{"id":11246,"date":"2025-05-07T23:18:46","date_gmt":"2025-05-07T23:18:46","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/05\/07\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1475-ao-ano\/"},"modified":"2025-05-07T23:18:46","modified_gmt":"2025-05-07T23:18:46","slug":"copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1475-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/05\/07\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1475-ao-ano\/","title":{"rendered":"Copom eleva juros b\u00e1sicos da economia para 14,75% ao ano"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/05\/copom-banco-central.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A alta do pre\u00e7o dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/banco-central\/\">Banco Central (BC)<\/a><\/strong> aumentar mais uma vez os juros.<\/p>\n<p>Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para <strong>14,75%<\/strong> ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelo mercado financeiro.<\/p>\n<p>Essa foi a sexta alta seguida da Selic. A taxa est\u00e1 no maior n\u00edvel desde agosto de 2006, quando tamb\u00e9m estava em 14,75% ao ano. A alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa come\u00e7ou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e tr\u00eas de 1 ponto percentual.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-controle-da-inflacao\">Controle da infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA).<\/p>\n<p>Em abril, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial, ficou em 0,43%. Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, o pre\u00e7o dos alimentos continua pressionando a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o resultado, o indicador acumula alta de <strong>5,49%<\/strong> em 12 meses, acima do teto da meta cont\u00ednua de infla\u00e7\u00e3o. Os n\u00fameros do IPCA cheio de abril s\u00f3 ser\u00e3o divulgados na pr\u00f3xima sexta-feira (9).<\/p>\n<p>Pelo novo sistema de meta cont\u00ednua em vigor desde janeiro, a meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior \u00e9 4,5%.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>No modelo de meta cont\u00ednua, a meta passa ser apurada m\u00eas a m\u00eas, considerando a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses. Em maio de 2025, a infla\u00e7\u00e3o desde junho de 2024 \u00e9 comparada com a meta e o intervalo de toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em junho, o procedimento se repete, com apura\u00e7\u00e3o a partir de julho de 2024. Dessa forma, a verifica\u00e7\u00e3o se desloca ao longo do tempo, n\u00e3o ficando mais restrita ao \u00edndice fechado de dezembro de cada ano.<\/p>\n<p>No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de mar\u00e7o pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria elevou para 5,1% a previs\u00e3o do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do d\u00f3lar e da infla\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgado no fim de junho.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em<strong> 5,53%<\/strong>, mais de 1 ponto acima do teto da meta. H\u00e1 um m\u00eas, as estimativas do mercado estavam em 5,65%.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-juros-mais-altos-credito-mais-caro\">Juros mais altos, cr\u00e9dito mais caro<\/h2>\n<p>O aumento da taxa Selic ajuda a conter a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. <\/p>\n<p>Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econ\u00f4mico. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central reduziu para 1,9% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a economia em 2025.<\/p>\n<p>O mercado projeta crescimento semelhante. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem expans\u00e3o de 2% do PIB em 2025.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1475-ao-ano\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] A alta do pre\u00e7o dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelo mercado financeiro. Essa foi a sexta alta seguida da Selic. A taxa est\u00e1 no maior n\u00edvel desde agosto de 2006, quando tamb\u00e9m estava em 14,75% ao ano. A alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria. Ap\u00f3s chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa come\u00e7ou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e tr\u00eas de 1 ponto percentual. Controle da infla\u00e7\u00e3o A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em abril, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial, ficou em 0,43%. Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, o pre\u00e7o dos alimentos continua pressionando a infla\u00e7\u00e3o. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,49% em 12 meses, acima do teto da meta cont\u00ednua de infla\u00e7\u00e3o. Os n\u00fameros do IPCA cheio de abril s\u00f3 ser\u00e3o divulgados na pr\u00f3xima sexta-feira (9). 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No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de mar\u00e7o pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria elevou para 5,1% a previs\u00e3o do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do d\u00f3lar e da infla\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgado no fim de junho. As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 5,53%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. H\u00e1 um m\u00eas, as estimativas do mercado estavam em 5,65%. Juros mais altos, cr\u00e9dito mais caro O aumento da taxa Selic ajuda a conter a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econ\u00f4mico. 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