Ministros da Agricultura da Índia e do Irã querem ampliar o comércio com o Brasil

[ad_1] O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se reuniu nesta quarta-feira (16), com os ministros da Agricultura e Bem-Estar da Índia, Shivraj Singh Chauhan, e Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh. Os encontros tiveram como objetivo estreitar as relações de comércio e intensificar a cooperação em pesquisa e tecnologia agropecuária entre o Brasil e os dois países. As reuniões aconteceram de forma separada e paralelamente à programação do Grupo de Trabalho de Agricultura (AWG) dos Brics, coordenado pelo Mapa, que ocorre até esta quinta-feira (17). Índia Durante o encontro, Fávaro destacou a importância da aproximação entre Brasil e Índia, reforçando a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o fortalecimento das relações internacionais. “Uma boa relação comercial deve ser recíproca — comprar e vender”, afirmou o ministro. Ele também citou o pleito da Índia para a abertura do mercado brasileiro à romã indiana, tema já em análise pelo Mapa. Contrapartida para efetivação do comércio entre os países O ministro solicitou agilidade por parte da Índia na análise para abertura do mercado do feijão guandu brasileiro, além de manifestar interesse em exportar outros produtos como erva-mate, noz-pecã e ampliar as vendas de carne de aves ao mercado indiano. Fávaro também ressaltou a ligação histórica entre os países no que se refere à genética bovina. “Cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro é formado por zebuínos, originários da Índia. Com o trabalho da Embrapa, alcançamos avanços significativos no melhoramento genético dessa raça. É uma alegria poder, hoje, devolver à Índia uma genética ainda mais evoluída, fruto dessa cooperação que tanto nos orgulha”, pontuou. Durante a reunião, a delegação indiana manifestou interesse em promover intercâmbios entre técnicos dos dois países, com o envio de representantes ao Brasil para conhecer práticas agropecuárias locais, além de convidar especialistas brasileiros para visitas técnicas à Índia. Irã Entre os principais temas discutidos, está a criação de um comitê agrícola consultivo bilateral, iniciativa que tem o objetivo de agilizar as pautas de interesse comum e promover o intercâmbio técnico entre os dois países. “Nosso objetivo principal é estreitar os laços de amizade e os laços comerciais. A criação de um comitê consultivo agrícola vai permitir que sejamos mais céleres e eficientes nas pautas de interesse mútuo”, afirmou Fávaro. Delegação do Ministério da Agricultura do Irã em Brasília Foto: divulgação/ Mapa Durante o encontro, o Brasil reforçou seu interesse em ampliar as exportações de frutas, pescados e carne de aves, além de tratar da ampliação do comércio de fertilizantes, especialmente ureia. O ministro iraniano demonstrou disposição em aprofundar o diálogo técnico e científico com o Brasil e ressaltou o respeito do povo iraniano pelo Brasil. “Acredito que Deus gosta do povo brasileiro, abençoa muito a terra brasileira, e podemos aproveitar isso para ampliar nossas relações. Queremos estabelecer uma rota direta do Irã para o Brasil e vice-versa, facilitar o comércio, fortalecer a cooperação em áreas como meio ambiente, vacinação de rebanhos e exportação de peixes”, afirmou Gholamreza Nouri Ghezeljeh. Comércio, sistema sanitário e importação de caviar O ministro Carlos Fávaro ressaltou que o Brasil é um dos poucos países do mundo que não registra casos de gripe aviária ou doença de Newcastle em criações comerciais ou de subsistência, o que comprova a solidez e a eficiência do sistema sanitário brasileiro. O Irã, por sua vez, demonstrou interesse em revisar os protocolos sanitários vigentes, com foco na abertura de novos mercados, especialmente no comércio de carne de aves, pescados e derivados. Em relação ao caviar, produto tradicional do país persa, o Brasil já cumpriu três das cinco etapas técnicas necessárias para a habilitação da importação. A expectativa é de que, com o avanço das tratativas, esse processo possa ser finalizado em breve. Irã propõe implantar empresa de navegação no Brasil O ministro iraniano destacou o interesse de seu país em instalar uma empresa de navegação iraniana no Brasil, o que pode facilitar a logística entre os dois países e impulsionar as trocas comerciais. Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o desejo de fortalecer os laços diplomáticos, econômicos e culturais, com apoio técnico das equipes de ambos os governos. [ad_2] Source link
Abiec avalia que impacto das tarifas sobre exportações de carne bovina será limitado

[ad_1] Apesar do novo cenário tarifário imposto pelos Estados Unidos, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) acredita que os impactos para o Brasil tendem a ser limitados. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que o país segue como um dos principais fornecedores globais e mantém uma posição estratégica diante da disputa comercial entre EUA e China. Atualmente, os Estados Unidos representam cerca de 13% das exportações brasileiras de carne bovina, atrás apenas da China, que responde por 42% do total. Para Perosa, o Brasil está em uma situação neutra, sem grandes impactos. Ele lembra que os Estados Unidos elevaram de forma considerável as importações de carne do Brasil. Isso se explica devido ao ciclo pecuário mais baixo dos últimos 75 anos que os americanos enfrentam. “Falando o português claro, o que está faltando nos Estados Unidos é carne! E quem tem isso para oferecer é o Brasil. Por isso, nós vamos aumentar as exportações para os EUA e manter também as exportações para China”, avaliou o presidente da ABIEC. Perguntado se o tarifaço do presidente Donald Trump pode mudar o mercado interno, Perosa foi enfático, informando que a quantidade de carne destinada ao mercado interno é de 70%. “O que o país exporta são cortes que não são consumidos pelos brasileiros, ou pouco consumidos. Nós exportamos a parte dianteira do boi, os miúdos para composição da indústria internacional”, afirmou. Perosa também disse que a indústria da carne bovina mantém cautela e espera as próximas medidas do governo americano. “Eu costumo dizer que o brasileiro não vive sem o arroz e feijão, e o americano não vive sem hambúrguer! E para fazer o hambúrguer, há necessidade da carne local e precisa da carne magra produzida pelo Brasil”, pontuou. Perosa também tratou da inspeção que auditores norte-americanos farão nos frigoríficos brasileiros em maio que, na visão dele, é uma etapa técnica e rotineira. Assista à entrevista completa com Roberto Perosa, presidente da Abiec em nosso canal do Youtube. [ad_2] Source link
Abiove reduz estimativa da safra de soja, mas exportações atingem recorde

[ad_1] A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a projeção da safra brasileira de soja para 2025, mas elevou a projeção de exportação da soja em grão. A produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% em relação à previsão de março. Ainda assim, o volume segue como recorde, superando os 154,4 milhões de toneladas colhidos em 2024. A projeção de embarques foi elevada de 106,1 milhões para 108,5 milhões de toneladas, alta de 2,3%, o que também representa um novo recorde anual, acima dos 98,8 milhões de toneladas de soja exportados em 2024. Segundo a entidade, o aumento reflete uma maior disponibilidade para exportação, com estoques finais mais baixos e esmagamento doméstico em linha com o esperado. A previsão de estoque final de soja em grão caiu de 9,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas (-40,6%), indicando escoamento mais intenso da safra ao longo do ano. A Abiove manteve a projeção de esmagamento da oleaginosa em 57,5 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024. As estimativas de produção de derivados também foram mantidas: 44,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja. Exportações A entidade manteve as previsões anteriores: 23,6 milhões de toneladas para o farelo e 1,4 milhão de toneladas para o óleo. As importações de óleo seguem projetadas em 100 mil toneladas, volume que havia sido revisado em março. O consumo interno de óleo de soja está mantido em 10,1 milhões de toneladas, abaixo dos 10,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente, refletindo o impacto do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B15), que passaria de 14% para 15% em março. Com menor consumo interno, o estoque final de óleo permanece estimado em 516 mil toneladas, o maior volume desde 2022, quando o setor encerrou o ano com 520 mil toneladas. Para o farelo, o consumo doméstico continua previsto em 19,5 milhões de toneladas, e o estoque final em 3,579 milhões de toneladas. A Abiove também atualizou os dados mensais de processamento. O esmagamento em fevereiro foi de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a janeiro e queda de 2,9% frente a fevereiro de 2024, considerando o ajuste amostral. No acumulado de janeiro e fevereiro, o processamento somou 6,9 milhões de toneladas, retração de 3% ante igual período do ano passado. Grão, farelo e óleo de soja As exportações totais devem alcançar 133,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 6,3% sobre o ano anterior. Apesar do crescimento em volume, a Abiove estima queda na receita cambial. As vendas externas devem gerar US$ 51,57 bilhões em 2025, recuo de 4,4% ante os US$ 53,94 bilhões de 2024 e bem abaixo dos US$ 67,32 bilhões registrados em 2023, devido à desvalorização internacional das commodities. As importações de soja seguem estimadas em 500 mil toneladas, destinadas principalmente ao abastecimento regional nas Regiões Norte e Nordeste. Uma nova atualização das projeções está prevista para meados de maio, com base nos números consolidados da colheita e no desempenho das exportações no primeiro quadrimestre. [ad_2] Source link
Transforme suas vendas no campo com as redes sociais
[ad_1] #PROGRAMETE #12 Sabia que é possível aumentar suas vendas e fortalecer a conexão com seus clientes através das plataformas digitais? Mas não basta estar nas redes sociais, é essencial ter uma estratégia bem definida e um planejamento eficaz para divulgar e promover seus produtos. Maria e Alexander, agricultores de Pedro de Toledo, interior de São Paulo, são prova disso. Com o apoio do Sebrae, eles aprenderam a criar conteúdos estratégicos para as redes sociais e, hoje, impulsionam seus produtos pelas redes. Quer saber como fazer o mesmo e tornar seu Instagram mais atrativo? Aperte o play e confira todas as dicas aqui! # Produtora rural aposta na produção orgânica e amplia sua rentabilidade #PROGRAMETE #11 Heloísa da Silva Campos viu o potencial dos orgânicos e desenvolveu um modelo de negócio que combina propósito e rentabilidade. Com práticas sustentáveis e foco na qualidade de seus produtos, como cebolas e alhos, Heloísa conquistou o mercado paranaense. Hoje, ela sabe bem que empreender no campo pode ser sustentável e lucrativo. Clique aqui para conhecer mais sobre a inspiradora história de Heloísa Campos. # PNAE apoia pequenos produtores rurais e incentiva a participação feminina no agro #PROGRAMETE #10 Uma família que cultiva goiabas orgânicas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, encontrou no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade para aumentar a renda familiar, além de contribuir para a alimentação saudável de muitos alunos. O programa também incentiva a participação feminina na comercialização da produção Clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para participar das chamadas públicas. # PROGRAMETE #9 O turismo rural pode incluir atividades que vão desde hospedagem e interações com a natureza até uma experiência completa com o agro. O sítio São João, administrado pela Jô Rocha e sua família, em Caçapava (SP), produz cana-de-açúcar, cachaças e licores. Atualmente, está sendo adaptado para gerar renda extra com o turismo rural. Acesse aqui e confira essa história! # Do planejamento à colheita: saiba como um produtor de Goiás gerencia seus créditos PROGRAMETE #8 Com um planejamento eficiente, Márcio Martins, produtor rural de Alexânia, Goiás, obteve crédito várias vezes, para inovar e transformar sua produção de hortaliças. A dedicação, compromisso financeiro e ajuda ativa da esposa, Maria Martins, impulsionaram o negócio no campo.Assista aqui essa história! # IG: reconhecimento que vai além do selo PROGRAMETE #7 De queijos artesanais a cafés especiais, a Indicação Geográfica é um reconhecimento que conecta produtos ou serviços ao território de origem, fortalecendo o turismo e a economia local. Além disso, garante ao consumidor a qualidade do que está adquirindo. Assista aqui essa história. # Gestão de sucesso: Quinta do Olivardo combina sabor e tradição PROGRAMETE #6 Olivardo Saqui, empresário e produtor rural, concretizou seu sonho ao criar um espaço que une tradição, sabores e experiências no campo. É a pousada e restaurante Quinta do Olivardo, localizada em São Roque, interior de São Paulo. Assista AQUI essa história. # Descubra as melhores oportunidades de financiamento rural no ‘programete 5’ Neste vídeo, há orientações sobre como solicitar crédito de forma consciente e estratégica. Não perca a chance de transformar oportunidades em crescimento real. Veja como o crédito pode trabalhar a favor do seu sucesso! Confira: PROGRAMETE #5 Produção orgânica valoriza alimentos e fortalece as vendas. Confira aqui o ‘programete 4’ A certificação garante qualidade, procedência e aumenta a valorização no mercado. Além de saudável, o selo contribui para o crescimento sustentável do setor. A busca pelo selo orgânico tem transformado a realidade de pequenos produtores rurais. A certificação não apenas agrega valor aos produtos, mas também amplia a aceitação do público. O tomate cereja, por exemplo, destaca-se pelo sabor diferenciado e pela procedência garantida. PROGRAMETE #4 Saiba como formalizar o seu negócio para crescer no mercado A formalização garante os seus direitos como empreendedor e ajuda a ter acesso a mais recursos com competitividade de mercado PROGRAMETE #3 Selo SIM: acesso a novos mercados Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade! PROGRAMETE #2 Oportunidades para o pequenos produtor rural Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender. PROGRAMETE #1 [ad_2] Source link
Vender ou ‘segurar’ a soja? Especialista aponta qual a melhor decisão neste momento

[ad_1] Diante das incertezas no cenário atual da soja, produtores da commodity enfrentam um dilema: vender agora ou aguardar um momento mais favorável no mercado? A resposta, no entanto, exige cautela e análise de diversos fatores, desde o custo de armazenagem até alternativas como o barter (troca de grãos por insumos). Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱 Para o consultor Vlamir Brandalizze, engenheiro agrônomo formado pela UFPR e um dos maiores especialistas em mercados agrícolas do Brasil, o momento exige atenção redobrada. “Se o produtor estiver com o caixa em dia, pode ser vantajoso segurar a venda até setembro ou outubro, quando a demanda tende a aumentar. No entanto, é fundamental acompanhar de perto a movimentação dos insumos, que também podem se valorizar”, orienta o especialista, que também atua como analista de commodities e palestrante do setor agro. Apesar da possibilidade de valorização da soja nos próximos meses, Brandalizze ressalta que não se espera uma alta expressiva. “A expectativa é de aumento entre R$ 4 e R$ 8 por saca no segundo semestre. Isso não é suficiente, por si só, para justificar o custo de armazenar o grão por muito tempo”, alerta. China, EUA e os reflexos no mercado da soja Outro fator decisivo no comportamento do mercado é a atuação da China, principal compradora da soja brasileira. Segundo Brandalizze, os negócios com os chineses têm fluido bem desde o início do ano, sustentando prêmios positivos. No entanto, ele faz um alerta: um eventual acordo comercial entre China e Estados Unidos pode mudar esse panorama. “Se houver um acordo, os chineses podem ser obrigados a comprar mais soja americana, reduzindo a demanda pela brasileira e pressionando os preços”, explica. Isso tornaria o cenário mais competitivo e exigiria rápida adaptação por parte dos produtores brasileiros. Vale a pena armazenar a soja? O custo de carregamento é outro ponto apontado. Em um contexto de juros elevados, a armazenagem pode pesar no bolso do produtor. “Hoje, a taxa real de juros pode ultrapassar os 20% ao ano. Somando o custo de armazenagem, esse valor pode chegar a 30%. Para quem segura o grão por seis meses, o custo chega a 15%. Ou seja, a soja teria que se valorizar 15% nesse período só para empatar o custo”, explica o consultor. Diante disso, Brandalizze considera que, para a maioria dos produtores, não vale a pena manter estoques por longos períodos. A alternativa mais viável tem sido o barter — troca da produção por insumos da próxima safra. “Essa estratégia pode garantir uma rentabilidade melhor do que simplesmente segurar a soja esperando por uma alta que pode não compensar”, afirma. Vai faltar soja até o final do ano? Circulam boatos sobre uma possível escassez de soja no mercado até o fim de 2025, mas Brandalizze minimiza a preocupação. “Temos uma supersafra estimada em cerca de 170 milhões de toneladas. Desses, aproximadamente 100 milhões já foram negociados. Ainda restam 70 milhões disponíveis. Não vejo risco de desabastecimento”, assegura. Segundo ele, apenas uma reviravolta nas relações comerciais entre China e Estados Unidos com a China evitando compras nos EUA e mantendo foco total no Brasil, poderia apertar a oferta. “Mas isso, neste momento, parece improvável”, completa. Conclusão: vender ou segurar? A decisão de vender agora ou esperar depende da situação financeira de cada produtor. Para quem tem caixa e pode esperar, o segundo semestre tende a ser mais comprador. Porém, o ganho pode ser limitado, e o custo de armazenagem pesa. Para muitos, a melhor alternativa está na negociação estratégica via barter, que pode trazer segurança e rentabilidade para a próxima safra. [ad_2] Source link
Importações chinesas de soja têm menor volume desde 2012, aponta consultoria

[ad_1] As importações chinesas de soja registraram, em março de 2025, o menor volume para o mês desde 2012, segundo dados da consultoria Datagro, com base em informações da Autoridade Aduaneira Chinesa (GACC). Foram adquiridas 3,5 milhões de toneladas do grão, volume 40% menor que o registrado em fevereiro e 37% inferior ao de março de 2024. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱 O recuo reflete, em grande parte, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China. No início de abril, o governo chinês oficializou a aplicação de tarifas de 125% sobre todos os produtos originários dos EUA, em resposta às medidas protecionistas impostas pelos norte-americanos. Os Estados Unidos são a segunda principal origem da soja importada pela China. Em 2024, o país asiático adquiriu 22,1 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana, o equivalente a 21% do total importado. Com o aumento das tarifas, o mercado se vê diante de incertezas quanto ao fluxo futuro dessas commodities. Por sua vez, o Brasil reforça sua posição como principal fornecedor de soja à China desde 2017. Neste ano, 71% da soja comprada pelos chineses teve origem brasileira. Em sentido inverso, a China segue como o maior destino da soja brasileira, absorvendo 73% das exportações nacionais em 2024. A colheita recorde estimada é de 169,1 milhões de toneladas, e o potencial exportador de até 107 milhões de toneladas devem impulsionar ainda mais os embarques para a China nos próximos meses. A expectativa é de que, somente em abril, as importações chinesas alcancem 8 milhões de toneladas, sendo a maior parte proveniente do Brasil. Outros fatores benéficos à soja brasileira Além das tensões comerciais, o calendário agrícola também favorece o Brasil. O plantio da safra 2025/26 nos Estados Unidos ainda não começou, o que limita a disponibilidade do produto norte-americano no mercado internacional. Enquanto isso, a colheita brasileira está em ritmo acelerado, aumentando a oferta sul-americana. Os embarques de março reforçam essa tendência. O Brasil exportou 14,7 milhões de toneladas de soja no mês, das quais 11,1 milhões foram destinadas à China ,o maior volume da série histórica para março e o segundo maior de todos os tempos, atrás apenas de abril de 2021. [ad_2] Source link
Clima afeta safra de cana 2024/25, mas país mantém alta produção de açúcar e etanol

[ad_1] A safra de cana-de-açúcar 2024/25 encerra o ciclo com produção estimada em 676,96 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 5,1% em comparação ao ciclo anterior, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (17). Ainda assim, este é o segundo maior volume colhido na série histórica da companhia. A redução é resultado das condições climáticas adversas registradas ao longo da temporada, especialmente na região Centro-Sul, responsável por 91% da produção nacional. Baixos índices de chuvas, temperaturas elevadas e a ocorrência de queimadas prejudicaram o desenvolvimento dos canaviais e derrubaram a produtividade média para 77.223 quilos por hectare. Cana: queda no Sudeste e estabilidade no Centro-Oeste Na principal região produtora do país, o Sudeste, houve uma queda de 6,3% na produção, com 439,6 milhões de toneladas colhidas. A área plantada teve aumento de 7,5% (5,48 milhões de hectares), mas a produtividade caiu 12,8%, ficando em 80.181 quilos por hectare. Já no Centro-Oeste, a colheita permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,2%, totalizando 145,3 milhões de toneladas. A área cresceu 4%, chegando a 1,85 milhão de hectares, enquanto a produtividade caiu 3,7%, com 78.540 quilos por hectare.Nordeste e Sul têm queda; Norte avança No Nordeste, a produção foi estimada em 54,4 milhões de toneladas, queda de 3,7%. A área cresceu 1,6%, mas a restrição hídrica impactou negativamente na produtividade. No Sul, houve retração tanto em área quanto em produtividade, e a safra caiu 13,2%, totalizando 33,6 milhões de toneladas. O Norte foi a única região com avanço tanto em área quanto em produtividade, com produção de 4 milhões de toneladas — crescimentos de 1,4% e 1,1%, respectivamente.Açúcar e etanol: produção elevada, apesar da menor colheita. Mesmo com menor volume de cana colhida, a produção de açúcar alcançou 44,1 milhões de toneladas, queda de 3,4%, mas ainda o segundo maior volume da série histórica. O bom desempenho foi puxado pela demanda aquecida no mercado internacional, o que incentivou a destinação da matéria-prima para o adoçante. No etanol, a produção total cresceu 4,4%, atingindo 37,2 bilhões de litros. A produção vinda da cana caiu 1,1%, totalizando 29,35 bilhões de litros, mas foi compensada pelo expressivo avanço do etanol de milho, que atingiu 7,84 bilhões de litros — alta de 32,4% em relação à safra anterior. Exportações: açúcar em alta, etanol em queda As exportações brasileiras de açúcar mantiveram-se estáveis, com 35,1 milhões de toneladas exportadas. No entanto, a receita caiu 8,2%, somando US$ 16,7 bilhões, devido à redução nos preços internacionais. Já as exportações de etanol registraram queda de 31%, com 1,75 bilhão de litros embarcados. Apesar disso, o etanol de milho vem ganhando protagonismo no cenário nacional, ajudando a garantir oferta e estabilidade nos preços internos durante a entressafra da cana. [ad_2] Source link
Programa amplia acesso a máquinas e promove assistência a agricultores

[ad_1] O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou que o Programa Mais Alimentos alcançou mais de 580 mil operações entre janeiro de 2023 e março de 2025. O Programa oferece aos agricultores e agricultoras familiares linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica com foco em práticas de produção sustentável de alimentos e uso adequado de máquinas e implementos. Além disso, o Mais Alimento promove a articulação de parcerias com instituições públicas de desenvolvimento industrial e inovação, investimento em programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e atração de investimentos externos para fortalecer o parque industrial brasileiro de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e agroindustriais. No total foram investidos R$ 23,9 bilhões nesse período. Casados há 44 anos e moradores do Assentamento Pirituba II, em Itapeva/SP, Luiz Carlos Bueno de Morais e Maria Aparecida de Godoy Morais fazem uso do Mais Alimentos há cerca de dois anos. São produtores de milho, soja, trigo e hortifruti em geral. Com o recurso de R$ 270 mil o casal investiu na compra de um trator, uma carreta e um pulverizador, com o intuito de impulsionar a produção de alimentos. “O Programa facilitou demais a vida aqui, porque comprar no boleto não é bom. Agora dá para planejar e calcariar a minha terra”, disse Carlos. Ele revela ainda que, antes da aquisição de seu maquinário, precisava terceirizar o serviço e pagar por hora pelo preparo da terra. Carlos e Maria agora pretendem acessar outro recurso para construir um barracão para guardar os implementos. Produção em alta Entre 2022 e 2024, houve um aumento de 11% no número de agricultores familiares com acesso a máquinas impulsionado pelo Programa Mais Alimentos. Atualmente, 43% das propriedades rurais contam com algum tipo de maquinário ou equipamento. “O programa vai além do acesso ao crédito. Ele estimula a inovação, amplia a oferta de máquinas, sobretudo de pequeno porte, e fortalece a indústria nacional, especialmente as fábricas regionais. Com isso, geramos emprego, movimentamos a economia local e ampliamos a capacidade produtiva no campo de forma sustentável e inclusiva”, disse o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger. [ad_2] Source link
oferta restrita impulsiona preços e aumenta competição

[ad_1] O mercado pecuário brasileiro vive um momento de valorização, impulsionado por uma oferta restrita de animais para abate e uma forte demanda internacional que impacta diretamente a disponibilidade doméstica. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontam que essa combinação de fatores é a principal responsável pela alta nos preços do boi gordo no campo e da carne bovina em diversos elos da cadeia, tanto no atacado nacional quanto no mercado externo. A escassez de animais para abate, intensificada pela pujante demanda de países importadores, tem resultado em um volume de carne bovina ofertado ao consumidor brasileiro aquém do esperado. Esse cenário, conforme o Cepea, desencadeou uma sequência de aumentos nos preços da carne com osso e dos cortes comercializados no atacado da Grande São Paulo desde a última semana de março. Competição aumenta no mercado interno O movimento de alta nos preços da carne de boi tem gerado um efeito colateral: a perda de competitividade frente a outras proteínas animais. Levantamentos do Cepea indicam que a carne suína, o frango e até mesmo a tilápia se tornam alternativas mais atrativas para o consumidor diante do encarecimento da carne bovina. Essa dinâmica acirra a disputa por espaço no prato do brasileiro e exige atenção dos pecuaristas e frigoríficos para estratégias de mercado. Exportações em ritmo acelerado No cenário internacional, o Brasil demonstra um desempenho robusto nas exportações de carne bovina in natura. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, revelam que o país embarcou, até a segunda semana de abril, uma média diária de 10,9 mil toneladas do produto. Esse volume representa um expressivo aumento de 15,6% em comparação com a média diária registrada em abril de 2024, evidenciando a forte demanda externa pela carne bovina brasileira. Desafios para o mercado do boi O atual cenário do mercado pecuário brasileiro, marcado pela valorização e pela intensa movimentação no comércio internacional, exige um acompanhamento atento por parte dos agentes do setor. A restrição da oferta interna, combinada com a pressão da demanda externa, impõe desafios para a manutenção da competitividade da carne bovina no mercado doméstico. A capacidade do setor em equilibrar essas forças e em buscar alternativas para otimizar a produção e a oferta será crucial para definir os rumos do mercado nos próximos meses. [ad_2] Source link
cuidados essenciais para não errar na compra do peixe

[ad_1] Durante a Semana Santa, parte da população costuma trocar o consumo de carne vermelha pelos pescados. Devido à grande procura por peixes, os consumidores devem fazer uma pesquisa em mais de um ponto de venda, pois costumam ocorrer variações significativas nos preços. A nutricionista Samira Tanure, do Plantão Técnico da Emater-MG, alerta ainda que como se trata de um produto bastante perecível é importante ficar atento na compra para adquirir um produto de boa qualidade. Tanure explica que no caso dos peixes frescos, há algumas indicações de que o produto está próprio para o consumo. “Os olhos devem estar claros, brilhantes e salientes; a superfície do corpo limpa, com brilho metálico característico, e escamas, nadadeiras e caudas bem aderidas ao corpo, além de brânquias (ou guelras) úmidas, com coloração avermelhada, mas sem sangramentos”, detalha a nutricionista. No local de venda, o pescado deve estar disposto sobre uma camada uniforme de gelo. “O pescado fresco deve ser embalado em saco plástico bem fechado e guardado no refrigerador após a compra, preferencialmente em temperaturas próximas a 0 °C. É recomendável consumi-lo em até dois dias”, aconselha. Já no caso dos peixes embalados e congelados, o primeiro cuidado é verificar se a embalagem tem o selo de inspeção federal ou estadual. Muito utilizado em receitas portuguesas, o bacalhau também requer alguns cuidados na compra. “Os consumidores devem dar preferência à peça inteira, sem estar desmanchado. O sal espalhado na superfície deve ter aparência homogênea. O ideal é um corpo firme e resistente e nunca com aparência úmida ou melada”, aponta a nutricionista. Segundo Tanure, manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, como uma fina camada de pó sobre a superfície, indicam problemas na conservação do bacalhau. Para evitar contaminações durante o preparo, ela orienta que o descongelamento seja feito lentamente, de um dia para o outro, nas prateleiras inferiores da geladeira. “Não é recomendável deixar o produto por muito tempo em temperatura ambiente, e nem mantê-lo imerso em água”, alerta. *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo [ad_2] Source link