{"id":10960,"date":"2025-04-27T12:53:18","date_gmt":"2025-04-27T12:53:18","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/04\/27\/nova-tecnica-permite-colher-pinhao-em-metade-do-tempo-sem-perder-qualidade\/"},"modified":"2025-04-27T12:53:18","modified_gmt":"2025-04-27T12:53:18","slug":"nova-tecnica-permite-colher-pinhao-em-metade-do-tempo-sem-perder-qualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/04\/27\/nova-tecnica-permite-colher-pinhao-em-metade-do-tempo-sem-perder-qualidade\/","title":{"rendered":"Nova t\u00e9cnica permite colher pinh\u00e3o em metade do tempo sem perder qualidade"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o precoce de pinh\u00e3o por meio da enxertia em arauc\u00e1rias<em> (Araucaria angustifolia)<\/em> foi validada como alternativa vi\u00e1vel pela <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a><\/strong>Florestas. Um estudo in\u00e9dito da institui\u00e7\u00e3o, em parceria com a Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), concluiu que o pinh\u00e3o produzido a partir da t\u00e9cnica tem sabor e valor nutricional semelhantes ao obtido por meio do extrativismo em florestas nativas.<\/p>\n<p>A clonagem via enxertia permite a colheita do pinh\u00e3o entre seis e dez anos ap\u00f3s o plantio, um avan\u00e7o expressivo frente aos 12 a 20 anos exigidos por \u00e1rvores \u201ctradicionais\u201d. A t\u00e9cnica, que completou dez anos de aplica\u00e7\u00e3o na arauc\u00e1ria, representa uma oportunidade de diversifica\u00e7\u00e3o produtiva com retorno econ\u00f4mico mais r\u00e1pido para os agricultores, al\u00e9m de colaborar com a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" alt=\"arauc\u00e1ria com enxertia para produir pinh\u00e3o precoce\" class=\"wp-image-4097897\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-300x214.jpeg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-768x548.jpeg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-600x428.jpeg 600w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-150x107.jpeg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg 900w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg\" alt=\"arauc\u00e1ria com enxertia para produir pinh\u00e3o precoce\" class=\"wp-image-4097897\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-300x214.jpeg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-768x548.jpeg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-600x428.jpeg 600w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-150x107.jpeg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg 900w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: K\u00e1tia Pichelli\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o pesquisador Ivar Wendling, da Embrapa Florestas, o sistema ajuda a consolidar uma cadeia produtiva sustent\u00e1vel para o pinh\u00e3o. <\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baseada em extrativismo, mas com o cultivo precoce podemos reduzir a press\u00e3o sobre as florestas e estimular o plantio planejado com retorno financeiro vi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para apoiar produtores interessados, os pesquisadores elaboraram um manual t\u00e9cnico com orienta\u00e7\u00f5es sobre implanta\u00e7\u00e3o de pomares, escolha de mudas e pr\u00e1ticas de manejo. Um dos principais desafios identificados foi a adapta\u00e7\u00e3o das mudas enxertadas, o que exige cuidados espec\u00edficos desde o planejamento da \u00e1rea at\u00e9 a condu\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A escolha correta das \u00e1rvores-m\u00e3e e o processo t\u00e9cnico da enxertia s\u00e3o determinantes para o sucesso da produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de manter a diversidade gen\u00e9tica da esp\u00e9cie, alerta Wendling.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" alt=\"pinh\u00e3o\" class=\"wp-image-4097899\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-300x214.jpeg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-768x548.jpeg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-600x428.jpeg 600w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-150x107.jpeg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg 900w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg\" alt=\"pinh\u00e3o\" class=\"wp-image-4097899\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-300x214.jpeg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-768x548.jpeg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-600x428.jpeg 600w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23-1-150x107.jpeg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-17.35.23.jpeg 900w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Andre Kasczeszen\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pinhao-precoce-mantem-qualidades-nutricionais\">Pinh\u00e3o precoce mant\u00e9m qualidades nutricionais<\/h3>\n<p>A Embrapa tamb\u00e9m analisou o valor nutricional dos pinh\u00f5es precoces. Os testes compararam amostras <em>in natura<\/em> e cozidas com as de \u00e1rvores tradicionais. O resultado confirmou a equival\u00eancia nutricional: baixo teor de gordura, boas fontes de carboidratos, prote\u00ednas, fibras alimentares e alto valor cal\u00f3rico.<\/p>\n<p>\u201cO estudo mostra que a t\u00e9cnica permite aumentar a oferta do alimento mantendo sua qualidade. Isso pode ampliar o consumo e valorizar o plantio da arauc\u00e1ria\u201d, destaca Cristiane Helm, pesquisadora da Embrapa.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-expansao-da-tecnica-e-geracao-de-renda\">Expans\u00e3o da t\u00e9cnica e gera\u00e7\u00e3o de renda<\/h3>\n<p>O Viveiro Porto Amazonas (PR) foi o primeiro a produzir mudas enxertadas de arauc\u00e1ria de forma comercial, utilizando inicialmente matrizes selecionadas pela UFPR e, a partir de 2020, tamb\u00e9m cultivares registradas pela Embrapa.<\/p>\n<p>\u201cA t\u00e9cnica de enxertia ainda \u00e9 recente, mas a possibilidade de colher pinh\u00e3o em menos da metade do tempo empolga os produtores\u201d, afirma Leonel Anderman, gerente do viveiro. Hoje, o viveiro produz cerca de 3 mil mudas por ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de reduzir a press\u00e3o sobre as plantas nativas e permitir colheita em \u00e1rvores de menor porte \u2014 o que ajuda a evitar acidentes \u2014, a pr\u00e1tica abre novas possibilidades para o uso do pinh\u00e3o como mat\u00e9ria-prima na ind\u00fastria de alimentos sem gl\u00faten e produtos regionais de valor agregado.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/nova-tecnica-permite-colher-pinhao-em-metade-do-tempo-sem-perder-qualidade\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] A produ\u00e7\u00e3o precoce de pinh\u00e3o por meio da enxertia em arauc\u00e1rias (Araucaria angustifolia) foi validada como alternativa vi\u00e1vel pela Embrapa Florestas. Um estudo in\u00e9dito da institui\u00e7\u00e3o, em parceria com a Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), concluiu que o pinh\u00e3o produzido a partir da t\u00e9cnica tem sabor e valor nutricional semelhantes ao obtido por meio do extrativismo em florestas nativas. A clonagem via enxertia permite a colheita do pinh\u00e3o entre seis e dez anos ap\u00f3s o plantio, um avan\u00e7o expressivo frente aos 12 a 20 anos exigidos por \u00e1rvores \u201ctradicionais\u201d. A t\u00e9cnica, que completou dez anos de aplica\u00e7\u00e3o na arauc\u00e1ria, representa uma oportunidade de diversifica\u00e7\u00e3o produtiva com retorno econ\u00f4mico mais r\u00e1pido para os agricultores, al\u00e9m de colaborar com a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Foto: K\u00e1tia Pichelli\/Embrapa Segundo o pesquisador Ivar Wendling, da Embrapa Florestas, o sistema ajuda a consolidar uma cadeia produtiva sustent\u00e1vel para o pinh\u00e3o. \u201cA produ\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baseada em extrativismo, mas com o cultivo precoce podemos reduzir a press\u00e3o sobre as florestas e estimular o plantio planejado com retorno financeiro vi\u00e1vel\u201d. Para apoiar produtores interessados, os pesquisadores elaboraram um manual t\u00e9cnico com orienta\u00e7\u00f5es sobre implanta\u00e7\u00e3o de pomares, escolha de mudas e pr\u00e1ticas de manejo. Um dos principais desafios identificados foi a adapta\u00e7\u00e3o das mudas enxertadas, o que exige cuidados espec\u00edficos desde o planejamento da \u00e1rea at\u00e9 a condu\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores. A escolha correta das \u00e1rvores-m\u00e3e e o processo t\u00e9cnico da enxertia s\u00e3o determinantes para o sucesso da produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de manter a diversidade gen\u00e9tica da esp\u00e9cie, alerta Wendling. Foto: Andre Kasczeszen\/Embrapa Pinh\u00e3o precoce mant\u00e9m qualidades nutricionais A Embrapa tamb\u00e9m analisou o valor nutricional dos pinh\u00f5es precoces. Os testes compararam amostras in natura e cozidas com as de \u00e1rvores tradicionais. O resultado confirmou a equival\u00eancia nutricional: baixo teor de gordura, boas fontes de carboidratos, prote\u00ednas, fibras alimentares e alto valor cal\u00f3rico. \u201cO estudo mostra que a t\u00e9cnica permite aumentar a oferta do alimento mantendo sua qualidade. Isso pode ampliar o consumo e valorizar o plantio da arauc\u00e1ria\u201d, destaca Cristiane Helm, pesquisadora da Embrapa. Expans\u00e3o da t\u00e9cnica e gera\u00e7\u00e3o de renda O Viveiro Porto Amazonas (PR) foi o primeiro a produzir mudas enxertadas de arauc\u00e1ria de forma comercial, utilizando inicialmente matrizes selecionadas pela UFPR e, a partir de 2020, tamb\u00e9m cultivares registradas pela Embrapa. \u201cA t\u00e9cnica de enxertia ainda \u00e9 recente, mas a possibilidade de colher pinh\u00e3o em menos da metade do tempo empolga os produtores\u201d, afirma Leonel Anderman, gerente do viveiro. Hoje, o viveiro produz cerca de 3 mil mudas por ano. Al\u00e9m de reduzir a press\u00e3o sobre as plantas nativas e permitir colheita em \u00e1rvores de menor porte \u2014 o que ajuda a evitar acidentes \u2014, a pr\u00e1tica abre novas possibilidades para o uso do pinh\u00e3o como mat\u00e9ria-prima na ind\u00fastria de alimentos sem gl\u00faten e produtos regionais de valor agregado. 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