{"id":1970,"date":"2024-09-07T16:08:00","date_gmt":"2024-09-07T16:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/09\/07\/doencas-respiratorias-em-bovinos-preocupam-pecuaristas-na-reta-final-do-inverno\/"},"modified":"2024-09-07T16:08:00","modified_gmt":"2024-09-07T16:08:00","slug":"doencas-respiratorias-em-bovinos-preocupam-pecuaristas-na-reta-final-do-inverno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/09\/07\/doencas-respiratorias-em-bovinos-preocupam-pecuaristas-na-reta-final-do-inverno\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as respirat\u00f3rias em bovinos preocupam pecuaristas na reta final do inverno"},"content":{"rendered":"<div>Foto: Junior Salgueiro- Secom\/MT<\/div>\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<\/div>\n<p>Na reta final do inverno, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas, com noites geladas, dias quentes e muita secura no ar, t\u00eam se mostrado um desafio para a sa\u00fade tanto de seres humanos quanto de bovinos. A gangorra t\u00e9rmica \u00e9 um fator de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as respirat\u00f3rias nos rebanhos, o que pode resultar em preju\u00edzos significativos se n\u00e3o forem controladas adequadamente.<\/p>\n<p>Em entrevista ao quadro \u201c<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/raio-x-da-pecuaria\/\">Raio-X da Pecu\u00e1ria<\/a>\u201c, Felipe Pivoto, m\u00e9dico veterin\u00e1rio e gerente t\u00e9cnico de bovinos da Vetoquinol, destacou a import\u00e2ncia de os pecuaristas ficarem atentos aos sintomas das doen\u00e7as respirat\u00f3rias, que incluem letargia, dificuldade respirat\u00f3ria, secre\u00e7\u00f5es nasais e oculares, perda de apetite, tosse e febre. \u201c<em>\u00c9 essencial identificar rapidamente os animais doentes e iniciar o tratamento imediato para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o dos agentes patog\u00eanicos pelo rebanho<\/em>\u201d, alertou Pivoto.<\/p>\n<p><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em> <\/em><strong>siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/p>\n<p>Entre as principais doen\u00e7as respirat\u00f3rias que afetam os bovinos, destacam-se aquelas causadas por v\u00edrus como BVD, parainfluenza, IBR e coronav\u00edrus, al\u00e9m de infec\u00e7\u00f5es bacterianas como micoplasma e pasteurella. Pivoto tamb\u00e9m mencionou que doen\u00e7as causadas por nematoides, embora menos frequentes, tamb\u00e9m podem comprometer a sa\u00fade respirat\u00f3ria dos animais.<\/p>\n<p>Estudos recentes indicam que a preval\u00eancia dessas doen\u00e7as \u00e9 maior em animais jovens, especialmente entre dois e 12 meses de idade. Nos bovinos de leite, os bezerros de dois a tr\u00eas meses s\u00e3o os mais afetados, enquanto nos bovinos de corte, a desmama e o confinamento em \u00e1reas com maior proximidade entre os animais aumentam a incid\u00eancia de doen\u00e7as respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Para o tratamento, Pivoto recomendou o uso de medicamentos como marbofloxacina e \u00e1cido tolfeno, que combinam a\u00e7\u00e3o antibi\u00f3tica e anti-inflamat\u00f3ria para uma recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. \u201c<em>Em alguns casos, vemos animais se recuperando em menos de 12 horas, retornando \u00e0 ingest\u00e3o de alimentos e retomando uma performance similar aos demais do rebanho<\/em>\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>No entanto, ele ressalta que, mesmo com um tratamento eficaz, as perdas de peso e desempenho podem ser inevit\u00e1veis ap\u00f3s a manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. \u201c<em>A preven\u00e7\u00e3o e o manejo adequado s\u00e3o fundamentais para minimizar os impactos dessas doen\u00e7as e proteger a produtividade do rebanho<\/em>\u201c, concluiu Pivoto.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/boi\/doencas-respiratorias-em-bovinos-preocupam-pecuaristas-na-reta-final-do-inverno\/\">Doen\u00e7as respirat\u00f3rias em bovinos preocupam pecuaristas na reta final do inverno<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Junior Salgueiro- Secom\/MT Na reta final do inverno, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas, com noites geladas, dias quentes e muita secura no ar, t\u00eam se mostrado um desafio para a sa\u00fade tanto de seres humanos quanto de bovinos. 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Entre as principais doen\u00e7as respirat\u00f3rias que afetam os bovinos, destacam-se aquelas causadas por v\u00edrus como BVD, parainfluenza, IBR e coronav\u00edrus, al\u00e9m de infec\u00e7\u00f5es bacterianas como micoplasma e pasteurella. Pivoto tamb\u00e9m mencionou que doen\u00e7as causadas por nematoides, embora menos frequentes, tamb\u00e9m podem comprometer a sa\u00fade respirat\u00f3ria dos animais. Estudos recentes indicam que a preval\u00eancia dessas doen\u00e7as \u00e9 maior em animais jovens, especialmente entre dois e 12 meses de idade. Nos bovinos de leite, os bezerros de dois a tr\u00eas meses s\u00e3o os mais afetados, enquanto nos bovinos de corte, a desmama e o confinamento em \u00e1reas com maior proximidade entre os animais aumentam a incid\u00eancia de doen\u00e7as respirat\u00f3rias. Para o tratamento, Pivoto recomendou o uso de medicamentos como marbofloxacina e \u00e1cido tolfeno, que combinam a\u00e7\u00e3o antibi\u00f3tica e anti-inflamat\u00f3ria para uma recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. \u201cEm alguns casos, vemos animais se recuperando em menos de 12 horas, retornando \u00e0 ingest\u00e3o de alimentos e retomando uma performance similar aos demais do rebanho\u201d, afirmou. No entanto, ele ressalta que, mesmo com um tratamento eficaz, as perdas de peso e desempenho podem ser inevit\u00e1veis ap\u00f3s a manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. \u201cA preven\u00e7\u00e3o e o manejo adequado s\u00e3o fundamentais para minimizar os impactos dessas doen\u00e7as e proteger a produtividade do rebanho\u201c, concluiu Pivoto. 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