Doenças em lavouras devem se intensificar com mudanças climáticas, alerta Embrapa

[ad_1] Um estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa indica que cerca de 46% das doenças agrícolas que ocorrem no Brasil devem se tornar mais severas até o ano de 2100, com impacto direto sobre culturas estratégicas como arroz, milho, soja, café, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas. O aumento da temperatura e as alterações no regime de chuvas devem favorecer fungos, vírus e vetores, exigindo do país uma reestruturação nos sistemas de monitoramento e controle fitossanitário. A projeção vem de uma ampla revisão científica que avaliou 304 patossistemas (conjunto formado por patógeno e planta hospedeira) relacionados a 32 das principais culturas agrícolas brasileiras. O levantamento mostra que os fungos são os patógenos mais recorrentes, presentes em quase 80% dos casos avaliados. Mais calor, mais doenças O estudo destaca que o aumento médio da temperatura pode ultrapassar os 4,5°C em algumas regiões brasileiras até o fim do século, se o mundo não tomar medidas para frear as mudanças climáticas. Para doenças causadas por fungos, como antracnose e oídio, esse cenário cria condições ideais para a proliferação. Alterações nas chuvas, com períodos mais secos ou intensamente úmidos, também interferem na dinâmica das doenças. “A previsão de doenças em um cenário de mudança climática é um desafio complexo que exige a continuidade das pesquisas e implementação de novas estratégias de adaptação”, afirma a pesquisadora Francislene Angelotti, da Embrapa Semiárido (PE). Ela ainda enfatiza a importância de investimentos para fortalecer os sistemas e estruturas fitossanitários nacionais e promover a inovação científica para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Vetores em expansão Não são apenas os fungos que preocupam. As doenças transmitidas por vetores, como pulgões, cochonilhas, tripes, moscas-brancas e ácaros, também devem aumentar de importância em todo o território nacional. Segundo o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), o ciclo de vida desses insetos se torna mais curto com o calor, e a sua longevidade tende a aumentar. Isso significa populações maiores, mais ativas e por mais tempo durante o ano. A consequência é um risco elevado para culturas como batata, banana, tomate, citros e milho, que já são afetados por essas pragas. Impacto sobre defensivos agrícolas Pesquisas apontam que as mudanças climáticas podem afetar a eficácia dos defensivos agrícolas, exigindo ajustes nas estratégias de controle fitossanitário. Toda a dinâmica dos fungicidas nas plantas (a maneira como eles são absorvidos, transportados e degradados) pode se alterar com o novo cenário climático o qual também provocará alterações morfológicas e fisiológicas nas plantas. Com isso, o uso de produtos químicos pode se tornar menos eficiente ou exigir mais aplicações, o que aumenta custos e riscos ambientais. Esse cenário já impulsiona a busca por alternativas, especialmente os chamados agentes biológicos de controle, como os biopesticidas. Brasil é líder em biocontrole, mas precisa avançar O Brasil é hoje o maior produtor e consumidor de biopesticidas no mundo e tem a maior área agrícola sob controle biológico. Segundo projeção da consultoria Research and Markets, o mercado global desses produtos deve atingir 19,49 bilhões de dólares até 2030. Apesar do protagonismo, pesquisadores alertam que o País precisa reforçar a adaptação desses bioagentes às novas condições climáticas. “Precisamos desenvolver, com urgência, bioherbicidas e produtos biológicos que aumentem a eficiência do uso de nitrogênio e reduzam o estresse abiótico das plantas”, defende Bettiol. Ele também defende o avanço na criação de soluções biológicas para o controle de doenças estratégicas como a ferrugem asiática da soja e a ferrugem do cafeeiro, além da seleção de agentes de biocontrole adaptados ao novo clima. Monitoramento e ação coordenada Diante do cenário projetado, os especialistas recomendam uma combinação de ações para proteger os campos brasileiros como análise de risco, prevenção, adaptação, fortalecimento da vigilância fitossanitária, ampliação de investimentos em pesquisa e incentivo à cooperação internacional. Entre as medidas de curto prazo estão o uso de sistemas de cultivo diversificados, a integração de diferentes tecnologias de manejo, o emprego de agentes biológicos e a adoção de modelos de previsão e alerta de epidemias. “O enfrentamento desses desafios exige políticas públicas eficazes e um esforço coordenado entre agricultores, cientistas e governos para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor agrícola”, reforça Angelotti. Ela destaca que a adaptação às mudanças climáticas no campo não pode depender apenas dos agricultores: é preciso uma articulação entre ciência, governo e setor produtivo. Risco fitossanitário é estratégico para o País O estudo também aponta para a ampla gama de patógenos vegetais do Brasil, em função de sua diversidade agrícola que se estende por um vasto território com climas variados, abrangendo plantas tropicais e temperadas. Essas características reforçam a necessidade da realização de avaliações regionalizadas com base na dinâmica dos problemas fitossanitários nas diferentes áreas produtoras e em cenários futuros. A pesquisadora Emília Hamada, da Embrapa Meio Ambiente, enfatiza a importância de estudos sobre a distribuição espacial e temporal de patógenos nos cenários de risco às mudanças climáticas. Para ela, é necessário que eles contenham experimentações em condições de campo para identificar a vulnerabilidade e adotar medidas de proteção aos sistemas de cultivo. Ela conta que as projeções climáticas indicam aumentos de temperatura no Brasil de até 4,5°C até 2100, em determinadas regiões e estações do ano. Além disso, Hamada explica, que os resultados indicam agravamento do risco de doenças fúngicas, como antracnose e oídio, em função dos aumentos de temperatura e alterações no regime de chuvas, a depender da região do país. Os cenários de risco são cruciais para identificar a vulnerabilidade dos sistemas de cultivo a doenças em cenários de mudanças climáticas e mais avanços científicos são necessários para prevenir efetivamente danos econômicos e ambientais, complementa Hamada. O estudo da Embrapa destaca que as mudanças climáticas já estão moldando o futuro da agricultura brasileira. Se nada for feito, os prejuízos econômicos e ambientais podem ser severos. Mas, com planejamento, inovação e ações coordenadas, o país pode transformar o desafio em oportunidade para modernizar seu sistema de defesa vegetal. *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo [ad_2] Source link
Sistema de nanopartículas usa menos defensivo no combate à lagarta da soja

[ad_1] A soja é a principal commodity agrícola do Brasil há anos e, na safra 2024/25, deve bater recorde de produção, com 167,9 milhões de toneladas, aumento de 20,1 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado, de acordo com levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, as pragas que afetam as lavouras da oleaginosa têm se desenvolvido em igual proporção. Para combatê-las, a nanotecnologia pode ser uma aliada revolucionária. Estudos da Embrapa Soja indicam que os percevejos, por exemplo, podem reduzir a produtividade do grão em até 30%, resultando em perdas estimadas em mais de R$ 12 bilhões por temporada. Da mesma forma, nematoides são responsáveis por perdas de uma safra a cada dez, acumulando prejuízos de aproximadamente R$ 374 bilhões ao longo de uma década. A ferrugem-asiática também está na lista das principais ameaças. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença já gerou perdas superiores a R$ 150 bilhões desde sua identificação no país. Solução nanotecnológica As perdas econômicas na cultura da soja proporcionadas por essas pragas ressaltam a importância de estratégias eficazes de manejo. Pesquisadores membros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) desenvolveram um sistema avançado de liberação de pesticidas utilizando nanopartículas de policaprolactona (PCL) para encapsular o lufenuron, um regulador de crescimento de insetos amplamente usado no combate à lagarta falsa-medideira (Rachiplusia nu). Assim, a pesquisa desenvolvida, focada em melhorar a estabilidade, eficácia e segurança ambiental dos pesticidas, testou as novas formulações nanoencapsuladas em laboratório (in vitro) e em condições semi abertas (in vivo). Entre os resultados apreendidos está o de que tanto a versão nano quanto a formulação comercial convencional eliminaram quase 100% das larvas da praga na dose máxima. No entanto, o diferencial da versão nanoencapsulada foi manter altos níveis de eficácia mesmo em doses mais baixas. De acordo com os pesquisadores, a nanotecnologia utilizada garante maior proteção do ingrediente ativo, controle gradual da liberação do produto e menor degradação ao longo do tempo. “As nanopartículas funcionam como pequenas cápsulas que liberam o pesticida de forma mais controlada, mantendo sua ação por mais tempo e exigindo menos aplicações”, explica Marcos Lenz, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Controle da praga da soja Foto: Divulgação Os ensaios realizados demonstraram que, em ambiente realista (in vivo), a formulação manteve uma taxa de controle acima de 90% na concentração recomendada. O desempenho caiu em concentrações menores, mas os pesquisadores veem isso como um passo importante para o futuro dos nanopesticidas. “É crucial continuar testando essas formulações em diferentes condições ambientais para entender como elas se comportam no campo. O objetivo é afinar a concentração do ingrediente ativo nas nanopartículas, ampliando ainda mais sua competitividade e sustentabilidade”, afirma Lenz. Para ele, essa estratégia, ao mesmo tempo eficiente e menos agressiva ao meio ambiente, pode ser um divisor de águas para o agronegócio — especialmente em um contexto onde o uso excessivo de defensivos agrícolas é alvo de críticas crescentes. Uso em outras culturas A expectativa dos pesquisadores do INCT NanoAgro é que as pesquisas avancem para otimizar ainda mais a concentração do ingrediente ativo nas nanopartículas e expandir os testes em diferentes tipos de culturas e climas. Segundo Lenz, a longo prazo, tecnologias como essa podem reduzir drasticamente o volume de pesticidas usados nas plantações, preservando a produtividade sem comprometer a biodiversidade. [ad_2] Source link
Você viu? China compra volume surpreendente de soja brasileira em apenas 4 dias

[ad_1] Uma quantidade atípica de soja brasileira foi comprada pela China na semana passada, entre os dias 7 e 10 de abril, em meio à escalada das tensões comerciais entre o gigante asiático e os Estados Unidos. A informação, que partiu de reportagem da Bloomberg, detalha que ao menos 40 cargas do grão foram adquiridas, o equivalente a mais de 2,4 milhões de toneladas – quase um terço do volume médio que os chineses costumam processar por mês – com entregas programadas, em sua maioria, para maio, junho e julho. O movimento ocorre no instante em que as transações comerciais entre as duas principais potências econômicas do mundo segue inviável, uma vez que Donald Trump fixou tarifas de importação que podem chegar a 245% aos chineses, que responderam na mesma moeda, com elevação de taxas. O peúltimo relatório para a soja do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), inclusive, já havia detectado o avanço da demanda internacional por soja brasileira com o crescimento das negociações no mercado spot no fim de março. Preferência pela soja brasileira A soja é a principal commodity agrícola exportada pelos Estados Unidos à China. Contudo, o Brasil assumido protagonismo global nos embarques da oleaginosa aos asiáticos, os maiores compradores do grão. Como movimento natural de mercado por conta da época da colheita da safra brasileira, as compras chinesas começam em fevereiro, contudo, as aquisições desta semana foram “excepcionalmente significativas e rápidas”, afirmam fontes ouvidas pela Bloomberg, não identificadas pela agência. Neste cenário, os importadores também foram atraídos pelas margens mais altas no processamento interno da soja após as altas no farelo. Agora, a expectativa de analistas é que a soja brasileira fique mais cara, visto que a China deve dar preferência ao país e evitar a commodity norte-americana no quarto trimestre, época em que costuma recorrer à oferta da nova safra produzida por lá. De acordo com o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nessa quinta-feira (10), o Brasil deve produzir 167,9 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, 20,1 milhões de toneladas a mais do que o registrado na temporada passada. Hora de vender Em entrevista ao Canal Rural, o analista de mercado Carlos Cogo, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China traz a oportunidade de o produtor avançar na comercialização antecipada não apenas de soja, mas também carne bovina e suína, café e algodão. “O Brasil já é líder global nas exportações de soja, café e algodão. No caso da pluma, atingiu o posto em 2024 e se mantém em 2025, enquanto no café ocupa a primeira posição há muitos anos. Quanto ao algodão, assim como na soja, os Estados Unidos são ainda um grande supridor do mercado chinês, abastecendo em torno de 20% da demanda importadora asiática, mas, provavelmente, parte desse volume vai ser deslocado para o Brasil”, acredita. Apesar desse provável ganho de mercado para o Brasil, Cogo ressalta que o produtor rural deve ter em mente que se tratam de benefícios temporários, visto que um acordo comercial entre Estados Unidos e China é dado como certo, ainda que não tenha data para ocorrer. “Pode ser daqui a uma semana, como também daqui há um ano.” “Vale a pena olhar para ‘Trump 1’, quando Donald Trump assumiu [a presidência dos EUA] pela primeira vez em 2018. Naquela época, os preços e prêmios subiram, mas quando saiu o acordo comercial [com a China], chamado de Fase 1 naquele momento, os preços futuros das commodities subiram e os prêmios cederam”, lembra. O analista considera que o mundo viverá a mesma situação comercial de anos atrás. “Nos bastidores, os departamentos de comércio de ambos os países estão traçando uma negociação para um acordo comercial. E o que os Estados Unidos teriam para oferecer que a China precisa? Grãos, fibras e carnes, assim como ocorreu no acordo anterior [do primeiro mandato de Trump].” Diante dessa futura realidade, os preços futuros ficariam mais fortes pela demanda por commodities norte-americanas, mas, por outro lado, os prêmios nos portos brasileiros podem sofrer quedas acentuadas. Assim, para o analista, o produtor brasileiro precisa aproveitar o momento para avançar na comercialização futura, principalmente de soja, café e algodão antes que o acordo entre chineses e norte-americanos seja assinado. [ad_2] Source link
Governo quer dobrar número de municípios no Sisbi-POA até o fim do ano

[ad_1] O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, apresentou no início da semana para o presidente Luíz Inácio Lula da Silva medidas para ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Em reunião com o chefe do Executivo, Fávaro citou a possibilidade da participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na capacitação aos produtores por meio de parceria técnica. A ideia do ministério é ampliar o alcance do Sistema nos municípios brasileiros e avançar no número de estabelecimentos cadastrados. O Sisbi-Poa concede o selo nacional a produtos pecuários que atendam aos requisitos de sanidade e manipulação. A meta da pasta é que até o fim do ano 1,8 mil municípios façam a adesão ao Sisbi-Poa, ante os atuais 970. Esse número já avançou, visto que no início de 2023 eram 380 municípios que haviam adotado a iniciativa. Em março, o governo federal havia anunciado a meta de aumentar a aplicação do sistema de vigilância para 3 mil municípios ao fim de 2026. Inflação dos alimentos A ampliação do Sisbi-Poa integra também as medidas do governo para enfrentamento da inflação de alimentos. A avaliação de técnicos é que o maior número de produtos aptos a serem comercializados em todo o país amplia a oferta nacional destes itens, contribuindo para contenção dos preços. Em março, o governo federal autorizou por um ano a equivalência do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsável pela inspeção de produtos de origem animal localmente à abrangência do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). A medida foi autorizada para produtos como leite, mel e ovos, dentre o anúncio de medidas para barateamento dos preços dos alimentos. O Sisbi, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar, segundo informações oficiais do ministério. Agora, o Sisbi permite que os produtos de origem animal inspecionados no município sejam comercializados em todo o território nacional. [ad_2] Source link
Pesquisa expande possibilidades para produção sustentável de soja

[ad_1] O Brasil é o maior produtor de soja do mundo e uma das razões é a incorporação de bioinsumos, ou seja, microrganismos que promovem a fixação biológica de nitrogênio no solo. Sem tal prática, esse nutriente essencial teria de ser suplementado por adubação. Ao manejar o uso de fertilizante, a economia gerada para os produtores no Brasil é estimada em aproximadamente US$ 15 bilhões anuais. O principal bioinsumo hoje usado comercialmente são bactérias do gênero Bradyrhizobium spp. (rizóbios). Em um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), essa estratégia foi combinada com um novo isolado bacteriano (PGPR, sigla em inglês para rizobactérias promotoras do crescimento de plantas). “Observamos que houve maior crescimento e produção de vagens nas plantas, sem que os microrganismos lançados no ambiente causem impacto na estrutura da comunidade microbiana nativa”, conta Leandro Fonseca de Souza, biólogo com pós-doutorado no Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq-USP. “Além disso, combinar esses microrganismos tem potencial de contribuir com a assimilação do fósforo no solo pela planta, outro nutriente importante suplementado por adubação”, complementa. Descoberta O Bacillus thuringiensis RZ2MS9 foi isolado pela primeira vez da rizosfera (região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato) de guaraná da Amazônia (Paullinia cupana, variedade sorbilis) e demonstrou potencial de promover crescimento de soja e milho em experimentos de casa de vegetação e também ensaios em campo. Essa linhagem é capaz de produzir sideróforos (moléculas importantes para captação de nutrientes do ambiente), hormônios vegetais, solubilização de fosfatos e fixação biológica de nitrogênio in vitro. A linhagem pertence à coleção de microrganismos do Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq, de onde outro isolado, a Pantoea agglomerans cepa Esalq 33.1, ganhou destaque recentemente como bioinsumo comercial desenvolvido em parceria entre a empresa Bionat Soluções Biológicas e a Esalq-USP. O estudo inovou ao demonstrar que o uso do microrganismo em campo traz pouca influência sobre a diversidade das funções potenciais naturais do solo. Também apontou que, mesmo quando a diversidade funcional foi influenciada, o efeito foi de curta duração, perdido ao fim de um ciclo de produção de soja. Isso soma evidências à segurança ambiental de utilizar B. thuringiensis RZ2MS9 em coinoculação com bioinsumos já existentes no mercado para a cultura de soja. [ad_2] Source link
Pernambuco pode ampliar o número de produtos com Indicação Geográfica

[ad_1] A cultura e a gastronomia pernambucanas estão prestes a ganhar uma valorização ainda maior com o lançamento de um projeto destinado ao reconhecimento de 13 novos produtos do estado como Indicações Geográficas (IGs). A parceria entre o Sebrae/PE e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) visa solicitar o registro dessas IGs junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Com um investimento de R$ 2,9 milhões, que será rateado pelas duas instituições, o projeto busca identificar, estruturar e garantir a certificação de produtos que são símbolos da cultura local como o bolo de rolo, café de Triunfo, mel do Sertão Araripe, entre outros. Atualmente, Pernambuco conta com três IGs registradas: os vinhos do Vale do São Francisco, as uvas e mangas de Petrolina e o Porto Digital no Recife. No entanto, a iniciativa visa ampliar esse número, reconhecendo a importância de outros produtos que refletem a diversidade e riqueza cultural do estado. Em todo o país, existem 130 Indicações Geográficas, a maior parte delas presentes em estados com fortes tradições agrícolas e artesanais, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O impacto das IGs para a economia local Para Murilo Guerra, superintendente do Sebrae/PE, o projeto tem um valor estratégico para a economia do estado. Ele acredita que a Indicação Geográfica não só fortalece a identidade dos produtos, mas também valoriza o trabalho dos pequenos produtores e artesãos. “Esse resgate tem uma importância muito grande para o território, para os artesãos, para os produtores, porque valoriza o território, a cultura da região, o pequeno produtor e a economia. Então eu acredito que Pernambuco está crescendo mais ainda com a execução desse projeto”, afirmou Guerra. A ação busca consolidar a identidade de produtos típicos que têm grande potencial de se destacar no mercado nacional e internacional. André Teixeira, diretor-presidente da Adepe, complementa que essa iniciativa representa um passo importante para dar visibilidade a outros produtos. “A gente conhece o Porto Digital, a manga e o vinho do Vale do São Francisco, mas a gente precisa conhecer também o café de Triunfo, o bolo de noiva, o bolo de rolo, o artesanato do barro de Tracunhaém, de Caruaru, ou seja, diversas coisas que são produtivas aqui em Pernambuco e para as quais precisam ser criadas uma identidade geográfica. A partir desse estudo, vamos fortalecer essa identidade”, afirmou Teixeira. Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp A importância do selo para os pequenos produtores Petrônio Pereira da Silva, apicultor em Ouricuri, no Sertão de Pernambuco, é um dos empreendedores que podem se beneficiar diretamente da Indicação Geográfica. Ele produz mel na região e vê no selo uma grande oportunidade de expandir seus negócios. “A Identificação Geográfica vai nos caracterizar pela qualidade do mel, pela coloração e pelo sabor. Nós moramos em uma região totalmente diferente e por isso precisamos registrar e certificar em dados. O selo vem justamente para fortalecer e agregar mais valor ao mel da região. Vai ser uma excelente oportunidade de levar nossos produtos e o nome do Sertão do Araripe para novos horizontes, não só para o Sertão pernambucano, mas também para todo o país”, comemorou. Etapas do processo de certificação das Indicações Geográficas O projeto de ampliação das IGs será desenvolvido em quatro etapas principais. A primeira fase, que já está em andamento, envolve um diagnóstico completo dos produtos que poderão ser certificados. Em seguida, será feita a estruturação de cada produto, incluindo a coleta de dados históricos e culturais, a delimitação da área geográfica e a definição das especificações técnicas que garantirão a autenticidade de cada IG. Essa fase também incluirá a criação de um signo distintivo para cada produto. A terceira etapa será a submissão dos pedidos de registro junto ao INPI, que analisará os documentos e poderá conceder a certificação. Por fim, a última fase envolverá o acompanhamento do processo até que as IGs sejam oficialmente reconhecidas e registradas. O projeto tem como meta concluir todas as etapas até 2026, com o objetivo de garantir que os produtos pernambucanos passem a contar com um selo de identidade que assegure sua origem e qualidade. [ad_2] Source link
previsão de hoje indica clima severo no país

[ad_1] O sábado pós-feriado nacional será marcado pela chegada de uma nova frente fria que afeta, principalmente, o Sul e o Sudeste do país. Confira a previsão para todo o Brasil: Sul Neste sábado, uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical em alto mar avança rapidamente pela Região Sul, provocando chuva no norte e leste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Temporais pontuais não são descartados nessas áreas. A temperatura já começa a cair na Campanha Gaúcha por conta do ar frio que ingressa pelo continente. Sudeste Um novo cavado meteorológico se propaga pela Região Sudeste e uma frente fria avança em direção a São Paulo. A combinação destes sistemas aumentará as instabilidades em território paulista, assim como no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Tem previsão de acumulados altos e chuva forte. No Espírito Santo, sol entre nuvens e pancadas de chuva à tarde. Centro-Oeste Chove forte em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e interior de Goiás. Campo Grande e Cuiabá podem registrar temporais. Goiânia e Brasília terão pancadas com raios. Contudo, o tempo segue abafado. Nordeste A chuva volta a diminuir significativamente na Região e as instabilidades se concentram entre os litorais do Maranhão e do Rio Grande do Norte, mas sem altos acumulados. A chuva continua no sul da Bahia com moderada intensidade. No interior, tempo firme. Norte Os maiores volumes se concentram no Amapá, com probabilidade de chuva forte na capital Macapá. Nos demais estados, as instabilidades diminuem e várias áreas do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia terão tempo firme. [ad_2] Source link
Alta na venda de máquinas leva banco a ampliar crédito rural em R$ 20 bi

[ad_1] A expectativa de safra cheia e o retorno gradual dos investimentos dos produtores faz o Itaú BBA projetar melhora nas intenções de negócios para o setor de máquinas agrícolas em 2025. O primeiro bimestre deste ano mostra que há razões para o otimismo: foram comercializados 7.326 tratores e colheitadeiras, alta de 43% em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O crescimento ocorre após dois anos de retração: 48.897 unidades vendidas em 2024 (-20%) e 60.992 em 2023 (-13%). A Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq), por sua vez, estima crescimento de 8,2% nas vendas de máquinas agrícolas em 2025. Em 2024, o faturamento do setor foi de R$ 60,4 bilhões, queda de 19,9% frente ao ano anterior, desempenho puxado pela quebra de safra. “Começamos a observar a liberação de investimentos que estavam represados. Nos últimos anos, o produtor segurou a renovação do parque de máquinas, e agora já vemos um ritmo melhor de negócios e perspectivas mais animadoras. Efetivamente, o preço por saca não reagiu, mas a receita por hectare subiu bastante, dada a produtividade”, contextualiza o diretor de Agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes. Negócios na Agrishow Mesmo com a indefinição do Plano Safra 2025/26 e em um cenário macroeconômico desafiador, a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, anunciou R$ 15 bilhões em intenções de negócios para 2025. O valor representa um aumento de 10,2% em relação ao registrado em 2024. O Itaú BBA iniciou o ano com uma carteira de crédito rural de R$ 115 bilhões e anunciou que prevê alcançar R$ 135 bilhões até o fim de 2025. Segundo Fernandes, um dos focos estruturais de investimento está na cadeia de agroindústrias voltadas à produção de biocombustíveis. Atualmente, estão mapeados mais de R$ 30 bilhões em projetos nos segmentos de etanol de milho e esmagamento de soja. [ad_2] Source link
Safra global de soja e trigo é reduzida por conselho internacional

[ad_1] O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) reduziu sua previsão para a produção mundial de grãos em 2024/25, de 2,306 bilhões para 2,303 bilhões de toneladas. O recuo, feito na última quinta-feira (17), foi atribuído principalmente a uma projeção menor para o trigo. O volume ainda é inferior ao estimado para 2023/24, de 2,310 bilhões de toneladas. Já o consumo dessas commodities agrícolas em 2024/25 foi projetado em 2,328 bilhões de toneladas, recuo de 8 milhões de toneladas ante o projetado em março. Quanto aos estoques, o conselho ampliou sua estimativa em 4 milhões de toneladas, para 580 milhões. Em 2023/24, a projeção de consumo ficou em 2,325 bilhões de toneladas, com volume estocado de 605 milhões. Grãos em números O IGC fez projeções para a soja, o milho e o trigo. Acompanhe (em toneladas): Soja Produção estimada: redução de 1 milhão, totalizando 417 milhões Consumo global: mantido em 409 milhões Estoques: redução em 1 milhão, chegando a 181 milhões. Produção em 2023/24: estimada em 396 milhões, com consumo de 385 milhões e estoques de 73 milhões. Milho: Produção estimada: aumento de 1 milhão, para 1,218 bilhão Consumo global: reduzido em 1 milhão, para 1,237 bilhão Estoques: subiu 2 milhões, para 276 milhões Produção em 2023/24: estimada em 1,233 bilhão, com consumo de 1,231 bilhão e estoques de 295 milhões. Trigo Produção estimada: redução de 1 milhão, para 798 milhões Consumo global: reduzido de 807 milhões para 802 milhões Estoques: ampliados em 3 milhões, para 268 milhões Produção em 2023/24: 794 milhões, com consumo de 807 milhões e estoques de 272 milhões. Estimativas para a safra 2025/26 “A perspectiva de oferta de grãos para 2025/26 é ligeiramente mais confortável em comparação com o mês passado, com projeções melhoradas para estoques iniciais e produção”, destacou o conselho na nota. Assim, a estimativa para a safra 2025/26 é de 2,373 bilhões de toneladas, ante 2,368 bilhões de toneladas previstas no mês passado. O volume ainda é 2,9% maior que o projetado para a safra atual. Na temporada, o consumo foi apontado em 2,373 bilhões de toneladas, ante 2,367 bilhões de toneladas previstos em março, com estoques de 580 milhões de toneladas. Mais soja e milho, menos trigo A soja pode ter uma produção maior no próximo ano comercial, com 428 milhões de toneladas, segundo as projeções do IGC, alta de 1 milhão de toneladas ante o previsto no relatório de março. O consumo foi projetado em 427 milhões de t, aumento mensal de 1 milhão de t, e os estoques estáveis em 83 milhões de t. Já o milho pode ter produção de 1,274 bilhão de t, alta mensal de 5 milhões de t, com consumo elevado em 4 milhões de t ante a previsão passada para 1,269 bilhão de t e estoques de 281 milhões de t, alta mensal de 1 milhão de t. O trigo, por sua vez, foi reduzido em 1 milhão de t para 806 milhões de t produzidas, estimou a conselho. O consumo do cereal foi projetado para 814 milhões de t, alta mensal de 1 milhão de t, com estoque de 260 milhões de t, também 1 milhão de t mais altos do que em março. [ad_2] Source link
Produção e consumo de vinhos batem mínimas em décadas; entenda os motivos

[ad_1] A produção e o consumo global de vinhos atingiram os menores patamares em décadas em 2024, influenciados por mudanças climáticas, inflação e transformações nos hábitos dos consumidores. Segundo relatório da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV, na sigla em inglês), divulgado na última terça-feira (15), a produção mundial da bebida caiu 5% em relação a 2023, totalizando 226 milhões de hectolitros – o menor volume em 60 anos. “Eventos climáticos extremos e imprevisíveis em ambos os hemisférios” foram apontados como a principal causa pelo documento da OIV. O consumo também registrou queda de 3,3%, chegando a 214 milhões de hectolitros, o menor nível desde 1961, influenciado por “fatores econômicos e geopolíticos, incertezas e mudanças nos padrões de comportamento”, especialmente em mercados consolidados. Apesar disso, a organização ressaltou que “o vinho nunca foi tão consumido em tantos países”, 195 no total, com potencial de crescimento em nações populosas. O equilíbrio entre oferta e demanda foi mantido, mas os estoques regionais seguem desiguais, segundo a OIV. O comércio internacional manteve volumes estáveis, em 99,8 milhões de hectolitros, embora o valor das exportações tenha caído 0,3%, para 36 bilhões de euros, com preços ainda 30% acima dos níveis pré-pandemia, aponta a instituição. John Barker, diretor-geral da OIV, enfatizou a necessidade de adaptação: “Trabalhar juntos para desenvolver soluções climáticas, investir em pesquisa e reforçar o multilateralismo são elementos essenciais para o futuro do setor”. [ad_2] Source link