{"id":10967,"date":"2025-04-27T17:04:47","date_gmt":"2025-04-27T17:04:47","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/04\/27\/metodo-identifica-adulteracao-em-cafes-usando-fotos-de-celular\/"},"modified":"2025-04-27T17:04:47","modified_gmt":"2025-04-27T17:04:47","slug":"metodo-identifica-adulteracao-em-cafes-usando-fotos-de-celular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/04\/27\/metodo-identifica-adulteracao-em-cafes-usando-fotos-de-celular\/","title":{"rendered":"M\u00e9todo identifica adultera\u00e7\u00e3o em caf\u00e9s usando fotos de celular"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/celular-fraude-cafe.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O Brasil \u00e9 o segundo maior produtor mundial de caf\u00e9s da esp\u00e9cie can\u00e9fora <em>(Coffea canephora),<\/em> tamb\u00e9m conhecida como robusta e conilon. Agora, o pa\u00eds avan\u00e7a tamb\u00e9m como refer\u00eancia em inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no setor. Um dos destaques \u00e9 a pesquisa desenvolvida por Michel Rocha Baqueta durante seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/unicamp\/\">(Unicamp)<\/a><\/strong>, que resultou na cria\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo inovador para autenticar caf\u00e9s can\u00e9foras produzidos por ind\u00edgenas em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica utiliza imagens captadas por celular comum, acoplado a um dispositivo impresso em 3D que controla ilumina\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia. As fotos revelam caracter\u00edsticas f\u00edsicas da amostra por meio do sistema RGB <em>(red, green, blue)<\/em>, cujas informa\u00e7\u00f5es de cor s\u00e3o analisadas por ferramentas de ci\u00eancia de dados. Ap\u00f3s treinar um modelo preditivo com milhares de amostras aut\u00eanticas e adulteradas, os pesquisadores conseguiram identificar adultera\u00e7\u00f5es com precis\u00e3o de 95%.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o uso de <em>machine learning<\/em> aplicado \u00e0 autentica\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais. O modelo identifica altera\u00e7\u00f5es como adi\u00e7\u00e3o de ar\u00e1bica, borra, casca de caf\u00e9, milho, soja e at\u00e9 semente de a\u00e7a\u00ed torrada\u201d, afirma Baqueta.<\/p>\n<p>A tecnologia \u00e9 voltada a produtores, certificadoras e exportadores, e pode ser adaptada para outras origens e adulterantes. Segundo a professora Juliana Azevedo Lima Pallone, coorientadora da pesquisa, o m\u00e9todo oferece uma alternativa vi\u00e1vel ao teste sensorial, que n\u00e3o consegue detectar a proced\u00eancia geogr\u00e1fica do produto.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Os caf\u00e9s can\u00e9foras ind\u00edgenas de Rond\u00f4nia se destacam pelas caracter\u00edsticas \u00fanicas, atribu\u00eddas ao terroir amaz\u00f4nico e \u00e0s pr\u00e1ticas de cultivo. A tese de Baqueta \u00e9 a primeira no Brasil a estudar quimicamente caf\u00e9s produzidos por ind\u00edgenas, e aponta seu alto potencial para o mercado premium.<\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m aplicou t\u00e9cnicas como espectrometria de massas, absor\u00e7\u00e3o at\u00f4mica, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e espectroscopia de infravermelho, sempre aliadas \u00e0 quimiometria. Com isso, foi poss\u00edvel distinguir caf\u00e9s can\u00e9foras brasileiros entre si e em rela\u00e7\u00e3o ao ar\u00e1bica, inclusive quando os primeiros s\u00e3o utilizados como adulterantes.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que can\u00e9foras especiais do Esp\u00edrito Santo e da Amaz\u00f4nia podem atingir notas superiores a 80 pontos, segundo a escala da <em>Specialty Coffee Association <\/em>(SCA), entrando assim na categoria de caf\u00e9s especiais. Em um mercado pressionado por pre\u00e7os altos e aumento de fraudes, os cientistas alertam para a necessidade de m\u00e9todos rigorosos de controle e regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCaf\u00e9s fake, criados a partir de torra de insumos n\u00e3o cafeeiros, t\u00eam crescido. \u00c9 uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a alimentar e \u00e0 integridade do setor\u201d, afirma Baqueta.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel do Brasil n\u00e3o apenas como pot\u00eancia produtora, mas tamb\u00e9m como refer\u00eancia cient\u00edfica no combate a fraudes e valoriza\u00e7\u00e3o da origem dos caf\u00e9s nacionais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/metodo-identifica-adulteracao-em-cafes-usando-fotos-de-celular\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] O Brasil \u00e9 o segundo maior produtor mundial de caf\u00e9s da esp\u00e9cie can\u00e9fora (Coffea canephora), tamb\u00e9m conhecida como robusta e conilon. Agora, o pa\u00eds avan\u00e7a tamb\u00e9m como refer\u00eancia em inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no setor. Um dos destaques \u00e9 a pesquisa desenvolvida por Michel Rocha Baqueta durante seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que resultou na cria\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo inovador para autenticar caf\u00e9s can\u00e9foras produzidos por ind\u00edgenas em Rond\u00f4nia. A t\u00e9cnica utiliza imagens captadas por celular comum, acoplado a um dispositivo impresso em 3D que controla ilumina\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia. As fotos revelam caracter\u00edsticas f\u00edsicas da amostra por meio do sistema RGB (red, green, blue), cujas informa\u00e7\u00f5es de cor s\u00e3o analisadas por ferramentas de ci\u00eancia de dados. Ap\u00f3s treinar um modelo preditivo com milhares de amostras aut\u00eanticas e adulteradas, os pesquisadores conseguiram identificar adultera\u00e7\u00f5es com precis\u00e3o de 95%. \u201c\u00c9 o uso de machine learning aplicado \u00e0 autentica\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais. O modelo identifica altera\u00e7\u00f5es como adi\u00e7\u00e3o de ar\u00e1bica, borra, casca de caf\u00e9, milho, soja e at\u00e9 semente de a\u00e7a\u00ed torrada\u201d, afirma Baqueta. A tecnologia \u00e9 voltada a produtores, certificadoras e exportadores, e pode ser adaptada para outras origens e adulterantes. Segundo a professora Juliana Azevedo Lima Pallone, coorientadora da pesquisa, o m\u00e9todo oferece uma alternativa vi\u00e1vel ao teste sensorial, que n\u00e3o consegue detectar a proced\u00eancia geogr\u00e1fica do produto. Os caf\u00e9s can\u00e9foras ind\u00edgenas de Rond\u00f4nia se destacam pelas caracter\u00edsticas \u00fanicas, atribu\u00eddas ao terroir amaz\u00f4nico e \u00e0s pr\u00e1ticas de cultivo. A tese de Baqueta \u00e9 a primeira no Brasil a estudar quimicamente caf\u00e9s produzidos por ind\u00edgenas, e aponta seu alto potencial para o mercado premium. O grupo tamb\u00e9m aplicou t\u00e9cnicas como espectrometria de massas, absor\u00e7\u00e3o at\u00f4mica, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e espectroscopia de infravermelho, sempre aliadas \u00e0 quimiometria. Com isso, foi poss\u00edvel distinguir caf\u00e9s can\u00e9foras brasileiros entre si e em rela\u00e7\u00e3o ao ar\u00e1bica, inclusive quando os primeiros s\u00e3o utilizados como adulterantes. A pesquisa mostra que can\u00e9foras especiais do Esp\u00edrito Santo e da Amaz\u00f4nia podem atingir notas superiores a 80 pontos, segundo a escala da Specialty Coffee Association (SCA), entrando assim na categoria de caf\u00e9s especiais. Em um mercado pressionado por pre\u00e7os altos e aumento de fraudes, os cientistas alertam para a necessidade de m\u00e9todos rigorosos de controle e regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cCaf\u00e9s fake, criados a partir de torra de insumos n\u00e3o cafeeiros, t\u00eam crescido. \u00c9 uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a alimentar e \u00e0 integridade do setor\u201d, afirma Baqueta. A inova\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel do Brasil n\u00e3o apenas como pot\u00eancia produtora, mas tamb\u00e9m como refer\u00eancia cient\u00edfica no combate a fraudes e valoriza\u00e7\u00e3o da origem dos caf\u00e9s nacionais. 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