{"id":6082,"date":"2024-12-27T18:30:00","date_gmt":"2024-12-27T18:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/27\/apesar-de-desafiador-2024-termina-com-safra-regular-no-matopiba\/"},"modified":"2024-12-27T18:30:00","modified_gmt":"2024-12-27T18:30:00","slug":"apesar-de-desafiador-2024-termina-com-safra-regular-no-matopiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/27\/apesar-de-desafiador-2024-termina-com-safra-regular-no-matopiba\/","title":{"rendered":"Apesar de desafiador, 2024 termina com safra regular no Matopiba"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/jaime-fazenda-em-luis-eduardo-magalhaes-novo-parana-foto-guilherme-soares-crba.jpg\" alt=\"Apesar de desafiador, 2024 termina com safra regular no Matopiba; produtor Jaime Cappelesso\" \/><figcaption>Jaime Cappelesso, produtor e pecuarista de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es | Foto: Guilherme Soares\/ Canal Rural BA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A <strong>safra 2023\/24<\/strong> no <strong>Matopiba<\/strong> foi considerada bastante desafiadora e na Bahia, principal estado produtor do Nordeste, apesar dos obst\u00e1culos, houve tamb\u00e9m estabilidade e conquistas, em um ano que finaliza com status regular, principalmente na produ\u00e7\u00e3o das principais commodities.<\/p>\n<p>O in\u00edcio n\u00e3o foi f\u00e1cil para o ciclo que se encerra em 2024, principalmente para a soja, principal commodity do Matopiba. Esse ciclo agr\u00edcola foi marcado por uma das maiores secas da hist\u00f3ria, na Bahia, por exemplo.<\/p>\n<p>Ainda assim, no estado baiano, no ano que exigiu mais expertise do produtor de soja, a produtividade m\u00e9dia foi de<strong> 63 sacas por hectare<\/strong>. <\/p>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), somente o Oeste da Bahia registrou uma produ\u00e7\u00e3o total de <strong>7,4 milh\u00f5es de toneladas da oleaginosa<\/strong>, com uma \u00e1rea superior a <strong>1,9 milh\u00e3o de hectares<\/strong> plantados, ocupando mais de <strong>67% da \u00e1rea<\/strong> total cultivada no oeste baiano.<\/p>\n<p>A safra 2023\/24, foi uma safra considerada regular. Tivemos algumas adversidades clim\u00e1ticas, principalmente por essas quest\u00f5es como pelo evento do El Ni\u00f1o, que de certa maneira acabou impactando boa parte das culturas. Na soja t\u00ednhamos a\u00ed o potencial de alcan\u00e7armos o maior \u00edndice de produtividade n\u00edvel Brasil, mas tivemos uma m\u00e9dia reduzida de 67 sacas, passa 63 sacas de soja por hectare, em fun\u00e7\u00e3o justamente dessas dessas adversidades clim\u00e1ticas enfrentadas nos diversos n\u00facleos produtivos\u201d, explica o gerente de agroneg\u00f3cio da Aiba, Alo\u00edsio J\u00fanior.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/Soja-bahia-img-crba-1024x572.jpg\" alt=\"soja, gr\u00e3os, safra 2023\/24\" class=\"wp-image-4081220\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Guilherme Soares\/ Canal Rural Bahia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outro estado do Matopiba que se destacou mesmo diante das adversidades foi o Piau\u00ed. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado produziu <strong>3,8 milh\u00f5es de toneladas de soja<\/strong> na <strong>safra 2023\/24<\/strong>, um <strong>aumento de 88%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior.<\/p>\n<p>No ciclo passado a falta de chuva foi um dos principais problemas para os produtores, no entanto, nesta temporada, a presen\u00e7a dela em abund\u00e2ncia foi crucial para o inicio do plantio em toda a regi\u00e3o do Matopiba, principalmente no Oeste da Bahia.<\/p>\n<p>O produtor, Jaime Cappelesso, lembra das dificuldades e ressalta a tranquilidade no in\u00edcio do plantio para a safra 2024\/25.<\/p>\n<p>\u201cPara a regi\u00e3o como um todo, o clima t\u00e1 muito bom esse ano, plantio bom, bem germinado tudo. No ano passado foi mais complicado, n\u00f3s est\u00e1vamos nessa \u00e9poca com problemas s\u00e9rios, agora n\u00e3o, esse ano estamos tranquilo, mas clima \u00e9 o seguinte, hoje t\u00e1 assim, amanh\u00e3 a gente n\u00e3o sabe o que que vem\u201d, comenta o produtor.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Radar fitossanit\u00e1rio<\/h2>\n<p>E se a chuva come\u00e7ou ajudando para a safra 2024\/25, a aten\u00e7\u00e3o para o controle fitossanit\u00e1rio deve continuar no radar dos produtores.<\/p>\n<p>Iolanda Alves, fitopatologista e entomologista da Funda\u00e7\u00e3o Bahia, relembra que durante o ano, alguns nematoides e pragas dificultaram o trabalho dos produtores.<\/p>\n<p>\u201cPensando na parte da fitopatologia, as grandes problem\u00e1ticas tem sido a mancha alfa, tanto na cultura da soja quanto na cultura do algod\u00e3o, que \u00e9 causada pelo fungo Corynespora cassiicola e os nematoides tamb\u00e9m. A gente teve tamb\u00e9m bastante problema com a mosca branca e com o bicudo algodoeiro\u201d que j\u00e1 \u00e9 comum de todo ano ter esse problema com a quest\u00e3o do do bicudo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Falando em algod\u00e3o, que t\u00eam na Bahia a segunda maior produ\u00e7\u00e3o nacional, a produtividade m\u00e9dia foi de<strong> 325,45 arrobas<\/strong> de algod\u00e3o em caro\u00e7o por hectare na safra 2023\/24,<strong> inferior \u00e0s 330,8 arrobas<\/strong> por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, numa \u00e1rea total plantada de <strong>345.431 hectares<\/strong>, de acordo com a Aassocia\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa).<\/p>\n<p>J\u00e1 o milho, segundo a Aiba, chegou a enfrentar problemas em aspectos fitossanit\u00e1rios e clim\u00e1ticos, finalizando a safra com o resultado de <strong>150 sacas por hectare de sequeiro e 160 de irrigado<\/strong>, correspondente a uma produ\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de toneladas do cereal.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fruticultura foi destaque<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/manga-reproducao-crba--1024x577.jpg\" alt=\"manga, fruta, fruticultura\" class=\"wp-image-4081219\" \/><\/figure>\n<p>Apesar dos desafios, 2024 tamb\u00e9m foi um ano marcado por resultados positivos para a fruticultura baiana, com destaques para a produ\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/fruticultura-baiana-supera-us-253-mi-em-exportacoes\/\">manga<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/bahia-lidera-producao-de-maracuja-e-reforca-potencial-agricola\/\">maracuj\u00e1<\/a> e mam\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estado voltou a ser l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de cacau. Segundo a Pesquisa Agr\u00edcola Municipal mais recente do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/ibge\/\">IBGE<\/a>, o segmento gerou para o estado <strong>R$ 5,7 bilh\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de agricultura da Bahia, Wallison Tum, a fruticultura vive um momento positivo, por conta das dificuldades enfretadas em outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos observado o crescimento muito grande do s\u00edntese aqui no estado da Bahia, principalmente porque S\u00e3o Paulo n\u00e3o est\u00e1 conseguindo exportar. Ent\u00e3o, existe um movimento muito forte aqui, mais concentrado na regi\u00e3o de Conde\u00faba, que \u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com o Sergipe\u201d, disse.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pecu\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n<p>A pecu\u00e1ria foi outro segmento que bateu recordes. A Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal mais recente do IBGE, aponta que a Bahia possui o maior rebanho do nordeste, com <strong>13,3 milh\u00f5es de cabe\u00e7as<\/strong>.<\/p>\n<p>O Jaime, por exemplo, t\u00eam capacidade m\u00e1xima para 6 mil cabe\u00e7as na propriedade em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, onde adota o sistema Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria\u00a0(ILP).<\/p>\n<p>\u201cEu acho que o pecuarista hoje n\u00e3o pode reclamar muito porque come\u00e7ou razo\u00e1vel, da\u00ed ficou para baixo e agora t\u00e1 os pre\u00e7os se manter, os pre\u00e7os que est\u00e3o a\u00ed, t\u00e1 bom? N\u00f3s aqui, por exemplo, n\u00f3s estamos com um foco mais na engorda, no confinamento. E a gente faz parceria, tem v\u00e1rios, v\u00e1rios sistemas e eu sempre fui f\u00e3 da Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria\u00a0(ILP) e eu acho que na nossa regi\u00e3o do Oeste da Bahia, t\u00e1 faltando muito isso.\u201d, finaliza o produtor.<\/p>\n<p>Para Humberto Miranda, presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria da Bahia (Faeb), mesmo com muitas intercorr\u00eancias, foi um ano com resultados satisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cPensando no ano corrente, como n\u00f3s estamos chegando ao final do ano, n\u00f3s podemos dizer que esse ano foi um ano exitoso para agropecu\u00e1ria baiana. N\u00f3s sa\u00edmos do final do ano passado de uma seca hist\u00f3rica, onde o Cemaden \u00e9 contabilizou que foi uma das piores secas dos \u00faltimos 30,40 anos. Isso gerou muito preju\u00edzo \u00e0 agricultura e principalmente a pecu\u00e1ria. morreram mais de 1 milh\u00e3o de cabe\u00e7as de animais no final do do segundo semestre do ano passado\u201d, ressalta.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/rebanho-gado-crba-imagem-guilherme-soares-1024x576.jpg\" alt=\"Gado, rebanho, bois, cabe\u00e7as, ILP, pecu\u00e1ria\" class=\"wp-image-4081221\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Guilherme Soares\/ Canal Rural Bahia<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cDo ponto de vista de mercado, n\u00f3s tivemos uma baixa de pre\u00e7o significativa das commodities no mercado internacional, tanto da soja quanto do milho, quanto do algod\u00e3o, e isso realmente impactou negativamente na renda do produtor, na quest\u00e3o da pecu\u00e1ria tamb\u00e9m, n\u00f3s tivemos um ano muito dif\u00edcil. Est\u00e1 melhorando agora o final do ano, a quest\u00e3o da arroba do boi, do pre\u00e7o do leite. Mas n\u00f3s tivemos durante um ano e meio, um dos piores pre\u00e7os hist\u00f3ricos da arroba do boi. De 2022 para c\u00e1, baixou 33% durante mais de 1 ano. Ent\u00e3o o produtor trabalhou com margens muito apertadas. E a gente espera que, do ponto de vista do resultado e da rentabilidade para o produtor, a gente tenha um ano ainda melhor do que o que foi o 23\/24.\u201d, finaliza Miranda.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/destaques-do-agro-2024-mostra-acoes-executadas-pelos-produtores-no-oeste-baiano\/\">Destaques do Agro 2024 mostra a\u00e7\u00f5es executadas pelos produtores no Oeste baiano<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p><em>Siga o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/canalruralbahia\/\">Canal Rural Bahia no Instagram<\/a>! 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O in\u00edcio n\u00e3o foi f\u00e1cil para o ciclo que se encerra em 2024, principalmente para a soja, principal commodity do Matopiba. Esse ciclo agr\u00edcola foi marcado por uma das maiores secas da hist\u00f3ria, na Bahia, por exemplo. Ainda assim, no estado baiano, no ano que exigiu mais expertise do produtor de soja, a produtividade m\u00e9dia foi de 63 sacas por hectare. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), somente o Oeste da Bahia registrou uma produ\u00e7\u00e3o total de 7,4 milh\u00f5es de toneladas da oleaginosa, com uma \u00e1rea superior a 1,9 milh\u00e3o de hectares plantados, ocupando mais de 67% da \u00e1rea total cultivada no oeste baiano. A safra 2023\/24, foi uma safra considerada regular. Tivemos algumas adversidades clim\u00e1ticas, principalmente por essas quest\u00f5es como pelo evento do El Ni\u00f1o, que de certa maneira acabou impactando boa parte das culturas. Na soja t\u00ednhamos a\u00ed o potencial de alcan\u00e7armos o maior \u00edndice de produtividade n\u00edvel Brasil, mas tivemos uma m\u00e9dia reduzida de 67 sacas, passa 63 sacas de soja por hectare, em fun\u00e7\u00e3o justamente dessas dessas adversidades clim\u00e1ticas enfrentadas nos diversos n\u00facleos produtivos\u201d, explica o gerente de agroneg\u00f3cio da Aiba, Alo\u00edsio J\u00fanior. Imagem: Guilherme Soares\/ Canal Rural Bahia Outro estado do Matopiba que se destacou mesmo diante das adversidades foi o Piau\u00ed. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado produziu 3,8 milh\u00f5es de toneladas de soja na safra 2023\/24, um aumento de 88% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. No ciclo passado a falta de chuva foi um dos principais problemas para os produtores, no entanto, nesta temporada, a presen\u00e7a dela em abund\u00e2ncia foi crucial para o inicio do plantio em toda a regi\u00e3o do Matopiba, principalmente no Oeste da Bahia. O produtor, Jaime Cappelesso, lembra das dificuldades e ressalta a tranquilidade no in\u00edcio do plantio para a safra 2024\/25. \u201cPara a regi\u00e3o como um todo, o clima t\u00e1 muito bom esse ano, plantio bom, bem germinado tudo. No ano passado foi mais complicado, n\u00f3s est\u00e1vamos nessa \u00e9poca com problemas s\u00e9rios, agora n\u00e3o, esse ano estamos tranquilo, mas clima \u00e9 o seguinte, hoje t\u00e1 assim, amanh\u00e3 a gente n\u00e3o sabe o que que vem\u201d, comenta o produtor. Radar fitossanit\u00e1rio E se a chuva come\u00e7ou ajudando para a safra 2024\/25, a aten\u00e7\u00e3o para o controle fitossanit\u00e1rio deve continuar no radar dos produtores. Iolanda Alves, fitopatologista e entomologista da Funda\u00e7\u00e3o Bahia, relembra que durante o ano, alguns nematoides e pragas dificultaram o trabalho dos produtores. \u201cPensando na parte da fitopatologia, as grandes problem\u00e1ticas tem sido a mancha alfa, tanto na cultura da soja quanto na cultura do algod\u00e3o, que \u00e9 causada pelo fungo Corynespora cassiicola e os nematoides tamb\u00e9m. A gente teve tamb\u00e9m bastante problema com a mosca branca e com o bicudo algodoeiro\u201d que j\u00e1 \u00e9 comum de todo ano ter esse problema com a quest\u00e3o do do bicudo\u201d, explica. Falando em algod\u00e3o, que t\u00eam na Bahia a segunda maior produ\u00e7\u00e3o nacional, a produtividade m\u00e9dia foi de 325,45 arrobas de algod\u00e3o em caro\u00e7o por hectare na safra 2023\/24, inferior \u00e0s 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, numa \u00e1rea total plantada de 345.431 hectares, de acordo com a Aassocia\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa). J\u00e1 o milho, segundo a Aiba, chegou a enfrentar problemas em aspectos fitossanit\u00e1rios e clim\u00e1ticos, finalizando a safra com o resultado de 150 sacas por hectare de sequeiro e 160 de irrigado, correspondente a uma produ\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de toneladas do cereal. Fruticultura foi destaque Apesar dos desafios, 2024 tamb\u00e9m foi um ano marcado por resultados positivos para a fruticultura baiana, com destaques para a produ\u00e7\u00e3o de manga, maracuj\u00e1 e mam\u00e3o. Al\u00e9m disso, o estado voltou a ser l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de cacau. Segundo a Pesquisa Agr\u00edcola Municipal mais recente do IBGE, o segmento gerou para o estado R$ 5,7 bilh\u00f5es. Para o secret\u00e1rio de agricultura da Bahia, Wallison Tum, a fruticultura vive um momento positivo, por conta das dificuldades enfretadas em outras regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cN\u00f3s temos observado o crescimento muito grande do s\u00edntese aqui no estado da Bahia, principalmente porque S\u00e3o Paulo n\u00e3o est\u00e1 conseguindo exportar. Ent\u00e3o, existe um movimento muito forte aqui, mais concentrado na regi\u00e3o de Conde\u00faba, que \u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com o Sergipe\u201d, disse. Pecu\u00e1ria A pecu\u00e1ria foi outro segmento que bateu recordes. A Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal mais recente do IBGE, aponta que a Bahia possui o maior rebanho do nordeste, com 13,3 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. O Jaime, por exemplo, t\u00eam capacidade m\u00e1xima para 6 mil cabe\u00e7as na propriedade em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, onde adota o sistema Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria\u00a0(ILP). \u201cEu acho que o pecuarista hoje n\u00e3o pode reclamar muito porque come\u00e7ou razo\u00e1vel, da\u00ed ficou para baixo e agora t\u00e1 os pre\u00e7os se manter, os pre\u00e7os que est\u00e3o a\u00ed, t\u00e1 bom? N\u00f3s aqui, por exemplo, n\u00f3s estamos com um foco mais na engorda, no confinamento. E a gente faz parceria, tem v\u00e1rios, v\u00e1rios sistemas e eu sempre fui f\u00e3 da Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria\u00a0(ILP) e eu acho que na nossa regi\u00e3o do Oeste da Bahia, t\u00e1 faltando muito isso.\u201d, finaliza o produtor. Para Humberto Miranda, presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria da Bahia (Faeb), mesmo com muitas intercorr\u00eancias, foi um ano com resultados satisfat\u00f3rios. \u201cPensando no ano corrente, como n\u00f3s estamos chegando ao final do ano, n\u00f3s podemos dizer que esse ano foi um ano exitoso para agropecu\u00e1ria baiana. N\u00f3s sa\u00edmos do final do ano passado de uma seca hist\u00f3rica, onde o Cemaden \u00e9 contabilizou que foi uma das piores secas dos \u00faltimos 30,40 anos. Isso gerou muito preju\u00edzo \u00e0 agricultura e principalmente a pecu\u00e1ria. morreram mais de 1 milh\u00e3o de cabe\u00e7as de animais no final do do segundo semestre do ano passado\u201d, ressalta. 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