{"id":7751,"date":"2025-01-26T12:03:00","date_gmt":"2025-01-26T12:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/01\/26\/eua-deixam-acordo-de-paris-de-novo-reflexos-para-o-brasil-e-o-agro\/"},"modified":"2025-01-26T12:03:00","modified_gmt":"2025-01-26T12:03:00","slug":"eua-deixam-acordo-de-paris-de-novo-reflexos-para-o-brasil-e-o-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/01\/26\/eua-deixam-acordo-de-paris-de-novo-reflexos-para-o-brasil-e-o-agro\/","title":{"rendered":"EUA deixam Acordo de Paris de novo: reflexos para o Brasil e o agro"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/tecnologia-sustentabilidade-agro.jpg\" alt=\"Agtechs, intelig\u00eancia artificial\" \/><figcaption>Foto: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O presidente dos Estados Unidos, <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/donald-trump\/\">Donald Trump<\/a><\/strong>, anunciou a retirada do pa\u00eds do Acordo de Paris sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A decis\u00e3o, revelada durante seu discurso de posse na \u00faltima segunda-feira (20), refor\u00e7a sua vis\u00e3o de que o tratado prejudica a economia americana e beneficia outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a segunda vez que Trump retira os Estados Unidos do acordo. A primeira ocorreu em 2017, mas foi revertida durante o governo de Joe Biden em 2021. Agora, o processo de sa\u00edda deve levar um ano para ser concretizado, conforme as regras do tratado.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>\u00a0<\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>O Acordo de Paris foi criado em 2012, durante a COP21 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, realizada na capital francesa. Ele prop\u00f5e que os governos adotem medidas para conter o aumento da temperatura global em at\u00e9 2 \u00baC em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, al\u00e9m de buscar limitar o aquecimento a menos de 1,5 \u00baC, visando prevenir os efeitos mais severos da crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Peso global da decis\u00e3o de sair do Acordo de Paris<\/h2>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o o segundo maior emissor de gases de efeito estufa e desempenham um papel crucial na agenda clim\u00e1tica. Na vis\u00e3o de Talita Martins, professora da Trevisan Escola de Neg\u00f3cios, sem esse compromisso da maior economia do mundo, o impacto no esfor\u00e7o coletivo global pode ser significativo.<\/p>\n<p>\u201cA aus\u00eancia dos Estados Unidos no Acordo de Paris enfraquece a press\u00e3o internacional por a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e compromete a credibilidade do acordo\u201d, alerta.<\/p>\n<p>A especialista cita ainda a necessidade de a\u00e7\u00f5es coordenadas para limitar o aquecimento global, ap\u00f3s 2024 ser registrado como o ano mais quente da hist\u00f3ria. De acordo com Martins, a decis\u00e3o ocorre em um momento cr\u00edtico e pode gerar um efeito domin\u00f3, incentivando outros pa\u00edses a flexibilizar seus compromissos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Repercuss\u00f5es para o Brasil e para o agro<\/h2>\n<p>Para o Brasil, a sa\u00edda dos Estados Unidos do tratado clim\u00e1tico gera desafios e oportunidades. Como um dos maiores exportadores de commodities agr\u00edcolas, o pa\u00eds pode enfrentar maior press\u00e3o por <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/\">sustentabilidade<\/a> nos mercados internacionais.<\/p>\n<p>\u201cFortalecer mecanismos de rastreabilidade e combate ao desmatamento \u00e9 sempre importante para garantir acesso aos mercados internacionais\u201d, ressalta. <\/p>\n<p>Para a professora, o pa\u00eds tamb\u00e9m precisa liderar pelo exemplo em energia renov\u00e1vel, bioeconomia e restaura\u00e7\u00e3o florestal, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel crescer economicamente e contribuir para o cen\u00e1rio global de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Oportunidades no setor privado<\/h2>\n<p>Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o esperada de recursos financeiros para a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, h\u00e1 espa\u00e7o para o setor privado preencher essas lacunas. Al\u00e9m disso, a aus\u00eancia americana pode abrir espa\u00e7o para o setor privado liderar solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Martins tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o da COP30 no Brasil, o que traz uma oportunidade de atrair investimentos e demonstrar lideran\u00e7a em energia renov\u00e1vel e bioeconomia, reafirmando o protagonismo do pa\u00eds na agenda ambiental. <\/p>\n<p>\u201cA inova\u00e7\u00e3o pode se tornar um diferencial competitivo, criando novos mercados e fortalecendo a imagem do Brasil como parceiro confi\u00e1vel no com\u00e9rcio global\u201d, afirma Talita Martins.<\/p>\n<p>Sobre a sa\u00edda dos Estados Unidos do Acordo de Paris, a professora ressalta que, embora represente um retrocesso, isso refor\u00e7a a urg\u00eancia de lideran\u00e7a respons\u00e1vel em um momento em que as decis\u00f5es de hoje moldam o futuro clim\u00e1tico do planeta.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/cop30\/eua-deixam-acordo-de-paris-de-novo-reflexos-para-o-brasil-e-o-agro\/\">EUA deixam Acordo de Paris de novo: reflexos para o Brasil e o agro<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Freepik O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada do pa\u00eds do Acordo de Paris sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A decis\u00e3o, revelada durante seu discurso de posse na \u00faltima segunda-feira (20), refor\u00e7a sua vis\u00e3o de que o tratado prejudica a economia americana e beneficia outros pa\u00edses. Essa \u00e9 a segunda vez que Trump retira os Estados Unidos do acordo. A primeira ocorreu em 2017, mas foi revertida durante o governo de Joe Biden em 2021. Agora, o processo de sa\u00edda deve levar um ano para ser concretizado, conforme as regras do tratado. Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:\u00a0siga o Canal Rural no Google News! O Acordo de Paris foi criado em 2012, durante a COP21 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, realizada na capital francesa. Ele prop\u00f5e que os governos adotem medidas para conter o aumento da temperatura global em at\u00e9 2 \u00baC em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, al\u00e9m de buscar limitar o aquecimento a menos de 1,5 \u00baC, visando prevenir os efeitos mais severos da crise clim\u00e1tica. Peso global da decis\u00e3o de sair do Acordo de Paris Os Estados Unidos s\u00e3o o segundo maior emissor de gases de efeito estufa e desempenham um papel crucial na agenda clim\u00e1tica. Na vis\u00e3o de Talita Martins, professora da Trevisan Escola de Neg\u00f3cios, sem esse compromisso da maior economia do mundo, o impacto no esfor\u00e7o coletivo global pode ser significativo. \u201cA aus\u00eancia dos Estados Unidos no Acordo de Paris enfraquece a press\u00e3o internacional por a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e compromete a credibilidade do acordo\u201d, alerta. A especialista cita ainda a necessidade de a\u00e7\u00f5es coordenadas para limitar o aquecimento global, ap\u00f3s 2024 ser registrado como o ano mais quente da hist\u00f3ria. De acordo com Martins, a decis\u00e3o ocorre em um momento cr\u00edtico e pode gerar um efeito domin\u00f3, incentivando outros pa\u00edses a flexibilizar seus compromissos clim\u00e1ticos. Repercuss\u00f5es para o Brasil e para o agro Para o Brasil, a sa\u00edda dos Estados Unidos do tratado clim\u00e1tico gera desafios e oportunidades. Como um dos maiores exportadores de commodities agr\u00edcolas, o pa\u00eds pode enfrentar maior press\u00e3o por sustentabilidade nos mercados internacionais. \u201cFortalecer mecanismos de rastreabilidade e combate ao desmatamento \u00e9 sempre importante para garantir acesso aos mercados internacionais\u201d, ressalta. Para a professora, o pa\u00eds tamb\u00e9m precisa liderar pelo exemplo em energia renov\u00e1vel, bioeconomia e restaura\u00e7\u00e3o florestal, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel crescer economicamente e contribuir para o cen\u00e1rio global de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es. Oportunidades no setor privado Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o esperada de recursos financeiros para a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, h\u00e1 espa\u00e7o para o setor privado preencher essas lacunas. Al\u00e9m disso, a aus\u00eancia americana pode abrir espa\u00e7o para o setor privado liderar solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Martins tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o da COP30 no Brasil, o que traz uma oportunidade de atrair investimentos e demonstrar lideran\u00e7a em energia renov\u00e1vel e bioeconomia, reafirmando o protagonismo do pa\u00eds na agenda ambiental. \u201cA inova\u00e7\u00e3o pode se tornar um diferencial competitivo, criando novos mercados e fortalecendo a imagem do Brasil como parceiro confi\u00e1vel no com\u00e9rcio global\u201d, afirma Talita Martins. Sobre a sa\u00edda dos Estados Unidos do Acordo de Paris, a professora ressalta que, embora represente um retrocesso, isso refor\u00e7a a urg\u00eancia de lideran\u00e7a respons\u00e1vel em um momento em que as decis\u00f5es de hoje moldam o futuro clim\u00e1tico do planeta. 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