{"id":1764,"date":"2024-08-31T14:03:00","date_gmt":"2024-08-31T14:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/08\/31\/nova-cultivar-de-amora-da-embrapa-aumenta-eficiencia-da-colheita-em-30\/"},"modified":"2024-08-31T14:03:00","modified_gmt":"2024-08-31T14:03:00","slug":"nova-cultivar-de-amora-da-embrapa-aumenta-eficiencia-da-colheita-em-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/08\/31\/nova-cultivar-de-amora-da-embrapa-aumenta-eficiencia-da-colheita-em-30\/","title":{"rendered":"Nova cultivar de amora da Embrapa aumenta efici\u00eancia da colheita em 30%"},"content":{"rendered":"<div>Foto: Rodrigo Franzon \/Embrapa<\/div>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa<\/a> acaba de desenvolver a sua terceira amoreira-preta sem espinhos, a BRS Karaj\u00e1. <\/p>\n<p>A nova cultivar traz, entre as vantagens, o aumento da efici\u00eancia da colheita e na poda em, no m\u00ednimo, <strong>30%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cultivares com espinhos. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diminui o tempo necess\u00e1rio para realizar os tratos culturais e aumenta a disponibilidade de m\u00e3o de obra para o manejo da cultura. Al\u00e9m disso, o seu fruto tem sabor menos amargo.<\/p>\n<p><strong>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia\u00a0<\/strong><strong>e previs\u00e3o do tempo: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><strong>Siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amora \u00e9 menos amarga<\/h2>\n<p>Foto: Luis Eduardo Antunes\/Embrapa<\/p>\n<p>A coordenadora do programa de melhoramento gen\u00e9tico em amoreira-preta, a pesquisadora da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa-clima-temperado\/\">Embrapa Clima Temperado (RS)<\/a> Maria do Carmo Bassols Raseira, conta que h\u00e1 uma economia no tempo dos tratos culturais, como condu\u00e7\u00e3o, poda e colheita. <\/p>\n<p>\u201cA BRS Karaj\u00e1 se destaca tamb\u00e9m pela acidez e amargor inferiores aos das frutas das cultivares sem espinhos anteriormente lan\u00e7adas, o que lhe confere mais um atrativo ao mercado e a difere da cultivar BRS Xavante\u201d, compara.<\/p>\n<p>A nova amora \u00e9 indicada para congelamento, processamento ou consumo fresco. A pesquisadora relata que o mercado de frutas da amoreira para fins industriais ainda \u00e9 o mais procurado. Segundo ela, as demais cultivares lan\u00e7adas sem espinhos apresentavam frutos de sabor amargo marcante. <\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 a Karaj\u00e1 tem baixo amargor\u201d, pontua Raseira. A denomina\u00e7\u00e3o da BRS Karaj\u00e1 segue a tradi\u00e7\u00e3o de identificar as cultivares de amoreira-preta com nomes de povos ind\u00edgenas em homenagem aos primeiros brasileiros.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Agilidade na colheita<\/h2>\n<p>A princ\u00edpio, o fato de n\u00e3o ter espinhos pode contribuir com aumento da efici\u00eancia da colheita. <\/p>\n<p>\u201cIsso implica mais qualidade da fruta que ser\u00e1 comercializada <em>in natura<\/em>, com maior agilidade na colheita e sem danos causados pelos espinhos, necessidade de menor n\u00famero de colhedores (m\u00e3o de obra), possibilidade de realizar a colheita em hor\u00e1rios mais adequados, evitando picos de calor, e menor risco de les\u00f5es aos trabalhadores\u201d, detalha o pesquisador Carlos Augusto Posser Silveira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele destaca que, embora n\u00e3o se tenha dados a respeito, a condu\u00e7\u00e3o da planta e a poda tamb\u00e9m seriam facilitadas. <\/p>\n<p>\u201cEsses par\u00e2metros de efici\u00eancia das pr\u00e1ticas de colheita e poda s\u00e3o influenciados enormemente por outros fatores, como tipo de condu\u00e7\u00e3o da planta, manejo da aduba\u00e7\u00e3o e da irriga\u00e7\u00e3o, potencial de produ\u00e7\u00e3o da cultivar, al\u00e9m de experi\u00eancia e agilidade dos colhedores e podadores. O fato de n\u00e3o ter espinhos facilita, com certeza, todas as atividades fitot\u00e9cnicas do pomar\u201d, afirma Posser.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A amora no Brasil<\/strong><\/h3>\n<p>Foto: Maria do Carmo Bassols Raseira\/Embrapa<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de amora no pa\u00eds, especialmente nas regi\u00f5es produtoras, dobrou nos \u00faltimos dez anos. A produ\u00e7\u00e3o de frutas gira em torno de <strong>15 a 20 toneladas<\/strong> por hectare ao ano (t\/ha\/ano). A \u00e1rea plantada tamb\u00e9m cresceu, chegando a n\u00fameros pr\u00f3ximos a 1,1 mil hectares.<\/p>\n<p>Os principais estados produtores de amoreira est\u00e3o localizados nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, sendo eles <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/rio-grande-do-sul\/\">Rio Grande do Sul<\/a><\/strong>, Santa Catarina, Paran\u00e1, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>O melhoramento gen\u00e9tico da amoreira-preta no Brasil come\u00e7ou no fim dos anos 1970 e\u00a0 atualmente o Pa\u00eds possui dez cultivares nacionais adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es brasileiras, atendendo \u00e0s necessidades do agricultor e do mercado.<\/p>\n<p><em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Siga o Canal Rural no Google News<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/nova-cultivar-de-amora-da-embrapa-aumenta-eficiencia-da-colheita-em-30\/\">Nova cultivar de amora da Embrapa aumenta efici\u00eancia da colheita em 30%<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Rodrigo Franzon \/Embrapa A Embrapa acaba de desenvolver a sua terceira amoreira-preta sem espinhos, a BRS Karaj\u00e1. A nova cultivar traz, entre as vantagens, o aumento da efici\u00eancia da colheita e na poda em, no m\u00ednimo, 30% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cultivares com espinhos. Al\u00e9m disso, diminui o tempo necess\u00e1rio para realizar os tratos culturais e aumenta a disponibilidade de m\u00e3o de obra para o manejo da cultura. Al\u00e9m disso, o seu fruto tem sabor menos amargo. Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia\u00a0e previs\u00e3o do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Amora \u00e9 menos amarga Foto: Luis Eduardo Antunes\/Embrapa A coordenadora do programa de melhoramento gen\u00e9tico em amoreira-preta, a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (RS) Maria do Carmo Bassols Raseira, conta que h\u00e1 uma economia no tempo dos tratos culturais, como condu\u00e7\u00e3o, poda e colheita. \u201cA BRS Karaj\u00e1 se destaca tamb\u00e9m pela acidez e amargor inferiores aos das frutas das cultivares sem espinhos anteriormente lan\u00e7adas, o que lhe confere mais um atrativo ao mercado e a difere da cultivar BRS Xavante\u201d, compara. A nova amora \u00e9 indicada para congelamento, processamento ou consumo fresco. A pesquisadora relata que o mercado de frutas da amoreira para fins industriais ainda \u00e9 o mais procurado. Segundo ela, as demais cultivares lan\u00e7adas sem espinhos apresentavam frutos de sabor amargo marcante. \u201cJ\u00e1 a Karaj\u00e1 tem baixo amargor\u201d, pontua Raseira. A denomina\u00e7\u00e3o da BRS Karaj\u00e1 segue a tradi\u00e7\u00e3o de identificar as cultivares de amoreira-preta com nomes de povos ind\u00edgenas em homenagem aos primeiros brasileiros. Agilidade na colheita A princ\u00edpio, o fato de n\u00e3o ter espinhos pode contribuir com aumento da efici\u00eancia da colheita. \u201cIsso implica mais qualidade da fruta que ser\u00e1 comercializada in natura, com maior agilidade na colheita e sem danos causados pelos espinhos, necessidade de menor n\u00famero de colhedores (m\u00e3o de obra), possibilidade de realizar a colheita em hor\u00e1rios mais adequados, evitando picos de calor, e menor risco de les\u00f5es aos trabalhadores\u201d, detalha o pesquisador Carlos Augusto Posser Silveira. Al\u00e9m disso, ele destaca que, embora n\u00e3o se tenha dados a respeito, a condu\u00e7\u00e3o da planta e a poda tamb\u00e9m seriam facilitadas. \u201cEsses par\u00e2metros de efici\u00eancia das pr\u00e1ticas de colheita e poda s\u00e3o influenciados enormemente por outros fatores, como tipo de condu\u00e7\u00e3o da planta, manejo da aduba\u00e7\u00e3o e da irriga\u00e7\u00e3o, potencial de produ\u00e7\u00e3o da cultivar, al\u00e9m de experi\u00eancia e agilidade dos colhedores e podadores. O fato de n\u00e3o ter espinhos facilita, com certeza, todas as atividades fitot\u00e9cnicas do pomar\u201d, afirma Posser. A amora no Brasil Foto: Maria do Carmo Bassols Raseira\/Embrapa A produ\u00e7\u00e3o de amora no pa\u00eds, especialmente nas regi\u00f5es produtoras, dobrou nos \u00faltimos dez anos. A produ\u00e7\u00e3o de frutas gira em torno de 15 a 20 toneladas por hectare ao ano (t\/ha\/ano). A \u00e1rea plantada tamb\u00e9m cresceu, chegando a n\u00fameros pr\u00f3ximos a 1,1 mil hectares. Os principais estados produtores de amoreira est\u00e3o localizados nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, sendo eles Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo. O melhoramento gen\u00e9tico da amoreira-preta no Brasil come\u00e7ou no fim dos anos 1970 e\u00a0 atualmente o Pa\u00eds possui dez cultivares nacionais adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es brasileiras, atendendo \u00e0s necessidades do agricultor e do mercado. Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. 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