{"id":848,"date":"2024-07-25T16:08:36","date_gmt":"2024-07-25T16:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/07\/25\/gripe-aviaria-parana-prorroga-emergencia-zoossanitaria-por-mais-180-dias\/"},"modified":"2024-07-25T16:08:36","modified_gmt":"2024-07-25T16:08:36","slug":"gripe-aviaria-parana-prorroga-emergencia-zoossanitaria-por-mais-180-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/07\/25\/gripe-aviaria-parana-prorroga-emergencia-zoossanitaria-por-mais-180-dias\/","title":{"rendered":"Gripe avi\u00e1ria: Paran\u00e1 prorroga emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria por mais 180 dias"},"content":{"rendered":"<div>Produ\u00e7\u00e3o de frango para corte em Toledo\/PR. Foto: Ari Dias\/AEN<\/div>\n<p>O Paran\u00e1\u00a0decretou desde segunda-feira (22) a prorroga\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria no estado pelo prazo de 180 dias adicionais. O objetivo \u00e9 continuar com as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle da influenza avi\u00e1ria de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate \u00e0 doen\u00e7a. <\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2024-07\/6811_3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Decreto 6811<\/a>\u00a0\u00a0segue em conformidade com a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-mapa-n-587-de-22-de-maio-de-2023-484773718\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portaria n.\u00ba 587<\/a>\u00a0de 22 de maio de 2023 do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) e do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2023-07\/2893.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Decreto n.\u00ba 2893<\/a>\u00a0de 25 de julho de 2024 da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 (Adapar). A emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria foi decretada no Paran\u00e1 pela primeira vez em 25 de julho de 2023 e prorrogada, uma vez, em 25 de janeiro de 2024. Em maio deste ano, o Mapa tamb\u00e9m prorrogou em territ\u00f3rio nacional por 180 dias a vig\u00eancia do estado de emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cEssa medida \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, pois a prorroga\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria permite agir de maneira \u00e1gil e mais eficaz em caso de detec\u00e7\u00e3o da gripe avi\u00e1ria\u201d, afirma o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.<\/p>\n<p>Para o chefe do Departamento de Sa\u00fade Animal (DESA) da Adapar, Rafael Gon\u00e7alves Dias, a prorroga\u00e7\u00e3o da emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria contribui para manter esse status perante a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal (OMSA). \u201cA emerg\u00eancia sanit\u00e1ria permite ao governo mobilizar recursos financeiros e log\u00edsticos de forma mais eficiente para combater a doen\u00e7a. Isso inclui a articula\u00e7\u00e3o entre diferentes n\u00edveis de governo e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais para implementar medidas de controle e erradica\u00e7\u00e3o\u201d afirma.<\/p>\n<p>Dias ainda aponta que o decreto ajuda a manter a confian\u00e7a dos mercados internacionais na seguran\u00e7a dos produtos av\u00edcolas brasileiros. \u201cManter o status de pa\u00eds livre de gripe avi\u00e1ria \u00e9 importante para as exporta\u00e7\u00f5es e para a reputa\u00e7\u00e3o internacional do Brasil em termos de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>A influenza avi\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a com distribui\u00e7\u00e3o global e ciclos pand\u00eamicos ao longo dos anos, com s\u00e9rias consequ\u00eancias para o com\u00e9rcio internacional de produtos av\u00edcolas. No ano passado foi detectada pela primeira vez em territ\u00f3rio brasileiro, em aves silvestres, o que n\u00e3o afetou a condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds livre da doen\u00e7a com vistas ao com\u00e9rcio. \u201cA influenza avi\u00e1ria \u00e9 altamente contagiosa entre aves. A presen\u00e7a de influenza avi\u00e1ria pode levar \u00e0 perda de mercados internacionais e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de aves infectadas, resultando em grandes preju\u00edzos econ\u00f4micos\u201d explica Dias.<\/p>\n<p><strong>VIGIL\u00c2NCIA ATIVA<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0Em 2024, a Adapar promoveu um ciclo de a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia ativa em aves, conforme o Plano Nacional de Vigil\u00e2ncia para Influenza Avi\u00e1ria e Doen\u00e7a de Newcastle do Mapa. Foram colhidas, neste ciclo, 7.229 amostras de soros e suabes de traqueia e cloaca de aves em 448 propriedades. Quando separadas em componentes, foram 5.745 amostras em 350 propriedades comerciais e 1.484 amostras em 98 propriedades de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es fortaleceram a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as em aves no Estado, ao acionar a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, encorajar a participa\u00e7\u00e3o ativa da comunidade na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e na implementa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Segundo a Coordenadora Estadual de Sanidade Av\u00edcola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, os ciclos de vigil\u00e2ncia ativa s\u00e3o uma importante ferramenta para comprovar a aus\u00eancia das doen\u00e7as na avicultura industrial e de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>VBP<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0O Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria (VBP) do Paran\u00e1 somou R$ 197,8 bilh\u00f5es em 2023, conforme a an\u00e1lise preliminar\u00a0publicada em junho no site da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os n\u00fameros representam um crescimento nominal de 3% em rela\u00e7\u00e3o ao VBP de 2022 (R$ 191,2 bilh\u00f5es). Se considerada a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, o resultado foi 11% superior.<\/p>\n<p>Em termos de segmento, o relat\u00f3rio aponta a lideran\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria na forma\u00e7\u00e3o do VBP pelo segundo ano consecutivo. O setor representa 49% do valor gerado nas propriedades rurais do Paran\u00e1 em 2023, com R$ 96,5 bilh\u00f5es. O setor da avicultura como um todo, incluindo produ\u00e7\u00e3o de frango de corte, para recria, ovos f\u00e9rteis e ovos para consumo, \u00e9 o mais expressivo no segmento da pecu\u00e1ria. No ano passado, gerou mais de R$ 44,7 bilh\u00f5es nas propriedades rurais.<\/p>\n<p><strong>FRANGOS<\/strong>\u00a0\u2013 No 1\u00ba trimestre de 2024, o Paran\u00e1 teve o segundo maior no abate de frangos, o que tamb\u00e9m manteve o Estado como l\u00edder nacional na produ\u00e7\u00e3o de carne de frango. O Estado abateu 3,83 milh\u00f5es de cabe\u00e7as a mais entre janeiro e mar\u00e7o de 2024 do que em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado (de 546,9 milh\u00f5es para 550,7 milh\u00f5es), uma alta de 0,7% que s\u00f3 foi menor do que a registrada em Santa Catarina, onde houve aumento de 7,13 milh\u00f5es de unidades.<\/p>\n<p>Com isso, o Estado alcan\u00e7ou um novo recorde entre todos os trimestres da s\u00e9rie hist\u00f3rica analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 tamb\u00e9m manteve uma ampla margem na lideran\u00e7a do segmento, respondendo por 34,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional, bem \u00e0 frente de Santa Catarina (13,6%) e Rio Grande do Sul (11,9%), que completam o p\u00f3dio. Em todo o Pa\u00eds, houve queda de 1,2% nos abates de frango entre os 1\u00ba trimestres de 2023 e 2024 \u2013 de 1,61 bilh\u00e3o para 1,59 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as.\u00a0<strong>(Ag\u00eancia Estadual de Not\u00edcias)<\/strong><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/aves-e-suinos\/parana-prorroga-por-mais-180-dias-emergencia-zoossanitaria-contra-a-gripe-aviaria\/\">Gripe avi\u00e1ria: Paran\u00e1 prorroga emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria por mais 180 dias<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o de frango para corte em Toledo\/PR. Foto: Ari Dias\/AEN O Paran\u00e1\u00a0decretou desde segunda-feira (22) a prorroga\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria no estado pelo prazo de 180 dias adicionais. O objetivo \u00e9 continuar com as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle da influenza avi\u00e1ria de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate \u00e0 doen\u00e7a. O\u00a0Decreto 6811\u00a0\u00a0segue em conformidade com a\u00a0Portaria n.\u00ba 587\u00a0de 22 de maio de 2023 do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) e do\u00a0Decreto n.\u00ba 2893\u00a0de 25 de julho de 2024 da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 (Adapar). A emerg\u00eancia zoossanit\u00e1ria foi decretada no Paran\u00e1 pela primeira vez em 25 de julho de 2023 e prorrogada, uma vez, em 25 de janeiro de 2024. 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Isso inclui a articula\u00e7\u00e3o entre diferentes n\u00edveis de governo e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais para implementar medidas de controle e erradica\u00e7\u00e3o\u201d afirma. Dias ainda aponta que o decreto ajuda a manter a confian\u00e7a dos mercados internacionais na seguran\u00e7a dos produtos av\u00edcolas brasileiros. \u201cManter o status de pa\u00eds livre de gripe avi\u00e1ria \u00e9 importante para as exporta\u00e7\u00f5es e para a reputa\u00e7\u00e3o internacional do Brasil em termos de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria\u201d, ressalta. A influenza avi\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a com distribui\u00e7\u00e3o global e ciclos pand\u00eamicos ao longo dos anos, com s\u00e9rias consequ\u00eancias para o com\u00e9rcio internacional de produtos av\u00edcolas. No ano passado foi detectada pela primeira vez em territ\u00f3rio brasileiro, em aves silvestres, o que n\u00e3o afetou a condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds livre da doen\u00e7a com vistas ao com\u00e9rcio. \u201cA influenza avi\u00e1ria \u00e9 altamente contagiosa entre aves. A presen\u00e7a de influenza avi\u00e1ria pode levar \u00e0 perda de mercados internacionais e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de aves infectadas, resultando em grandes preju\u00edzos econ\u00f4micos\u201d explica Dias. VIGIL\u00c2NCIA ATIVA\u00a0\u2013\u00a0Em 2024, a Adapar promoveu um ciclo de a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia ativa em aves, conforme o Plano Nacional de Vigil\u00e2ncia para Influenza Avi\u00e1ria e Doen\u00e7a de Newcastle do Mapa. Foram colhidas, neste ciclo, 7.229 amostras de soros e suabes de traqueia e cloaca de aves em 448 propriedades. Quando separadas em componentes, foram 5.745 amostras em 350 propriedades comerciais e 1.484 amostras em 98 propriedades de subsist\u00eancia. Essas a\u00e7\u00f5es fortaleceram a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as em aves no Estado, ao acionar a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, encorajar a participa\u00e7\u00e3o ativa da comunidade na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e na implementa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sanit\u00e1rias. Segundo a Coordenadora Estadual de Sanidade Av\u00edcola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, os ciclos de vigil\u00e2ncia ativa s\u00e3o uma importante ferramenta para comprovar a aus\u00eancia das doen\u00e7as na avicultura industrial e de subsist\u00eancia. VBP\u00a0\u2013\u00a0O Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria (VBP) do Paran\u00e1 somou R$ 197,8 bilh\u00f5es em 2023, conforme a an\u00e1lise preliminar\u00a0publicada em junho no site da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os n\u00fameros representam um crescimento nominal de 3% em rela\u00e7\u00e3o ao VBP de 2022 (R$ 191,2 bilh\u00f5es). Se considerada a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, o resultado foi 11% superior. Em termos de segmento, o relat\u00f3rio aponta a lideran\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria na forma\u00e7\u00e3o do VBP pelo segundo ano consecutivo. O setor representa 49% do valor gerado nas propriedades rurais do Paran\u00e1 em 2023, com R$ 96,5 bilh\u00f5es. O setor da avicultura como um todo, incluindo produ\u00e7\u00e3o de frango de corte, para recria, ovos f\u00e9rteis e ovos para consumo, \u00e9 o mais expressivo no segmento da pecu\u00e1ria. No ano passado, gerou mais de R$ 44,7 bilh\u00f5es nas propriedades rurais. FRANGOS\u00a0\u2013 No 1\u00ba trimestre de 2024, o Paran\u00e1 teve o segundo maior no abate de frangos, o que tamb\u00e9m manteve o Estado como l\u00edder nacional na produ\u00e7\u00e3o de carne de frango. O Estado abateu 3,83 milh\u00f5es de cabe\u00e7as a mais entre janeiro e mar\u00e7o de 2024 do que em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado (de 546,9 milh\u00f5es para 550,7 milh\u00f5es), uma alta de 0,7% que s\u00f3 foi menor do que a registrada em Santa Catarina, onde houve aumento de 7,13 milh\u00f5es de unidades. Com isso, o Estado alcan\u00e7ou um novo recorde entre todos os trimestres da s\u00e9rie hist\u00f3rica analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0 O Paran\u00e1 tamb\u00e9m manteve uma ampla margem na lideran\u00e7a do segmento, respondendo por 34,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional, bem \u00e0 frente de Santa Catarina (13,6%) e Rio Grande do Sul (11,9%), que completam o p\u00f3dio. 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