{"id":10793,"date":"2025-04-20T16:33:42","date_gmt":"2025-04-20T16:33:42","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/04\/20\/trigo-brasileiro-tem-pegada-de-carbono-menor-que-media-mundial-revela-embrapa\/"},"modified":"2025-04-20T16:33:42","modified_gmt":"2025-04-20T16:33:42","slug":"trigo-brasileiro-tem-pegada-de-carbono-menor-que-media-mundial-revela-embrapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/04\/20\/trigo-brasileiro-tem-pegada-de-carbono-menor-que-media-mundial-revela-embrapa\/","title":{"rendered":"Trigo brasileiro tem pegada de carbono menor que m\u00e9dia mundial, revela Embrapa"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/trigo_61_0.71262600-1515010077.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a m\u00e9dia mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. <\/p>\n<p>A an\u00e1lise, feita em lavouras e ind\u00fastria moageira do Sudeste do Paran\u00e1, apontou que a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e tecnologias j\u00e1 dispon\u00edveis pode diminuir em at\u00e9 38% o impacto ambiental da produ\u00e7\u00e3o de trigo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Publicada no\u00a0peri\u00f3dico cient\u00edfico <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S095965262404099X?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Journal of Cleaner Production<\/a>, a pesquisa \u00e9 a primeira na Am\u00e9rica do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de farinha. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O \u00edndice m\u00e9dio brasileiro ficou em 0,5 kg de di\u00f3xido de carbono equivalente (CO\u2082eq) por quilo de trigo produzido \u2014 abaixo da m\u00e9dia global, estimada em 0,59 kg.<\/p>\n<p>Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023\/2024, al\u00e9m de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agr\u00edcolas at\u00e9 o transporte dos gr\u00e3os, secagem, moagem e transforma\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os em farinha.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-e-pegada-de-carbono\"><strong>O que \u00e9 pegada de carbono?<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 o total de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa causadas por um indiv\u00edduo, evento, organiza\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o, local ou produto, expresso em di\u00f3xido de carbono equivalente (CO2eq).<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fertilizantes nitrogenados s\u00e3o principais emissores de CO2<\/strong><\/h3>\n<p>A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto est\u00e1 na emiss\u00e3o de \u00f3xido nitroso (N\u2082O) gerado durante a aplica\u00e7\u00e3o de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produ\u00e7\u00e3o de trigo. A ureia \u00e9 o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados dispon\u00edveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substitui\u00e7\u00e3o desse fertilizante pelo nitrato de am\u00f4nio com calc\u00e1rio (CAN) pode reduzir a emiss\u00e3o de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.<\/p>\n<p>A acidifica\u00e7\u00e3o do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, tamb\u00e9m pode ser mitigada pela substitui\u00e7\u00e3o da ureia pelo CAN. \u201cQuando a ureia n\u00e3o \u00e9 totalmente absorvida pelas plantas ou \u00e9 lixiviada como nitrato, ocorrem rea\u00e7\u00f5es que liberam \u00edons de hidr\u00f4nio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes \u00e0 base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conte\u00fado de c\u00e1lcio\u201d, afirma a pesquisadora da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/meio-ambiente\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Meio Ambiente<\/a>\u00a0(SP)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/301029\/marilia-ieda-da-silveira-folegatti-matsuura\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mar\u00edlia Folegatti<\/a>. <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Segundo ela, outras tecnologias tamb\u00e9m devem ser consideradas para reduzir a depend\u00eancia de fertilizantes sint\u00e9ticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de libera\u00e7\u00e3o lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avan\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o de ureia verde e nitrato de am\u00f4nio a partir de fontes de energia renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>A pesquisadora da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/agroindustria-tropical\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Agroind\u00fastria Tropical<\/a>\u00a0(CE)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/304470\/maria-clea-brito-de-figueiredo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Maria Cl\u00e9a Brito de Figueiredo<\/a>\u00a0lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados \u00e9 tamb\u00e9m o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e h\u00eddrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, mel\u00e3o e coco verde. \u201cAl\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes sint\u00e9ticos gera metais pesados que contribuem para a contamina\u00e7\u00e3o do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a sa\u00fade humana e os ecossistemas,\u201d alerta a cientista.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m aponta que a ado\u00e7\u00e3o de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, j\u00e1 que a\u00e7\u00e3o promove maior rendimento com menos recursos, como terra e \u00e1gua. O estudo ressalta ainda a import\u00e2ncia de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e sa\u00fade do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poder\u00e3o oferecer uma vis\u00e3o mais abrangente sobre a sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o de trigo em regi\u00f5es tropicais e subtropicais.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sustentabilidade e perspectivas para a produ\u00e7\u00e3o de trigo<\/strong><\/h3>\n<p>No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produ\u00e7\u00e3o de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO\u2082 por kg de gr\u00e3os, dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e das pr\u00e1ticas agr\u00edcolas de cada regi\u00e3o trit\u00edcola. A m\u00e9dia global est\u00e1 estimada em 0,59 kg de CO\u2082 para cada kg de gr\u00e3os de trigo produzidos.<\/p>\n<p>O Brasil apresenta uma posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel nesse contexto. Na m\u00e9dia final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, n\u00famero inferior \u00e0s registradas na China (0,55), na It\u00e1lia (0,58) e na \u00cdndia (0,62). \u201cAinda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos n\u00fameros podem nos aproximar de refer\u00eancias como Austr\u00e1lia e Alemanha, que possuem indicadores pr\u00f3ximos a 0,35\u2033, avalia\u00a0\u00c1lvaro Dossa, analista da\u00a0Embrapa Trigo\u00a0(RS). De acordo com o artigo, nos cen\u00e1rios estudados, utilizando tecnologias j\u00e1 dispon\u00edveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.<\/p>\n<p>Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com m\u00e9dia estimada para a \u00c1frica (0,24), \u00c1sia (0,68), Europa (0,33), Am\u00e9rica do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produ\u00e7\u00e3o de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa \u00e9 o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da \u00e1gua, acidifica\u00e7\u00e3o terrestre, eutrofiza\u00e7\u00e3o (marinha e em \u00e1gua doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). \u201cA produ\u00e7\u00e3o de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidifica\u00e7\u00e3o do solo e toxicidade ecot\u00f3xica terrestre, devido \u00e0s emiss\u00f5es de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, a produ\u00e7\u00e3o brasileira pode se consolidar entre as mais sustent\u00e1veis do mundo\u201d, avalia Mar\u00edlia Folegatti.<\/p>\n<p>Em outras categorias ambientais, a produ\u00e7\u00e3o brasileira apresenta vantagens em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de \u00e1gua durante o crescimento do gr\u00e3o, reduzindo o impacto sobre os corpos h\u00eddricos. Contudo, a s\u00edntese de fertilizantes NPK (nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio) ainda exerce influ\u00eancia no consumo de \u00e1gua. \u201cA crescente demanda por alimentos e fertilizantes est\u00e1 levando ind\u00fastrias a investirem em solu\u00e7\u00f5es de tratamento e reuso de \u00e1gua, aliviando a press\u00e3o sobre os recursos h\u00eddricos\u201d, explica Folegatti.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/trigo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Trigo<\/a>\u00a0(RS)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/322244\/vanderlise-giongo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vanderlise Giongo<\/a>, estudos sobre o impacto ambiental da produ\u00e7\u00e3o de trigo s\u00e3o cada vez mais necess\u00e1rios num cen\u00e1rio de aquecimento global. \u201cPrecisamos identificar, avaliar e propor modelos de produ\u00e7\u00e3o de trigo visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de impactos ambientais, gera\u00e7\u00e3o de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono\u201d, defende Vanderlise.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/trigo-brasileiro-tem-pegada-de-carbono-menor-que-media-mundial-revela-embrapa\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a m\u00e9dia mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. A an\u00e1lise, feita em lavouras e ind\u00fastria moageira do Sudeste do Paran\u00e1, apontou que a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e tecnologias j\u00e1 dispon\u00edveis pode diminuir em at\u00e9 38% o impacto ambiental da produ\u00e7\u00e3o de trigo no pa\u00eds. Publicada no\u00a0peri\u00f3dico cient\u00edfico Journal of Cleaner Production, a pesquisa \u00e9 a primeira na Am\u00e9rica do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de farinha. Tamb\u00e9m foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O \u00edndice m\u00e9dio brasileiro ficou em 0,5 kg de di\u00f3xido de carbono equivalente (CO\u2082eq) por quilo de trigo produzido \u2014 abaixo da m\u00e9dia global, estimada em 0,59 kg. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023\/2024, al\u00e9m de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. 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Futuros estudos que integrem esses aspectos poder\u00e3o oferecer uma vis\u00e3o mais abrangente sobre a sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o de trigo em regi\u00f5es tropicais e subtropicais. Sustentabilidade e perspectivas para a produ\u00e7\u00e3o de trigo No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produ\u00e7\u00e3o de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO\u2082 por kg de gr\u00e3os, dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e das pr\u00e1ticas agr\u00edcolas de cada regi\u00e3o trit\u00edcola. A m\u00e9dia global est\u00e1 estimada em 0,59 kg de CO\u2082 para cada kg de gr\u00e3os de trigo produzidos. O Brasil apresenta uma posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel nesse contexto. Na m\u00e9dia final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, n\u00famero inferior \u00e0s registradas na China (0,55), na It\u00e1lia (0,58) e na \u00cdndia (0,62). \u201cAinda podemos evoluir. 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O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de \u00e1gua durante o crescimento do gr\u00e3o, reduzindo o impacto sobre os corpos h\u00eddricos. Contudo, a s\u00edntese de fertilizantes NPK (nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio) ainda exerce influ\u00eancia no consumo de \u00e1gua. \u201cA crescente demanda por alimentos e fertilizantes est\u00e1 levando ind\u00fastrias a investirem em solu\u00e7\u00f5es de tratamento e reuso de \u00e1gua,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10794,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agronegocio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10793"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10793\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}