 milh\u00f5es de toneladas por ano. <\/p>\n<p>O CNPEM \u00e9 pioneiro nos estudos sobre o aproveitamento da mat\u00e9ria-prima na produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de hidrocarbonetos usando enzimas. Para a aplica\u00e7\u00e3o industrial ainda h\u00e1 etapas a serem vencidas, mas a descoberta representa um passo importante para que a tecnologia seja licenciada.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cO grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos e\/ou coprodutos industriais. N\u00e3o s\u00f3 identificamos essa enzima, mas tamb\u00e9m elucidamos completamente seu modo de a\u00e7\u00e3o e entendemos que caracter\u00edsticas a deixaram extremamente eficiente para atuar no DCO\u201d, explica a pesquisadora Let\u00edcia Zanphorlin, do CNPEM, que liderou o estudo.<\/p>\n<p>Para chegar a essas informa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores transformaram a enzima em cristais para que sua estrutura at\u00f4mica fosse revelada por cristalografia de prote\u00ednas realizada na linha de luz Manac\u00e1, do Sirius, acelerador de part\u00edculas de 4\u00aa gera\u00e7\u00e3o do CNPEM, um dos tr\u00eas em atividade no mundo e o maior equipamento cient\u00edfico do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do impacto cient\u00edfico, a descoberta tem implica\u00e7\u00f5es reais no desenvolvimento sustent\u00e1vel. No Brasil, o etanol de milho \u00e9 uma ind\u00fastria crescente, especialmente no Centro-Oeste, onde o milho \u00e9 plantado entre as safras de soja, sem necessidade de novas \u00e1reas agr\u00edcolas. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cadeia-valor-do-milho\">Cadeia valor do milho<\/h2>\n<p>O \u00f3leo gerado na produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho, que atualmente tem pouca aplica\u00e7\u00e3o comercial, agora pode ser convertido em combust\u00edvel para transporte de longas dist\u00e2ncias, aumentando o retorno econ\u00f4mico da cadeia produtiva, e contribuindo para a circularidade do setor.<\/p>\n<p>\u201cO CNPEM tem apostado em solu\u00e7\u00f5es que prezam pela sustentabilidade de uma maneira mais ampla, indo al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, e incluindo quest\u00f5es relacionadas ao uso respons\u00e1vel dos recursos naturais e manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio dos ecossistemas\u201d, ressalta o diretor do LNBR, Eduardo Couto.<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia agrega valor \u00e0 cadeia do milho e fortalece a sustentabilidade. Essa cadeia gera o etanol, o DDGS (do ingl\u00eas, \u201cDistiller\u2019s Dried Grains with Solubles\u201d) e o DCO. O DGGS j\u00e1 vira ra\u00e7\u00e3o animal, e agora o \u00f3leo residual pode ganhar uma destina\u00e7\u00e3o importante que \u00e9 o SAF (combust\u00edvel sustent\u00e1vel para avia\u00e7\u00e3o)\u201d, explica Let\u00edcia. Ela tamb\u00e9m destaca o potencial de outras mat\u00e9rias-primas, como baba\u00e7u e maca\u00faba, que est\u00e3o no radar para estudos futuros.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Victor Faverin<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/nova-tecnologia-transforma-subproduto-do-etanol-de-milho-em-biocombustivel-para-aviacao\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), encontrou formas de transformar o \u00f3leo de destila\u00e7\u00e3o do etanol de milho (DCO) em combust\u00edveis renov\u00e1veis, como bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o e diesel verde. O estudo, publicado na Nature Communications, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima natural capaz de gerar hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petr\u00f3leo. A enzima identificada pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Biorrenov\u00e1veis (LNBR) do CNPEM tem um diferencial importante para que o DCO (do ingl\u00eas distillers corn oil) assuma um papel de destaque na ind\u00fastria de combust\u00edveis avan\u00e7ados como diesel verde e bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o: \u00e9 altamente eficiente e suporta altas temperaturas, o que permite sua aplica\u00e7\u00e3o direta nesse coproduto da produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho \u2014 atualmente subaproveitado. Imagem da enzima transformando \u00f3leo de milho em hidrocarboneto. As cores representam os \u00e1tomos: vermelho para oxig\u00eanio, azul-escuro para nitrog\u00eanio, verde-azulado para carbono e rosa para ferro A enzima \u00e9 capaz de atuar no processamento do DCO, uma mat\u00e9ria prima \u00e1cida com alto teor de \u00e1cidos graxos livres. Ela faz a descarboxila\u00e7\u00e3o do DCO, removendo oxig\u00eanio de \u00e1cidos graxos, transformando-os em mol\u00e9culas muito semelhantes \u00e0s obtidas no processo de refino do petr\u00f3leo. Al\u00e9m de combust\u00edvel, os compostos resultantes podem ser usados na produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos, cosm\u00e9ticos e outros produtos industriais. Produ\u00e7\u00e3o de DCO nas ind\u00fastrias de etanol No Brasil, em 2023, foram produzidas 145.700 toneladas de DCO nas ind\u00fastrias de etanol de milho, que poderiam ser utilizadas para produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel. Em \u00e2mbito global, a produ\u00e7\u00e3o do DCO \u00e9 estimada em 4,3 milh\u00f5es de toneladas por ano. O CNPEM \u00e9 pioneiro nos estudos sobre o aproveitamento da mat\u00e9ria-prima na produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de hidrocarbonetos usando enzimas. Para a aplica\u00e7\u00e3o industrial ainda h\u00e1 etapas a serem vencidas, mas a descoberta representa um passo importante para que a tecnologia seja licenciada. \u201cO grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos e\/ou coprodutos industriais. N\u00e3o s\u00f3 identificamos essa enzima, mas tamb\u00e9m elucidamos completamente seu modo de a\u00e7\u00e3o e entendemos que caracter\u00edsticas a deixaram extremamente eficiente para atuar no DCO\u201d, explica a pesquisadora Let\u00edcia Zanphorlin, do CNPEM, que liderou o estudo. Para chegar a essas informa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores transformaram a enzima em cristais para que sua estrutura at\u00f4mica fosse revelada por cristalografia de prote\u00ednas realizada na linha de luz Manac\u00e1, do Sirius, acelerador de part\u00edculas de 4\u00aa gera\u00e7\u00e3o do CNPEM, um dos tr\u00eas em atividade no mundo e o maior equipamento cient\u00edfico do pa\u00eds. Al\u00e9m do impacto cient\u00edfico, a descoberta tem implica\u00e7\u00f5es reais no desenvolvimento sustent\u00e1vel. No Brasil, o etanol de milho \u00e9 uma ind\u00fastria crescente, especialmente no Centro-Oeste, onde o milho \u00e9 plantado entre as safras de soja, sem necessidade de novas \u00e1reas agr\u00edcolas. Cadeia valor do milho O \u00f3leo gerado na produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho, que atualmente tem pouca aplica\u00e7\u00e3o comercial, agora pode ser convertido em combust\u00edvel para transporte de longas dist\u00e2ncias, aumentando o retorno econ\u00f4mico da cadeia produtiva, e contribuindo para a circularidade do setor. \u201cO CNPEM tem apostado em solu\u00e7\u00f5es que prezam pela sustentabilidade de uma maneira mais ampla, indo al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, e incluindo quest\u00f5es relacionadas ao uso respons\u00e1vel dos recursos naturais e manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio dos ecossistemas\u201d, ressalta o diretor do LNBR, Eduardo Couto. \u201cA tecnologia agrega valor \u00e0 cadeia do milho e fortalece a sustentabilidade. Essa cadeia gera o etanol, o DDGS (do ingl\u00eas, \u201cDistiller\u2019s Dried Grains with Solubles\u201d) e o DCO. 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