{"id":1056,"date":"2024-08-04T16:07:00","date_gmt":"2024-08-04T16:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/08\/04\/inovacao-na-amazonia-projeto-de-mapeamento-de-biodiversidade-premia-com-us-5-mi\/"},"modified":"2024-08-04T16:07:00","modified_gmt":"2024-08-04T16:07:00","slug":"inovacao-na-amazonia-projeto-de-mapeamento-de-biodiversidade-premia-com-us-5-mi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2024\/08\/04\/inovacao-na-amazonia-projeto-de-mapeamento-de-biodiversidade-premia-com-us-5-mi\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia: projeto de mapeamento de biodiversidade premia com US$ 5 mi"},"content":{"rendered":"<div>Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<p>Uma competi\u00e7\u00e3o para desenvolver a melhor inova\u00e7\u00e3o de mapeamento de biodiversidade das florestas tropicais, com um pr\u00eamio de US$ 5 milh\u00f5es (mais de R$ 25 milh\u00f5es), tem reunido tecnologia de ponta e pessoas de diferentes partes do mundo e \u00e1reas do conhecimentos h\u00e1 quase cinco anos. Entre os pesquisadores e cientistas est\u00e3o integrantes de comunidades tradicionais que conhecem profundamente esses ecossistemas.<\/p>\n<p><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no WhatsApp!<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>A desenvolvedora de jogos e lideran\u00e7a Inha\u00e3-b\u00e9 Marina Mura e o bi\u00f3logo Gabriel Nunes s\u00e3o dois exemplos de cientistas que vivem pr\u00f3ximos e conhecem profundamente a Floresta Amaz\u00f4nica, onde fica a Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Rio Negro, no Amazonas. Foi nesta reserva que ocorreram as avalia\u00e7\u00f5es finais da competi\u00e7\u00e3o global XPrize Florestas Tropicais, no m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>Como representantes regionais da equipe su\u00ed\u00e7a ETH Biodivix, eles participaram ativamente do aperfei\u00e7oamento das solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas usadas pelo grupo durante a prova.<\/p>\n<p>\u201cQuando soubemos que a final aconteceria no Brasil, sab\u00edamos que t\u00ednhamos que ir at\u00e9 as comunidades o mais cedo poss\u00edvel, conhecer as comunidades o mais cedo poss\u00edvel\u201d, relembra David Dao coordenador das \u00e1reas de intelig\u00eancia artificial e conhecimentos tradicionais da equipe ETH Biodivix.<\/p>\n<p>Assim como as outras equipes, o grupo desenvolveu solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para coletar amostras digitais e f\u00edsicas de imagem, som e DNA ambiental. Foram usados drones e ve\u00edculos rob\u00f3ticos para conduzir os equipamentos por terrenos desafiadores de 100 hectares da Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>O principal diferencial do equipamento utilizado pelo grupo foi uma intelig\u00eancia artificial que tem em sua base de dados a contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia-cidad\u00e3 e utiliza um algoritmo desenvolvido por meio da uni\u00e3o de expertises cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica e do conhecimento tradicional.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intelig\u00eancias artificiais amaz\u00f4nicas<\/h2>\n<p>Tain\u00e1 e a Poli s\u00e3o intelig\u00eancias artificiais (IAs) que conversam em l\u00edngua portuguesa e re\u00fanem conhecimentos culturais, regionais e cient\u00edficos da Amaz\u00f4nia. As ferramentas s\u00e3o resultados alcan\u00e7ados pela equipe, ap\u00f3s oito workshops realizados na regi\u00e3o, que viabilizaram a aproxima\u00e7\u00e3o e a conquista da confian\u00e7a da comunidade.<\/p>\n<p>\u201cPorque uma das coisas que a gente aprendeu nos nossos workshops com as comunidades foi que a maior parte dos relacionamentos [das comunidades com pesquisadores], as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o tra\u00eddas. As pessoas v\u00e3o l\u00e1, usam o que aprendem, v\u00e3o embora e n\u00e3o voltam\u201d, conta Kamila Camilo, ativista ambiental e tamb\u00e9m integrante brasileira na equipe.<\/p>\n<p>Kamila conheceu a competi\u00e7\u00e3o e a iniciativa por meio de um site cidad\u00e3o criado pelos integrantes da ETH Biodivix para debater as solu\u00e7\u00f5es e frentes tecnol\u00f3gicas que poderiam ser implementadas pelo grupo durante a competi\u00e7\u00e3o. Logo ela foi integrada na equipe com o objetivo de facilitar a interlocu\u00e7\u00e3o com as comunidades locais.<\/p>\n<p>O grupo crescia a cada momento em que uma nova expertise alinhada aos objetivos da equipe era identificada. \u201cQuando a gente viu que a Marina tinha essa intelig\u00eancia l\u00f3gica e que ela se interessava por tecnologia, pareceu \u00f3bvio pra gente que ela era mais do que uma pessoa participando do workshop, mas que ela podia ser parte do time\u201d, relembra Kamila.<\/p>\n<p>Logo que foi apresentada ao prot\u00f3tipo do que seria a intelig\u00eancia artificial guardi\u00e3 dos conhecimentos tradicionais, Marina passou a contribuir com o desenvolvimento da Tain\u00e1 e logo virou curadora do conte\u00fado da tecnologia. Ao mesmo tempo foi aprendendo como a ferramenta poderia contribuir com as pessoas e o lugar onde vive<\/p>\n<p>\u201cA minha aldeia \u00e9 multi\u00e9tnica, ent\u00e3o a gente tem v\u00e1rios aspectos culturais ali dentro e nem todas as aldeias t\u00eam os mesmos rituais, utilizam as mesmas coisas. Se a gente puder colocar esses dados e compartilhar com as outras comunidades e ter acesso aos dados de outras comunidades, a gente vai come\u00e7ar a fazer com que essas diversidades culturais caminhem juntas e sejam preservadas\u201d, diz Marina.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia em portugu\u00eas<\/h2>\n<p>O manauara Gabriel tamb\u00e9m chegou ao grupo pelos workshops e logo foi integrado \u00e0 equipe que desenvolve a Poli, a vers\u00e3o cient\u00edfica da Tain\u00e1. Entre as atividades que passou a desempenhar est\u00e1 a adapta\u00e7\u00e3o de todos os experimentos cient\u00edficos desenvolvidos pela equipe \u00e0 realidade amaz\u00f4nica, inclusive das descri\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u00e0 L\u00edngua Portuguesa.<\/p>\n<p>\u201cSe eu vou tratar cientificamente com um aplicativo, eu preciso que ele reconhe\u00e7a as realidades do universo. Ent\u00e3o essa literatura tem que ser em portugu\u00eas, porque a Amaz\u00f4nia \u00e9 escrita em portugu\u00eas\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Coleta de dados<\/h2>\n<p>Na fase de treinamento das intelig\u00eancias artificiais, tanto Marina, quanto Gabriel mostraram os caminhos na floresta para a instala\u00e7\u00e3o dos sensores de captura de sons e imagens e tamb\u00e9m participaram das incurs\u00f5es com drones que complementam as informa\u00e7\u00f5es das imagens de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>\u201cA gente faz um plano, uma rota, para eles fazerem o mapeamento e a gente usa isso l\u00e1 na comunidade, para saber se a floresta est\u00e1 saud\u00e1vel ou n\u00e3o, ou se est\u00e1 tendo desmatamento dentro da nossa \u00e1rea protegida. Ent\u00e3o, a gente faz esse mapa e o drone sozinho vai tirando v\u00e1rias fotos de cima das copas das \u00e1rvores e depois a gente faz uma montagem no aplicativo, nos dados e a\u00ed a gente tem um grande mapa preciso\u201d, explica Marina.<\/p>\n<p>De acordo com David Dao, a ideia \u00e9 exatamente essa: que as comunidades possam se beneficiar da tecnologia desenvolvida e que haja um compartilhamento dos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s nos comprometemos com as comunidades a continuar essa parceria. Isso \u00e9 parte de algo maior capaz de empoder\u00e1-las n\u00e3o apenas a levantar essas informa\u00e7\u00f5es, mas de construir essa capacidade de tamb\u00e9m gerar renda com isso.\u201d<\/p>\n<p>Os integrantes da equipe contam que ficaram surpresos com a baixa valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos tradicionais da Amaz\u00f4nia. \u201cUm mateiro que entra na floresta com um pesquisador ganha R$ 150 por dia para ficar 12 horas em uma trilha guiando um pesquisador no meio da mata. Se esse mesmo cara for com o celular dele, gravar o canto do p\u00e1ssaro, for com a mochila do sequenciamento de DNA, fizer a coleta da amostra, tudo vai ficar registrado no ID dele, que est\u00e1 no <em>blockchain <\/em>[banco de dados transparente], que n\u00e3o pode ser mudado, ele vai receber a partilha de benef\u00edcios e vai ser pago tanto quanto o pesquisador\u201d, conclui Kamila.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/inovacao-na-amazonia-projeto-de-mapeamento-de-biodiversidade-premia-com-us-5-mi\/\">Inova\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia: projeto de mapeamento de biodiversidade premia com US$ 5 mi<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil Uma competi\u00e7\u00e3o para desenvolver a melhor inova\u00e7\u00e3o de mapeamento de biodiversidade das florestas tropicais, com um pr\u00eamio de US$ 5 milh\u00f5es (mais de R$ 25 milh\u00f5es), tem reunido tecnologia de ponta e pessoas de diferentes partes do mundo e \u00e1reas do conhecimentos h\u00e1 quase cinco anos. Entre os pesquisadores e cientistas est\u00e3o integrantes de comunidades tradicionais que conhecem profundamente esses ecossistemas. Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A desenvolvedora de jogos e lideran\u00e7a Inha\u00e3-b\u00e9 Marina Mura e o bi\u00f3logo Gabriel Nunes s\u00e3o dois exemplos de cientistas que vivem pr\u00f3ximos e conhecem profundamente a Floresta Amaz\u00f4nica, onde fica a Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Rio Negro, no Amazonas. Foi nesta reserva que ocorreram as avalia\u00e7\u00f5es finais da competi\u00e7\u00e3o global XPrize Florestas Tropicais, no m\u00eas de julho. Como representantes regionais da equipe su\u00ed\u00e7a ETH Biodivix, eles participaram ativamente do aperfei\u00e7oamento das solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas usadas pelo grupo durante a prova. \u201cQuando soubemos que a final aconteceria no Brasil, sab\u00edamos que t\u00ednhamos que ir at\u00e9 as comunidades o mais cedo poss\u00edvel, conhecer as comunidades o mais cedo poss\u00edvel\u201d, relembra David Dao coordenador das \u00e1reas de intelig\u00eancia artificial e conhecimentos tradicionais da equipe ETH Biodivix. Assim como as outras equipes, o grupo desenvolveu solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para coletar amostras digitais e f\u00edsicas de imagem, som e DNA ambiental. Foram usados drones e ve\u00edculos rob\u00f3ticos para conduzir os equipamentos por terrenos desafiadores de 100 hectares da Floresta Amaz\u00f4nica. O principal diferencial do equipamento utilizado pelo grupo foi uma intelig\u00eancia artificial que tem em sua base de dados a contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia-cidad\u00e3 e utiliza um algoritmo desenvolvido por meio da uni\u00e3o de expertises cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica e do conhecimento tradicional. Intelig\u00eancias artificiais amaz\u00f4nicas Tain\u00e1 e a Poli s\u00e3o intelig\u00eancias artificiais (IAs) que conversam em l\u00edngua portuguesa e re\u00fanem conhecimentos culturais, regionais e cient\u00edficos da Amaz\u00f4nia. As ferramentas s\u00e3o resultados alcan\u00e7ados pela equipe, ap\u00f3s oito workshops realizados na regi\u00e3o, que viabilizaram a aproxima\u00e7\u00e3o e a conquista da confian\u00e7a da comunidade. \u201cPorque uma das coisas que a gente aprendeu nos nossos workshops com as comunidades foi que a maior parte dos relacionamentos [das comunidades com pesquisadores], as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o tra\u00eddas. As pessoas v\u00e3o l\u00e1, usam o que aprendem, v\u00e3o embora e n\u00e3o voltam\u201d, conta Kamila Camilo, ativista ambiental e tamb\u00e9m integrante brasileira na equipe. Kamila conheceu a competi\u00e7\u00e3o e a iniciativa por meio de um site cidad\u00e3o criado pelos integrantes da ETH Biodivix para debater as solu\u00e7\u00f5es e frentes tecnol\u00f3gicas que poderiam ser implementadas pelo grupo durante a competi\u00e7\u00e3o. Logo ela foi integrada na equipe com o objetivo de facilitar a interlocu\u00e7\u00e3o com as comunidades locais. O grupo crescia a cada momento em que uma nova expertise alinhada aos objetivos da equipe era identificada. \u201cQuando a gente viu que a Marina tinha essa intelig\u00eancia l\u00f3gica e que ela se interessava por tecnologia, pareceu \u00f3bvio pra gente que ela era mais do que uma pessoa participando do workshop, mas que ela podia ser parte do time\u201d, relembra Kamila. Logo que foi apresentada ao prot\u00f3tipo do que seria a intelig\u00eancia artificial guardi\u00e3 dos conhecimentos tradicionais, Marina passou a contribuir com o desenvolvimento da Tain\u00e1 e logo virou curadora do conte\u00fado da tecnologia. Ao mesmo tempo foi aprendendo como a ferramenta poderia contribuir com as pessoas e o lugar onde vive \u201cA minha aldeia \u00e9 multi\u00e9tnica, ent\u00e3o a gente tem v\u00e1rios aspectos culturais ali dentro e nem todas as aldeias t\u00eam os mesmos rituais, utilizam as mesmas coisas. Se a gente puder colocar esses dados e compartilhar com as outras comunidades e ter acesso aos dados de outras comunidades, a gente vai come\u00e7ar a fazer com que essas diversidades culturais caminhem juntas e sejam preservadas\u201d, diz Marina. Ci\u00eancia em portugu\u00eas O manauara Gabriel tamb\u00e9m chegou ao grupo pelos workshops e logo foi integrado \u00e0 equipe que desenvolve a Poli, a vers\u00e3o cient\u00edfica da Tain\u00e1. Entre as atividades que passou a desempenhar est\u00e1 a adapta\u00e7\u00e3o de todos os experimentos cient\u00edficos desenvolvidos pela equipe \u00e0 realidade amaz\u00f4nica, inclusive das descri\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u00e0 L\u00edngua Portuguesa. \u201cSe eu vou tratar cientificamente com um aplicativo, eu preciso que ele reconhe\u00e7a as realidades do universo. Ent\u00e3o essa literatura tem que ser em portugu\u00eas, porque a Amaz\u00f4nia \u00e9 escrita em portugu\u00eas\u201d, diz. Coleta de dados Na fase de treinamento das intelig\u00eancias artificiais, tanto Marina, quanto Gabriel mostraram os caminhos na floresta para a instala\u00e7\u00e3o dos sensores de captura de sons e imagens e tamb\u00e9m participaram das incurs\u00f5es com drones que complementam as informa\u00e7\u00f5es das imagens de sat\u00e9lite. \u201cA gente faz um plano, uma rota, para eles fazerem o mapeamento e a gente usa isso l\u00e1 na comunidade, para saber se a floresta est\u00e1 saud\u00e1vel ou n\u00e3o, ou se est\u00e1 tendo desmatamento dentro da nossa \u00e1rea protegida. Ent\u00e3o, a gente faz esse mapa e o drone sozinho vai tirando v\u00e1rias fotos de cima das copas das \u00e1rvores e depois a gente faz uma montagem no aplicativo, nos dados e a\u00ed a gente tem um grande mapa preciso\u201d, explica Marina. De acordo com David Dao, a ideia \u00e9 exatamente essa: que as comunidades possam se beneficiar da tecnologia desenvolvida e que haja um compartilhamento dos benef\u00edcios. \u201cN\u00f3s nos comprometemos com as comunidades a continuar essa parceria. Isso \u00e9 parte de algo maior capaz de empoder\u00e1-las n\u00e3o apenas a levantar essas informa\u00e7\u00f5es, mas de construir essa capacidade de tamb\u00e9m gerar renda com isso.\u201d Os integrantes da equipe contam que ficaram surpresos com a baixa valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos tradicionais da Amaz\u00f4nia. \u201cUm mateiro que entra na floresta com um pesquisador ganha R$ 150 por dia para ficar 12 horas em uma trilha guiando um pesquisador no meio da mata. Se esse mesmo cara for com o celular dele, gravar o canto do p\u00e1ssaro, for com a mochila do sequenciamento de DNA, fizer a coleta da amostra, tudo vai ficar registrado no ID dele, que est\u00e1 no blockchain [banco de dados transparente], que n\u00e3o pode ser mudado, ele vai receber a partilha de benef\u00edcios e vai<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1056","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agronegocio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1056\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}