{"id":5138,"date":"2024-12-10T21:03:35","date_gmt":"2024-12-10T21:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/10\/brasil-deve-exportar-50-milhoes-de-sacas-de-cafe-em-2024-estima-abic\/"},"modified":"2024-12-10T21:03:35","modified_gmt":"2024-12-10T21:03:35","slug":"brasil-deve-exportar-50-milhoes-de-sacas-de-cafe-em-2024-estima-abic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/10\/brasil-deve-exportar-50-milhoes-de-sacas-de-cafe-em-2024-estima-abic\/","title":{"rendered":"Brasil deve exportar 50 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 em 2024, estima Abic"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/12\/cafe-exportacao.jpg\" alt=\"caf\u00e9 exporta\u00e7\u00e3o\" \/><figcaption>Foto: Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em novembro deste ano, o Brasil exportou 4,66 milh\u00f5es de sacas de 60 quilos de caf\u00e9. O resultado foi 5,4% superior ao do mesmo m\u00eas de 2023, quando o pa\u00eds vendeu 4,42 milh\u00f5es de sacas do produto para o mercado externo.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a isso, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde: a um m\u00eas do fim do ano, os produtores nacionais j\u00e1 tinham embarcado o total de 46,399 milh\u00f5es de sacas, superando em 3,78% o maior volume registrado at\u00e9 ent\u00e3o, que era de 44,707 milh\u00f5es de sacas ao longo dos 12 meses de 2020. E o n\u00famero tende a ser ainda maior.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em>\u00a0<\/em><strong><em>siga o Canal Rural no WhatsApp!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>De acordo com o Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), entidade que divulgou os dados estat\u00edsticos nesta segunda-feira (9), com as vendas externas do produto, o Brasil recebeu, s\u00f3 em novembro, US$ 1,343 bilh\u00e3o \u2013 quantia <strong>62,7%<\/strong> superior aos US$ 825,7 milh\u00f5es aferidos no mesmo m\u00eas de 2023. <\/p>\n<p>Se comparadas as receitas recebidas de janeiro a novembro deste ano (US$11,30 bi) \u00e0s do mesmo per\u00edodo de 2023 (US$ 9,24 bi), o crescimento \u00e9 da ordem de <strong>22,3%<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Principais destinos do caf\u00e9 brasileiro<\/h2>\n<p>At\u00e9 o fim de novembro, os principais importadores do caf\u00e9 brasileiro foram:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Estados Unidos (7,419 milh\u00f5es de sacas, ou 16% do total);<\/li>\n<li>Alemanha (7,228 milh\u00f5es);<\/li>\n<li>B\u00e9lgica (4,070 milh\u00f5es);<\/li>\n<li>It\u00e1lia (3,702 milh\u00f5es); e <\/li>\n<li>Jap\u00e3o (2,053 milh\u00f5es)<\/li>\n<\/ul>\n<p>No acumulado, os japoneses importaram, este ano, um volume 0,3% inferior ao do mesmo per\u00edodo de 2023.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie de caf\u00e9 que o Brasil mais tem exportado em 2024 continua sendo o ar\u00e1bica: mais de 33,97 milh\u00f5es de sacas. De acordo com o Cecaf\u00e9, esse volume, <strong>23,2%<\/strong> superior ao do mesmo intervalo no ano passado, \u00e9 o maior da hist\u00f3ria para o per\u00edodo de 11 meses. Na sequ\u00eancia vem a esp\u00e9cie can\u00e9fora (conilon + robusta).<\/p>\n<p>Os caf\u00e9s de qualidade superior ou certificados de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis responderam por <strong>17,5%<\/strong> das exporta\u00e7\u00f5es totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2024, com a remessa de 8,112 milh\u00f5es de sacas ao exterior. <\/p>\n<p>O volume \u00e9 <strong>33,5% <\/strong>superior ao registrado nos 11 primeiros meses do ano passado. O pre\u00e7o m\u00e9dio do produto foi de US$ 269,41 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 2,185 bilh\u00f5es, ou 19,3% do total obtido.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios de infraestrutura<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/tina-guina-obV_LM0KjxY-unsplash-640x427.jpg\" alt=\"Caf\u00e9, saca, exporta\u00e7\u00f5es - funcaf\u00e9\" class=\"wp-image-2750358\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar dos bons resultados, o Cecaf\u00e9 aponta para a persist\u00eancia de gargalos que dificultam o setor, principalmente em termos log\u00edsticos. <\/p>\n<p>\u201cNa teoria, ao analisarmos a performance das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de caf\u00e9, ter\u00edamos motivos somente para comemorar, mas a realidade \u00e9 um pouco mais cruel\u201d, afirmou o presidente da entidade, M\u00e1rcio Ferreira, em nota. <\/p>\n<p>De acordo com ele, esse desempenho recorde ocorre devido ao profissionalismo e \u00e0 criatividade dos exportadores associados ao Cecaf\u00e9, que \u201cbuscaram alternativas e v\u00eam arcando com milion\u00e1rios gastos adicionais em seus processos de exporta\u00e7\u00e3o devido \u00e0 falta de infraestrutura, especialmente nos portos brasileiros, para honrarem os compromissos com os clientes internacionais dos caf\u00e9s do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 (Abic) acredita que o setor chegue, este ano, pr\u00f3ximo \u00e0 marca de 50 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 exportadas.<\/p>\n<p>\u201cOs dados da exporta\u00e7\u00e3o divulgados pela Cecaf\u00e9, que dever\u00e3o acumular, ao fechar desse ano, pr\u00f3ximo de 50 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9, s\u00e3o vigorosos e, comparados aos dados do ano passado, que totalizaram pr\u00f3ximo de 40 milh\u00f5es, demonstram o vigor que as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras atingiram esse ano\u201d, afirmou o presidente da Abic, Pavel Cardoso.<\/p>\n<p>Para ele, dois fatores foram importantes para o aumento das importa\u00e7\u00f5es: \u201co robusta (conilon brasileiro) ficou muito barato contra o conilon do Vietn\u00e3 no primeiro semestre, da\u00ed o motivo dessas exporta\u00e7\u00f5es seguirem muito mais altas do que o ano passado, especialmente de conilon (de robusta), e outro ponto que foi fundamental, sobretudo no \u00faltimo quadrimestre, foram as antecipa\u00e7\u00f5es que esses importadores europeus fizeram em fun\u00e7\u00e3o da iminente entrada em vigor do Regulamento da Uni\u00e3o Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que foi postergada por mais 12 meses, mas as antecipa\u00e7\u00f5es dos importadores j\u00e1 estavam feitas\u201d.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/cafe\/brasil-deve-exportar-50-milhoes-de-sacas-de-cafe-em-2024-estima-abic\/\">Brasil deve exportar 50 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 em 2024, estima Abic<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil Em novembro deste ano, o Brasil exportou 4,66 milh\u00f5es de sacas de 60 quilos de caf\u00e9. O resultado foi 5,4% superior ao do mesmo m\u00eas de 2023, quando o pa\u00eds vendeu 4,42 milh\u00f5es de sacas do produto para o mercado externo. Gra\u00e7as a isso, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde: a um m\u00eas do fim do ano, os produtores nacionais j\u00e1 tinham embarcado o total de 46,399 milh\u00f5es de sacas, superando em 3,78% o maior volume registrado at\u00e9 ent\u00e3o, que era de 44,707 milh\u00f5es de sacas ao longo dos 12 meses de 2020. E o n\u00famero tende a ser ainda maior. Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:\u00a0siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), entidade que divulgou os dados estat\u00edsticos nesta segunda-feira (9), com as vendas externas do produto, o Brasil recebeu, s\u00f3 em novembro, US$ 1,343 bilh\u00e3o \u2013 quantia 62,7% superior aos US$ 825,7 milh\u00f5es aferidos no mesmo m\u00eas de 2023. Se comparadas as receitas recebidas de janeiro a novembro deste ano (US$11,30 bi) \u00e0s do mesmo per\u00edodo de 2023 (US$ 9,24 bi), o crescimento \u00e9 da ordem de 22,3%. Principais destinos do caf\u00e9 brasileiro At\u00e9 o fim de novembro, os principais importadores do caf\u00e9 brasileiro foram: Estados Unidos (7,419 milh\u00f5es de sacas, ou 16% do total); Alemanha (7,228 milh\u00f5es); B\u00e9lgica (4,070 milh\u00f5es); It\u00e1lia (3,702 milh\u00f5es); e Jap\u00e3o (2,053 milh\u00f5es) No acumulado, os japoneses importaram, este ano, um volume 0,3% inferior ao do mesmo per\u00edodo de 2023. A esp\u00e9cie de caf\u00e9 que o Brasil mais tem exportado em 2024 continua sendo o ar\u00e1bica: mais de 33,97 milh\u00f5es de sacas. De acordo com o Cecaf\u00e9, esse volume, 23,2% superior ao do mesmo intervalo no ano passado, \u00e9 o maior da hist\u00f3ria para o per\u00edodo de 11 meses. Na sequ\u00eancia vem a esp\u00e9cie can\u00e9fora (conilon + robusta). Os caf\u00e9s de qualidade superior ou certificados de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis responderam por 17,5% das exporta\u00e7\u00f5es totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2024, com a remessa de 8,112 milh\u00f5es de sacas ao exterior. O volume \u00e9 33,5% superior ao registrado nos 11 primeiros meses do ano passado. O pre\u00e7o m\u00e9dio do produto foi de US$ 269,41 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 2,185 bilh\u00f5es, ou 19,3% do total obtido. Desafios de infraestrutura Foto: Unsplash Apesar dos bons resultados, o Cecaf\u00e9 aponta para a persist\u00eancia de gargalos que dificultam o setor, principalmente em termos log\u00edsticos. \u201cNa teoria, ao analisarmos a performance das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de caf\u00e9, ter\u00edamos motivos somente para comemorar, mas a realidade \u00e9 um pouco mais cruel\u201d, afirmou o presidente da entidade, M\u00e1rcio Ferreira, em nota. De acordo com ele, esse desempenho recorde ocorre devido ao profissionalismo e \u00e0 criatividade dos exportadores associados ao Cecaf\u00e9, que \u201cbuscaram alternativas e v\u00eam arcando com milion\u00e1rios gastos adicionais em seus processos de exporta\u00e7\u00e3o devido \u00e0 falta de infraestrutura, especialmente nos portos brasileiros, para honrarem os compromissos com os clientes internacionais dos caf\u00e9s do Brasil\u201d. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 (Abic) acredita que o setor chegue, este ano, pr\u00f3ximo \u00e0 marca de 50 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 exportadas. \u201cOs dados da exporta\u00e7\u00e3o divulgados pela Cecaf\u00e9, que dever\u00e3o acumular, ao fechar desse ano, pr\u00f3ximo de 50 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9, s\u00e3o vigorosos e, comparados aos dados do ano passado, que totalizaram pr\u00f3ximo de 40 milh\u00f5es, demonstram o vigor que as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras atingiram esse ano\u201d, afirmou o presidente da Abic, Pavel Cardoso. Para ele, dois fatores foram importantes para o aumento das importa\u00e7\u00f5es: \u201co robusta (conilon brasileiro) ficou muito barato contra o conilon do Vietn\u00e3 no primeiro semestre, da\u00ed o motivo dessas exporta\u00e7\u00f5es seguirem muito mais altas do que o ano passado, especialmente de conilon (de robusta), e outro ponto que foi fundamental, sobretudo no \u00faltimo quadrimestre, foram as antecipa\u00e7\u00f5es que esses importadores europeus fizeram em fun\u00e7\u00e3o da iminente entrada em vigor do Regulamento da Uni\u00e3o Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que foi postergada por mais 12 meses, mas as antecipa\u00e7\u00f5es dos importadores j\u00e1 estavam feitas\u201d. 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