{"id":2190,"date":"2024-09-14T22:02:34","date_gmt":"2024-09-14T22:02:34","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/09\/14\/com-usda-morno-atencoes-se-voltam-a-soja-na-america-do-sul\/"},"modified":"2024-09-14T22:02:34","modified_gmt":"2024-09-14T22:02:34","slug":"com-usda-morno-atencoes-se-voltam-a-soja-na-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/09\/14\/com-usda-morno-atencoes-se-voltam-a-soja-na-america-do-sul\/","title":{"rendered":"Com USDA \u201cmorno\u201d, aten\u00e7\u00f5es se voltam \u00e0 soja na Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<div>Foto: R.R. Rufino\/Embrapa<\/div>\n<p>Os dados do mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos <strong><a href=\"https:\/\/www.usda.gov\/\">(USDA)<\/a><\/strong> para a soja, <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/soja-usda-aponta-estoques-mundiais-2024-25-acima-das-expectativas-do-mercado\/\">divulgados na quinta-feira (12)<\/a><\/strong>, pouco alteraram o quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa. <\/p>\n<p>Os n\u00fameros vieram pouco abaixo do estimado pelo mercado para a produ\u00e7\u00e3o e os estoques e tiveram impacto moderadamente positivo sobre os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).<\/p>\n<p><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em>\u00a0<\/em><strong>siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio indicou que a safra norte americana de soja dever\u00e1 ficar em 4,586 bilh\u00f5es de bushels em 2024\/25, o equivalente a 124,8 milh\u00f5es de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,2 bushels por acre. <\/p>\n<p>O n\u00famero ficou abaixo da expectativa do mercado, de 4,609 bilh\u00f5es ou 125,4 milh\u00f5es de toneladas. Em agosto, a estimativa era de 4,589 bilh\u00f5es de bushels ou 124,9 milh\u00f5es de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estoques finais<\/h2>\n<p>Os estoques finais est\u00e3o projetados em 550 milh\u00f5es de bushels ou 14,97 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>O mercado apostava em carryover de 578 milh\u00f5es de bushels ou 15,73 milh\u00f5es de toneladas. Em agosto, os estoques estavam estimados em 560 milh\u00f5es de bushels ou 15,24 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Para 2023\/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milh\u00f5es de bushels. O mercado esperava 343 milh\u00f5es de bushels.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produ\u00e7\u00e3o mundial de soja<\/h2>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O USDA projetou safra mundial de soja em 2024\/25 de 429,2 milh\u00f5es de toneladas. Em agosto, o n\u00famero era de 428,73 milh\u00f5es. Para 2023\/24, a previs\u00e3o \u00e9 de 394,75 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Os estoques finais para 2024\/25 est\u00e3o estimados em 134,6 milh\u00f5es de toneladas, acima da previs\u00e3o do mercado de 134,2 milh\u00f5es de toneladas. No m\u00eas passado, a previs\u00e3o era de 134,3 milh\u00f5es de toneladas. Os estoques da temporada 2023\/24 est\u00e3o estimados em 112,25 milh\u00f5es de toneladas. O mercado esperava n\u00famero de 112,25 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Para a produ\u00e7\u00e3o brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milh\u00f5es de toneladas para 2023\/24 e em <strong>169 milh\u00f5es para 2024\/25<\/strong>. Para a Argentina, a previs\u00e3o para 2023\/24 foi cortada de 49 milh\u00f5es de toneladas para 48,1 milh\u00f5es. Para 2024\/25, a estimativa \u00e9 de 51 milh\u00f5es de toneladas, sem altera\u00e7\u00e3o sobre o m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es chinesas em 2023\/24 foram amntidas em 111,5 milh\u00f5es de toneladas. Para a pr\u00f3xima temporada, a previs\u00e3o \u00e9 de um n\u00famero de 109 milh\u00f5es de toneladas, repetindo o m\u00eas anterior.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fator clim\u00e1tico<\/h2>\n<p>O fator clima no Safras IA Score, que antes apontava para uma tend\u00eancia baixista fraca, agora aponta para uma tend\u00eancia neutra para a soja, com os problemas clim\u00e1ticos atuais no Brasil contrabalanceando o clima positivo nos EUA.<\/p>\n<p>Tal fato trouxe mudan\u00e7as para o Score e a tend\u00eancia da soja no curto prazo, tanto em Chicago quanto no mercado interno. <\/p>\n<p>\u201cEm breve, o clima norte-americano n\u00e3o ter\u00e1 mais peso na forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, enquanto o clima sul-americano ganhar\u00e1 peso, sendo um dos principais fatores para a defini\u00e7\u00e3o dos rumos do mercado nos pr\u00f3ximos meses\u201d, destaca o consultor de Safras &amp; Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, que aponta o clima como o principal fator de avalia\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os neste momento.<\/p>\n<p>\u201cEstamos em uma transi\u00e7\u00e3o entre mercado clim\u00e1tico norte-americano, que engloba o fim do desenvolvimento e o in\u00edcio da colheita por l\u00e1, e mercado clim\u00e1tico sul-americano, que engloba o in\u00edcio do plantio por aqui\u201d. <\/p>\n<p>Segundo ele, nesse momento, muita volatilidade \u00e9 esperada para Chicago e, consequentemente, para o mercado interno. \u201cE \u00e9 isso que estamos vendo. Enquanto o clima nos EUA continua apontando para uma safra cheia, na Am\u00e9rica do Sul traz d\u00favidas com rela\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira\u201d, acrescenta Roque.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/com-usda-morno-atencoes-se-voltam-a-soja-na-america-do-sul\/\">Com USDA \u201cmorno\u201d, aten\u00e7\u00f5es se voltam \u00e0 soja na Am\u00e9rica do Sul<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: R.R. Rufino\/Embrapa Os dados do mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a soja, divulgados na quinta-feira (12), pouco alteraram o quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa. 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O mercado apostava em carryover de 578 milh\u00f5es de bushels ou 15,73 milh\u00f5es de toneladas. Em agosto, os estoques estavam estimados em 560 milh\u00f5es de bushels ou 15,24 milh\u00f5es de toneladas. Para 2023\/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milh\u00f5es de bushels. O mercado esperava 343 milh\u00f5es de bushels. Produ\u00e7\u00e3o mundial de soja Foto: Divulga\u00e7\u00e3o O USDA projetou safra mundial de soja em 2024\/25 de 429,2 milh\u00f5es de toneladas. Em agosto, o n\u00famero era de 428,73 milh\u00f5es. Para 2023\/24, a previs\u00e3o \u00e9 de 394,75 milh\u00f5es de toneladas. Os estoques finais para 2024\/25 est\u00e3o estimados em 134,6 milh\u00f5es de toneladas, acima da previs\u00e3o do mercado de 134,2 milh\u00f5es de toneladas. No m\u00eas passado, a previs\u00e3o era de 134,3 milh\u00f5es de toneladas. Os estoques da temporada 2023\/24 est\u00e3o estimados em 112,25 milh\u00f5es de toneladas. O mercado esperava n\u00famero de 112,25 milh\u00f5es de toneladas. Para a produ\u00e7\u00e3o brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milh\u00f5es de toneladas para 2023\/24 e em 169 milh\u00f5es para 2024\/25. Para a Argentina, a previs\u00e3o para 2023\/24 foi cortada de 49 milh\u00f5es de toneladas para 48,1 milh\u00f5es. Para 2024\/25, a estimativa \u00e9 de 51 milh\u00f5es de toneladas, sem altera\u00e7\u00e3o sobre o m\u00eas anterior. As importa\u00e7\u00f5es chinesas em 2023\/24 foram amntidas em 111,5 milh\u00f5es de toneladas. Para a pr\u00f3xima temporada, a previs\u00e3o \u00e9 de um n\u00famero de 109 milh\u00f5es de toneladas, repetindo o m\u00eas anterior. Fator clim\u00e1tico O fator clima no Safras IA Score, que antes apontava para uma tend\u00eancia baixista fraca, agora aponta para uma tend\u00eancia neutra para a soja, com os problemas clim\u00e1ticos atuais no Brasil contrabalanceando o clima positivo nos EUA. Tal fato trouxe mudan\u00e7as para o Score e a tend\u00eancia da soja no curto prazo, tanto em Chicago quanto no mercado interno. \u201cEm breve, o clima norte-americano n\u00e3o ter\u00e1 mais peso na forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, enquanto o clima sul-americano ganhar\u00e1 peso, sendo um dos principais fatores para a defini\u00e7\u00e3o dos rumos do mercado nos pr\u00f3ximos meses\u201d, destaca o consultor de Safras &amp; Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, que aponta o clima como o principal fator de avalia\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os neste momento. \u201cEstamos em uma transi\u00e7\u00e3o entre mercado clim\u00e1tico norte-americano, que engloba o fim do desenvolvimento e o in\u00edcio da colheita por l\u00e1, e mercado clim\u00e1tico sul-americano, que engloba o in\u00edcio do plantio por aqui\u201d. Segundo ele, nesse momento, muita volatilidade \u00e9 esperada para Chicago e, consequentemente, para o mercado interno. \u201cE \u00e9 isso que estamos vendo. Enquanto o clima nos EUA continua apontando para uma safra cheia, na Am\u00e9rica do Sul traz d\u00favidas com rela\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira\u201d, acrescenta Roque. 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