{"id":6187,"date":"2024-12-30T18:30:00","date_gmt":"2024-12-30T18:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/30\/safra-2024-25-de-graos-podera-ser-melhor-no-matopiba\/"},"modified":"2024-12-30T18:30:00","modified_gmt":"2024-12-30T18:30:00","slug":"safra-2024-25-de-graos-podera-ser-melhor-no-matopiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/30\/safra-2024-25-de-graos-podera-ser-melhor-no-matopiba\/","title":{"rendered":"Safra 2024\/25 de gr\u00e3os poder\u00e1 ser melhor no Matopiba"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/Fazenda-Morro-Branco-Novo-Jardim-TO-Imagem-GuilhermeSoares-crba.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Fazenda Morro Branco, Novo Jardim (TO) | Foto: Guilherme Soares\/ Canal Rural BA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>No pr\u00f3ximo ano que bate na porta, na Bahia, a expectativa \u00e9 que a soja e algod\u00e3o, por exemplo, tenham uma <strong>\u00e1rea maior plantada<\/strong> na <strong>safra 2024\/25<\/strong>. \u00c9 o que projetam as institui\u00e7\u00f5es do setor. Com o in\u00edcio do ciclo bem diferente do passado, com boa incid\u00eancia de chuvas, a perspectiva para esse futuro n\u00e3o t\u00e3o distante \u00e9 positiva.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o do Matopiba deve ter novos empreendimentos, como a implanta\u00e7\u00e3o de uma biorrefinaria e um novo frigor\u00edfico. <\/p>\n<p>Como exemplo desse crescimento de \u00e1rea, a Fazenda Morro Branco, de 1857, com mais de 20 mil hectares, est\u00e1 mudando o foco pela primeira vez e e iniciou o cultivo de soja. <\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o do solo ap\u00f3s d\u00e9cadas criando gado foi essencial para a nova lavoura germinar.<\/p>\n<p>De acordo com Pedro Tourato, consultor t\u00e9cnico de vendas de insumos agr\u00edcolas de uma empresa da regi\u00e3o, explica que para viabilizar o plantio em uma \u00e1rea degradada, t\u00e9cnicas espec\u00edficas como manejo qu\u00edmico e a palhada foram implementados.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"573\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/PX2zO9KK-Fazenda-Morro-Branco-Novo-Jardim-TO-Imagem-GuilhermeSoares-crba-1-1024x573.jpg\" alt=\"m\u00e3os segurando planta, solo, plantio, soja, soja, agricultor, produtor rural\" class=\"wp-image-4081229\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Guilherme Soares\/ Canal Rural Bahia<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cFizemos a desseca\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea com um manejo qu\u00edmico para que a gente consiga degradar a pastagem e deixar a palhada como ela est\u00e1 no momento, para que a gente pudesse entrar com o plantio de soja e pensando no grande ponto de conserva\u00e7\u00e3o de palhada, pois n\u00f3s estamos num solo muito leve.\u201d, disse Tourato. <\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da palhada para o sucesso do plantio: \u201cSe a gente n\u00e3o tiver palhada, vamos sofrer com o veranico que a gente j\u00e1 estamos prevendo com os meteorologistas, recebendo a\u00ed que a partir de 15 de janeiro a fevereiro a gente tenha esse veranico\u201d, explica.<\/p>\n<p>A primeira estimativa da <strong>Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)<\/strong>, foi de um <strong>crescimento<\/strong> de <strong>\u00e1rea no Brasil<\/strong> de <strong>8,3%<\/strong> na safra de gr\u00e3os na temporada 2024\/2025.\u00a0 <\/p>\n<p>O m\u00e9todo atodado na fazenda localizada no mun\u00edcipio de Novo Jardim, no Tocantins, na divisa com a Bahia, \u00e9 o sistema Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP).<\/p>\n<p>Marcelo Morita, consultor de solo e nutri\u00e7\u00e3o de plantas, tamb\u00e9m acompanha o experimento da primeira safra de soja da fazenda.<\/p>\n<p>\u201cNesse sistema, por exemplo, al\u00e9m dos gr\u00e3os, n\u00f3s cultivamos a braqui\u00e1ria como se fosse uma cultura tamb\u00e9m, porque logo em seguida entra o gado, aonde ele \u00e9 manejado pra pastejar at\u00e9 uma certa altura desse capim, porque a gente precisa dessa palha tamb\u00e9m. Posteriormente ele \u00e9 tirado e a gente maneja essa palha com desseca\u00e7\u00e3o pra novamente voltar o gr\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p>De acordo com o administrador da fazenda, Marcelo Prado, o objetivo \u00e9 implementar um sistema de irriga\u00e7\u00e3o com piv\u00f4:  \u201cVamos fazer 3 anos de lavoura e um ano pecu\u00e1ria para fazer a rota\u00e7\u00e3o de culturas com o gado\u201d, ressalta Prado.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perspectivas<\/h2>\n<p>De acordo com o \u00faltimo levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola do IBGE, a<strong> soja<\/strong> deve ocupar na safra 2024\/25 no Matopiba uma \u00e1rea de <strong>5.943.834 hectares<\/strong>. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"574\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/Area-plantada-soja-2025-ibge-arte-canalrural-1024x574.jpg\" alt=\"\u00e1rea planta soja safra 2024\/25, proje\u00e7\u00e3o ibge\" class=\"wp-image-4081081\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na \u00e1rea total ocupada pelos <strong>gr\u00e3os<\/strong>, que correspondem a <strong>cereais, leguminosas e oleaginosas<\/strong>, os dados do IBGE projetam uma \u00e1rea que pode chegar no Matopiba a 9.551.343 hectares e uma produ\u00e7\u00e3o de 32.202.131 t.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/producao-graos-matopiba-2025-ibge-arte-canalrural-1024x577.jpg\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3ode gr\u00e3os no Matopiba, safra 2024\/25, perspectiva ibge\" class=\"wp-image-4081085\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<p>Especificamente para o algod\u00e3o, a expectativa para a safra 2024\/25 \u00e9 de um <strong>aumento de 10% <\/strong> em <strong>\u00e1rea plantada na Bahia,<\/strong> com <strong>379.974 ha<\/strong> e <strong>729.095<\/strong> toneladas em pluma.<\/p>\n<p>Destaque tamb\u00e9m para o Piau\u00ed com <strong>crescimento de 47,1% <\/strong>com <strong>35.100 hectares<\/strong>, de acordo com \u00faltimo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fatores externos<\/h2>\n<p>Al\u00e9m do clima, fatores externos poder\u00e3o influenciar as commodities brasileiras em 2025, como por exemplo, as poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es com a volta do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.<\/p>\n<p>A espcialista de intelig\u00eancia de mercado, Ana Luiza Lodi, afirma que alguns sinais de Trump t\u00eam trazido preocupa\u00e7\u00f5es no mercado de<em> <\/em>commodities agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>\u201cEle est\u00e1 muito focado em falar em tarifas, em taxar produtos importados, o que pode resultar em retalia\u00e7\u00e3o por outros pa\u00edses, ent\u00e3o, a preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente no caso da soja, \u00e9 a possibilidade de se repetir o que aconteceu no primeiro mandato dele, em que a China taxou a soja norte amerciana em 25%, ent\u00e3o a procura pela soja dos Estados Unidos caiu. o pre\u00e7o da soja dos estados dos estados unidos caiu, mas por outro lado \u00e9 a busca por soja brasileira foi refor\u00e7ada\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para a analista, o Brasil e os pa\u00edses sul-americanos est\u00e3o num momento confort\u00e1vel, mas que tamb\u00e9m exigir\u00e1 cautela.<\/p>\n<p>No ano que vem falando \u00e9 de mercado de soja atual, a gente est\u00e1 realmente numa situa\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o de oferta e demanda muito confort\u00e1vel e \u00e9 isso que tem a\u00ed impedido altas mais consistentes do pre\u00e7o da soja, porque a gente teve uma safra boa nos Estados Unidos, aqui no Brasil caminhando tudo bem, na Argentina tamb\u00e9m, por isso, a gente n\u00e3o tem nenhuma amea\u00e7a de faltar soja, mas com certeza, dependendo do que das medidas que Trump tomar, pode mudar um pouco o cen\u00e1rio, principalmente pra soja.\u201d, ressalta Lodi.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reflexos na pecu\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n<p>E se os gr\u00e3os v\u00e3o bem nas lavouras e no mercado, o reflexo disso tamb\u00e9m \u00e9 sentido na pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, o pre\u00e7o dos insumos para alimenta\u00e7\u00e3o dos animais fica mais atrativo. Raineire Ortiz, pecuarista de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA), espera que em 2025, os insumos estejammais baratos.<\/p>\n<p>\u201cNesse ano (2024) j\u00e1 tivemos a\u00ed um per\u00edodo de chuva maior comparando com o ano passado, ent\u00e3o isso a\u00ed ajuda muito a gente a aumentar a produtividade da regi\u00e3o, para asism tamb\u00e9m a a gente conseguir ter um acesso a um insumo mais barato para o confinamento. Em termo de  volumes vai ser maior do que consequentemente, no ano passado, ent\u00e3o isso a\u00ed ajuda muito a gente\u201d, disse.<\/p>\n<p>S\u00f3cio do Raineire na cria\u00e7\u00e3o do gado, o produtor de gr\u00e3os, Jaime Cappelesso, <em><br \/><\/em>est\u00e1 otimista com 2025. <\/p>\n<p>Projetos como um novo frigor\u00edfico para exporta\u00e7\u00e3o de carne bovina e uma biorrefinaria em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es devem favorecer os produtores e o crescimento da regi\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Segundo ele, a Captar Agrobusiness, a maior empresa de confinamento do Nordeste, est\u00e1 convidando pecuaristas para atenderem a demanda do frigor\u00edfico.<\/p>\n<p>\u201cEles t\u00eam um frigor\u00edfico liberado para 50 mil bois\/ano. Ser\u00e1 a primeira planta de exporta\u00e7\u00e3o da Bahia. Quando voc\u00ea exporta, o pre\u00e7o \u00e9 diferente, o pre\u00e7o \u00e9 melhor, ent\u00e3o isso vai animar e de derepente a gente at\u00e9 agrega um maior maior volume de animais. Eles v\u00e3o produzir a metade da necessidade e est\u00e3o em busca de gente para produzir ou ou complementar. Documenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 rolando. Parece deve ser inaugurado em 3 anos. Ent\u00e3o n\u00f3s vamos ter duas coisas boas aqui, o frigor\u00edfico e a biorrefinaria que vai produzir \u00e1lcool com sorgo e milho,  e o subproduto do do disso a\u00ed serve para alimenta\u00e7\u00e3o animal. Isso vai ser \u00f3timo tamb\u00e9m para pecu\u00e1ria\u201d, conta Cappelesso.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"489\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/09\/CRBA-GuilhermeSoares-captar-agrobusiness_BAIXA-1024x489.jpg\" alt=\"Imagem a\u00e9rea da Captar Agrobusiness, empresa, Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia, MP-BA, Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, Rio de Pedras, meio ambiente\" class=\"wp-image-4065602\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem a\u00e9rea da Captar Agrobusiness em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA) | Foto: Marca Comunica\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com Almir Moraes, gestor da Captar, a empresa est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o com o Governo da Bahia para a implanta\u00e7\u00e3o de um frigor\u00edfico exportador de 1.500 gados por dia na regi\u00e3o Oeste da Bahia.<\/p>\n<p>\u201cEm 300 dias \u00fateis n\u00f3s vamos abater 450 mil bois. A Captar pretende fazer 260 mil bois no ano, dobrando a capacidade est\u00e1tica hoje, que \u00e9 de 65 mil para 120.000 e com isso, a gente vai precisar ter animais de qualidade para exporta\u00e7\u00e3o\u201d, detalha Moraes que tamb\u00e9m ressaltou que \u00e9 preciso integrar a agropecu\u00e1ria e buscar melhoramentos gen\u00e9ticos de animais.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/oeste-da-bahia-se-torna-o-maior-polo-de-irrigacao-por-pivos-centrais-do-brasil\/\">Oeste da Bahia se torna o maior polo de irriga\u00e7\u00e3o por piv\u00f4s centrais do Brasil<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p><em>Siga o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/canalruralbahia\/\">Canal Rural Bahia no Instagram<\/a>! Voc\u00ea tamb\u00e9m pode participar deixando uma sugest\u00e3o de pauta. 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Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o do Matopiba deve ter novos empreendimentos, como a implanta\u00e7\u00e3o de uma biorrefinaria e um novo frigor\u00edfico. Como exemplo desse crescimento de \u00e1rea, a Fazenda Morro Branco, de 1857, com mais de 20 mil hectares, est\u00e1 mudando o foco pela primeira vez e e iniciou o cultivo de soja. A recupera\u00e7\u00e3o do solo ap\u00f3s d\u00e9cadas criando gado foi essencial para a nova lavoura germinar. De acordo com Pedro Tourato, consultor t\u00e9cnico de vendas de insumos agr\u00edcolas de uma empresa da regi\u00e3o, explica que para viabilizar o plantio em uma \u00e1rea degradada, t\u00e9cnicas espec\u00edficas como manejo qu\u00edmico e a palhada foram implementados. Imagem: Guilherme Soares\/ Canal Rural Bahia \u201cFizemos a desseca\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea com um manejo qu\u00edmico para que a gente consiga degradar a pastagem e deixar a palhada como ela est\u00e1 no momento, para que a gente pudesse entrar com o plantio de soja e pensando no grande ponto de conserva\u00e7\u00e3o de palhada, pois n\u00f3s estamos num solo muito leve.\u201d, disse Tourato. Ele tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da palhada para o sucesso do plantio: \u201cSe a gente n\u00e3o tiver palhada, vamos sofrer com o veranico que a gente j\u00e1 estamos prevendo com os meteorologistas, recebendo a\u00ed que a partir de 15 de janeiro a fevereiro a gente tenha esse veranico\u201d, explica. A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi de um crescimento de \u00e1rea no Brasil de 8,3% na safra de gr\u00e3os na temporada 2024\/2025.\u00a0 O m\u00e9todo atodado na fazenda localizada no mun\u00edcipio de Novo Jardim, no Tocantins, na divisa com a Bahia, \u00e9 o sistema Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP). Marcelo Morita, consultor de solo e nutri\u00e7\u00e3o de plantas, tamb\u00e9m acompanha o experimento da primeira safra de soja da fazenda. \u201cNesse sistema, por exemplo, al\u00e9m dos gr\u00e3os, n\u00f3s cultivamos a braqui\u00e1ria como se fosse uma cultura tamb\u00e9m, porque logo em seguida entra o gado, aonde ele \u00e9 manejado pra pastejar at\u00e9 uma certa altura desse capim, porque a gente precisa dessa palha tamb\u00e9m. Posteriormente ele \u00e9 tirado e a gente maneja essa palha com desseca\u00e7\u00e3o pra novamente voltar o gr\u00e3o\u201d, conta. De acordo com o administrador da fazenda, Marcelo Prado, o objetivo \u00e9 implementar um sistema de irriga\u00e7\u00e3o com piv\u00f4: \u201cVamos fazer 3 anos de lavoura e um ano pecu\u00e1ria para fazer a rota\u00e7\u00e3o de culturas com o gado\u201d, ressalta Prado. Perspectivas De acordo com o \u00faltimo levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola do IBGE, a soja deve ocupar na safra 2024\/25 no Matopiba uma \u00e1rea de 5.943.834 hectares. Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Canal Rural Na \u00e1rea total ocupada pelos gr\u00e3os, que correspondem a cereais, leguminosas e oleaginosas, os dados do IBGE projetam uma \u00e1rea que pode chegar no Matopiba a 9.551.343 hectares e uma produ\u00e7\u00e3o de 32.202.131 t. Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Canal Rural Especificamente para o algod\u00e3o, a expectativa para a safra 2024\/25 \u00e9 de um aumento de 10% em \u00e1rea plantada na Bahia, com 379.974 ha e 729.095 toneladas em pluma. Destaque tamb\u00e9m para o Piau\u00ed com crescimento de 47,1% com 35.100 hectares, de acordo com \u00faltimo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o. Fatores externos Al\u00e9m do clima, fatores externos poder\u00e3o influenciar as commodities brasileiras em 2025, como por exemplo, as poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es com a volta do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. A espcialista de intelig\u00eancia de mercado, Ana Luiza Lodi, afirma que alguns sinais de Trump t\u00eam trazido preocupa\u00e7\u00f5es no mercado de commodities agr\u00edcolas. \u201cEle est\u00e1 muito focado em falar em tarifas, em taxar produtos importados, o que pode resultar em retalia\u00e7\u00e3o por outros pa\u00edses, ent\u00e3o, a preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente no caso da soja, \u00e9 a possibilidade de se repetir o que aconteceu no primeiro mandato dele, em que a China taxou a soja norte amerciana em 25%, ent\u00e3o a procura pela soja dos Estados Unidos caiu. o pre\u00e7o da soja dos estados dos estados unidos caiu, mas por outro lado \u00e9 a busca por soja brasileira foi refor\u00e7ada\u201d, explica. Para a analista, o Brasil e os pa\u00edses sul-americanos est\u00e3o num momento confort\u00e1vel, mas que tamb\u00e9m exigir\u00e1 cautela. No ano que vem falando \u00e9 de mercado de soja atual, a gente est\u00e1 realmente numa situa\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o de oferta e demanda muito confort\u00e1vel e \u00e9 isso que tem a\u00ed impedido altas mais consistentes do pre\u00e7o da soja, porque a gente teve uma safra boa nos Estados Unidos, aqui no Brasil caminhando tudo bem, na Argentina tamb\u00e9m, por isso, a gente n\u00e3o tem nenhuma amea\u00e7a de faltar soja, mas com certeza, dependendo do que das medidas que Trump tomar, pode mudar um pouco o cen\u00e1rio, principalmente pra soja.\u201d, ressalta Lodi. Reflexos na pecu\u00e1ria E se os gr\u00e3os v\u00e3o bem nas lavouras e no mercado, o reflexo disso tamb\u00e9m \u00e9 sentido na pecu\u00e1ria. Como consequ\u00eancia, o pre\u00e7o dos insumos para alimenta\u00e7\u00e3o dos animais fica mais atrativo. Raineire Ortiz, pecuarista de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA), espera que em 2025, os insumos estejammais baratos. \u201cNesse ano (2024) j\u00e1 tivemos a\u00ed um per\u00edodo de chuva maior comparando com o ano passado, ent\u00e3o isso a\u00ed ajuda muito a gente a aumentar a produtividade da regi\u00e3o, para asism tamb\u00e9m a a gente conseguir ter um acesso a um insumo mais barato para o confinamento. Em termo de volumes vai ser maior do que consequentemente, no ano passado, ent\u00e3o isso a\u00ed ajuda muito a gente\u201d, disse. S\u00f3cio do Raineire na cria\u00e7\u00e3o do gado, o produtor de gr\u00e3os, Jaime Cappelesso, est\u00e1 otimista com 2025. Projetos como um novo frigor\u00edfico para exporta\u00e7\u00e3o de carne bovina e uma biorrefinaria em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es devem favorecer os produtores e o crescimento da regi\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos. 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