{"id":4452,"date":"2024-12-01T16:01:00","date_gmt":"2024-12-01T16:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/01\/pescadores-artesanais-pedem-apoio-para-enfrentar-crises-climaticas-e-desigualdades\/"},"modified":"2024-12-01T16:01:00","modified_gmt":"2024-12-01T16:01:00","slug":"pescadores-artesanais-pedem-apoio-para-enfrentar-crises-climaticas-e-desigualdades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/12\/01\/pescadores-artesanais-pedem-apoio-para-enfrentar-crises-climaticas-e-desigualdades\/","title":{"rendered":"Pescadores artesanais pedem apoio para enfrentar crises clim\u00e1ticas e desigualdades"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2024\/11\/whatsapp_image_2024-11-21_at_18.49.58.jpg\" alt=\"Pesca peixe pescadores\" \/><figcaption>Foto: Pescadores\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Foi a av\u00f3 que ensinou Rita de C\u00e1ssia da Silva a pescar, aos 7 anos de idade. No cen\u00e1rio paradis\u00edaco da Praia de Macau, no Rio Grande do Norte, aprender o of\u00edcio dos mais velhos significa a transmiss\u00e3o de um saber ancestral, mas tamb\u00e9m uma \u201cnecessidade\u201d. \u201cA gente era muito pobre. Ela n\u00e3o tinha como me deixar sozinha\u201d, lembra.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1621023&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1621023&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Embora o mar a encante e seja um saber passado pelas gera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 motivo para romantizar a atividade. Tanto que tamb\u00e9m foi a fome que fez o marido de Rita ir para o mar em uma noite de lua cheia, no ano de 1993, para tentar o sustento da fam\u00edlia. Ele n\u00e3o sabia que era uma \u00e1rea de empres\u00e1rios que mantinham viveiros de camar\u00f5es.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Confira na palma da <\/em>m\u00e3o <em>informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em> <\/em><strong>siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cMeu marido tomou um tiro do vigia da empresa e depois faleceu\u201d. Ele n\u00e3o queria roubar nada de ningu\u00e9m. Mas o sangue e a dor nas \u00e1guas mostraram para a fam\u00edlia que o mar n\u00e3o era deles, como sonharam.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Grito da pesca artesanal<\/h2>\n<p>Quem trabalha com a pesca artesanal sabe que s\u00e3o necess\u00e1rias mais condi\u00e7\u00f5es, garantias de direitos e pol\u00edticas p\u00fablicas para que o mar n\u00e3o seja t\u00e3o revolto. Inclusive, nesta semana, em Bras\u00edlia, pelo menos 800 trabalhadores da pesca de 18 estados fizeram uma s\u00e9rie de discuss\u00f5es para pedir mais aten\u00e7\u00e3o para a categoria, no evento \u201cGrito da pesca artesanal\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A proposta foi discutir com \u00f3rg\u00e3os governamentais e outras entidades as viola\u00e7\u00f5es de direitos, regulariza\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais e os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nas comunidades pesqueiras. <\/p>\n<p>No caso de Rita, hoje aos 45 anos de idade, a vida dela passa por uma canoa com rabeta a motor de 6 metros de comprimento, onde percebe que outros desafios se colocaram sobre as ondas. \u201cA mudan\u00e7a do clima \u00e9 n\u00edtida. Hoje \u00e9 muito mais quente e existem, por exemplo, muito menos anchovas, tainhas e xar\u00e9us [peixes que eram mais comuns naquela regi\u00e3o]\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Se os per\u00edodos de estiagem prejudicam a pesca no litoral potiguar, foram as enchentes que impactaram os pescadores da Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, no <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/rio-grande-do-sul\/\">Rio Grande do Sul<\/a><\/strong>. Viviane Machado Alves, de 44 anos de idade, atua na regi\u00e3o do Estu\u00e1rio da Lagoa dos Patos, uma regi\u00e3o de lago onde trabalham mais de 4,8 mil pescadores, desde os 20 anos de idade. <\/p>\n<p>Ela lamenta que da ilha para o estu\u00e1rio n\u00e3o h\u00e1 mais ponte, destru\u00edda pelas enchentes do primeiro semestre. Ela denuncia que a comunidade est\u00e1 com dificuldades de acesso a benef\u00edcios, reconstru\u00e7\u00e3o de casas e tamb\u00e9m autoriza\u00e7\u00e3o para que possam pescar em uma \u00e1rea maior.\u00a0<\/p>\n<p>Para quem pesca no Rio S\u00e3o Francisco, como o mineiro Jo\u00e3o Batista da Silva, de 50 anos de idade, nascido e criado na comunidade quilombola Cara\u00edbas, de Pedras de Maria da Cruz, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a polui\u00e7\u00e3o do Velho Chico desanimam as 40 fam\u00edlias que vivem das \u00e1guas. \u201cTemos sentido muito a falta do surubim, do pacam\u00e3o e do curimat\u00e3. Antes era muito diferente\u201d, disse.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO rio nunca mais voltou a ser o mesmo\u201d, garante o trabalhador que criou nove filhos com a atividade no rio. A pesca \u00e9 para sustento das fam\u00edlias e tamb\u00e9m para comercializa\u00e7\u00e3o no centro da cidade, que fica a 12 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da comunidade quilombola. Ele enfatiza que as atividades deles s\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o ambiental, e que, por isso, recebe amea\u00e7as de viol\u00eancia. Tanto que atualmente est\u00e1 em programa de prote\u00e7\u00e3o governamental.\u00a0<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da Pastoral dos Pescadores e Pescadoras, que busca apoiar as comunidades na preserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas. De acordo o secret\u00e1rio de Economia Solid\u00e1ria da entidade, Marcelo Apel, as a\u00e7\u00f5es da pastoral t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de prestar suporte aos trabalhadores para minimizar as desigualdades e a hist\u00f3rica escassez de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Programa de apoio aos pescadores<\/h2>\n<p>O secret\u00e1rio Nacional de Pesca Artesanal do Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura, Cristiano Ramalho, reconhece que existe um d\u00e9ficit hist\u00f3rico de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao atendimento a essas comunidades pesqueiras.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ele, o governo federal tem apoiado que os trabalhadores fa\u00e7am den\u00fancias por mais direitos. \u201cO pedido das comunidades pesqueiras artesanais, quando envolve temas de conflitos, \u00e9 um tema muito caro \u00e0s comunidades. Da mesma forma, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es de polui\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A gente aciona \u00f3rg\u00e3os estaduais quando compete dentro do pacto federativo\u201d.<\/p>\n<p>Ele lembrou que, no ano passado, o governo lan\u00e7ou o programa Povos da Pesca Artesanal, que busca uma articula\u00e7\u00e3o de diferentes minist\u00e9rios e parcerias com diferentes \u00e2mbitos de governo, incluindo sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma a\u00e7\u00e3o direta com apoio \u00e0 juventude da pesca artesanal, com bolsas de estudo, fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal e combate ao racismo ambiental. A gente tem feito isso com or\u00e7amentos diretos com a constru\u00e7\u00e3o do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Ele defende a necessidade de refor\u00e7ar a pol\u00edtica de estado para uma categoria que necessita de apoio e est\u00e1 em vulnerabilidade.\u00a0<\/p>\n<p>Atualmente, segundo o secret\u00e1rio, s\u00e3o cerca de 1,2 milh\u00e3o de pessoas que trabalham na atividade, sendo que 80% delas concentradas no Nordeste e no Norte do Brasil. \u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o em sua maioria de homens negros e negras.\u00a0<\/p>\n<p>O programa do governo vai ao encontro de enfrentar uma das express\u00f5es da desigualdade hist\u00f3rica do Brasil, afirmou Cristiano Ramalho.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/pescadores-artesanais-pedem-apoio-para-enfrentar-crises-climaticas-e-desigualdades\/\">Pescadores artesanais pedem apoio para enfrentar crises clim\u00e1ticas e desigualdades<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pescadores\/Ag\u00eancia Brasil Foi a av\u00f3 que ensinou Rita de C\u00e1ssia da Silva a pescar, aos 7 anos de idade. 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No caso de Rita, hoje aos 45 anos de idade, a vida dela passa por uma canoa com rabeta a motor de 6 metros de comprimento, onde percebe que outros desafios se colocaram sobre as ondas. \u201cA mudan\u00e7a do clima \u00e9 n\u00edtida. Hoje \u00e9 muito mais quente e existem, por exemplo, muito menos anchovas, tainhas e xar\u00e9us [peixes que eram mais comuns naquela regi\u00e3o]\u201d.\u00a0 Se os per\u00edodos de estiagem prejudicam a pesca no litoral potiguar, foram as enchentes que impactaram os pescadores da Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Viviane Machado Alves, de 44 anos de idade, atua na regi\u00e3o do Estu\u00e1rio da Lagoa dos Patos, uma regi\u00e3o de lago onde trabalham mais de 4,8 mil pescadores, desde os 20 anos de idade. Ela lamenta que da ilha para o estu\u00e1rio n\u00e3o h\u00e1 mais ponte, destru\u00edda pelas enchentes do primeiro semestre. Ela denuncia que a comunidade est\u00e1 com dificuldades de acesso a benef\u00edcios, reconstru\u00e7\u00e3o de casas e tamb\u00e9m autoriza\u00e7\u00e3o para que possam pescar em uma \u00e1rea maior.\u00a0 Para quem pesca no Rio S\u00e3o Francisco, como o mineiro Jo\u00e3o Batista da Silva, de 50 anos de idade, nascido e criado na comunidade quilombola Cara\u00edbas, de Pedras de Maria da Cruz, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a polui\u00e7\u00e3o do Velho Chico desanimam as 40 fam\u00edlias que vivem das \u00e1guas. \u201cTemos sentido muito a falta do surubim, do pacam\u00e3o e do curimat\u00e3. Antes era muito diferente\u201d, disse.\u00a0 \u201cO rio nunca mais voltou a ser o mesmo\u201d, garante o trabalhador que criou nove filhos com a atividade no rio. A pesca \u00e9 para sustento das fam\u00edlias e tamb\u00e9m para comercializa\u00e7\u00e3o no centro da cidade, que fica a 12 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da comunidade quilombola. Ele enfatiza que as atividades deles s\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o ambiental, e que, por isso, recebe amea\u00e7as de viol\u00eancia. Tanto que atualmente est\u00e1 em programa de prote\u00e7\u00e3o governamental.\u00a0 Essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da Pastoral dos Pescadores e Pescadoras, que busca apoiar as comunidades na preserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas. De acordo o secret\u00e1rio de Economia Solid\u00e1ria da entidade, Marcelo Apel, as a\u00e7\u00f5es da pastoral t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de prestar suporte aos trabalhadores para minimizar as desigualdades e a hist\u00f3rica escassez de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u00a0 Programa de apoio aos pescadores O secret\u00e1rio Nacional de Pesca Artesanal do Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura, Cristiano Ramalho, reconhece que existe um d\u00e9ficit hist\u00f3rico de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao atendimento a essas comunidades pesqueiras.\u00a0 Segundo ele, o governo federal tem apoiado que os trabalhadores fa\u00e7am den\u00fancias por mais direitos. \u201cO pedido das comunidades pesqueiras artesanais, quando envolve temas de conflitos, \u00e9 um tema muito caro \u00e0s comunidades. Da mesma forma, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es de polui\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. 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A gente tem feito isso com or\u00e7amentos diretos com a constru\u00e7\u00e3o do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal\u201d.\u00a0 Ele defende a necessidade de refor\u00e7ar a pol\u00edtica de estado para uma categoria que necessita de apoio e est\u00e1 em vulnerabilidade.\u00a0 Atualmente, segundo o secret\u00e1rio, s\u00e3o cerca de 1,2 milh\u00e3o de pessoas que trabalham na atividade, sendo que 80% delas concentradas no Nordeste e no Norte do Brasil. \u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o em sua maioria de homens negros e negras.\u00a0 O programa do governo vai ao encontro de enfrentar uma das express\u00f5es da desigualdade hist\u00f3rica do Brasil, afirmou Cristiano Ramalho. 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