{"id":5424,"date":"2024-12-15T12:03:00","date_gmt":"2024-12-15T12:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/15\/pinhao-contem-prebioticos-compostos-beneficos-a-saude\/"},"modified":"2024-12-15T12:03:00","modified_gmt":"2024-12-15T12:03:00","slug":"pinhao-contem-prebioticos-compostos-beneficos-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/15\/pinhao-contem-prebioticos-compostos-beneficos-a-saude\/","title":{"rendered":"Pinh\u00e3o cont\u00e9m prebi\u00f3ticos, compostos ben\u00e9ficos \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/article-1.jpg\" alt=\"Pinh\u00e3o\" \/><figcaption>Foto: Zig Koch\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Um estudo recente realizado pela Embrapa Florestas (PR), em parceria com a Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), registrou a presen\u00e7a de dois grupos de prebi\u00f3ticos no pinh\u00e3o: o amido resistente e o FOS (fructooligossacar\u00eddeos). Ambas as subst\u00e2ncias t\u00eam capacidade de estimular probi\u00f3ticos, ou seja, microrganismos ben\u00e9ficos presentes em um ecossistema intestinal saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cOs relatos da presen\u00e7a de compostos fen\u00f3licos, amido resistente e minerais como f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio e magn\u00e9sio, no pinh\u00e3o, j\u00e1 eram de dom\u00ednio da ci\u00eancia. No entanto, a presen\u00e7a de FOS na semente de arauc\u00e1ria \u00e9 um novo e importante achado\u201d, afirma a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do projeto Pinalim, Catie Godoy, que deu origem \u00e0 pesquisa.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Confira na palma da <\/em>m\u00e3o <em>informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em> <\/em><strong>siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/li>\n<\/ul>\n<p>At\u00e9 o momento, segundo ela, esses compostos tinham sido observados em outras fontes vegetais, como o yacon, alcachofras, aspargos, chic\u00f3ria e outros. A cientista acredita que a descoberta pode aumentar o interesse em consumir pinh\u00e3o com foco em uma dieta saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>O estudo foi publicado na revista <em>Food and Nutrition Sciences<\/em>. De acordo com Godoy, os resultados s\u00e3o otimistas e devem ampliar as pesquisas com a semente da arauc\u00e1ria, uma \u00e1rvore pr\u00e9-hist\u00f3rica, que se encontra na lista de esp\u00e9cie amea\u00e7adas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a entre prebi\u00f3tico e probi\u00f3tico<\/h2>\n<p>Probi\u00f3ticos s\u00e3o bact\u00e9rias e leveduras ben\u00e9ficas \u00e0 sa\u00fade que vivem naturalmente no intestino. Eles ajudam na digest\u00e3o dos alimentos e tamb\u00e9m a proteger o organismo contra doen\u00e7as. Os probi\u00f3ticos tamb\u00e9m s\u00e3o encontrados em alimentos fermentados que cont\u00eam bact\u00e9rias saud\u00e1veis em sua composi\u00e7\u00e3o, como por exemplo o iogurte, o Kefir, o chucrute e a kombucha.<\/p>\n<p>J\u00e1 os prebi\u00f3ticos s\u00e3o um tipo de carboidrato rico em fibras n\u00e3o diger\u00edveis, que servem de alimento para bact\u00e9rias e leveduras que vivem no intestino. Ou seja, prebi\u00f3ticos s\u00e3o alimentos que o organismo n\u00e3o consegue digerir e que s\u00e3o fermentados pelas bact\u00e9rias presentes na flora intestinal.<\/p>\n<p>Exemplos de alimentos prebi\u00f3ticos s\u00e3o aqueles ricos em fibras como os vegetais, os gr\u00e3os integrais e as frutas. Em resumo, probi\u00f3tico \u00e9 a pr\u00f3pria bact\u00e9ria e prebi\u00f3tico \u00e9 o alimento dela. Tanto o prebi\u00f3tico quanto o probi\u00f3tico ajudam a manter ou recuperar a sa\u00fade da flora intestinal, al\u00e9m de melhorar a digest\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amido resistente e FOS<\/h2>\n<p>Tr\u00eas variedades diferentes de pinh\u00e3o foram analisadas: <em>Sancti josephi, Angustifolia e Caiov<\/em>a, colhidas em diferentes \u00e9pocas do ano, correspondendo a diferentes est\u00e1gios de matura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo foram obtidos por meio de uma s\u00e9rie de m\u00e9todos experimentais e an\u00e1lises da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos oligossacar\u00eddeos e amido resistente. Tamb\u00e9m foram realizadas: avalia\u00e7\u00e3o do crescimento de bact\u00e9rias para investigar o efeito prebi\u00f3tico do amido resistente e an\u00e1lise estat\u00edstica dos dados para determinar as diferen\u00e7as observadas entre as variedades de pinh\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado de oligossacar\u00eddeos e ao crescimento bacteriano.<\/p>\n<p>As pesquisas foram conduzidas em parceria com a professora da UFV C\u00e9lia L\u00facia de Luces Fortes Ferreira, que est\u00e1 entre os maiores especialistas do <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/\">Brasil<\/a> <\/strong>em estudos com probi\u00f3ticos. <\/p>\n<p>\u201cO amido resistente e o FOS s\u00e3o metabolizados pelos probi\u00f3ticos, mantendo a presen\u00e7a constante dessas bact\u00e9rias ben\u00e9ficas no intestino. Ao crescerem em presen\u00e7a dessas subst\u00e2ncias, as bact\u00e9rias como, por exemplo, as do g\u00eanero bifidobacterium aqui estudadas, acumulam no ambiente, principalmente \u00e1cido but\u00edrico, e outras subst\u00e2ncias essenciais para a \u201crenova\u00e7\u00e3o\u201d do epit\u00e9lio intestinal. Um ambiente intestinal saud\u00e1vel diminui risco de diversas doen\u00e7as locais e sist\u00eamicas\u201d, detalha a professora.<\/p>\n<p>Nesse estudo tamb\u00e9m foi testado se o amido de pinh\u00e3o promoveria o crescimento de bact\u00e9rias ben\u00e9ficas, comparando-o com a dextrose (carboidrado simples e de r\u00e1pida absor\u00e7\u00e3o pelo organismo). <\/p>\n<p>Observou-se que, para algumas bact\u00e9rias, o amido de pinh\u00e3o promoveu maior crescimento do que o estudo controle, demonstrando ser efetivo na multiplica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias probi\u00f3ticas, com destaque para os probi\u00f3ticos L. plantarum e B. breve. \u201cEsse efeito se deve \u00e0 presen\u00e7a de amido resistente no pinh\u00e3o. Ele cont\u00e9m uma por\u00e7\u00e3o que escapa da digest\u00e3o e da absor\u00e7\u00e3o no intestino delgado e \u00e9 fermentada no intestino grosso, com a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos de cadeia curta, promovendo v\u00e1rios benef\u00edcios a sa\u00fade\u201d, afirma Ferreira.<\/p>\n<p>O impacto do amido resistente no metabolismo dessas bact\u00e9rias ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente esclarecido, por isso, mais pesquisas ser\u00e3o necess\u00e1rias para comprovar esse poss\u00edvel efeito prebi\u00f3tico, segundo a professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional do Centro de Tecnologia da UFPB, Ha\u00edssa Cardarelli.<\/p>\n<p>Cardarelli, juntamente com sua orientanda de mestrado, Fernanda Pereira Santos, dar\u00e3o seguimento aos estudos. \u201cOs resultados preliminares s\u00e3o muito promissores e, vamos utilizar a farinha de pinh\u00e3o como fonte de crescimento para probi\u00f3ticos, um produto desenvolvido com tecnologia Embrapa e que est\u00e1 em vias de produ\u00e7\u00e3o industrial\u201d, conta a professora.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ajuda a preservar a arauc\u00e1ria<\/h2>\n<p>A coordenadora do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica e Funcional do Instituto Val\u00e9ria Paschoal, Nat\u00e1lia Marques, destaca o pioneirismo do estudo na detec\u00e7\u00e3o de prebi\u00f3ticos no pinh\u00e3o. <\/p>\n<p>\u201cAs contribui\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade humana incluem a preven\u00e7\u00e3o de diversas doen\u00e7as cr\u00f4nicas. A partir do momento que valorizamos a inclus\u00e3o do pinh\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o do brasileiro, cria-se um est\u00edmulo positivo da manuten\u00e7\u00e3o das florestas de arauc\u00e1ria, de desenvolvimento de campanhas que estimulem a sua utiliza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novos produtos com o pinh\u00e3o\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de FOS e seu comportamento prebi\u00f3tico nas sementes de araucaria angustifolia abre v\u00e1rias possibilidades, tanto para a pesquisa quanto para a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Essa descoberta pode trazer oportunidades para o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, que visam \u00e0 sa\u00fade digestiva, como snacks, cereais matinais, suplementos e alimentos funcionais, ampliando o mercado para esse alimento tradicional.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o os FOS?<\/h2>\n<p>Os fructooligossacar\u00eddeos s\u00e3o a\u00e7\u00facares n\u00e3o convencionais, n\u00e3o metabolizados pelo organismo humano e n\u00e3o cal\u00f3ricos, denominados de prebi\u00f3ticos. Alimentos contendo FOS contribuem significativamente para a manuten\u00e7\u00e3o do ecossistema intestinal, promovendo o crescimento e ades\u00e3o de bact\u00e9rias ben\u00e9ficas como alguns da fam\u00edlia lactobacillaceae e do g\u00eanero bifidobacteria ao trato gastrointestinal. Tamb\u00e9m contribuem para a inibi\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias que associadas a desequil\u00edbrios e doen\u00e7as, como o clostridium perfringens.<\/p>\n<p>Quando atuam no resgate do equil\u00edbrio da microbiota intestinal, os FOS contribuem tamb\u00e9m com a redu\u00e7\u00e3o do excesso de colesterol (atividade hipolipemiante), redu\u00e7\u00e3o do excesso de glicose no sangue (hipoglic\u00eamica), aumento na absor\u00e7\u00e3o de vitaminas e minerais. Dessa maneira, podemos destacar a v\u00e1lida contribui\u00e7\u00e3o do consumo de FOS na preven\u00e7\u00e3o da osteoporose, de doen\u00e7as cardiovasculares, na redu\u00e7\u00e3o de problemas digestivos e sensibilidades alimentares.<\/p>\n<p>Comercialmente, os FOS s\u00e3o usados como suplementos e seu pre\u00e7o pode custar at\u00e9 um real por grama, com dose recomendada variando de 4g at\u00e9 17 g por dia. Por isso, para atingir a por\u00e7\u00e3o recomendada, o consumidor teria que ingerir grandes quantidades de pinh\u00e3o, no entanto, o benef\u00edcio decorre da combina\u00e7\u00e3o do pinh\u00e3o com outros alimentos, obtendo dessa forma, uma dieta mais equilibrada e prop\u00edcia \u00e0 sa\u00fade do intestino. Esse status de sa\u00fade intestinal \u00e9 essencial para um adequado sistema imunol\u00f3gico e tamb\u00e9m garante uma boa sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/pinhao-contem-prebioticos-compostos-beneficos-a-saude\/\">Pinh\u00e3o cont\u00e9m prebi\u00f3ticos, compostos ben\u00e9ficos \u00e0 sa\u00fade<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Zig Koch\/Embrapa Um estudo recente realizado pela Embrapa Florestas (PR), em parceria com a Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), registrou a presen\u00e7a de dois grupos de prebi\u00f3ticos no pinh\u00e3o: o amido resistente e o FOS (fructooligossacar\u00eddeos). 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A cientista acredita que a descoberta pode aumentar o interesse em consumir pinh\u00e3o com foco em uma dieta saud\u00e1vel. O estudo foi publicado na revista Food and Nutrition Sciences. De acordo com Godoy, os resultados s\u00e3o otimistas e devem ampliar as pesquisas com a semente da arauc\u00e1ria, uma \u00e1rvore pr\u00e9-hist\u00f3rica, que se encontra na lista de esp\u00e9cie amea\u00e7adas. Diferen\u00e7a entre prebi\u00f3tico e probi\u00f3tico Probi\u00f3ticos s\u00e3o bact\u00e9rias e leveduras ben\u00e9ficas \u00e0 sa\u00fade que vivem naturalmente no intestino. Eles ajudam na digest\u00e3o dos alimentos e tamb\u00e9m a proteger o organismo contra doen\u00e7as. Os probi\u00f3ticos tamb\u00e9m s\u00e3o encontrados em alimentos fermentados que cont\u00eam bact\u00e9rias saud\u00e1veis em sua composi\u00e7\u00e3o, como por exemplo o iogurte, o Kefir, o chucrute e a kombucha. J\u00e1 os prebi\u00f3ticos s\u00e3o um tipo de carboidrato rico em fibras n\u00e3o diger\u00edveis, que servem de alimento para bact\u00e9rias e leveduras que vivem no intestino. Ou seja, prebi\u00f3ticos s\u00e3o alimentos que o organismo n\u00e3o consegue digerir e que s\u00e3o fermentados pelas bact\u00e9rias presentes na flora intestinal. Exemplos de alimentos prebi\u00f3ticos s\u00e3o aqueles ricos em fibras como os vegetais, os gr\u00e3os integrais e as frutas. Em resumo, probi\u00f3tico \u00e9 a pr\u00f3pria bact\u00e9ria e prebi\u00f3tico \u00e9 o alimento dela. Tanto o prebi\u00f3tico quanto o probi\u00f3tico ajudam a manter ou recuperar a sa\u00fade da flora intestinal, al\u00e9m de melhorar a digest\u00e3o. Amido resistente e FOS Tr\u00eas variedades diferentes de pinh\u00e3o foram analisadas: Sancti josephi, Angustifolia e Caiova, colhidas em diferentes \u00e9pocas do ano, correspondendo a diferentes est\u00e1gios de matura\u00e7\u00e3o. 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Ao crescerem em presen\u00e7a dessas subst\u00e2ncias, as bact\u00e9rias como, por exemplo, as do g\u00eanero bifidobacterium aqui estudadas, acumulam no ambiente, principalmente \u00e1cido but\u00edrico, e outras subst\u00e2ncias essenciais para a \u201crenova\u00e7\u00e3o\u201d do epit\u00e9lio intestinal. Um ambiente intestinal saud\u00e1vel diminui risco de diversas doen\u00e7as locais e sist\u00eamicas\u201d, detalha a professora. Nesse estudo tamb\u00e9m foi testado se o amido de pinh\u00e3o promoveria o crescimento de bact\u00e9rias ben\u00e9ficas, comparando-o com a dextrose (carboidrado simples e de r\u00e1pida absor\u00e7\u00e3o pelo organismo). Observou-se que, para algumas bact\u00e9rias, o amido de pinh\u00e3o promoveu maior crescimento do que o estudo controle, demonstrando ser efetivo na multiplica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias probi\u00f3ticas, com destaque para os probi\u00f3ticos L. plantarum e B. breve. \u201cEsse efeito se deve \u00e0 presen\u00e7a de amido resistente no pinh\u00e3o. Ele cont\u00e9m uma por\u00e7\u00e3o que escapa da digest\u00e3o e da absor\u00e7\u00e3o no intestino delgado e \u00e9 fermentada no intestino grosso, com a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos de cadeia curta, promovendo v\u00e1rios benef\u00edcios a sa\u00fade\u201d, afirma Ferreira. O impacto do amido resistente no metabolismo dessas bact\u00e9rias ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente esclarecido, por isso, mais pesquisas ser\u00e3o necess\u00e1rias para comprovar esse poss\u00edvel efeito prebi\u00f3tico, segundo a professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional do Centro de Tecnologia da UFPB, Ha\u00edssa Cardarelli. Cardarelli, juntamente com sua orientanda de mestrado, Fernanda Pereira Santos, dar\u00e3o seguimento aos estudos. \u201cOs resultados preliminares s\u00e3o muito promissores e, vamos utilizar a farinha de pinh\u00e3o como fonte de crescimento para probi\u00f3ticos, um produto desenvolvido com tecnologia Embrapa e que est\u00e1 em vias de produ\u00e7\u00e3o industrial\u201d, conta a professora. Ajuda a preservar a arauc\u00e1ria A coordenadora do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica e Funcional do Instituto Val\u00e9ria Paschoal, Nat\u00e1lia Marques, destaca o pioneirismo do estudo na detec\u00e7\u00e3o de prebi\u00f3ticos no pinh\u00e3o. \u201cAs contribui\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade humana incluem a preven\u00e7\u00e3o de diversas doen\u00e7as cr\u00f4nicas. A partir do momento que valorizamos a inclus\u00e3o do pinh\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o do brasileiro, cria-se um est\u00edmulo positivo da manuten\u00e7\u00e3o das florestas de arauc\u00e1ria, de desenvolvimento de campanhas que estimulem a sua utiliza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novos produtos com o pinh\u00e3o\u201d, enfatiza. A presen\u00e7a de FOS e seu comportamento prebi\u00f3tico nas sementes de araucaria angustifolia abre v\u00e1rias possibilidades, tanto para a pesquisa quanto para a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Essa descoberta pode trazer oportunidades para o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, que visam \u00e0 sa\u00fade digestiva, como snacks, cereais matinais, suplementos e alimentos funcionais, ampliando o mercado para esse alimento tradicional. O que s\u00e3o os FOS? Os fructooligossacar\u00eddeos s\u00e3o a\u00e7\u00facares n\u00e3o convencionais, n\u00e3o metabolizados pelo organismo humano e n\u00e3o cal\u00f3ricos, denominados de prebi\u00f3ticos. Alimentos contendo FOS contribuem significativamente para a manuten\u00e7\u00e3o do ecossistema intestinal, promovendo o crescimento e ades\u00e3o de bact\u00e9rias ben\u00e9ficas como alguns da fam\u00edlia lactobacillaceae e do g\u00eanero bifidobacteria ao trato gastrointestinal. Tamb\u00e9m contribuem para a inibi\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias que associadas a desequil\u00edbrios e doen\u00e7as, como o clostridium perfringens. 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