{"id":10102,"date":"2025-03-26T04:26:44","date_gmt":"2025-03-26T04:26:44","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/26\/embrapa-aposta-no-ovino-pantaneiro-para-impulsionar-producao-no-centro-oeste\/"},"modified":"2025-03-26T04:26:44","modified_gmt":"2025-03-26T04:26:44","slug":"embrapa-aposta-no-ovino-pantaneiro-para-impulsionar-producao-no-centro-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/26\/embrapa-aposta-no-ovino-pantaneiro-para-impulsionar-producao-no-centro-oeste\/","title":{"rendered":"Embrapa aposta no ovino pantaneiro para impulsionar produ\u00e7\u00e3o no Centro-Oeste"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Com a crescente demanda por carne ovina no Brasil, pesquisadores e produtores voltam seus olhos para uma ra\u00e7a historicamente adaptada ao bioma do Pantanal: o ovino pantaneiro. Origin\u00e1rio da regi\u00e3o a partir de animais trazidos pelos europeus e moldado por s\u00e9culos de sele\u00e7\u00e3o natural, esse animal tem se destacado como solu\u00e7\u00e3o promissora para fortalecer a ovinocultura regional de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Estudos liderados pela <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a><\/strong>Pantanal (MS), em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), integram o projeto \u201cEstrat\u00e9gias para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas para sistemas de produ\u00e7\u00e3o de carne de ovinos no Brasil\u201d. O foco est\u00e1 no melhoramento gen\u00e9tico e no desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados \u00e0 realidade local. <\/p>\n<p>\u201cO ovino pantaneiro j\u00e1 possui alta adapta\u00e7\u00e3o, mas queremos garantir que ele tenha desempenho produtivo superior sem perder essas caracter\u00edsticas naturais\u201d, afirma a pesquisadora Adriana Mello.<\/p>\n<p>As pesquisas envolvem a caracteriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do rebanho, com \u00eanfase na rusticidade, prolificidade e resist\u00eancia a verminoses. Atualmente, os rebanhos s\u00e3o criados em sistemas extensivos, compartilhando espa\u00e7o com bovinos e equinos em pastagens nativas \u2014 modelo semelhante ao do Semi\u00e1rido nordestino.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" alt=\"\" class=\"wp-image-4092301\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-300x225.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-768x576.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-150x112.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro.jpg 1136w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-1024x768.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4092301\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-300x225.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-768x576.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro-150x112.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/ovino_pantaneiro_Adriana_Ribeiro.jpg 1136w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Adriana Ribeiro\/Embrapa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mesmo com potencial produtivo, a cadeia enfrenta desafios. \u201cCorumb\u00e1, que concentra o maior rebanho ovino de Mato Grosso do Sul, n\u00e3o tem abatedouro pr\u00f3prio. Isso dificulta a forma\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva organizada\u201d, conta Mello. Para contornar esse problema, o governo estadual criou as Propriedades de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), viabilizando o abate coletivo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Al\u00e9m disso, a falta de protocolos sanit\u00e1rios padronizados preocupa. Pesquisadores desenvolvem solu\u00e7\u00f5es para o controle de doen\u00e7as tropicais, com alternativas naturais e protocolos regionais. \u201cMuitos produtores aplicam verm\u00edfugos sem crit\u00e9rios, o que pode gerar resist\u00eancia e afetar a produtividade\u201d, alerta a pesquisadora.<\/p>\n<p>O impacto socioecon\u00f4mico \u00e9 evidente. Produtores como Jo\u00e3o Pedro Rocha destacam a rentabilidade da carne ovina. \u201cEla tem valor de mercado superior \u00e0 bovina e custo de produ\u00e7\u00e3o menor. Com incentivos adequados, pode se tornar uma excelente fonte de renda\u201d, diz.<\/p>\n<p>Programas como o Proape Ovinos buscam estruturar a cadeia e facilitar o acesso de pequenos criadores ao mercado. Segundo o gestor da cadeia de ovinocultura do estado, M\u00e1rcio Henrique Boza, o principal desafio atual \u00e9 organizar a produ\u00e7\u00e3o para atender \u00e0 ind\u00fastria e ao consumidor.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" alt=\"\" class=\"wp-image-4092300\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-300x225.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-768x576.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-150x113.jpg 150w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-1024x768.jpg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4092300\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-300x225.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-768x576.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/RaquelBrunelli_ovino-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Raquel Brunelli\/Embrapa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-e-o-ovino-pantaneiro\">Como \u00e9 o ovino pantaneiro<\/h2>\n<p>O ovino pantaneiro possui caracter\u00edsticas \u00fanicas: porte m\u00e9dio, rusticidade, aus\u00eancia de l\u00e3 em partes do corpo sujeitas \u00e0 umidade e precocidade reprodutiva. Os cordeiros, com peso m\u00e9dio de 3 kg ao nascer, chegam a 30\u201335 kg em cerca de cinco meses, prontos para o abate.<\/p>\n<p>Com metade da carne ovina consumida no Centro-Oeste ainda vinda de fora, a valoriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local \u00e9 estrat\u00e9gica. A carne do ovino pantaneiro, com potencial para nichos gourmet e rastreabilidade, pode fortalecer a presen\u00e7a da ovinocultura nacional no mercado interno e externo.<\/p>\n<p>O futuro da ra\u00e7a depende de apoio t\u00e9cnico, pol\u00edticas p\u00fablicas e organiza\u00e7\u00e3o da cadeia. Com base cient\u00edfica e tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, o ovino pantaneiro surge como pe\u00e7a-chave para uma pecu\u00e1ria mais sustent\u00e1vel e rent\u00e1vel no cora\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/embrapa-aposta-no-ovino-pantaneiro-para-impulsionar-producao-no-centro-oeste\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] Com a crescente demanda por carne ovina no Brasil, pesquisadores e produtores voltam seus olhos para uma ra\u00e7a historicamente adaptada ao bioma do Pantanal: o ovino pantaneiro. Origin\u00e1rio da regi\u00e3o a partir de animais trazidos pelos europeus e moldado por s\u00e9culos de sele\u00e7\u00e3o natural, esse animal tem se destacado como solu\u00e7\u00e3o promissora para fortalecer a ovinocultura regional de forma sustent\u00e1vel. Estudos liderados pela Embrapa Pantanal (MS), em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), integram o projeto \u201cEstrat\u00e9gias para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas para sistemas de produ\u00e7\u00e3o de carne de ovinos no Brasil\u201d. O foco est\u00e1 no melhoramento gen\u00e9tico e no desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados \u00e0 realidade local. \u201cO ovino pantaneiro j\u00e1 possui alta adapta\u00e7\u00e3o, mas queremos garantir que ele tenha desempenho produtivo superior sem perder essas caracter\u00edsticas naturais\u201d, afirma a pesquisadora Adriana Mello. As pesquisas envolvem a caracteriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do rebanho, com \u00eanfase na rusticidade, prolificidade e resist\u00eancia a verminoses. Atualmente, os rebanhos s\u00e3o criados em sistemas extensivos, compartilhando espa\u00e7o com bovinos e equinos em pastagens nativas \u2014 modelo semelhante ao do Semi\u00e1rido nordestino. Foto: Adriana Ribeiro\/Embrapa Mesmo com potencial produtivo, a cadeia enfrenta desafios. \u201cCorumb\u00e1, que concentra o maior rebanho ovino de Mato Grosso do Sul, n\u00e3o tem abatedouro pr\u00f3prio. Isso dificulta a forma\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva organizada\u201d, conta Mello. Para contornar esse problema, o governo estadual criou as Propriedades de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), viabilizando o abate coletivo. Al\u00e9m disso, a falta de protocolos sanit\u00e1rios padronizados preocupa. Pesquisadores desenvolvem solu\u00e7\u00f5es para o controle de doen\u00e7as tropicais, com alternativas naturais e protocolos regionais. \u201cMuitos produtores aplicam verm\u00edfugos sem crit\u00e9rios, o que pode gerar resist\u00eancia e afetar a produtividade\u201d, alerta a pesquisadora. O impacto socioecon\u00f4mico \u00e9 evidente. Produtores como Jo\u00e3o Pedro Rocha destacam a rentabilidade da carne ovina. \u201cEla tem valor de mercado superior \u00e0 bovina e custo de produ\u00e7\u00e3o menor. Com incentivos adequados, pode se tornar uma excelente fonte de renda\u201d, diz. Programas como o Proape Ovinos buscam estruturar a cadeia e facilitar o acesso de pequenos criadores ao mercado. Segundo o gestor da cadeia de ovinocultura do estado, M\u00e1rcio Henrique Boza, o principal desafio atual \u00e9 organizar a produ\u00e7\u00e3o para atender \u00e0 ind\u00fastria e ao consumidor. Foto: Raquel Brunelli\/Embrapa Como \u00e9 o ovino pantaneiro O ovino pantaneiro possui caracter\u00edsticas \u00fanicas: porte m\u00e9dio, rusticidade, aus\u00eancia de l\u00e3 em partes do corpo sujeitas \u00e0 umidade e precocidade reprodutiva. Os cordeiros, com peso m\u00e9dio de 3 kg ao nascer, chegam a 30\u201335 kg em cerca de cinco meses, prontos para o abate. Com metade da carne ovina consumida no Centro-Oeste ainda vinda de fora, a valoriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local \u00e9 estrat\u00e9gica. A carne do ovino pantaneiro, com potencial para nichos gourmet e rastreabilidade, pode fortalecer a presen\u00e7a da ovinocultura nacional no mercado interno e externo. O futuro da ra\u00e7a depende de apoio t\u00e9cnico, pol\u00edticas p\u00fablicas e organiza\u00e7\u00e3o da cadeia. Com base cient\u00edfica e tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, o ovino pantaneiro surge como pe\u00e7a-chave para uma pecu\u00e1ria mais sustent\u00e1vel e rent\u00e1vel no cora\u00e7\u00e3o do Brasil. 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