{"id":10218,"date":"2025-03-29T22:16:24","date_gmt":"2025-03-29T22:16:24","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/29\/natureza-nao-segura-mais-o-aquecimento-mostra-estudo\/"},"modified":"2025-03-29T22:16:24","modified_gmt":"2025-03-29T22:16:24","slug":"natureza-nao-segura-mais-o-aquecimento-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/29\/natureza-nao-segura-mais-o-aquecimento-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"natureza n\u00e3o segura mais o aquecimento, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Os recordes de calor registrados no ver\u00e3o de 2024\/2025 refletem uma tend\u00eancia preocupante de aquecimento global acelerado, com impactos diretos na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. De acordo com um estudo recente, publicado por Curran e Curran e divulgado pela <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/climatempo\/\">Climatempo<\/a><\/strong>, os processos naturais que ajudavam a absorver o excesso de CO\u2082 na atmosfera est\u00e3o se tornando menos eficientes, aumentando o impacto das emiss\u00f5es humanas e agravando o cen\u00e1rio clim\u00e1tico.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veroes-extremos-e-impactos-na-agropecuaria\">Ver\u00f5es extremos e impactos na agropecu\u00e1ria<\/h2>\n<p>Mesmo com a atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno clim\u00e1tico <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/la-nina\/\">La Ni\u00f1a<\/a><\/strong>, que geralmente reduz as temperaturas, o ver\u00e3o passado foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, segundo o <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/inmet\/\">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)<\/a><\/strong>. A temperatura m\u00e9dia nacional ficou 0,34\u00b0C acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica, com destaque para a regi\u00e3o Sul, que enfrentou tr\u00eas ondas consecutivas de calor intenso.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio global, entre mar\u00e7o de 2024 e fevereiro de 2025, a temperatura m\u00e9dia foi 1,59\u00b0C acima da era pr\u00e9-industrial, ultrapassando com frequ\u00eancia o limite simb\u00f3lico do Acordo de Paris. O m\u00eas de fevereiro de 2025, por exemplo, foi o terceiro mais quente j\u00e1 registrado no planeta, conforme dados do Copernicus\/ERA5.<\/p>\n<p>O aquecimento excessivo impacta diretamente a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, aumentando a evapotranspira\u00e7\u00e3o, o risco de secas, o estresse t\u00e9rmico em lavouras e rebanhos, al\u00e9m de reduzir a disponibilidade h\u00eddrica para a irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-calor-historico-biosfera-nao-compensa-emissoes\">Calor hist\u00f3rico: biosfera n\u00e3o compensa emiss\u00f5es<\/h2>\n<p>Os pesquisadores analisaram a Curva de Keeling, que monitora a concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082 na atmosfera, e apontaram que a capacidade das florestas do hemisf\u00e9rio norte de sequestrar carbono atingiu seu pico em 2008 e vem diminuindo desde ent\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Por d\u00e9cadas, a vegeta\u00e7\u00e3o global ajudou a compensar parte das emiss\u00f5es, absorvendo CO\u2082 no ver\u00e3o e liberando apenas uma fra\u00e7\u00e3o no inverno. Agora, esse ciclo est\u00e1 perdendo efici\u00eancia. Segundo o estudo, a retirada natural de carbono da atmosfera vem diminuindo 0,25% ao ano, tornando as emiss\u00f5es humanas ainda mais impactantes no aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"383\" alt=\"emiss\u00e3o de carbono na agropecu\u00e1ria - jos\u00e9 cruz - ag\u00eancia brasil\" class=\"wp-image-2904527\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/emissao-de-carbono-na-agropecuaria-jose-cruz-agencia-brasil-150x90.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/emissao-de-carbono-na-agropecuaria-jose-cruz-agencia-brasil.jpg 1170w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/emissao-de-carbono-na-agropecuaria-jose-cruz-agencia-brasil-640x383.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"383\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/emissao-de-carbono-na-agropecuaria-jose-cruz-agencia-brasil-640x383.jpg\" alt=\"emiss\u00e3o de carbono na agropecu\u00e1ria - jos\u00e9 cruz - ag\u00eancia brasil\" class=\"wp-image-2904527\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/emissao-de-carbono-na-agropecuaria-jose-cruz-agencia-brasil-150x90.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/emissao-de-carbono-na-agropecuaria-jose-cruz-agencia-brasil.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Jose Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>Caso a vegeta\u00e7\u00e3o global ainda sequestrasse carbono no ritmo dos anos 1960, o aumento anual de CO\u2082 na atmosfera seria 24% menor. Isso significa que, mesmo sem crescimento nas emiss\u00f5es, o planeta continuaria aquecendo, pois a natureza j\u00e1 n\u00e3o consegue equilibrar o sistema.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-crise-climatica-e-desafios-para-o-agro\">Crise clim\u00e1tica e desafios para o agro<\/h2>\n<p>O estudo alerta que, para compensar a perda da absor\u00e7\u00e3o natural de carbono, as emiss\u00f5es globais precisam ser reduzidas em 0,3% ao ano, apenas para manter o ritmo atual de aquecimento. No entanto, as emiss\u00f5es continuam subindo.<\/p>\n<p>Para o setor agropecu\u00e1rio, esse cen\u00e1rio refor\u00e7a a necessidade de investimentos em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, como sistemas de produ\u00e7\u00e3o integrados, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e amplia\u00e7\u00e3o do uso de tecnologias para reduzir as emiss\u00f5es no campo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-calor-extremo-medidas-concretas\">Calor extremo: medidas concretas<\/h2>\n<p>O meteorologista Pedro Regoto enfatiza a urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es concretas. \u201cOs recordes de temperatura que estamos vivenciando n\u00e3o s\u00e3o meras oscila\u00e7\u00f5es naturais, mas parte de uma tend\u00eancia clara de aquecimento global acelerado. O mais preocupante \u00e9 que at\u00e9 mesmo os mecanismos naturais que antes ajudavam a equilibrar o clima est\u00e3o perdendo for\u00e7a. Precisamos agir agora, unindo ci\u00eancia, tecnologia e pol\u00edticas eficazes para mitigar esses impactos.\u201d<\/p>\n<p>Com a biodiversidade amea\u00e7ada por queimadas, desmatamento, ondas de calor e secas, o futuro do agroneg\u00f3cio depender\u00e1 cada vez mais da adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e de estrat\u00e9gias para garantir produtividade em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as cada vez mais intensas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tempo\/calor-extremo-e-sem-freio-natureza-nao-segura-mais-o-aquecimento-mostra-estudo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Os recordes de calor registrados no ver\u00e3o de 2024\/2025 refletem uma tend\u00eancia preocupante de aquecimento global acelerado, com impactos diretos na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. 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No cen\u00e1rio global, entre mar\u00e7o de 2024 e fevereiro de 2025, a temperatura m\u00e9dia foi 1,59\u00b0C acima da era pr\u00e9-industrial, ultrapassando com frequ\u00eancia o limite simb\u00f3lico do Acordo de Paris. O m\u00eas de fevereiro de 2025, por exemplo, foi o terceiro mais quente j\u00e1 registrado no planeta, conforme dados do Copernicus\/ERA5. O aquecimento excessivo impacta diretamente a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, aumentando a evapotranspira\u00e7\u00e3o, o risco de secas, o estresse t\u00e9rmico em lavouras e rebanhos, al\u00e9m de reduzir a disponibilidade h\u00eddrica para a irriga\u00e7\u00e3o. Calor hist\u00f3rico: biosfera n\u00e3o compensa emiss\u00f5es Os pesquisadores analisaram a Curva de Keeling, que monitora a concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082 na atmosfera, e apontaram que a capacidade das florestas do hemisf\u00e9rio norte de sequestrar carbono atingiu seu pico em 2008 e vem diminuindo desde ent\u00e3o. Por d\u00e9cadas, a vegeta\u00e7\u00e3o global ajudou a compensar parte das emiss\u00f5es, absorvendo CO\u2082 no ver\u00e3o e liberando apenas uma fra\u00e7\u00e3o no inverno. Agora, esse ciclo est\u00e1 perdendo efici\u00eancia. Segundo o estudo, a retirada natural de carbono da atmosfera vem diminuindo 0,25% ao ano, tornando as emiss\u00f5es humanas ainda mais impactantes no aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082. Foto: Jose Cruz\/Ag\u00eancia Brasil Caso a vegeta\u00e7\u00e3o global ainda sequestrasse carbono no ritmo dos anos 1960, o aumento anual de CO\u2082 na atmosfera seria 24% menor. Isso significa que, mesmo sem crescimento nas emiss\u00f5es, o planeta continuaria aquecendo, pois a natureza j\u00e1 n\u00e3o consegue equilibrar o sistema. Crise clim\u00e1tica e desafios para o agro O estudo alerta que, para compensar a perda da absor\u00e7\u00e3o natural de carbono, as emiss\u00f5es globais precisam ser reduzidas em 0,3% ao ano, apenas para manter o ritmo atual de aquecimento. No entanto, as emiss\u00f5es continuam subindo. Para o setor agropecu\u00e1rio, esse cen\u00e1rio refor\u00e7a a necessidade de investimentos em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, como sistemas de produ\u00e7\u00e3o integrados, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e amplia\u00e7\u00e3o do uso de tecnologias para reduzir as emiss\u00f5es no campo. Calor extremo: medidas concretas O meteorologista Pedro Regoto enfatiza a urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es concretas. \u201cOs recordes de temperatura que estamos vivenciando n\u00e3o s\u00e3o meras oscila\u00e7\u00f5es naturais, mas parte de uma tend\u00eancia clara de aquecimento global acelerado. O mais preocupante \u00e9 que at\u00e9 mesmo os mecanismos naturais que antes ajudavam a equilibrar o clima est\u00e3o perdendo for\u00e7a. Precisamos agir agora, unindo ci\u00eancia, tecnologia e pol\u00edticas eficazes para mitigar esses impactos.\u201d Com a biodiversidade amea\u00e7ada por queimadas, desmatamento, ondas de calor e secas, o futuro do agroneg\u00f3cio depender\u00e1 cada vez mais da adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e de estrat\u00e9gias para garantir produtividade em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as cada vez mais intensas. 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