{"id":6411,"date":"2025-01-04T22:01:00","date_gmt":"2025-01-04T22:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/01\/04\/cenario-global-da-soja-aponta-trajetoria-baixa-para-2025\/"},"modified":"2025-01-04T22:01:00","modified_gmt":"2025-01-04T22:01:00","slug":"cenario-global-da-soja-aponta-trajetoria-baixa-para-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/01\/04\/cenario-global-da-soja-aponta-trajetoria-baixa-para-2025\/","title":{"rendered":"Cen\u00e1rio global da soja aponta trajet\u00f3ria baixa para 2025"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/ExpedicaoSojaBrasil.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ao analisar o <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/\">cen\u00e1rio global <\/a>da soja para 2025, as tend\u00eancias de pre\u00e7os, tanto no mercado futuro quanto no f\u00edsico no Brasil, indicam uma trajet\u00f3ria predominantemente negativa. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 do analista e consultor da<a href=\"https:\/\/safras.com.br\/\"> Safras &amp; Mercado<\/a>, Rafael Silveira.<\/p>\n<p>A safra americana se consolida como a segunda maior da hist\u00f3ria, com cerca de 121,7 milh\u00f5es de toneladas de soja, o que resulta em estoques finais 37,4% superiores ao ano anterior, totalizando aproximadamente 12,79 milh\u00f5es de toneladas. Apesar do aumento nas exporta\u00e7\u00f5es e no esmagamento, os estoques permanecem em um n\u00edvel confort\u00e1vel, conforme observa o analista.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>\u00a0<\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, o panorama tamb\u00e9m sugere uma produ\u00e7\u00e3o expressiva, favorecida por condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas neutras at\u00e9 o momento, especialmente no Brasil. Apesar de atrasos iniciais no plantio, o ritmo avan\u00e7ou significativamente, superando n\u00e3o apenas os atrasos em termos percentuais, mas atingindo n\u00edveis acima da m\u00e9dia das \u00faltimas cinco safras\u201d, relata o consultor. As condi\u00e7\u00f5es atuais das lavouras brasileiras s\u00e3o bastante promissoras, com expectativa de altas produtividades em todo o pa\u00eds. \u201cNo entanto, ser\u00e1 necess\u00e1rio aguardar o desempenho real durante a colheita, prevista para meados de fevereiro\u201d, adverte.<\/p>\n<p>Na Argentina, o terceiro maior produtor de soja do mundo, as expectativas tamb\u00e9m s\u00e3o otimistas, com proje\u00e7\u00f5es de uma safra robusta de cerca de 55 milh\u00f5es de toneladas, beneficiada por boas condi\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de maior produtividade.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio global, diversos fatores podem impactar o mercado. Apesar da ampla oferta projetada, que tende a pressionar os pre\u00e7os, eventos pontuais podem gerar volatilidade. \u201cEntre eles, destacam-se as elei\u00e7\u00f5es americanas e o retorno de Donald Trump \u00e0 presid\u00eancia, que pode alterar a din\u00e2mica comercial com a China, especialmente a partir do segundo semestre de 2025\u201d, ressalta Silveira. Os chineses v\u00eam adquirindo volumes significativos de soja dos EUA, antecipando poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es comerciais que poderiam surgir com a nova administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, \u00e9 prov\u00e1vel que a China j\u00e1 tenha garantido estoques suficientes para mitigar impactos imediatos de eventuais tens\u00f5es. No entanto, no segundo semestre, a demanda chinesa deve se intensificar, favorecendo as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras devido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o bilateral favor\u00e1vel entre os dois pa\u00edses. \u201cIsto pode gerar oportunidades, mas tamb\u00e9m desafios em termos de pre\u00e7os\u201d, comenta o analista.<\/p>\n<p>Para o consultor, o contexto macroecon\u00f4mico permanece desafiador, especialmente no primeiro semestre, com press\u00e3o log\u00edstica e a possibilidade de um d\u00f3lar elevado, o que pode impactar negativamente os pr\u00eamios de exporta\u00e7\u00e3o devido \u00e0 grande oferta no mercado. \u201cNa CBOT, existe o risco de os produtores americanos reduzirem a \u00e1rea de plantio de soja na safra 2025\/26, dado o cen\u00e1rio de queda acentuada nos pre\u00e7os\u201d, acredita. Este fator, combinado com o mercado clim\u00e1tico nos EUA, pode oferecer algum suporte aos pre\u00e7os futuros.<\/p>\n<p>Se houver uma demanda forte pelo gr\u00e3o brasileiro por parte da China, os pre\u00e7os podem se tornar mais favor\u00e1veis ao produtor brasileiro. \u201cContudo, \u00e9 importante ressaltar que o cen\u00e1rio geral \u00e9 marcado por uma oferta elevada, com exporta\u00e7\u00f5es possivelmente recordes, maior esmagamento e estoques confort\u00e1veis\u201d, enumera Silveira. Assim, ganhos mais significativos de pre\u00e7o podem ocorrer apenas no final do terceiro trimestre ou in\u00edcio do quarto trimestre do ano.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/cenario-global-da-soja-aponta-trajetoria-baixa-para-2025\/\">Cen\u00e1rio global da soja aponta trajet\u00f3ria baixa para 2025<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao analisar o cen\u00e1rio global da soja para 2025, as tend\u00eancias de pre\u00e7os, tanto no mercado futuro quanto no f\u00edsico no Brasil, indicam uma trajet\u00f3ria predominantemente negativa. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 do analista e consultor da Safras &amp; Mercado, Rafael Silveira. A safra americana se consolida como a segunda maior da hist\u00f3ria, com cerca de 121,7 milh\u00f5es de toneladas de soja, o que resulta em estoques finais 37,4% superiores ao ano anterior, totalizando aproximadamente 12,79 milh\u00f5es de toneladas. Apesar do aumento nas exporta\u00e7\u00f5es e no esmagamento, os estoques permanecem em um n\u00edvel confort\u00e1vel, conforme observa o analista. Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:\u00a0siga o Canal Rural no Google News! Na Am\u00e9rica do Sul, o panorama tamb\u00e9m sugere uma produ\u00e7\u00e3o expressiva, favorecida por condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas neutras at\u00e9 o momento, especialmente no Brasil. Apesar de atrasos iniciais no plantio, o ritmo avan\u00e7ou significativamente, superando n\u00e3o apenas os atrasos em termos percentuais, mas atingindo n\u00edveis acima da m\u00e9dia das \u00faltimas cinco safras\u201d, relata o consultor. As condi\u00e7\u00f5es atuais das lavouras brasileiras s\u00e3o bastante promissoras, com expectativa de altas produtividades em todo o pa\u00eds. \u201cNo entanto, ser\u00e1 necess\u00e1rio aguardar o desempenho real durante a colheita, prevista para meados de fevereiro\u201d, adverte. Na Argentina, o terceiro maior produtor de soja do mundo, as expectativas tamb\u00e9m s\u00e3o otimistas, com proje\u00e7\u00f5es de uma safra robusta de cerca de 55 milh\u00f5es de toneladas, beneficiada por boas condi\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de maior produtividade. No cen\u00e1rio global, diversos fatores podem impactar o mercado. Apesar da ampla oferta projetada, que tende a pressionar os pre\u00e7os, eventos pontuais podem gerar volatilidade. \u201cEntre eles, destacam-se as elei\u00e7\u00f5es americanas e o retorno de Donald Trump \u00e0 presid\u00eancia, que pode alterar a din\u00e2mica comercial com a China, especialmente a partir do segundo semestre de 2025\u201d, ressalta Silveira. Os chineses v\u00eam adquirindo volumes significativos de soja dos EUA, antecipando poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es comerciais que poderiam surgir com a nova administra\u00e7\u00e3o. No primeiro semestre, \u00e9 prov\u00e1vel que a China j\u00e1 tenha garantido estoques suficientes para mitigar impactos imediatos de eventuais tens\u00f5es. No entanto, no segundo semestre, a demanda chinesa deve se intensificar, favorecendo as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras devido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o bilateral favor\u00e1vel entre os dois pa\u00edses. \u201cIsto pode gerar oportunidades, mas tamb\u00e9m desafios em termos de pre\u00e7os\u201d, comenta o analista. 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