{"id":2571,"date":"2024-09-26T18:51:12","date_gmt":"2024-09-26T18:51:12","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/09\/26\/entidades-repudiam-fala-de-pesquisadora-sobre-bioinsumos-on-farm\/"},"modified":"2024-09-26T18:51:12","modified_gmt":"2024-09-26T18:51:12","slug":"entidades-repudiam-fala-de-pesquisadora-sobre-bioinsumos-on-farm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/09\/26\/entidades-repudiam-fala-de-pesquisadora-sobre-bioinsumos-on-farm\/","title":{"rendered":"Entidades repudiam fala de pesquisadora sobre bioinsumos on farm"},"content":{"rendered":"<div>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Embrapa<\/div>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bioinsumos <strong><a href=\"https:\/\/abbins.org.br\/\">(Abbins)<\/a><\/strong> e o Grupo Associado de Agricultura Sustent\u00e1vel <strong><a href=\"https:\/\/gaasbrasil.com.br\/\">(Gaas)<\/a><\/strong> divulgaram nota de rep\u00fadio na \u00faltima ter\u00e7a-feira (24) sobre a manifesta\u00e7\u00e3o da pesquisadora da Embrapa Soja, Mari\u00e2ngela Hungria, a respeito da produ\u00e7\u00e3o de bioinsumos <em>on farm<\/em>.<\/p>\n<p>Em <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/ate-hoje-nao-encontramos-um-biologico-on-farm-sem-problemas-diz-pesquisadora-da-embrapa\/\">reportagem publicada pelo Canal Rural<\/a><\/strong> na segunda-feira (23), a especialista citou que h\u00e1 cinco anos s\u00e3o feitas an\u00e1lises dos biol\u00f3gicos que s\u00e3o produzidos dentro da fazenda por produtores e que os resultados s\u00e3o, em geral, insatisfat\u00f3rios. <\/p>\n<p>\u201cPosso falar que at\u00e9 hoje a gente n\u00e3o encontrou sequer um produto <em>\u2018on farm\u2019 <\/em>que n\u00e3o tivesse um problema, seja de contamina\u00e7\u00e3o, de baixa concentra\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas etc.\u201d, disse. Na mat\u00e9ria, Mariangela ressalta a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o da prepara\u00e7\u00e3o desses compostos pelos produtores.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nota de rep\u00fadio<\/h2>\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<\/div>\n<p>Para as entidades, a fala de Mariangela foi preconceituosa, de car\u00e1ter alarmista e irreal. \u201cA responsabilidade do agricultor com a qualidade de sua produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 menor do que a responsabilidade do pesquisador com a qualidade do seu laborat\u00f3rio, das suas pesquisas\u201d, diz a nota.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o texto, desde 2009 os agricultores brasileiros t\u00eam o direito de produzir bioinsumos para uso pr\u00f3prio amparado pelo <strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/decreto\/d6913.htm\">decreto n\u00ba 6.913<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Assim, para a Abbins e o Gaas, o salto nas exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio brasileiro, que eram de aproximadamente US$ 65 bilh\u00f5es em 2009 e fecharam 2023 com o valor de US$ 166,78 bilh\u00f5es, \u201cocorreu concomitantemente \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de produ\u00e7\u00e3o de bioinsumos para uso pr\u00f3prio nas mais diversificadas lavouras brasileiras\u201d.<\/p>\n<p>A nota continua: \u201calguns produtores de frutas na Regi\u00e3o Nordeste conseguiram manter seus<br \/>contratos de exporta\u00e7\u00e3o para pa\u00edses europeus adotando o sistema de produ\u00e7\u00e3o de<br \/>bioinsumos para uso pr\u00f3prio, que permitiu a redu\u00e7\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos e, consequentemente, a redu\u00e7\u00e3o do Limite M\u00e1ximo de Res\u00edduos (LMR) exigido pelos clientes\u201d.<\/p>\n<p>As entidades defendem, tamb\u00e9m, que \u201cmanuais e cursos para aprimoramento da pr\u00e1tica sejam disponibilizados de Norte a Sul do Brasil. Quanto mais conhecimento e prepara\u00e7\u00e3o, melhor para todos\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bioinsumos on farm pelo mundo<\/h2>\n<p>A nota das duas entidades ressalta, ainda, que na \u00c1ustria; no Jap\u00e3o; na Inglaterra; no estado do Missouri, Estados Unidos; na Nova Zel\u00e2ndia e no M\u00e9xico \u201cos agricultores produzem seus bioinsumos para uso pr\u00f3prio, essa n\u00e3o \u00e9 uma peculiaridade do Brasil. No M\u00e9xico, o governo desenvolveu Manuais de Produ\u00e7\u00e3o para orientar os agricultores, nos outros pa\u00edses e no Missouri s\u00e3o as ind\u00fastrias que fornecem o concentrado de microrganismos para o agricultor fermentar seu bioinsumo na propriedade\u201d. <\/p>\n<p>A nota da Abbins e do Gaas finalizada dizendo que nos pa\u00edses e estado supracitado \u201cn\u00e3o tem terrorismo nem empresas gananciosas querendo retirar o direito do agricultor de produzir bioinsumos para uso pr\u00f3prio. Ao contr\u00e1rio, as empresas est\u00e3o aproveitando esse mercado de fornecimento de insumos para o agricultor que fez a op\u00e7\u00e3o por produzir seu pr\u00f3prio bioinsumo\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outro lado<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da nota de rep\u00fadio das entidades, a pesquisadora Mariangela Hungria se manifestou em rede social:<\/p>\n<p>\u201cRelatei apenas os resultados de an\u00e1lises feitas em laborat\u00f3rio acreditado pela ISO 17025 e publicados em revista cient\u00edfica analisada por revisores. N\u00e3o foi uma opini\u00e3o. Foram resultados cient\u00edficos. Com base nisso nos esfor\u00e7amos muito e publicamos um Manual de An\u00e1lise ricamente ilustrado, quase 200 fotos, para ajudar a verificar a qualidade dos bioinsumos produzidos. A agricultura brasileira merece bioinsumos de boa qualidade\u201d.  <\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Bioinsumos (Abinbio), por sua vez, tamb\u00e9m soltou nota em rede social: <\/p>\n<p>\u201cA Abinbio est\u00e1 do lado da Ci\u00eancia, dos fatos e dos dados. Apoiamos e respeitamos o trabalho dos pesquisadores brasileiros e da Embrapa, que sempre foi uma for\u00e7a impulsionadora do agroneg\u00f3cio do Pa\u00eds. Repudiamos qualquer ataque ou tentativa de descredibilizar pesquisas e resultados comprovados, sejam qual forem os interesses por detr\u00e1s disso. O Brasil precisa basear sua legisla\u00e7\u00e3o para os bioinsumos na Ci\u00eancia, garantindo uma agricultura produtiva, sustent\u00e1vel e segura para todos\u201d.<\/p>\n<p>O Manual de An\u00e1lise citado pela pesquisadora Mariangela pode ser <strong><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Mariangela-Hungria\">acessado neste link<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/entidades-repudiam-fala-de-pesquisadora-sobre-bioinsumos-on-farm\/\">Entidades repudiam fala de pesquisadora sobre bioinsumos on farm<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Embrapa A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e o Grupo Associado de Agricultura Sustent\u00e1vel (Gaas) divulgaram nota de rep\u00fadio na \u00faltima ter\u00e7a-feira (24) sobre a manifesta\u00e7\u00e3o da pesquisadora da Embrapa Soja, Mari\u00e2ngela Hungria, a respeito da produ\u00e7\u00e3o de bioinsumos on farm. Em reportagem publicada pelo Canal Rural na segunda-feira (23), a especialista citou que h\u00e1 cinco anos s\u00e3o feitas an\u00e1lises dos biol\u00f3gicos que s\u00e3o produzidos dentro da fazenda por produtores e que os resultados s\u00e3o, em geral, insatisfat\u00f3rios. \u201cPosso falar que at\u00e9 hoje a gente n\u00e3o encontrou sequer um produto \u2018on farm\u2019 que n\u00e3o tivesse um problema, seja de contamina\u00e7\u00e3o, de baixa concentra\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas etc.\u201d, disse. Na mat\u00e9ria, Mariangela ressalta a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o da prepara\u00e7\u00e3o desses compostos pelos produtores. Nota de rep\u00fadio Para as entidades, a fala de Mariangela foi preconceituosa, de car\u00e1ter alarmista e irreal. \u201cA responsabilidade do agricultor com a qualidade de sua produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 menor do que a responsabilidade do pesquisador com a qualidade do seu laborat\u00f3rio, das suas pesquisas\u201d, diz a nota. Ainda de acordo com o texto, desde 2009 os agricultores brasileiros t\u00eam o direito de produzir bioinsumos para uso pr\u00f3prio amparado pelo decreto n\u00ba 6.913. Assim, para a Abbins e o Gaas, o salto nas exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio brasileiro, que eram de aproximadamente US$ 65 bilh\u00f5es em 2009 e fecharam 2023 com o valor de US$ 166,78 bilh\u00f5es, \u201cocorreu concomitantemente \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de produ\u00e7\u00e3o de bioinsumos para uso pr\u00f3prio nas mais diversificadas lavouras brasileiras\u201d. A nota continua: \u201calguns produtores de frutas na Regi\u00e3o Nordeste conseguiram manter seuscontratos de exporta\u00e7\u00e3o para pa\u00edses europeus adotando o sistema de produ\u00e7\u00e3o debioinsumos para uso pr\u00f3prio, que permitiu a redu\u00e7\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos e, consequentemente, a redu\u00e7\u00e3o do Limite M\u00e1ximo de Res\u00edduos (LMR) exigido pelos clientes\u201d. As entidades defendem, tamb\u00e9m, que \u201cmanuais e cursos para aprimoramento da pr\u00e1tica sejam disponibilizados de Norte a Sul do Brasil. Quanto mais conhecimento e prepara\u00e7\u00e3o, melhor para todos\u201d. Bioinsumos on farm pelo mundo A nota das duas entidades ressalta, ainda, que na \u00c1ustria; no Jap\u00e3o; na Inglaterra; no estado do Missouri, Estados Unidos; na Nova Zel\u00e2ndia e no M\u00e9xico \u201cos agricultores produzem seus bioinsumos para uso pr\u00f3prio, essa n\u00e3o \u00e9 uma peculiaridade do Brasil. No M\u00e9xico, o governo desenvolveu Manuais de Produ\u00e7\u00e3o para orientar os agricultores, nos outros pa\u00edses e no Missouri s\u00e3o as ind\u00fastrias que fornecem o concentrado de microrganismos para o agricultor fermentar seu bioinsumo na propriedade\u201d. A nota da Abbins e do Gaas finalizada dizendo que nos pa\u00edses e estado supracitado \u201cn\u00e3o tem terrorismo nem empresas gananciosas querendo retirar o direito do agricultor de produzir bioinsumos para uso pr\u00f3prio. Ao contr\u00e1rio, as empresas est\u00e3o aproveitando esse mercado de fornecimento de insumos para o agricultor que fez a op\u00e7\u00e3o por produzir seu pr\u00f3prio bioinsumo\u201d. Outro lado Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da nota de rep\u00fadio das entidades, a pesquisadora Mariangela Hungria se manifestou em rede social: \u201cRelatei apenas os resultados de an\u00e1lises feitas em laborat\u00f3rio acreditado pela ISO 17025 e publicados em revista cient\u00edfica analisada por revisores. N\u00e3o foi uma opini\u00e3o. Foram resultados cient\u00edficos. Com base nisso nos esfor\u00e7amos muito e publicamos um Manual de An\u00e1lise ricamente ilustrado, quase 200 fotos, para ajudar a verificar a qualidade dos bioinsumos produzidos. A agricultura brasileira merece bioinsumos de boa qualidade\u201d. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Bioinsumos (Abinbio), por sua vez, tamb\u00e9m soltou nota em rede social: \u201cA Abinbio est\u00e1 do lado da Ci\u00eancia, dos fatos e dos dados. Apoiamos e respeitamos o trabalho dos pesquisadores brasileiros e da Embrapa, que sempre foi uma for\u00e7a impulsionadora do agroneg\u00f3cio do Pa\u00eds. Repudiamos qualquer ataque ou tentativa de descredibilizar pesquisas e resultados comprovados, sejam qual forem os interesses por detr\u00e1s disso. O Brasil precisa basear sua legisla\u00e7\u00e3o para os bioinsumos na Ci\u00eancia, garantindo uma agricultura produtiva, sustent\u00e1vel e segura para todos\u201d. O Manual de An\u00e1lise citado pela pesquisadora Mariangela pode ser acessado neste link. 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