{"id":473,"date":"2024-07-13T14:02:00","date_gmt":"2024-07-13T14:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/07\/13\/tomate-descobertas-sobre-hormonio-presente-na-planta-podem-elevar-produtividade\/"},"modified":"2024-07-13T14:02:00","modified_gmt":"2024-07-13T14:02:00","slug":"tomate-descobertas-sobre-hormonio-presente-na-planta-podem-elevar-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/07\/13\/tomate-descobertas-sobre-hormonio-presente-na-planta-podem-elevar-produtividade\/","title":{"rendered":"Tomate: descobertas sobre horm\u00f4nio presente na planta podem elevar produtividade"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<p>Em artigo publicado na revista acad\u00eamica americana <em>PNAS<\/em>, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de S\u00e3o Paulo <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/esalq\/\">(Esalq-USP)<\/a><\/strong> descreveram pela primeira vez como a estrigolactona, um horm\u00f4nio vegetal (fitorm\u00f4nio) descoberto recentemente, controla o florescimento e a produ\u00e7\u00e3o de frutos do tomateiro <em>(Solanum lycopersicum)<\/em>. A descoberta pode gerenciar o tempo de frutifica\u00e7\u00e3o da planta e aumentar a produtividade da cultura.<\/p>\n<p><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/em><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><strong><em>siga o Canal Rural no WhatsApp!<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Derivadas dos carotenoides, as estrigolactonas foram identificadas a partir de 2008. Sua import\u00e2ncia no desenvolvimento do tomateiro, nas respostas ao estresse e na intera\u00e7\u00e3o com microrganismos na rizosfera j\u00e1 \u00e9 conhecida, mas seu papel na fase reprodutiva ainda era desconhecido.<\/p>\n<p>No novo estudo, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de S\u00e3o Paulo (Fapesp), os cientistas da Esalq-USP constataram e explicaram essa fun\u00e7\u00e3o usando t\u00e9cnicas como sequenciamento e processamento de dados de mRNA, quantifica\u00e7\u00e3o de transcritos gen\u00e9ticos por qRT-PCR, espectrometria de massa e an\u00e1lises estat\u00edsticas e funcionais.<\/p>\n<p>Foram analisados dois grupos distintos de plantas: um com esp\u00e9cies geneticamente modificadas para apresentar comprometimento na produ\u00e7\u00e3o de estrigolactona; e outro com vegetais contendo uma vers\u00e3o sint\u00e9tica do fitorm\u00f4nio. Os resultados mostraram, respectivamente, maior tempo de florescimento no primeiro grupo e florescimento facilitado com maior n\u00famero de frutos no segundo grupo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m identificaram detalhes do mecanismo. \u201cDemonstramos que as estrigolactonas controlam o florescimento de tomateiro, regulando a via do microRNA319 e os n\u00edveis de giberelinas\u201d, explicou F\u00e1bio Tebaldi Silveira Nogueira, pesquisador da Esalq-USP e coordenador do estudo. <\/p>\n<p>\u201cQuando a quantidade de estrigolactona \u00e9 aumentada, a planta tende a reduzir os n\u00edveis de giberelina e aumentar a quantidade desse microRNA.\u201d<\/p>\n<p>Os resultados poder\u00e3o ter impacto direto no manejo e na produtividade do tomateiro: \u201cMostramos que, na presen\u00e7a da estrigolactona, a planta floresce com mais facilidade e o n\u00famero de flores e frutos aumentam consideravelmente\u201d, afirmou Nogueira. \u201cAgora, podemos usar um novo fitorm\u00f4nio para controlar o tempo de florescimento.\u201d<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos passos incluem investigar se outras vias de microRNAs e diferentes horm\u00f4nios tamb\u00e9m influenciam no desenvolvimento e no aumento da quantidade e do tamanho de frutos. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o testados os efeitos da estrigolactona em outras plantas de import\u00e2ncia agron\u00f4mica, como soja e milho.<\/p>\n<p>O estudo foi conduzido em parceria com a Universidade de Turim (It\u00e1lia), sob a coordena\u00e7\u00e3o da pesquisadora Francesca Cardinale, e contou com a colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadores do StrigoLab (It\u00e1lia), do Laborat\u00f3rio de Reguladores de Crescimento da Universidade Palack\u00fd e do Instituto de Bot\u00e2nica Experimental da Academia de Ci\u00eancias Tcheca (Rep\u00fablica Tcheca). O grupo recebeu financiamento de programas de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/tomate-descobertas-sobre-hormonio-presente-na-planta-podem-elevar-produtividade\/\">Tomate: descobertas sobre horm\u00f4nio presente na planta podem elevar produtividade<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo publicado na revista acad\u00eamica americana PNAS, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de S\u00e3o Paulo (Esalq-USP) descreveram pela primeira vez como a estrigolactona, um horm\u00f4nio vegetal (fitorm\u00f4nio) descoberto recentemente, controla o florescimento e a produ\u00e7\u00e3o de frutos do tomateiro (Solanum lycopersicum). A descoberta pode gerenciar o tempo de frutifica\u00e7\u00e3o da planta e aumentar a produtividade da cultura. Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Derivadas dos carotenoides, as estrigolactonas foram identificadas a partir de 2008. Sua import\u00e2ncia no desenvolvimento do tomateiro, nas respostas ao estresse e na intera\u00e7\u00e3o com microrganismos na rizosfera j\u00e1 \u00e9 conhecida, mas seu papel na fase reprodutiva ainda era desconhecido. No novo estudo, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de S\u00e3o Paulo (Fapesp), os cientistas da Esalq-USP constataram e explicaram essa fun\u00e7\u00e3o usando t\u00e9cnicas como sequenciamento e processamento de dados de mRNA, quantifica\u00e7\u00e3o de transcritos gen\u00e9ticos por qRT-PCR, espectrometria de massa e an\u00e1lises estat\u00edsticas e funcionais. Foram analisados dois grupos distintos de plantas: um com esp\u00e9cies geneticamente modificadas para apresentar comprometimento na produ\u00e7\u00e3o de estrigolactona; e outro com vegetais contendo uma vers\u00e3o sint\u00e9tica do fitorm\u00f4nio. Os resultados mostraram, respectivamente, maior tempo de florescimento no primeiro grupo e florescimento facilitado com maior n\u00famero de frutos no segundo grupo. Os pesquisadores tamb\u00e9m identificaram detalhes do mecanismo. \u201cDemonstramos que as estrigolactonas controlam o florescimento de tomateiro, regulando a via do microRNA319 e os n\u00edveis de giberelinas\u201d, explicou F\u00e1bio Tebaldi Silveira Nogueira, pesquisador da Esalq-USP e coordenador do estudo. \u201cQuando a quantidade de estrigolactona \u00e9 aumentada, a planta tende a reduzir os n\u00edveis de giberelina e aumentar a quantidade desse microRNA.\u201d Os resultados poder\u00e3o ter impacto direto no manejo e na produtividade do tomateiro: \u201cMostramos que, na presen\u00e7a da estrigolactona, a planta floresce com mais facilidade e o n\u00famero de flores e frutos aumentam consideravelmente\u201d, afirmou Nogueira. \u201cAgora, podemos usar um novo fitorm\u00f4nio para controlar o tempo de florescimento.\u201d Os pr\u00f3ximos passos incluem investigar se outras vias de microRNAs e diferentes horm\u00f4nios tamb\u00e9m influenciam no desenvolvimento e no aumento da quantidade e do tamanho de frutos. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o testados os efeitos da estrigolactona em outras plantas de import\u00e2ncia agron\u00f4mica, como soja e milho. O estudo foi conduzido em parceria com a Universidade de Turim (It\u00e1lia), sob a coordena\u00e7\u00e3o da pesquisadora Francesca Cardinale, e contou com a colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadores do StrigoLab (It\u00e1lia), do Laborat\u00f3rio de Reguladores de Crescimento da Universidade Palack\u00fd e do Instituto de Bot\u00e2nica Experimental da Academia de Ci\u00eancias Tcheca (Rep\u00fablica Tcheca). O grupo recebeu financiamento de programas de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia. 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