{"id":10028,"date":"2025-03-23T17:08:27","date_gmt":"2025-03-23T17:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/23\/areas-marinhas-protegidas-no-brasil-estao-contaminadas-por-microplasticos\/"},"modified":"2025-03-23T17:08:27","modified_gmt":"2025-03-23T17:08:27","slug":"areas-marinhas-protegidas-no-brasil-estao-contaminadas-por-microplasticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senhorafrutta.com.br\/index.php\/2025\/03\/23\/areas-marinhas-protegidas-no-brasil-estao-contaminadas-por-microplasticos\/","title":{"rendered":"\u00c1reas marinhas protegidas no Brasil est\u00e3o contaminadas por micropl\u00e1sticos"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As \u00e1reas marinhas protegidas (AMPs) do Brasil, mesmo aquelas de prote\u00e7\u00e3o integral, n\u00e3o est\u00e3o imunes \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por micropl\u00e1sticos. Um estudo realizado por pesquisadores da <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/unifesp\/\">Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp)<\/a><\/strong> em parceria com cientistas australianos revelou a presen\u00e7a desses poluentes em dez das mais restritivas AMPs do pa\u00eds. <\/p>\n<p>A pesquisa, publicada na revista Environmental Research, utilizou moluscos bivalves, como ostras e mexilh\u00f5es, como organismos-sentinelas para detectar a contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"844\" alt=\"Mapa da presen\u00e7a de micropl\u00e1stico na costa brasileira\" class=\"wp-image-4091877\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-300x247.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-1024x844.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-768x633.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-150x124.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas.jpg 1300w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-1024x844.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"844\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-1024x844.jpg\" alt=\"Mapa da presen\u00e7a de micropl\u00e1stico na costa brasileira\" class=\"wp-image-4091877\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-300x247.jpg 300w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-1024x844.jpg 1024w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-768x633.jpg 768w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas-150x124.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/2025\/03\/10areas.jpg 1300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">As dez \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o integral estudadas \/ Imagem: \u00cdtalo Braga<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-microplasticos-no-oceano\">Micropl\u00e1sticos no oceano<\/h2>\n<p>Os micropl\u00e1sticos s\u00e3o part\u00edculas com tamanho inferior a 5 mil\u00edmetros, originadas da fragmenta\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos maiores ou fabricadas diretamente nesse formato para aplica\u00e7\u00f5es industriais e cosm\u00e9ticas. No estudo, os principais tipos encontrados foram pol\u00edmeros usados em tintas e vernizes, pl\u00e1sticos comuns em embalagens e fibras sint\u00e9ticas de tecidos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A pesquisa identificou a presen\u00e7a desses contaminantes at\u00e9 mesmo em locais como o Atol das Rocas, onde n\u00e3o h\u00e1 atividades econ\u00f4micas nem turismo permitido. \u201cOs micropl\u00e1sticos podem chegar a esses locais transportados pelo vento ou pelas correntes oce\u00e2nicas\u201d, explica \u00cdtalo Braga, professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo.<\/p>\n<p>Entre as \u00e1reas analisadas, a maior contamina\u00e7\u00e3o foi registrada no Ref\u00fagio de Vida Silvestre do Arquip\u00e9lago de Alcatrazes, enquanto a menor ocorreu no Atol das Rocas. Apesar disso, os pesquisadores destacam que os n\u00edveis detectados est\u00e3o abaixo da m\u00e9dia global para \u00e1reas marinhas protegidas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-impactos-e-solucoes\">Impactos e solu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>A presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos nos oceanos representa uma amea\u00e7a \u00e0 fauna marinha e pode afetar a cadeia alimentar. Segundo os cientistas, o simples estabelecimento de \u00e1reas protegidas n\u00e3o \u00e9 suficiente para barrar a polui\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio um controle ambiental rigoroso e medidas globais, como o Tratado Global dos Pl\u00e1sticos da ONU, atualmente em fase de negocia\u00e7\u00e3o\u201d, conclui Braga.<\/p>\n<p>O estudo refor\u00e7a a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es coordenadas para reduzir a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e garantir a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos, essenciais para a biodiversidade e para diversas atividades econ\u00f4micas, incluindo a pesca e o turismo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/areas-marinhas-protegidas-no-brasil-estao-contaminadas-por-microplasticos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] As \u00e1reas marinhas protegidas (AMPs) do Brasil, mesmo aquelas de prote\u00e7\u00e3o integral, n\u00e3o est\u00e3o imunes \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por micropl\u00e1sticos. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) em parceria com cientistas australianos revelou a presen\u00e7a desses poluentes em dez das mais restritivas AMPs do pa\u00eds. A pesquisa, publicada na revista Environmental Research, utilizou moluscos bivalves, como ostras e mexilh\u00f5es, como organismos-sentinelas para detectar a contamina\u00e7\u00e3o. As dez \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o integral estudadas \/ Imagem: \u00cdtalo Braga Micropl\u00e1sticos no oceano Os micropl\u00e1sticos s\u00e3o part\u00edculas com tamanho inferior a 5 mil\u00edmetros, originadas da fragmenta\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos maiores ou fabricadas diretamente nesse formato para aplica\u00e7\u00f5es industriais e cosm\u00e9ticas. No estudo, os principais tipos encontrados foram pol\u00edmeros usados em tintas e vernizes, pl\u00e1sticos comuns em embalagens e fibras sint\u00e9ticas de tecidos. A pesquisa identificou a presen\u00e7a desses contaminantes at\u00e9 mesmo em locais como o Atol das Rocas, onde n\u00e3o h\u00e1 atividades econ\u00f4micas nem turismo permitido. \u201cOs micropl\u00e1sticos podem chegar a esses locais transportados pelo vento ou pelas correntes oce\u00e2nicas\u201d, explica \u00cdtalo Braga, professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo. Entre as \u00e1reas analisadas, a maior contamina\u00e7\u00e3o foi registrada no Ref\u00fagio de Vida Silvestre do Arquip\u00e9lago de Alcatrazes, enquanto a menor ocorreu no Atol das Rocas. Apesar disso, os pesquisadores destacam que os n\u00edveis detectados est\u00e3o abaixo da m\u00e9dia global para \u00e1reas marinhas protegidas. Impactos e solu\u00e7\u00f5es A presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos nos oceanos representa uma amea\u00e7a \u00e0 fauna marinha e pode afetar a cadeia alimentar. Segundo os cientistas, o simples estabelecimento de \u00e1reas protegidas n\u00e3o \u00e9 suficiente para barrar a polui\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio um controle ambiental rigoroso e medidas globais, como o Tratado Global dos Pl\u00e1sticos da ONU, atualmente em fase de negocia\u00e7\u00e3o\u201d, conclui Braga. O estudo refor\u00e7a a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es coordenadas para reduzir a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e garantir a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos, essenciais para a biodiversidade e para diversas atividades econ\u00f4micas, incluindo a pesca e o turismo sustent\u00e1vel. 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