{"id":7012,"date":"2025-01-15T00:14:13","date_gmt":"2025-01-15T00:14:13","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/01\/15\/complexo-penitenciario-utiliza-atividades-agricolas-para-ressocializacao-de-detentos\/"},"modified":"2025-01-15T00:14:13","modified_gmt":"2025-01-15T00:14:13","slug":"complexo-penitenciario-utiliza-atividades-agricolas-para-ressocializacao-de-detentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/01\/15\/complexo-penitenciario-utiliza-atividades-agricolas-para-ressocializacao-de-detentos\/","title":{"rendered":"Complexo penitenci\u00e1rio utiliza atividades agr\u00edcolas para ressocializa\u00e7\u00e3o de detentos"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/01\/presos-agricultura-Santa-Catarina.jpg\" alt=\"presos agricultura Santa Catarina\" \/><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em quatro unidades do complexo penitenci\u00e1rio de Joinville, munic\u00edpio do norte de <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/santa-catarina\/\">Santa Catarina<\/a><\/strong>, detentos no regime semi-aberto t\u00eam a oportunidade de trabalhar com atividades agr\u00edcolas em troca de sal\u00e1rio e redu\u00e7\u00e3o de pena. <\/p>\n<p>Assim, cultivam grande variedade de frutas, legumes e verduras nos 96 hectares dispon\u00edveis ao redor do pres\u00eddio. <\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o aqui basicamente \u00e9 de frutas, feij\u00e3o, milho, tub\u00e9rculos, como mandioca, batata-doce, beterraba, assim como as ra\u00edzes tuberosas, tamb\u00e9m cebola e alho\u201d, detalha o superintendente da Pol\u00edcia Penal catarinense, Guimorvan Boita.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Segundo ele, os produtos colhidos s\u00e3o utilizados na pr\u00f3pria cozinha das penitenci\u00e1rias, mas tamb\u00e9m s\u00e3o vendidos para hospitais, mercados e para a popula\u00e7\u00e3o das cidades vizinhas. <\/p>\n<p>A renda mensal da produ\u00e7\u00e3o gira em torno de R$ 80 mil, cerca de R$ 1 milh\u00e3o por ano. \u201cNosso complexo tem um fundo rotativo que gira em torno de R$ 4 milh\u00f5es e nesse fundo rotativo, temos iniciativa pr\u00f3pria tanto de fazer licita\u00e7\u00e3o, compra de produtos, de material, ent\u00e3o tudo o que a gente precisa dentro do nosso complexo ou de nossa Regional \u00e9 retirado desse trabalho\u201d, afirma o superintendente.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Programa combate a ociosidade<\/h2>\n<p>Apesar de o programa n\u00e3o ser novo, pelo contr\u00e1rio, come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1970 com a inaugura\u00e7\u00e3o da penitenci\u00e1ria que, na \u00e9poca, tinha apenas 50 presos e hoje conta com cerca de 3.300 detentos, vem evoluindo para combater a ociosidade dentro do pres\u00eddio.<\/p>\n<p>\u201cTodo preso que trabalha ganha um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ele n\u00e3o pode ganhar menos do que isso, mas 75% desse montante fica para o preso em uma conta pec\u00falio e 25% retorna para a unidade para que possamos investir em benef\u00edcios, em criar mais oficinas, em obras e melhorias tanto para o interno como para a pr\u00f3pria unidade\u201d.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>\u00a0<\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo Boita, a cada tr\u00eas dias trabalhado, o interno ganha um dia de remiss\u00e3o de pena. \u201cAl\u00e9m disso, ele tamb\u00e9m tem outros benef\u00edcios: durante a noite ele pode estudar, ent\u00e3o de segunda \u00e0 sexta ele trabalha 8 horas por dia [\u2026]. No s\u00e1bado ele pode trabalhar outras quatro horas, mas n\u00e3o pode ultrapassar 44 horas semanais de trabalho\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vida agr\u00edcola p\u00f3s-c\u00e1rcere<\/h2>\n<p>Aprender a lidar com a terra em Joinville ajuda o interno a se ressocializar ao fim da pena, visto que o munic\u00edpio conta com forte presen\u00e7a do agro e, ao mesmo tempo, com m\u00e3o de obra escassa.<\/p>\n<p>De acordo com o superintente, n\u00e3o h\u00e1 acompanhamento da vida do detento ap\u00f3s o cuprimento da pena, mas existem relatos de presos que aprenderam t\u00e9cnicas agr\u00edcolas no complexo penitenci\u00e1rio. <\/p>\n<p>\u201cSabemos de alguns que quando sa\u00edram, j\u00e1 tinham alguma terra ou acabaram alugando uma \u00e1rea de terra e esse foi o primeiro passo para eles produzirem em sua pr\u00f3pria terra\u201d. <\/p>\n<p>O superintendente da Pol\u00edcia Penal relata que quando os detentos iniciam o trabalho nas hortas do complexo, dizem que sa\u00edram do inferno para entrar no c\u00e9u. \u201cEle passa a estar em um ambiente produtivo, bonito, um ambiente onde se produz alimento\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estrutura para a produ\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"758\" height=\"446\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/01\/ressocializacao-complexo-penitenciario-Joinville.jpg\" alt=\"ressocializa\u00e7\u00e3o complexo penitenci\u00e1rio Joinville\" class=\"wp-image-4083366\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os detentos recebem toda a estrutura necess\u00e1ria para o cultivo, como sementes, fertilizantes e defensivos, al\u00e9m dos equipamentos agr\u00edcolas. A Secretaria de Agricultura de Santa Catarina doou, inclusive, um novo trator para substituir o antigo. <\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio de Agricultura de Santa Catarina, Valdir Colatto, a ideia \u00e9 fazer com que todos os pres\u00eddios de Santa Catarina tenham o programa de ressocializa\u00e7\u00e3o por meio das atividades agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o superintendente da Pol\u00edcia Penal acredita que o modelo deveria ser replicado em todo o pa\u00eds. \u201cO preso que trabalha pode ajudar a sua fam\u00edlia do lado de fora e tamb\u00e9m n\u00e3o tem tempo de pensar em fazer coisas erradas. Ao terminar o trabalho, ele chega em sua cela, toma banho e ainda pode estudar por mais duas ou tr\u00eas horas \u00e0 noite\u201d.<\/p>\n\n\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/complexo-penitenciario-utiliza-atividades-agricolas-para-ressocializacao-de-detentos\/\">Complexo penitenci\u00e1rio utiliza atividades agr\u00edcolas para ressocializa\u00e7\u00e3o de detentos<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Em quatro unidades do complexo penitenci\u00e1rio de Joinville, munic\u00edpio do norte de Santa Catarina, detentos no regime semi-aberto t\u00eam a oportunidade de trabalhar com atividades agr\u00edcolas em troca de sal\u00e1rio e redu\u00e7\u00e3o de pena. Assim, cultivam grande variedade de frutas, legumes e verduras nos 96 hectares dispon\u00edveis ao redor do pres\u00eddio. A produ\u00e7\u00e3o aqui basicamente \u00e9 de frutas, feij\u00e3o, milho, tub\u00e9rculos, como mandioca, batata-doce, beterraba, assim como as ra\u00edzes tuberosas, tamb\u00e9m cebola e alho\u201d, detalha o superintendente da Pol\u00edcia Penal catarinense, Guimorvan Boita. Segundo ele, os produtos colhidos s\u00e3o utilizados na pr\u00f3pria cozinha das penitenci\u00e1rias, mas tamb\u00e9m s\u00e3o vendidos para hospitais, mercados e para a popula\u00e7\u00e3o das cidades vizinhas. A renda mensal da produ\u00e7\u00e3o gira em torno de R$ 80 mil, cerca de R$ 1 milh\u00e3o por ano. \u201cNosso complexo tem um fundo rotativo que gira em torno de R$ 4 milh\u00f5es e nesse fundo rotativo, temos iniciativa pr\u00f3pria tanto de fazer licita\u00e7\u00e3o, compra de produtos, de material, ent\u00e3o tudo o que a gente precisa dentro do nosso complexo ou de nossa Regional \u00e9 retirado desse trabalho\u201d, afirma o superintendente. Programa combate a ociosidade Apesar de o programa n\u00e3o ser novo, pelo contr\u00e1rio, come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1970 com a inaugura\u00e7\u00e3o da penitenci\u00e1ria que, na \u00e9poca, tinha apenas 50 presos e hoje conta com cerca de 3.300 detentos, vem evoluindo para combater a ociosidade dentro do pres\u00eddio. \u201cTodo preso que trabalha ganha um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ele n\u00e3o pode ganhar menos do que isso, mas 75% desse montante fica para o preso em uma conta pec\u00falio e 25% retorna para a unidade para que possamos investir em benef\u00edcios, em criar mais oficinas, em obras e melhorias tanto para o interno como para a pr\u00f3pria unidade\u201d. Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:\u00a0siga o Canal Rural no Google News! Segundo Boita, a cada tr\u00eas dias trabalhado, o interno ganha um dia de remiss\u00e3o de pena. \u201cAl\u00e9m disso, ele tamb\u00e9m tem outros benef\u00edcios: durante a noite ele pode estudar, ent\u00e3o de segunda \u00e0 sexta ele trabalha 8 horas por dia [\u2026]. No s\u00e1bado ele pode trabalhar outras quatro horas, mas n\u00e3o pode ultrapassar 44 horas semanais de trabalho\u201d. Vida agr\u00edcola p\u00f3s-c\u00e1rcere Aprender a lidar com a terra em Joinville ajuda o interno a se ressocializar ao fim da pena, visto que o munic\u00edpio conta com forte presen\u00e7a do agro e, ao mesmo tempo, com m\u00e3o de obra escassa. De acordo com o superintente, n\u00e3o h\u00e1 acompanhamento da vida do detento ap\u00f3s o cuprimento da pena, mas existem relatos de presos que aprenderam t\u00e9cnicas agr\u00edcolas no complexo penitenci\u00e1rio. \u201cSabemos de alguns que quando sa\u00edram, j\u00e1 tinham alguma terra ou acabaram alugando uma \u00e1rea de terra e esse foi o primeiro passo para eles produzirem em sua pr\u00f3pria terra\u201d. O superintendente da Pol\u00edcia Penal relata que quando os detentos iniciam o trabalho nas hortas do complexo, dizem que sa\u00edram do inferno para entrar no c\u00e9u. \u201cEle passa a estar em um ambiente produtivo, bonito, um ambiente onde se produz alimento\u201d. Estrutura para a produ\u00e7\u00e3o Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Os detentos recebem toda a estrutura necess\u00e1ria para o cultivo, como sementes, fertilizantes e defensivos, al\u00e9m dos equipamentos agr\u00edcolas. A Secretaria de Agricultura de Santa Catarina doou, inclusive, um novo trator para substituir o antigo. De acordo com o secret\u00e1rio de Agricultura de Santa Catarina, Valdir Colatto, a ideia \u00e9 fazer com que todos os pres\u00eddios de Santa Catarina tenham o programa de ressocializa\u00e7\u00e3o por meio das atividades agr\u00edcolas. J\u00e1 o superintendente da Pol\u00edcia Penal acredita que o modelo deveria ser replicado em todo o pa\u00eds. \u201cO preso que trabalha pode ajudar a sua fam\u00edlia do lado de fora e tamb\u00e9m n\u00e3o tem tempo de pensar em fazer coisas erradas. Ao terminar o trabalho, ele chega em sua cela, toma banho e ainda pode estudar por mais duas ou tr\u00eas horas \u00e0 noite\u201d. 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