{"id":6089,"date":"2024-12-27T20:45:14","date_gmt":"2024-12-27T20:45:14","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/27\/desastres-climaticos-aumentaram-250-nos-ultimos-quatro-anos-no-pais\/"},"modified":"2024-12-27T20:45:14","modified_gmt":"2024-12-27T20:45:14","slug":"desastres-climaticos-aumentaram-250-nos-ultimos-quatro-anos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/27\/desastres-climaticos-aumentaram-250-nos-ultimos-quatro-anos-no-pais\/","title":{"rendered":"Desastres clim\u00e1ticos aumentaram 250% nos \u00faltimos quatro anos no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/desastre-climatico.jpg\" alt=\"desastre clim\u00e1tico\" \/><figcaption>Foto: Marcelo Camargo\/ Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Os desastres clim\u00e1ticos no Brasil aumentaram <strong>250%<\/strong> nos \u00faltimos quatro anos (2020\u20132023), em compara\u00e7\u00e3o com os registros da d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o foi revelada por estudo da Alian\u00e7a Brasileira pela Cultura Oce\u00e2nica \u2013 coordenada pelo Programa Mar\u00e9 de Ci\u00eancia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) e pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio.<\/p>\n<p>O trabalho, que usou dados p\u00fablicos extra\u00eddos do Sistema Integrado de Informa\u00e7\u00f5es sobre Desastres (S2ID) do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional, considerando o per\u00edodo de 1991 a 2023, tamb\u00e9m analisou dados de temperatura m\u00e9dia do ar e da superf\u00edcie oce\u00e2nica dos \u00faltimos 32 anos, com base em informa\u00e7\u00f5es da ag\u00eancia europeia Copernicus, obtidos por meio da plataforma Climate Reanalyzer.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, para cada aumento de <strong>0,1\u00b0C<\/strong> na temperatura m\u00e9dia global do ar, ocorreram mais <strong>360<\/strong> desastres clim\u00e1ticos no Brasil. No oceano, para cada aumento de 0,1\u00b0C na temperatura m\u00e9dia global da superf\u00edcie oce\u00e2nica, foram registrados mais <strong>584<\/strong> eventos extremos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cQuando os dados de 2024 forem consolidados, haver\u00e1 a confirma\u00e7\u00e3o da escalada de desastres clim\u00e1ticos nos anos mais recentes. O levantamento aponta que foram registrados 6.523 desastres clim\u00e1ticos em munic\u00edpios brasileiros na d\u00e9cada de 1990, enquanto, no per\u00edodo de 2020\u20132023, foram registrados 16.306 eventos\u201d, dizem os pesquisadores.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aumento de registros de desastres<\/h2>\n<p>O levantamento informa que o Brasil teve 64.280 desastres clim\u00e1ticos desde 1990, e h\u00e1 aumento, em m\u00e9dia, de 100 registros por ano:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Nos primeiros dez anos monitorados, foram 725 registros por ano;<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>De 2000 a 2009: 1.892 registros anuais; <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>De 2010 a 2019: 2.254 registros anuais <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Nos \u00faltimos quatro anos (2020 a 2023): 4.077 registros por ano.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e um dos coordenadores do estudo, disse que o objetivo do levantamento \u00e9 contribuir para que a sociedade conhe\u00e7a, debata e pense em solu\u00e7\u00f5es, incentivando a tomada de decis\u00e3o e as mudan\u00e7as de comportamento necess\u00e1rias, tanto em n\u00edvel individual quanto institucional, para reduzir os impactos clim\u00e1ticos e garantir um futuro sustent\u00e1vel para o Brasil.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u00a0siga o Canal Rural no WhatsApp!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>O estudo mostrou, ainda, que 5.117 munic\u00edpios brasileiros reportaram danos causados por desastres clim\u00e1ticos entre 1991 e 2023, representando <strong>92%<\/strong> dos munic\u00edpios do pa\u00eds. As principais ocorr\u00eancias foram:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Secas (50% dos registros);<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e enchentes (27%);<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tempestades (19%)<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aumento de temperatura no oceano<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/ocean-481976_1280-1024x682.jpg\" alt=\"oceano mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\" class=\"wp-image-4081833\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde mar\u00e7o de 2023, o oceano teve aumento de temperaturas de cerca de 0,3\u00b0C a 0,5\u00b0C, fen\u00f4meno que tem agravado eventos extremos, como furac\u00f5es e inunda\u00e7\u00f5es, afetando milh\u00f5es de pessoas e impactando profundamente os ecossistemas. <\/p>\n<p>Entre os exemplos, est\u00e3o as <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/rio-grande-do-sul\/graos-no-rs-perdas-com-enchentes-e-esperancas-de-recuperacao\/\">inunda\u00e7\u00f5es no Rio Grande do Sul<\/a> e as secas no Centro-Oeste<\/strong>, em 2024. Christofoletti destacou que o oceano \u00e9 fundamental para a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global e que seu aquecimento cont\u00ednuo evidencia os impactos crescentes da crise clim\u00e1tica no sistema terrestre.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cIsso \u00e9 muito preocupante, considerando que, ao longo dos \u00faltimos 40 anos, o oceano aqueceu cerca de 0,6\u00b0C. Esse aquecimento abrupto e prolongado amea\u00e7a o equil\u00edbrio de um sistema que cobre 70% do planeta. O oceano, nesse n\u00edvel de aquecimento, intensifica os eventos clim\u00e1ticos extremos que impactam diretamente milh\u00f5es de pessoas\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preju\u00edzos econ\u00f4micos<\/h2>\n<p>Quando analisadas as consequ\u00eancias econ\u00f4micas e sociais, o cen\u00e1rio indicou que, entre 1995 e 2023, os preju\u00edzos econ\u00f4micos no Brasil atingiram <strong>R$ 547,2 bilh\u00f5es<\/strong>. <\/p>\n<p>Nos primeiros quatro anos da d\u00e9cada de 2020, as perdas somaram R$ 188,7 bilh\u00f5es, 80% do total registrado em toda a d\u00e9cada anterior (2010\u20132019), o correspondente a 0,5% do PIB nacional acumulado de 2020 a 2024.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) e na taxa atual de registros de desastres, mostram que os n\u00fameros podem aumentar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. <\/p>\n<p>No cen\u00e1rio mais otimista, at\u00e9 o final do s\u00e9culo, no qual as metas do Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura a 1,5\u00b0C sejam cumpridas, o Brasil poder\u00e1 registrar at\u00e9 <strong>128.604<\/strong> desastres clim\u00e1ticos entre 2024 e 2050, o dobro do total observado nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. <\/p>\n<p>J\u00e1 no cen\u00e1rio mais pessimista, no qual o aquecimento do planeta ultrapassa 4\u00b0C, o n\u00famero de desastres pode chegar a quase <strong>600 mil<\/strong> ocorr\u00eancias at\u00e9 2100, nove vezes o registrado entre 1991 e 2023.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos mesmo no melhor cen\u00e1rio<\/h2>\n<p>Conforme o estudo, mesmo no melhor cen\u00e1rio, o Brasil pode sofrer um impacto de R$ 1,61 trilh\u00e3o at\u00e9 2050. Se o cen\u00e1rio pessimista se concretizar, os custos poder\u00e3o ultrapassar R$ 8,2 trilh\u00f5es at\u00e9 o final do s\u00e9culo, 15 vezes o total observado nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora envolvida no estudo e gerente de projetos da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, Jana\u00edna Bumbeer, apesar das proje\u00e7\u00f5es negativas, ainda h\u00e1 tempo para agir. Segundo ela, al\u00e9m de reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, \u00e9 essencial buscar a resili\u00eancia das comunidades e a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cNesse sentido, as solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza s\u00e3o ferramentas eficazes para fortalecer a resili\u00eancia de cidades costeiras, enfrentando desafios ambientais, sociais e econ\u00f4micos de forma integrada. A recupera\u00e7\u00e3o de manguezais e dunas, por exemplo, est\u00e1 entre as solu\u00e7\u00f5es verde-azuis, que promovem a adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente urbano e costeiro, aumentando a resili\u00eancia contra eventos clim\u00e1ticos extremos e construindo cidades mais saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A pesquisadora ressaltou que o aumento da temperatura global, al\u00e9m de ampliar os eventos extremos, provoca o aumento nos custos de energia e alimentos, a escassez h\u00eddrica e o aumento de doen\u00e7as relacionadas ao calor, como a dengue. <\/p>\n<p>\u201cA hora de agir \u00e9 agora. Com esfor\u00e7os globais coordenados e eficientes, podemos fortalecer a resili\u00eancia da natureza e da humanidade, construindo um futuro mais sustent\u00e1vel e seguro para todos.\u201d<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/desastres-climaticos-aumentaram-250-nos-ultimos-quatro-anos-no-pais\/\">Desastres clim\u00e1ticos aumentaram 250% nos \u00faltimos quatro anos no pa\u00eds<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcelo Camargo\/ Ag\u00eancia Brasil Os desastres clim\u00e1ticos no Brasil aumentaram 250% nos \u00faltimos quatro anos (2020\u20132023), em compara\u00e7\u00e3o com os registros da d\u00e9cada de 1990. A constata\u00e7\u00e3o foi revelada por estudo da Alian\u00e7a Brasileira pela Cultura Oce\u00e2nica \u2013 coordenada pelo Programa Mar\u00e9 de Ci\u00eancia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) e pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio. O trabalho, que usou dados p\u00fablicos extra\u00eddos do Sistema Integrado de Informa\u00e7\u00f5es sobre Desastres (S2ID) do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional, considerando o per\u00edodo de 1991 a 2023, tamb\u00e9m analisou dados de temperatura m\u00e9dia do ar e da superf\u00edcie oce\u00e2nica dos \u00faltimos 32 anos, com base em informa\u00e7\u00f5es da ag\u00eancia europeia Copernicus, obtidos por meio da plataforma Climate Reanalyzer. Segundo os pesquisadores, para cada aumento de 0,1\u00b0C na temperatura m\u00e9dia global do ar, ocorreram mais 360 desastres clim\u00e1ticos no Brasil. No oceano, para cada aumento de 0,1\u00b0C na temperatura m\u00e9dia global da superf\u00edcie oce\u00e2nica, foram registrados mais 584 eventos extremos no pa\u00eds. \u201cQuando os dados de 2024 forem consolidados, haver\u00e1 a confirma\u00e7\u00e3o da escalada de desastres clim\u00e1ticos nos anos mais recentes. O levantamento aponta que foram registrados 6.523 desastres clim\u00e1ticos em munic\u00edpios brasileiros na d\u00e9cada de 1990, enquanto, no per\u00edodo de 2020\u20132023, foram registrados 16.306 eventos\u201d, dizem os pesquisadores. Aumento de registros de desastres O levantamento informa que o Brasil teve 64.280 desastres clim\u00e1ticos desde 1990, e h\u00e1 aumento, em m\u00e9dia, de 100 registros por ano: Nos primeiros dez anos monitorados, foram 725 registros por ano; De 2000 a 2009: 1.892 registros anuais; De 2010 a 2019: 2.254 registros anuais Nos \u00faltimos quatro anos (2020 a 2023): 4.077 registros por ano. O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e um dos coordenadores do estudo, disse que o objetivo do levantamento \u00e9 contribuir para que a sociedade conhe\u00e7a, debata e pense em solu\u00e7\u00f5es, incentivando a tomada de decis\u00e3o e as mudan\u00e7as de comportamento necess\u00e1rias, tanto em n\u00edvel individual quanto institucional, para reduzir os impactos clim\u00e1ticos e garantir um futuro sustent\u00e1vel para o Brasil. Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:\u00a0siga o Canal Rural no WhatsApp! O estudo mostrou, ainda, que 5.117 munic\u00edpios brasileiros reportaram danos causados por desastres clim\u00e1ticos entre 1991 e 2023, representando 92% dos munic\u00edpios do pa\u00eds. As principais ocorr\u00eancias foram: Secas (50% dos registros); Inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e enchentes (27%); Tempestades (19%) Aumento de temperatura no oceano Foto: Pixabay Desde mar\u00e7o de 2023, o oceano teve aumento de temperaturas de cerca de 0,3\u00b0C a 0,5\u00b0C, fen\u00f4meno que tem agravado eventos extremos, como furac\u00f5es e inunda\u00e7\u00f5es, afetando milh\u00f5es de pessoas e impactando profundamente os ecossistemas. Entre os exemplos, est\u00e3o as inunda\u00e7\u00f5es no Rio Grande do Sul e as secas no Centro-Oeste, em 2024. Christofoletti destacou que o oceano \u00e9 fundamental para a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global e que seu aquecimento cont\u00ednuo evidencia os impactos crescentes da crise clim\u00e1tica no sistema terrestre. \u201cIsso \u00e9 muito preocupante, considerando que, ao longo dos \u00faltimos 40 anos, o oceano aqueceu cerca de 0,6\u00b0C. Esse aquecimento abrupto e prolongado amea\u00e7a o equil\u00edbrio de um sistema que cobre 70% do planeta. O oceano, nesse n\u00edvel de aquecimento, intensifica os eventos clim\u00e1ticos extremos que impactam diretamente milh\u00f5es de pessoas\u201d, disse. Preju\u00edzos econ\u00f4micos Quando analisadas as consequ\u00eancias econ\u00f4micas e sociais, o cen\u00e1rio indicou que, entre 1995 e 2023, os preju\u00edzos econ\u00f4micos no Brasil atingiram R$ 547,2 bilh\u00f5es. Nos primeiros quatro anos da d\u00e9cada de 2020, as perdas somaram R$ 188,7 bilh\u00f5es, 80% do total registrado em toda a d\u00e9cada anterior (2010\u20132019), o correspondente a 0,5% do PIB nacional acumulado de 2020 a 2024. As proje\u00e7\u00f5es baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) e na taxa atual de registros de desastres, mostram que os n\u00fameros podem aumentar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. No cen\u00e1rio mais otimista, at\u00e9 o final do s\u00e9culo, no qual as metas do Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura a 1,5\u00b0C sejam cumpridas, o Brasil poder\u00e1 registrar at\u00e9 128.604 desastres clim\u00e1ticos entre 2024 e 2050, o dobro do total observado nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. J\u00e1 no cen\u00e1rio mais pessimista, no qual o aquecimento do planeta ultrapassa 4\u00b0C, o n\u00famero de desastres pode chegar a quase 600 mil ocorr\u00eancias at\u00e9 2100, nove vezes o registrado entre 1991 e 2023. Impactos mesmo no melhor cen\u00e1rio Conforme o estudo, mesmo no melhor cen\u00e1rio, o Brasil pode sofrer um impacto de R$ 1,61 trilh\u00e3o at\u00e9 2050. Se o cen\u00e1rio pessimista se concretizar, os custos poder\u00e3o ultrapassar R$ 8,2 trilh\u00f5es at\u00e9 o final do s\u00e9culo, 15 vezes o total observado nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Para a pesquisadora envolvida no estudo e gerente de projetos da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, Jana\u00edna Bumbeer, apesar das proje\u00e7\u00f5es negativas, ainda h\u00e1 tempo para agir. Segundo ela, al\u00e9m de reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, \u00e9 essencial buscar a resili\u00eancia das comunidades e a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cNesse sentido, as solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza s\u00e3o ferramentas eficazes para fortalecer a resili\u00eancia de cidades costeiras, enfrentando desafios ambientais, sociais e econ\u00f4micos de forma integrada. A recupera\u00e7\u00e3o de manguezais e dunas, por exemplo, est\u00e1 entre as solu\u00e7\u00f5es verde-azuis, que promovem a adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente urbano e costeiro, aumentando a resili\u00eancia contra eventos clim\u00e1ticos extremos e construindo cidades mais saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis\u201d, afirmou. A pesquisadora ressaltou que o aumento da temperatura global, al\u00e9m de ampliar os eventos extremos, provoca o aumento nos custos de energia e alimentos, a escassez h\u00eddrica e o aumento de doen\u00e7as relacionadas ao calor, como a dengue. \u201cA hora de agir \u00e9 agora. Com esfor\u00e7os globais coordenados e eficientes, podemos fortalecer a resili\u00eancia da natureza e da humanidade, construindo um futuro mais sustent\u00e1vel e seguro para todos.\u201d O post Desastres clim\u00e1ticos aumentaram 250% nos \u00faltimos quatro anos no pa\u00eds apareceu primeiro em Canal Rural.<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":6090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agronegocio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6089\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}