{"id":1585,"date":"2024-08-25T18:03:00","date_gmt":"2024-08-25T18:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/08\/25\/menor-tamandua-do-mundo-simboliza-preservacao-de-manguezal-nordestino\/"},"modified":"2024-08-25T18:03:00","modified_gmt":"2024-08-25T18:03:00","slug":"menor-tamandua-do-mundo-simboliza-preservacao-de-manguezal-nordestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/08\/25\/menor-tamandua-do-mundo-simboliza-preservacao-de-manguezal-nordestino\/","title":{"rendered":"Menor tamandu\u00e1 do mundo simboliza preserva\u00e7\u00e3o de manguezal nordestino"},"content":{"rendered":"<div>Foto: Instituto Tamandu\u00e1\/Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio<\/div>\n<p>O tamandua\u00ed <em>cyclopes didactylus<\/em>, a menor esp\u00e9cie de tamandu\u00e1 do mundo, virou s\u00edmbolo de conserva\u00e7\u00e3o do manguezal no litoral nordestino. O programa do Instituto Tamandu\u00e1 identificou mais de 30 animais do tipo no Delta do Parna\u00edba. <\/p>\n<p>Estudos e a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o t\u00eam avan\u00e7ado desde a cria\u00e7\u00e3o de uma base\u00a0de pesquisa na regi\u00e3o h\u00e1 quatro anos, com laborat\u00f3rio de campo completo. Reflorestamento, conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas e turismo de base comunit\u00e1ria s\u00e3o estrat\u00e9gias adotadas para proteger a <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/\">biodiversidade<\/a><\/strong> local.<\/p>\n<p><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em> <\/em><strong>siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/p>\n<p>\u201cEsse esfor\u00e7o para a conserva\u00e7\u00e3o do tamandua\u00ed \u00e9 emblem\u00e1tico. Demonstra a import\u00e2ncia de ampliarmos os esfor\u00e7os para a promo\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico para a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e, tamb\u00e9m, a necessidade de amplia\u00e7\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o para que esp\u00e9cies como essa tenham \u00e1reas seguras e extensas destinadas ao seu desenvolvimento\u201d, diz a bi\u00f3loga e gerente de Ci\u00eancia e Conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, Marion Silva.<\/p>\n<p>O tamandua\u00ed mede cerca de 30 cent\u00edmetros e pesa at\u00e9 400 gramas. Ele \u00e9 solit\u00e1rio, de h\u00e1bitos noturnos e passa a maior parte do tempo no alto das \u00e1rvores. Na classifica\u00e7\u00e3o da International Union Conservation of Nature (IUCN), o animal aparece com o status \u201cdados deficientes\u201d, por ainda se conhecer pouco sobre a esp\u00e9cie. <\/p>\n<p>As pesquisas iniciadas em 2008 t\u00eam melhorado a compreens\u00e3o sobre a ocorr\u00eancia do tamandua\u00ed nas Am\u00e9ricas Central e do Sul. Existem sete esp\u00e9cies do animal.<\/p>\n<p>\u201cAcreditava-se, at\u00e9 recentemente, que esses pequenos tamandu\u00e1s s\u00f3 ocorriam na floresta amaz\u00f4nica. Estudos gen\u00e9ticos indicam que os indiv\u00edduos do Delta do Parna\u00edba est\u00e3o separados h\u00e1 2 milh\u00f5es de anos daqueles que vivem na Amaz\u00f4nia\u201d, explica a m\u00e9dica veterin\u00e1ria coordenadora do Instituto Tamandu\u00e1 e membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN), Fl\u00e1via Miranda,.<\/p>\n<p>\u201cDesde est\u00e3o, evoluem separados pela forma\u00e7\u00e3o do delta e da Caatinga, que separou a Mata Atl\u00e2ntica da Amaz\u00f4nia h\u00e1 milh\u00f5es de anos\u201d, desenvolve Miranda.<\/p>\n<p>O Delta do Parna\u00edba tem\u00a0mais de 80 ilhas em uma \u00e1rea de quase 3 mil km\u00b2. A \u00e1rea de manguezais \u00e9 considerada ber\u00e7\u00e1rio da vida marinha e habitat para diversas esp\u00e9cies, como o peixe-boi, o guar\u00e1 e outros <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/peixes\/\">peixes<\/a><\/strong> de valor comercial. Apesar de ainda pouco conhecida, a regi\u00e3o j\u00e1 \u00e9 considerada vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os principais problemas s\u00e3o o turismo predat\u00f3rio, a presen\u00e7a de animais dom\u00e9sticos em \u00e1reas de manguezal e o interesse das usinas e\u00f3licas.<\/p>\n<p>\u201cComo toda regi\u00e3o de conex\u00e3o marinha, os manguezais\u00a0enfrentam os desafios globais do oceano, como o aquecimento das \u00e1guas, a acidifica\u00e7\u00e3o, o excesso de pl\u00e1stico, entre outras amea\u00e7as\u201d, afirma a m\u00e9dica veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os pesquisadores t\u00eam procurado criar solu\u00e7\u00f5es em conjunto com a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>\u201cConseguimos cercar algumas \u00e1reas de manguezal para evitar a entrada de animais dom\u00e9sticos, facilitando a regenera\u00e7\u00e3o natural do ecossistema, e j\u00e1 restauramos quase 2 hectares com vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Pode n\u00e3o parecer uma \u00e1rea t\u00e3o significativa para o tamanho do Delta do Parna\u00edba, mas o reflorestamento de manguezais \u00e9 uma tarefa bastante desafiadora. Tamb\u00e9m estamos buscando alternativas econ\u00f4micas e sustent\u00e1veis para a popula\u00e7\u00e3o local, como o desenvolvimento do turismo de base comunit\u00e1ria\u201d, diz Miranda.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m realizamos, pela primeira, vez a coleta de s\u00eamen dessa esp\u00e9cie\u201d, destaca a m\u00e9dica veterin\u00e1ria. <\/p>\n<p>\u201cAgora, temos a possibilidade de fazer pesquisa reprodutiva monitorada, contribuindo para evitar a extin\u00e7\u00e3o e, se necess\u00e1rio, promover a reintrodu\u00e7\u00e3o dos animais no\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0natural\u201d, acrescenta. <\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o importante para a prote\u00e7\u00e3o do tamandua\u00ed foi o in\u00edcio do processo de cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o da Resex Casa Velha do Saquinho, no limite territorial da Resex Marinha do Delta do Parna\u00edba.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/menor-tamandua-do-mundo-simboliza-preservacao-de-manguezal-nordestino\/\">Menor tamandu\u00e1 do mundo simboliza preserva\u00e7\u00e3o de manguezal nordestino<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Instituto Tamandu\u00e1\/Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio O tamandua\u00ed cyclopes didactylus, a menor esp\u00e9cie de tamandu\u00e1 do mundo, virou s\u00edmbolo de conserva\u00e7\u00e3o do manguezal no litoral nordestino. 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As pesquisas iniciadas em 2008 t\u00eam melhorado a compreens\u00e3o sobre a ocorr\u00eancia do tamandua\u00ed nas Am\u00e9ricas Central e do Sul. Existem sete esp\u00e9cies do animal. \u201cAcreditava-se, at\u00e9 recentemente, que esses pequenos tamandu\u00e1s s\u00f3 ocorriam na floresta amaz\u00f4nica. Estudos gen\u00e9ticos indicam que os indiv\u00edduos do Delta do Parna\u00edba est\u00e3o separados h\u00e1 2 milh\u00f5es de anos daqueles que vivem na Amaz\u00f4nia\u201d, explica a m\u00e9dica veterin\u00e1ria coordenadora do Instituto Tamandu\u00e1 e membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN), Fl\u00e1via Miranda,. \u201cDesde est\u00e3o, evoluem separados pela forma\u00e7\u00e3o do delta e da Caatinga, que separou a Mata Atl\u00e2ntica da Amaz\u00f4nia h\u00e1 milh\u00f5es de anos\u201d, desenvolve Miranda. O Delta do Parna\u00edba tem\u00a0mais de 80 ilhas em uma \u00e1rea de quase 3 mil km\u00b2. A \u00e1rea de manguezais \u00e9 considerada ber\u00e7\u00e1rio da vida marinha e habitat para diversas esp\u00e9cies, como o peixe-boi, o guar\u00e1 e outros peixes de valor comercial. Apesar de ainda pouco conhecida, a regi\u00e3o j\u00e1 \u00e9 considerada vulner\u00e1vel. Os principais problemas s\u00e3o o turismo predat\u00f3rio, a presen\u00e7a de animais dom\u00e9sticos em \u00e1reas de manguezal e o interesse das usinas e\u00f3licas. \u201cComo toda regi\u00e3o de conex\u00e3o marinha, os manguezais\u00a0enfrentam os desafios globais do oceano, como o aquecimento das \u00e1guas, a acidifica\u00e7\u00e3o, o excesso de pl\u00e1stico, entre outras amea\u00e7as\u201d, afirma a m\u00e9dica veterin\u00e1ria. Os pesquisadores t\u00eam procurado criar solu\u00e7\u00f5es em conjunto com a popula\u00e7\u00e3o local. \u201cConseguimos cercar algumas \u00e1reas de manguezal para evitar a entrada de animais dom\u00e9sticos, facilitando a regenera\u00e7\u00e3o natural do ecossistema, e j\u00e1 restauramos quase 2 hectares com vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Pode n\u00e3o parecer uma \u00e1rea t\u00e3o significativa para o tamanho do Delta do Parna\u00edba, mas o reflorestamento de manguezais \u00e9 uma tarefa bastante desafiadora. Tamb\u00e9m estamos buscando alternativas econ\u00f4micas e sustent\u00e1veis para a popula\u00e7\u00e3o local, como o desenvolvimento do turismo de base comunit\u00e1ria\u201d, diz Miranda. \u201cTamb\u00e9m realizamos, pela primeira, vez a coleta de s\u00eamen dessa esp\u00e9cie\u201d, destaca a m\u00e9dica veterin\u00e1ria. \u201cAgora, temos a possibilidade de fazer pesquisa reprodutiva monitorada, contribuindo para evitar a extin\u00e7\u00e3o e, se necess\u00e1rio, promover a reintrodu\u00e7\u00e3o dos animais no\u00a0habitat\u00a0natural\u201d, acrescenta. Outra a\u00e7\u00e3o importante para a prote\u00e7\u00e3o do tamandua\u00ed foi o in\u00edcio do processo de cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o da Resex Casa Velha do Saquinho, no limite territorial da Resex Marinha do Delta do Parna\u00edba. 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