preços do animal vivo e da carne voltam a cair

[ad_1] Após um período de estabilidade, os preços do suíno vivo voltaram a cair nos últimos dias, na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  Segundo o instituto, a pressão vem sobretudo do típico enfraquecimento da demanda no fim de mês.  Colaboradores consultados pelo Cepea também apontam que o mercado spot de suíno vivo ficou bastante especulativo, diante dos desdobramentos envolvendo o caso de gripe aviária no Brasil, o que tem dificultado ainda mais a comercialização.  No atacado da carne, os cortes acompanharam o movimento baixista do animal vivo, conforme os levantamentos do Cepea. De acordo com o centro de pesquisas, o preço do quilo da carcaça suína especial, entregue no atacada da Grande São Paulo, era de R$ 12,38 nesta quarta-feira (28), considerando a média dos últimos cinco dias. *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo [ad_2] Source link

Caso de gripe aviária em ave silvestre não muda perspectiva de controle em ave comercial, diz ministro

[ad_1] O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que as novas ocorrências de gripe aviária em aves silvestres não alteram a perspectiva de controle e contenção da doença no plantel comercial. “Tivemos 166 casos de gripe aviária em aves silvestres. O Brasil faz parte de rotas migratórias entre o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte e as aves que venham contaminadas ao território brasileiro podem transmitir a gripe aviária a outras aves silvestres”, disse Fávaro a jornalistas, na quarta-feira (28), após participar de audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. O Brasil confirmou dois novos focos da influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres, um em Montenegro (RS) e outro em Mateus Leme (MG). As notificações em aves e/ou de subsistência não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Esses novos focos também não são contabilizados como novas ocorrências da doença dentre o período de 28 dias de vazio sanitário necessário para o país retomar o status de livre de gripe aviária no plantel comercial. O ministro afirmou que é necessário o sistema sanitário ser robusto e ágil no recolhimento de possíveis carcaças de animais contaminados para que não se tornem novos pontos de proliferação da gripe aviária. “O sistema brasileiro é muito robusto e por isso o Brasil resistiu por tanto tempo sem gripe aviária no plantel comercial. Não estamos livres da ocorrência de novos focos em granjas comerciais, mas, independente disso, o sistema brasileiro vai se reforçando”, observou. O país já registrou 166 casos da doença em animais silvestres (sendo 162 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 170 no total do Brasil. Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. [ad_2] Source link

Certificação fortalece imagem da pecuária e permite acesso a mercados mais exigentes, diz CNA

[ad_1] O Brasil conquistou, nesta quinta-feira (29), um marco histórico para sua pecuária: o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação foi oficializada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, realizada em Paris, França. Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, o novo status sanitário é resultado de uma campanha nacional que envolveu produtores, federações, sindicatos e o poder público. “O anúncio feito hoje é um reconhecimento desse esforço coletivo. Mais do que nunca, o Brasil pode vender carne para qualquer país do mundo”, afirmou. O novo status sanitário é visto como uma oportunidade estratégica para aumentar o valor da carne brasileira no exterior e consolidar a posição do país como líder global na produção pecuária. O vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, destacou a importância do avanço. “Todo o setor de carne se beneficia. O mercado internacional exige quantidade, rapidez e qualidade. Temos que cuidar do nosso rebanho ainda mais”, alertou. “O novo status traz também novos desafios e responsabilidades para todos os atores envolvidos, com vistas a manter o rebanho em condições sanitárias adequadas e a fortalecer cada vez mais o papel do país como grande produtor e fornecedor de alimentos de origem animal para o Brasil e o mundo”, informou a Associação Brasileira de Frigoiríficos (Abrafrigo) em nota. A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou o dia como histórico. Ela lembrou que o certificado é fruto de anos de trabalho coordenado e reforçou a responsabilidade de manter o status. “Os produtores agora podem acessar mercados mais exigentes e que pagam melhor. É uma conquista construída com muitas mãos”, disse. Já o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, afirmou que o reconhecimento comprova a responsabilidade dos produtores brasileiros. “Esse status reforça a qualidade da nossa carne e pode abrir novos mercados, valorizando ainda mais o nosso produto”. Segundo a CNA, a retirada gradual da vacinação foi conduzida com base no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA). O processo contou com estudos soroepidemiológicos que comprovaram a ausência do vírus no território nacional, condição obrigatória para o reconhecimento internacional. [ad_2] Source link

Micro e pequeno empreendedor: qual é a diferença?

[ad_1] A classificação do produtor rural como micro ou pequeno empreendedor vai muito além do simples volume de faturamento. Enquanto nas áreas urbanas os limites são bem definidos, no campo, fatores como tamanho da propriedade, mão de obra utilizada e intensidade de produção também entram na conta. A explicação é de José Eduardo Carrilho, consultor de negócios do Sebrae-SP, que esclarece as principais diferenças e orientações para o agricultor familiar entender seu enquadramento. Faturamento é apenas uma parte da equação Segundo Carrilho, o critério mais comum para diferenciar micro e pequeno empreendedor rural é o faturamento anual. “A grosso modo, podemos classificar o pequeno produtor como aquele que fatura até R$ 360 mil por ano”, aponta. No entanto, ele ressalta que essa não é a única forma de classificação. “O porte do produtor também pode ser determinado pelo tamanho da propriedade e pela intensidade do cultivo.” Outros fatores que influenciam na prática Apesar de a legislação não diferenciar de forma clara os aspectos práticos do micro e pequeno produtor rural, algumas características são comuns. “Normalmente, o microempreendedor utiliza mão de obra familiar, adota métodos menos tecnológicos e depende mais de terceiros para comercialização”, explica o consultor. Benefícios e obrigações Estar enquadrado corretamente é fundamental para acessar benefícios específicos. “Há linhas de crédito exclusivas para pequenos produtores, além de vantagens em compras públicas e programas governamentais”, afirma Carrilho. Um dos principais programas voltados ao pequeno produtor é o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que exige o cumprimento de critérios como: Possuir até quatro módulos fiscais; Ter ao menos 50% da renda bruta familiar oriunda da atividade agropecuária; Utilizar predominantemente mão de obra familiar; Residir na propriedade ou em local próximo. A importância da formalização Para o consultor, a formalização do negócio rural é um passo estratégico. “Ela garante acesso a crédito com alíquotas diferenciadas e facilita a participação em programas públicos. Além disso, permite produzir de forma mais consciente e orientada às exigências do mercado”, destaca. Carrilho enfatiza ainda o papel do Sebrae na orientação dos produtores: “O Sebrae oferece capacitação personalizada, com apoio técnico e gerencial. Em parceria com o SENAR, também promovemos a formação profissional do produtor, aliando conhecimento técnico à gestão do negócio.” [ad_2] Source link

Brasil recebe na França certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação

[ad_1] O Brasil recebeu nesta quinta-feira (29) em Paris, na França, o certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação. A cerimônia aconteceu durante a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em Paris, França. O documento que garante a chancela foi entregue ao diretor de defesa Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Marcelo Motta. A delegação brasileira que participa da cerimônia é composta por cerca de 90 representantes, incluindo membros do Mapa e parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O grupo é chefiado por Marcelo Moura, delegado da área animal do Mapa. Segundo os representantes da delegação, o Brasil tem se destacado nas discussões técnicas ao apresentar os resultados obtidos com o fortalecimento do serviço veterinário oficial e o fim gradual da vacinação contra febre aftosa. A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA, afirmou um dia antes da entrega do certificado que o novo status sanitário representa uma valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional. Ela destacou que o fim da vacinação permite ao Brasil acessar mercados mais exigentes, que até então restringiam a compra de carne proveniente de animais vacinados. O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira, reforçou que a conquista é resultado do progresso da pecuária nacional. “O mérito dessa conquista vem da qualidade crescente da nossa produção. Agora temos a responsabilidade de manter esse status”, afirmou. Atualmente, o Brasil já exporta carne bovina para países como China, Estados Unidos e União Europeia. Com o reconhecimento oficial da OMSA, a expectativa é ampliar a presença brasileira em novos mercados e melhorar os preços pagos pela carne nacional. [ad_2] Source link

Geração de emprego surpreende, mas dólar dispara; veja o que impacto os mercados hoje

[ad_1] No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a cautela dos mercados após a ata do Fed reforçar juros altos por mais tempo. O dólar subiu 0,88%, a R$ 5,69, e o Ibovespa recuou 0,47%, pressionado por instabilidade fiscal e exterior negativo. No Brasil, destaque para o Caged acima do esperado e expectativa pela taxa de desemprego da PNAD. Nos EUA, atenção ao PIB e pedidos de auxílio-desemprego. Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro. Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado! Foto: divulgação [ad_2] Source link

Três regiões do país devem ter recorde de frio; confira a previsão de hoje

[ad_1] A quinta-feira será marcada por recorde de frio em diversos municípios do Brasil, em especial os da Região Sul, Sudesde e Centro-Oeste. Confira a previsão para todo o país: Sul As temperaturas em toda a Região Sul serão derrubadas nesta quinta-feira após o afastamento do sistema frontal, com uma área de alta pressão avançando de forma continental. Em muitos municípios, há condições para recordes de menor temperatura do ano nas primeiras horas da manhã. Durante o dia, o sol aparece entre algumas nuvens, não chove, e as temperaturas permanecem baixas. Sudeste A frente fria chega ao Rio de Janeiro e ao Espírito Santo, promovendo a mudança no tempo e favorecendo pancadas de chuva. Até o momento, não há indicativo de chuva forte concentrada. Em São Paulo, o ar polar ganha força e derruba as temperaturas. O dia começa com possibilidade de recorde anual de menor temperatura em diversos municípios paulistas, sobretudo no sul e oeste do estado. Centro-Oeste Com o deslocamento da frente fria, a chuva perde força na região. Após a passagem do sistema, o ar polar associado a uma alta pressão avança sobre Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e Goiás. As temperaturas sofrem queda significativa, especialmente em território sul-mato-grossense. As mínimas permanecem mais baixas e as máximas não sobem tanto ao longo do dia. Há possibilidade de recordes de temperatura baixa nas capitais Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT). Nordeste O destaque continua sendo a intensificação da chuva na costa leste, com pancadas fortes do litoral da Bahia até o Rio Grande do Norte. Pancadas também se espalham mais entre o litoral do Maranhão e do Piauí. Norte O ar frio que avançou após a frente fria mantém temperaturas mais baixas em parte de Rondônia. Amazonas, Roraima e Amapá seguem com instabilidades e pancadas de chuva mais fortes. Tocantins e grande parte do Pará permanecem com tempo aberto e sem previsão de chuva. Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados. [ad_2] Source link

Estado do RS propõe destravar prorrogação de dívidas rurais com recursos próprios

[ad_1] O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, encaminhou nesta quarta-feira (28), um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) solicitando urgência na aprovação da prorrogação das dívidas dos produtores rurais do estado. A proposta tem como objetivo beneficiar mais de 124 mil produtores que enfrentam dificuldades financeiras após perdas significativas causadas por estiagens e enchentes. Inicialmente, a medida seria deliberada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última quinta-feira (22), mas a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre, que impôs um severo ajuste fiscal, mostrou a dificuldade do governo federal em viabilizar o orçamento necessário para a aprovação imediata da proposta. Por conta desse impasse, Leite anunciou que o governo estadual está disposto a assumir os custos do primeiro ano da prorrogação, estimados em R$ 136 milhões, por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) ou outra fonte compatível. A proposta será formalizada por meio de convênio com a União. “A prorrogação do vencimento das dívidas dos produtores rurais é urgente e crítica para o Rio Grande do Sul. Temos trabalhado insistentemente nisso. Na semana passada, houve uma sinalização forte por parte do governo federal de que seria aprovada, mas ela não aconteceu até agora”, afirmou Leite. “Se o problema é orçamentário, o governo do estado pode viabilizar este valor, mas que seja feita a aprovação pelo CMN para dar fôlego aos nossos produtores.” Mapa deu prazo para a aprovação Em audiência no Senado nesta terça-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, ressaltou que a expectativa é que o aval do CMN para a resolução ocorra ainda nesta semana, no mais tardar na sexta-feira (30). O chefe da pasta disse, inclusive, que o processo será retroativo, contemplando débitos já vencidos. Ainda assim, o ministro reconheceu que não há definição a respeito de quais programas a verba será remanejada para arcar com o adiamento das dívidas dos produtores. Para isso, afirmou manter conversas com Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento. Para ele, seria pertinente que parte do dinheiro fosse proveniente do Fundo Clima, visto que a tragédia que se abateu sobre os produtores do estado teve como origem os impactos das mudanças climáticas. Dívidas e capacidade de produção O objetivo da proposta emergencial de prorrogação das dívidas é o de preservar a capacidade de produção e adimplência dos produtores rurais, além de garantir a sustentabilidade do setor agropecuário em um momento considerado crítico. O governo estadual também alertou para a urgência da medida, considerando a proximidade do vencimento das parcelas dos financiamentos e o risco de inadimplência generalizada. [ad_2] Source link

destino ao alcance ou sonho eterno?

[ad_1] O trigo, insumo essencial na produção de alimentos como pães, massas e bolos, é um dos cereais mais estratégicos do mundo. No Brasil, porém, a cadeia produtiva do grão enfrenta desafios históricos e estruturais que ainda impedem o país de atingir a autossuficiência. Desde a centralização estatal imposta pelo decreto-lei nº 210, de 1967, até choques recentes — como a guerra entre Rússia e Ucrânia e as oscilações no mercado internacional —, a trajetória da triticultura brasileira tem sido marcada por avanços e recuos. Este artigo traça uma linha do tempo da produção nacional de trigo, examinando os principais entraves e as oportunidades no caminho rumo à autossuficiência. A era da centralização: decreto-lei (DL) nº 210/1967 Em 1967, o governo federal instituiu o decreto-lei nº 210, criando a Comissão Brasileira de Política do Trigo e centralizando toda a cadeia produtiva sob controle estatal. A medida visava garantir o abastecimento interno e reduzir a dependência crescente das importações. Com a centralização, o governo passou a controlar preços, importações, moagem e distribuição. Embora tenha trazido certa previsibilidade e incentivado a produção em estados do Sul, o modelo resultou em uma cadeia pouco competitiva, fortemente engessada por regras e subsídios. Durante a vigência do decreto (1967–1989), a produção nacional cresceu de 1,8 milhão para 2,5 milhões de toneladas — um aumento de 39%. Esse avanço, no entanto, decorreu principalmente da expansão da área plantada, que saltou de 1,3 milhão para 1,8 milhão de hectares (54%). Ou seja, o crescimento foi quantitativo (baseado em expansão de área), não qualitativo. A produtividade permaneceu baixa, reflexo de um ambiente com pouca competição e estímulos limitados à inovação. A abertura e a descentralização: década de 1990 A década de 1990 marcou o fim da centralização estatal na cadeia do trigo. Com a abertura econômica iniciada no governo Collor e aprofundada no governo FHC, o setor passou a operar sob a lógica de mercado. O Estado deixou de exercer controle direto, e os preços passaram a ser definidos pelas cotações internacionais. Esse processo de liberalização trouxe efeitos ambíguos. De um lado, houve aumento da competitividade, maior entrada de tecnologias e estímulo à pesquisa agropecuária — com destaque para o papel da Embrapa Trigo. De outro, a volatilidade dos preços e a concorrência com o trigo importado, especialmente da Argentina, desestimularam o plantio em diversas regiões. O Brasil passou a importar cerca de 50% do trigo que consome, tornando-se estruturalmente dependente do mercado externo. Além da desregulamentação iniciada em 1990, o setor teve de se adaptar à criação do Mercosul, com o Tratado de Assunção (1992), que zerou a Tarifa Externa Comum (TEC) para o trigo, e à valorização cambial trazida pelo Plano Real, a partir de 1994. Sem instrumentos estatais de proteção e incentivo, a produção nacional entrou em retração: a área plantada encolheu, e a dependência externa aumentou, com importações variando entre 50% e 60% do consumo anual. Apesar de representar um processo doloroso, essa reestruturação era necessária para a modernização do setor. 2000–2010: o câmbio como motor de competitividade No início dos anos 2000, o Brasil experimentou um cenário de câmbio flutuante que mudaria profundamente a dinâmica da triticultura nacional. A ampla desvalorização do real — que chegou a cair cerca de 33% entre fevereiro de 1999 e meados de 2002 — encareceu o trigo importado em até 30% no mercado interno. Esse choque cambial, longe de penalizar o setor, abriu uma janela de oportunidade para que o produtor brasileiro ganhasse competitividade, visto que o grão nacional passou a ter preço mais atraente frente às compras externas. Embora a área plantada tenha se mantido praticamente estável, a produção nacional avançou de 3,8 para 5,0 milhões de toneladas no mesmo período. Esse crescimento expressivo foi resultado de ganhos substanciais de produtividade: o rendimento médio evoluiu de cerca de 1.854 kg/ha para 2.381 kg/ha, um aumento de 28%. A desvalorização cambial foi o principal catalisador para que produtores investissem em tecnologias de cultivo mais modernas. A adoção de cultivares tropicalizadas pela Embrapa Trigo, a disseminação do plantio direto e o manejo integrado de solo e pragas tornaram-se economicamente viáveis diante de preços internos mais lucrativos. Além disso, a maior rentabilidade justificou o uso ampliado de fertilizantes e defensivos de última geração, elevando a eficiência da lavoura. Portanto, entre 2000 e 2010, o câmbio não foi apenas uma variável macroeconômica: foi o motor que impulsionou uma virada na triticultura brasileira, demonstrando como a política cambial pode, indiretamente, fomentar o avanço tecnológico e produtivo em uma cadeia agrícola estratégica. Avanços recentes e desafios estruturais Nos últimos anos, diversos fatores reacenderam o debate sobre a autossuficiência tritícola no Brasil. Entre 2020 e 2022, a alta nas commodities agrícolas — impulsionada pela pandemia de Covid-19 e por políticas monetárias expansionistas — elevou significativamente os preços internacionais do trigo. Simultaneamente, a guerra entre Rússia e Ucrânia, dois dos maiores exportadores mundiais do grão, desestabilizou as cadeias globais de suprimento, acentuando a preocupação com a segurança alimentar. Diante desse cenário, o Brasil passou a observar com maior atenção sua capacidade interna de produção. Enquanto o Paraná e o Rio Grande do Sul seguiram como os principais estados produtores, novas fronteiras agrícolas começaram a despontar, especialmente no Cerrado. Pesquisas recentes demonstraram a viabilidade de cultivares adaptadas ao clima tropical em regiões como o Mato Grosso e o Distrito Federal, apontando potencial de expansão da triticultura. Apesar desses avanços, persistem obstáculos estruturais relevantes. A ausência de políticas públicas consistentes para o setor, aliada à volatilidade cambial e aos altos custos de produção, dificulta a consolidação do trigo como uma cultura de larga escala no país. Mesmo com o crescimento da produtividade e a abertura de novas áreas de cultivo, o Brasil permanece dependente das importações para suprir sua demanda interna, que gira em torno de 12 milhões de toneladas por ano. O sonho da autossuficiência: realidade ou miragem? O Brasil possui, de fato, potencial agronômico e tecnológico para ampliar significativamente sua produção de trigo. A atuação da Embrapa e de empresas privadas, com o

Zoológico de Brasília é fechado após suspeita de gripe aviária

[ad_1] O Governo do Distrito Federal fechou temporariamente o Jardim Zoológico de Brasília, a partir desta quarta-feira (28), após a identificação de duas aves mortas nas dependências do local. Os casos envolvem um pombo e um marreco irerê, que são animais de vida livre e não fazem parte do plantel do zoológico. Amostras dos animais foram recolhidas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e serão enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para análise de possíveis casos de gripe aviária. “Reforçamos que não há nenhum outro caso suspeito registrado até o momento, seja entre animais de vida livre ou outras aves no Distrito Federal. A Seagri-DF é o órgão responsável pela sanidade animal no DF e conduzirá toda a investigação, seguindo os protocolos nacionais desenvolvidos pelo Mapa”, informou a pasta, segundo a qual não há prazo para a reabertura do zoológico aos visitantes. Segundo o órgão, o fechamento preventivo segue os protocolos de biossegurança e tem como objetivo proteger a saúde dos animais, dos colaboradores e dos visitantes. A reabertura do parque será avaliada assim que os resultados laboratoriais forem concluídos e não houver risco à saúde pública. Gripe aviária A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também já foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos. A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados. A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas. Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente. [ad_2] Source link